quinta-feira, 17 de maio de 2012

Satélite militar foi lançado da base espacial de Plessetsk


As Tropas Aeroespaciais concluíram a exploração dos foguetesSoyuz-U, de classe média. Segundo o serviço de imprensa do MINDEF russo, o último lançamento deste foguete, com um satélite militar a bordo, foi realizado hoje, 17 de maio, do cosmódromo de Plessetsk.
O satélite entrou em órbita. O primeiro lançamento do foguete Soyuz-U fora realizado também em Plessetsk, em 18 de maio de 1973. Desde então, a partir desta base espacial setentrional foram realizados 434 lançamentos que colocaram em orbita cerca de 430 satélites de destinos diversos.
segurança nacional

Ataque terrorista a o ex-ministro Fernando Londoño

Vídeo revela detalhes de atentado em Bogotá

BOGOTÁ - O Estado de S.Paulo
Peritos da polícia colombiana analisam um vídeo de segurança que mostra um homem colocando a bomba na porta da caminhonete blindada do ex-ministro do Interior Fernando Londoño. A explosão matou 2 pessoas e feriu 54, na terça-feira, em uma movimentada região de Bogotá.
As imagens mostram um homem negro, disfarçado com uma bata branca, um boné e uma peruca, caminhando pela Rua 16 com uma sacola de supermercado. Ele se passa por vendedor ambulante, sobe a Rua 74, onde estava parada a caminhonete de Londoño, dá uma volta completa no veículo, fixa os explosivos na porta traseira do lado esquerdo do carro e foge correndo.
José Ricardo Rodríguez, motorista de Londoño, foi informado pelos seguranças do carro de trás, que também participavam da escolta do ex-ministro, que alguém havia colocado alguma coisa perto do tanque de gasolina. Quando Rodríguez abriu a porta para checar, a bomba explodiu, matando imediatamente ele e o guarda-costas Rósember Burbano.
O ex-ministro colombiano seguia por esse caminho todos os dias na direção de uma academia de ginástica, frequentada por ele sempre após o trabalho na Radio Cadena Súper. A polícia acredita que o cruzamento entre a Rua 74 e a Avenida Caracas tenha sido escolhido para o atentado porque os semáforos demoram para abrir e a prioridade é do Transmilenio, sistema de transporte público formado por ônibus articulados.
Nas primeiras horas após a explosão, a polícia acreditava que a bomba teria sido colocada em um ônibus vazio do Transmilenio. Além de ter destruído completamente os dois veículos - o ônibus e a caminhonete de Londoño -, ela danificou outros oito carros e vários prédios.
O ex-ministro, um dos homens mais próximos do ex-presidente Álvaro Uribe e crítico ferrenho das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), deixou o carro coberto de sangue, mas caminhando. Ferido no ombro esquerdo, com os tímpanos rompidos e um olho afetado, ele recebeu atendimento imediato em uma clínica a poucos quarteirões do local do ataque. Ontem, Londoño afirmou que só se salvou porque, no momento da explosão, estava com a cabeça baixa, digitando uma mensagem de celular para a mulher.
Com base nas imagens de câmeras de segurança e em relatos de testemunhas, a polícia fez três retratos falados e agora tenta cruzar os dados em bancos de imagem para identificar o terrorista. O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, disse ontem que não descarta a possibilidade de as Farc estarem envolvidas no atentado. "A essa altura, não descartamos nenhuma hipótese. Nem as Farc nem qualquer outro grupo terrorista", disse Pinzón.
Mais cauteloso, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou na terça-feira que não havia total certeza de que as Farc eram responsáveis pelo ataque. No entanto, o comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, o general Luis Eduardo Martínez, não teve dúvidas e acusou a guerrilha. "Sem sombra de dúvidas, quem está por trás disso são os terroristas das Farc", disse.
O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, disse ontem que a polícia investiga se os autores do atentado tinham controle sobre o semáforo da Avenida Caracas. Segundo ele, estranhamente ele ficou vermelho exatamente no momento em que a caminhonete de Londoño passaria. "Esse tipo de estratégia é usado em outras partes do mundo", afirmou o prefeito. De acordo com autoridades, o artefato seria uma "bomba lapa", usada no passado pelo grupo separatista basco ETA. O governo colombiano disse ontem que está trocando informações com outros países e, segundo Pinzón, EUA e Grã-Bretanha já estariam colaborando. / AP e REUTERS..SEGURANÇA NACIONAL

EUA têm plano pronto para atacar o Irã, diz diplomata


REUTERS
TEL-AVIV - Os planos dos EUA para um possível ataque contra o Irã estão prontos, e tal opção está "totalmente disponível", disse o embaixador norte-americano em Israel, Dan Shapiro, dias antes de Teerã retomar as negociações com potências mundiais acerca do seu programa nuclear.A exemplo de Israel, os EUA dizem ver a força militar como último recurso para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico do seu programa atômico.
"Seria preferível resolver isso diplomaticamente e por meio do uso da pressão em vez do uso da força militar", disse o embaixador Shapiro em declarações transmitidas na quinta-feira pela Rádio do Exército de Israel.
"Mas isso não significa que essa opção não esteja plenamente disponível -- não só disponível, como pronta. O planejamento necessário foi feito para garantir que esteja pronta", disse Shapiro. A rádio disse que ele fez as declarações na terça-feira.
EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha têm usado sanções e negociações para tentar convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ter finalidades civis ou militares. Uma nova rodada de negociações começou no mês passado em Istambul, e terá continuidade na quarta-feira que vem em Bagdá.
SEGURANÇA NACIONAL

PROSUB - Projeto cria empresa pública para construir Submarino Nuclear

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3538/12, do Executivo, que cria a empresa pública Amazônia Azul Tecnologias e Defesa S.A. (Amazul) para fomentar e desenvolver o setor nuclear brasileiro, especialmente na parte relativa à construção do submarino nuclear.

A nova empresa será vinculada ao Ministério da Defesa e é originária da divisão parcial da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Essa divisão, no entanto, precisa ser homologada pelo Conselho de Administração da Emgepron, depois de ouvido o seu Conselho Fiscal.

“A criação de uma nova empresa por cisão é a melhor alternativa para gerenciamento dos recursos humanos e a consequente retenção de conhecimento no setor, o que irá proporcionar o desenvolvimento de projetos e a construção dos meios navais necessários para que o Comando da Marinha possa melhor desempenhar sua missão constitucional”, argumentou o Poder Executivo em exposição de motivos assinada pelos ministros Celso Amorim (Defesa), Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento).

O quadro de pessoal da Amazul será composto por empregados da Emgepron vinculados ao Programa Nucelar da Marinha (PNM) e transferidos para a Amazul, nos cargos para os quais fizeram concurso público; profissionais captados no mercado de trabalho, submetidos ao regime celetista, cujo ingresso se dará, obrigatoriamente, por meio de aprovação prévia em concurso público; e militares da Marinha e servidores públicos civis postos à sua disposição.

A Amazul também fica autorizada a patrocinar entidade fechada de previdência complementar, inclusive aderindo a alguma entidade já existente.

Segundo a proposta, a Amazul terá sede e foro na cidade de São Paulo (SP), e prazo de duração indeterminado, podendo estabelecer escritórios, dependências e filiais em outras unidades da federação e no exterior.

Atribuições
Entre as competências da nova empresa estão:

- implementar ações necessárias à promoção, ao desenvolvimento, à absorção, à transferência e à manutenção de tecnologias relacionadas às atividades nucleares da Marinha, ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e ao Programa Nuclear Brasileiro;
- colaborar no planejamento e na fabricação de submarinos, com a prestação de serviços de seus quadros técnicos;
- fomentar a implantação de novas indústrias do setor nuclear e prestar a assistência técnica necessária;
- estimular e apoiar técnica e financeiramente as atividades de pesquisa e desenvolvimento do setor nuclear, inclusive pela prestação de serviços;
- captar, em fontes internas ou externas, recursos a serem aplicados na execução de programas aprovados pelo comando da Marinha;
- promover a capacitação do pessoal necessário ao desenvolvimento de projetos de submarinos, articulando-se com instituições de ensino e pesquisa do país e do exterior; e
- elaborar estudos e trabalhos de engenharia, realizar projetos de desenvolvimento tecnológico, construir protótipos e outras tarefas relacionadas ao desenvolvimento de projetos de submarinos.

O governo pede urgência na aprovação do texto para garantir um quadro de pessoal qualificado. “Com o mercado altamente aquecido e a crescente procura por profissionais altamente qualificados, aumenta substancialmente a probabilidade de se perder empregados vitais para o prosseguimento do Programa Nuclear Brasileiro, em especial nas atividades estratégicas ligadas ao enriquecimento de urânio e às tecnologias de projeto e construção de reatores”.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e está sendo analisado por comissão especial..................................SEGURANÇA NACIONAL

Fragata “União” realiza última patrulha no Líbano


Nesta segunda-feira, 14 de maio, a Fragata “União” (F45) deixou o Porto de Beirute – Líbano – para realizar sua última patrulha na área de operações marítimas do Mediterrâneo. O navio, que integra a Força Tarefa-Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) desde novembro de 2011, será substituído, em 17 de maio, pela Fragata “Liberal” (F43).
A principal atividade realizada pelo navio brasileiro no Líbano é o controle do trânsito de embarcações e aeronaves, na área de operações. “Nosso navio tem que estar sempre pronto para, se necessário, abordarmos um navio suspeito. Por isso, efetuamos treinamentos constantes com nosso Grupo de Visita e Inspeção (GVI) e com o nosso Grupo de Presa (GP)”, explicou o Comandante do Navio, Capitão-de-Fragata Ricardo Gomes.
O adestramento da tripulação é uma preocupação permanente, mesmo nos dias que precedem o encerramento da participação da Fragata na FTM. Além de exercícios com o GVI/GP – quando são praticadas abordagens cooperativas e não-cooperativas – foram realizados, nos últimos dois dias, adestramentos de combate a incêndio e alagamento pelo grupo de controle de avarias do navio e de qualificação e requalificação de pouso a bordo, com o helicóptero orgânico AH-11A “Super Linx”. “Chegar até aqui nos fez revisar tudo aquilo que aprendemos, para avaliarmos a aplicabilidade de nossos procedimentos”, expôs o CF Ricardo Gomes.
Segundo o Comandante da FTM-UNIFIL, Contra-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, “a participação de uma Fragata brasileira na FTM foi um grande desafio e um intenso aprendizado, onde obtivemos pleno êxito. Para a Marinha, é motivo de imenso orgulho”.SEGURANÇA NACIONAL

Exército argentino negocia compra do blindado Guarani


Guilherme Serodio
As Forças Armadas do país poderão funcionar como um novo polo de aproximação entre Brasil e Argentina. O Guarani, novo veículo blindado brasileiro, ainda não é produzido em larga escala no país, mas já pode ter sua primeira venda internacional confirmada nas próximas semanas. O Ministério da Defesa está negociando um lote piloto de 14 unidades para o exército argentino.
Fruto de uma parceria entre o Centro de Tecnologia do Exército e a montadora italiana Iveco, o Guarani vai ser fabricado em uma nova linha de montagem da companhia ligada ao grupo Fiat em sua fábrica em Sete Lagoas, Minas Gerais.
Cautelosa, a Iveco assume estar envolvida nas negociações que classifica como "conversas preliminares". A montadora do grupo Fiat investiu R$ 52 milhões de reais na implantação da linha de produção de veículos militares na sua fábrica de Sete Lagoas (MG), onde já produz caminhões. A linha de produção deve ficar pronta ainda este ano, mas a fabricação em larga escala dos Guaranis é prevista para o começo de 2013.
À frente das negociações dos blindados pelo lado brasileiro, está o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. Ele esteve no país vizinho em abril, e tratou da negociação com o ministro da Defesa argentino, Arturo Puricelli. De Nardi afirma que uma delegação argentina é esperada em Brasília nas próximas semanas para "acertar os detalhes técnicos e financeiros" com o Ministério da Defesa e a Iveco.
O valor da venda aos argentinos ainda não foi definido e depende dos equipamentos a serem incluídos no carro, como o canhão. Até agora, a Iveco só fabricou cinco unidades de um lote-piloto de 16 Guaranis para o Exército brasileiro, além do protótipo desenvolvido em 2010. A configuração encomendada pelos militares brasileiros tem valor aproximado de R$ 2,74 milhões por unidade. Se a encomenda argentina for de veículos idênticos, a venda vai somar R$ 38,3 milhões. Como previsto em contrato entre o Exército e a Iveco, parte do valor das vendas internacionais do veículo ficará com o Exército. Se for confirmada a venda aos argentinos, os carros devem ser entregues no primeiro semestre de 2013.
A Iveco já tem uma encomenda de 2.044 unidades do blindado com diferentes configurações para o Exército brasileiro. Serão entregues cerca de 100 unidades por ano nos próximos vinte anos. Para isso, a montadora está treinando profissionais em tarefas especializadas, como solda de aço balístico, na fábrica de veículos de defesa em Bolzano, na Itália. Lá a montadora produz entre dois e três mil carros militares por ano.
Em Sete Lagoas, a empresa deve empregar 350 funcionários na nova linha de montagem. Além do blindado, a Iveco também poderá adaptar caminhões para o uso militar, o que já faz na fábrica italiana. Mas o foco da companhia é o veículo blindado. "Como é um contrato muito grande, todos os recursos, principalmente humanos, estão direcionados para os Guaranis", afirma o diretor de comunicação da Iveco, Marco Piquini, acrescentando que ainda não há encomendas para a adaptação de caminhões.
No Brasil, o Guarani é parte do plano de modernização das Forças Armadas. Com capacidade para transportar até 11 pessoas, o anfíbio de tração 6x6 e 18 toneladas vai substituir os modelos Urutu e Cascavel, desenvolvidos nos anos 1970 pela extinta Engesa (Engenheiros Especializados S.A). Grande sucesso de vendas, os carros da Engesa foram exportados para países como Iraque, Angola, Uruguai, Venezuela, Chile e Colômbia. Mas nunca para a Argentina.
Para o Ministério da Defesa, a venda do lote de 14 veículos pode ser a primeira de muitas para a Argentina, que também pretende modernizar seu exército. "Dependendo do desempenho do carro eles querem transformá-lo em carro chefe das Forças Armadas argentinas", ressalta o general De Nardi.
O interesse da Argentina pelos Guaranis surgiu em outubro do ano passado, quando uma delegação de militares daquele país visitou a fábrica da Iveco. Na ocasião, os argentinos acompanharam uma demonstração do veículo. Entre os dias 15 e 16 de abril, o ministro Puricelli esteve em Brasília e confirmou ao ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, a intenção de adquirir os blindados.
SEGURANÇA NACIONAL