sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Embalada por produção recorde, Petrobras tem um mar de oportunidades pela frente

Apesar dos problemas financeiros e de alguns revezes que vem sofrendo na Justiça por conta da proibição da venda de ativos, dentro do plano de desinvestimento anunciado para os próximos anos, a Petrobras tem um cenário de resultados mais otimistas a partir deste ano na avaliação de especialistas da área de petróleo e gás.

As boas perspectivas são fundamentadas em novos recordes de produção que vêm sendo exibidos pela empresa. Em dezembro de 2016, por exemplo, a produção média de petróleo ultrapassou os recordes históricos diário e mensal, atingindo pela primeira vez 2,3 milhões de barris/dia, 3% acima do registrado em dezembro de 2016. Só em dezembro, a produção do dia 28 alcançou 2,4 milhões de barris de óleo, enquanto a de gás subiu 2,6%,ou 81,8 milhões de m³.
A média anual de produção do pré-sal no ano passado também foi a maior da história da companhia, com 1,02 milhão de barris/óleo por dia, superando em 33% a produção de 2015. Os principais destaques foram os expressivos crescimentos da produção no Campo de Lula, nos FPOs Cidade de Itaguaí e Cidade de Mangaratiba e no Campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos. Os FPOs — as chamadas Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência — são os navios da Petrobras encarregados da produção e estocagem de petróleo e gás.
O aumento contínuo da produção da empresa é fruto da retomada da normalidade de seus investimentos e da sua operação, na avaliação de Rivaldo Neto, gerente da Gas Energy, uma das maiorias consultorias brasileiras na área de petróleo e gás. 
O aumento da produção também se deve ao fato de que em 2016, apenas no Campo de Lula, entraram em funcionamento as produções dos FPOs Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema, permitindo uma elevação sensível na produção. 
"Quando você tem uma plataforma dessas entrando em operação, se pode atingir até 150 mil barris/dia a mais e de 5 a 6 milhões de m³ de gás por dia. Talvez este ano se veja o Campo de Lula produzindo ainda mais. Esses recordes vêm na esteira da normalidade operacional da Petrobras, que começa a colocar em operação os sistemas prometidos. O que houve foi um acúmulo de projetos que não conseguiram entrar em operação de 2014 a 2016", diz o gerente da Gas Energy. 
Com relação à autosuficiência do Brasil em petróleo e gás, Rivaldo Neto diz que a possibilidade se mantém, embora tenha sido vendida muito precocemente.
"Agora com a Petrobras se reorganizando e passando a cumprir com suas metas internas, a gente pode começar a imaginar que isso vá acontecer. Você tem algumas evoluções regulatórias importantes, como retirar a obrigatoriedade de participação da Petrobras em todos os campos do pré-sal, o que deve atrair investimentos de outras grandes empresas privadas do mundo que deixaram de investir no Brasil na medida em que você não poderia investir sem que tivessem a Petrobras como parceira. Se você tem essa organização e maior capital privado, com certeza, no longo prazo, poderemos vislumbrar um cenário de autosuficiência. A Petrobras precisa produzir mais independente do preço internacional", diz Rivaldo Neto.
Para o especialista, contudo, as recentes decisões que têm sido tomadas pela Justiça, impedindo a venda de ativos da empresa, não ajudam. Segundo ele, o principal fator de atratividade, principalmente na área de exploração e produção de petróleo no Brasil — objeto fim dos leilões que o governo já anunciou que vão acontecer neste ano e no próprio pré-sal — foi a retirada da obrigatoriedade da Petrobras de operar todos os campos. 

Brasil pode mudar preferência por sistemas antiaéreos russos: do Pantsir-S1 para o S-300

O Brasil teria desistido de comprar o sistema russo Pantsir-S1 de defesa antiaérea. O pensamento, agora, seria pela aquisição de outro armamento russo, o S-300.

Orçado em mais de US$ 1 bilhão, o sistema Pantsir-S1 foi considerado caro pelas autoridades brasileiras, além de não atender aos requisitos formulados pelos comandantes militares do Ministério da Defesa.
Segundo o jornalista Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos bélicos e militares, as razões para esta desistência são mais de ordem técnica do que financeira. Falando à Sputnik Brasil, Rezende explica sua posição:
"Em agosto de 2016, houve uma reunião no Comando da Aeronáutica para apreciar todas as propostas de venda para o Brasil de sistemas de defesa antimísseis, e surgiu o consenso de que os mísseis russos Pantsir-S1 não atendiam às necessidades diárias de defesa do país. Todos os mísseis oferecidos tinham alcance médio de 30 quilômetros, e isso não atenderia às necessidades de defesa do país."
Informações de Brasília dão conta de que em 2012 os militares brasileiros apresentaram a cerca de 30 fabricantes de sistemas de defesa antiaérea as especificações consideradas necessárias à defesa do Brasil: entre as exigências constavam as de que as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país e deveriam caber nos aviões de carga da FAB – Força Aérea Brasileira. De acordo com as mesmas fontes, os Pantsir-S1 não atenderiam a essa necessidade.
Segundo Pedro Paulo Rezende, o Brasil não descarta a possibilidade de avaliar outro sistema russo, o S-300. Mas não para já, e sim no futuro. Ele disse à Sputnik que, se a compra dos Pantsir-S1 tivesse sido fechada, os fabricantes russos montariam toda uma assistência tecnológica no Brasil, construindo uma fábrica e transferindo para o país engenheiros, mecânicos e vários outros especialistas na produção do sistema de defesa antiaérea.
Porém, como bem salientou Rezende, a compra deste sistema é assunto para o futuro:
"Não há orçamento. O Brasil está sem verbas para definir de quem comprará seu sistema de defesa antiaérea. Acredito que este assunto só será retomado, no mínimo, no próximo ano."
Sputnik solicitou ao Ministério da Defesa a designação de um representante para comentar a informação de que o Brasil desistiu de comprar o Sistema Pantsir-S1, porém não obteve resposta.

Representante russo na ONU: Se o Reino Unido quer consciência limpa, devolvam as Malvinas

O representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin, respondeu ao seu homólogo britânico, Matthew Rycroft, e a norte-americana Nikki Haley, que reiterou suas acusações contra a Rússia por causa da crise na Ucrânia.

Devolvam as Ilhas Falkland (Malvinas), devolvam Gibraltar, devolvam a parte anexada de Chipre, devolvam o arquipélago de Chagos no Oceano Índico, que se transformou em uma enorme base militar. Só então a sua consciência, talvez, estará um pouco mais limpa e vocês poderão começar julgar outras questões", disse Churkin.

Rycroft tinha acusado a Rússia por suas ações em Crimeia, que, em sua opinião, "desencadeou a crise no país".
O representante russo também destacou a postura do próprio Reino Unido ao julgar o "retorno" de qualquer território.
O representante russo na ONU também citou a Constituição dos Estados Unidos para responder às palavras de Nikki Haley, a embaixadora do país nas Nações Unidas sobre a composição da Crimeia para a Ucrânia. Na sua apresentação à ONU, Nikki Haley reiterou a posição comum de seu país, afirmando que "os Estados Unidos continuam condenando e pedindo o fim imediato da ocupação russa na Crimeia, a Crimeia é parte da Ucrânia".
A península da Crimeia se separou da Ucrânia e da Rússia voltou depois de celebrar março 2014 um referendo em que a esmagadora maioria dos eleitores, mais de 96%, aprovou esta opção. A consulta foi convocada na sequência da mudança violenta do poder na Ucrânia, um evento que Moscou classifica como "golpe".
A Rússia tem afirmado repetidamente que a população de Crimeia votou sim, democraticamente e em plena conformidade com o direito internacional e da Carta das Nações Unidas, ao reagrupamento com a Federação Russa, um país que respeita e aceita esta decisão.

Exército invencível: Forças Especiais russas recebem novo equipamento modernizado

Soldados do Serviço Federal de Segurança (FSB) e da Guarda Nacional russa receberam traje térmico exclusivo, comunica o jornal Izvestia.

Segundo o Izvestia, a nova vestimenta especial para oficiais chama-se Fantasma e é produzida pelo consórcio Kondor.
O traje térmico inovador refresca o corpo dos soldados durante o movimento, conservando calor durante as pausas e a energia durante desgastes físicos.
O traje Fantasma garante conforto em condições climáticas extremas: de —50 a +30 graus Celsius.
Análogos foram antes produzidos pela empresa ítalo-suíça X-bionics.

Especialista: forças estratégicas nucleares da China se aproximam do nível da Rússia e EUA

Na véspera o teste de novo míssil balístico intercontinental DF-5C, realizado pela China, ganhou destaque no jornal norte-americano The Washington Post.

Por sua vez, a China o considera como "um teste científico comum", embora o míssil tenha dez blocos com guiamento automático.
Essa notícia permite dar uma nova olhada nas perspectivas de desenvolvimento das forças nucleares chinesas, opina Vasily Kashin, especialista russo em questões militares.
Em entrevista à Sputnik China, ele informou que, apesar da elaboração do novo míssil de combustível sólido DF-41 capaz de portar uma ogiva com guiamento automático, futuramente, não se espera que sejam retirados de linha os mísseis com combustível líquido. A China está destinando mais recursos à criação de novas versões dos mísseis DF-5. Atualmente o país dispõe de 20 mísseis deste modelo.Mas o DF-5 também tem seus lados negativos. Segundo o especialista, o míssil não é móvel e são instalados em túneis e sistemas de lançamento subterrâneos, demorando muito seu preparo para disparo – entre 30 e 60 minutos.
O número pequeno dos sistemas de lançamento para tais mísseis pode ser destruído após o primeiro ataque inimigo", ressalta.
Hoje, o DF-5 não é o único míssil da China capaz de alcançar o território dos EUA. Os sistemas móveis DF-31 e DF-41 também representam perigo, assinala Kashin.
E não é só isso. A China está desenvolvendo o seu próprio sistema de prevenção de ataque nuclear e o sistema estratégico de defesa antimíssil (DAM). O especialista prevê que, após a elaboração de várias versões, o tempo em que o míssil é acionado seja consideravelmente reduzido.
Assim, há cada vez mais razões para esperar um progresso impressionante da China que a aproximará ao nível dos EUA e Rússia nos próximos anos em termos de capacidade das forças nucleares, o que poderá levar a mudanças sensíveis do jogo no Círculo Pacífico.

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