quinta-feira, 18 de maio de 2017

Taurus diz ser alvo de campanha difamatória motivada por interesses estrangeiros

A Taurus, fabricante de revólveres e pistolas, habitual fornecedora de armamentos para as forças de segurança, reagiu com indignação à notícia de que a Polícia Militar de São Paulo vai abrir concorrência internacional para compra de novos armamentos.

Empresa fundada em 1939 e sediada em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a Forjas Taurus S.A. (razão social da empresa) não quis se pronunciar em entrevista sobre a notícia divulgada pelo jornal Folha de São Paulo de que a Polícia Militar paulista abrirá concorrência (licitação) internacional para compra de 5 mil pistolas, 40 delas para a Tropa de Choque que inclui a unidade de elite da corporação, ROTA (Rotas Ostensivas Tobias de Aguiar).
Envolvida em inúmeros relatos de supostos defeitos em suas armas ao longo dos últimos anos, a Taurus, que emprega 3 mil pessoas no Brasil e exporta para mais de 85 países, enviou uma nota oficial à Sputnik Brasil sobre o seu posicionamento e se disse alvo de uma campanha difamatória motivada por interesses comerciais de concorrentes estrangeiros, posto que é uma das maiores fabricantes do segmento no Brasil e passou recentemente por profunda reestruturação.
"Essa campanha tem divulgado de forma constante notícias falsas sobre a empresa e é conduzida por interessados no enfraquecimento financeiro da Taurus. Os interessados em fragilizar a empresa exploram um sistema judicial já sobrecarregado, em benefício próprio. Recursos públicos têm sido desperdiçados em perícias e ações judiciais repetitivas para tentar, sem sucesso, corroborar a falsa notícia de que as armas da Taurus têm problemas."
Ainda de acordo com a empresa, o Exército Brasileiro e o Ministério Público avaliaram armas da Taurus e comprovaram a ausência de falhas ou defeitos de projeto, e, em visita à unidade de São Leopoldo, o Exército também atestou a qualidade dos processos de fabricação, montagem e testes da companhia, que "realiza de maneira permanente e proativa a revisão gratuita de suas armas para as autoridades competentes".
Segundo a Folha, nove empresas demonstraram interesse em participar da licitação internacional da Polícia Militar de São Paulo, força considerada a maior compradora de armas do país. A PM paulista tem orçamento de 14,8 bilhões de reais por ano e, nos últimos cinco anos, investiu 29 milhões de reais em compra de armas.
A Sputnik Brasil não obteve resposta da Polícia Militar do Estado de São Paulo sobre pedido de entrevista para esclarecer as razões de substituir a Taurus por uma fornecedora de armamentos do exterior.

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