sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Denel prepara o míssil A-Darter para qualificação no Gripen NG

Reportagem publicada no site Flightglobal nesta quinta-feira, 18 de setembro, informou que a empresa sul-africana Denel Dynamics planeja começar, em novembro, os testes de voo de pré-qualificação do míssil ar-ar A-Darter no caça Saab Gripen NG, em antecipação a encomendas da Força Aérea Brasileira. A informação foi dada por um porta-voz da empresa.Após quase 20 anos de desenvolvimento, a Denel já qualificou totalmente o envelope de voo do míssil de curto alcance, guiado por infravermelho, na frota de Gripen C/D, que é operada pela Força Aérea Sul-Africana.
A decisão brasileira pelo Gripen, em dezembro, abriu uma oportunidade nova para o programa A-Darter. O Brasil já se envolveu com o desenvolvimento do míssil para integração a seus caças modernizados F-5M, mas teria dado preferência a integrar o Python da IAI (Israel Aerospace Industries), segundo a reportagem do site.
O Brasil ainda não anunciou planos de operar o A-Darter no Gripen NG, mas a Denel está se antecipando, com a utilização de um avião da Força Aérea Sueca. Enquanto isso, a Denel continua a trabalhar com engenheiros da empresa desenvolvedora de mísseis brasileira Mectron.”Uma das próximas fases será a industrialização do A-Darter no Brasil”, disse o porta-Voz A Denel também aguarda um contrato da Força Aérea Sul-Africana para iniciar as entregas de mísseis operacionais para sua frota de Gripen, o que permitiria à empresa iniciar os esforços de comercialização do A-Darter para outros clientes. A empresa também lançou estudos iniciais para um programa de modernização de meia vida da arma.
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Vídeo: testes de fábrica do fuzil brasileiro IMBEL A2 (IA2)


A avaliação do fuzil de assalto se iniciou em 2011 e o protótipo foi aprovado como MEM pelo relatório de avaliação nº 20/11 de 20 de dezembro de 2011. Em seguida, foi homologado pela Portaria nº 001- DCT de 20 de janeiro de 2012.
A avaliação do lote piloto do Fz Ass 5,56 IA2 está em andamento. Foram realizados os testes técnicos no Centro de Avaliações do Exército em 2012, sendo aguardada a distribuição do armamento e da munição para as unidades do Exército Brasileiro que realizarão a avaliação operacional.
Os testes realizados pela Força Aérea Brasileira e pela Marinha do Brasil foram concluídos, estando em fase final de confecção dos relatórios. Dentre os resultados obtidos na avaliação, é digna de destaque a excelente precisão do armamento, mesmo após a realização dos 6.000 disparos referentes ao teste de vida útil do cano.
Mais informações você encontra na matéria especial sobre a família de armas IA2,
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Marinha do Brasil revela projeto próprio de NPaOc (OPV) na Euronaval 2014

Victor Barreira, Lisboa, Portugal
A empresa estatal brasileira EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) vai revelar o projeto do primeiro navio de patrulha oceânico (NPaOc ou OPV – Offshore Patrol Vessel) na feira Euronaval 2014, que ocorrerá em Paris, França, no final de outubro.
O projeto está sendo desenvolvido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha do Brasil. The design has been developed by the Brazilian Navy’s Ships Project Center (CPN).
O navio – que recebeu a designação de Navio-Patrulha Oceânico BRasil (NaPaOc-BR), ou BR-OPV, foi projetado para realizar missões de vigilância na zona econômica exclusiva (EEZ), incluindo a proteção da infraestrutura das plataformas de petróleo, combater atividades ilegais no mar, prover segurança ao tráfego marítimo e apoiar missões de busca e salvamento (SAR).
O BR-OPV desloca cerca de 2.000 toneladas e pode embarcar uma tripulação de 125 homens. O casco tem comprimento de 103,4m, 11,4m de largura e calado de 3,95m. Com velocidade máxima de 25 nós e alcance de 4.000 milhas a 12 nós, o navio é projetado para uma autonomia de 30 dias no mar.
A propulsão combinada diesel e diesel (CODAD) inclui dois motores diesel associados a propulsores de passo variável através de uma única caixa de transmissão. Refletindo o design stealth do projeto, a chaminé do navio foi posicionada no centro da superestrutura, logo atrás do mastro. O projeto também traz dois estabilizadores laterais a ré, abaixo da linha dágua.
O navio tem a capacidade de embarcar lanchas RHIBs (rigid hull inflatable boats) e uma plataforma de pouso e um hangar para acomodar um helicóptero leve ou de médio porte.
Os sistemas e sensores incluem uma alça eletro-óptica giroestabilizada para observação e capacidade de direção de tiro; sistemas de comunicações, guerra eletrônica e comando e controle, canhões de água e radares de busca aérea e de superfície.
O armamento inclui uma torreta com canhão de médio calibre e dois canhões de 20mm nos bordos. Entende-se que o OPV-BR pode ser equipado com canhões de 40, 57 ou 76mm como armamento principal.
A EMGEPRON disse que os estudos de definição das armas e dos sistemas está em curso, mas enfatiza que o projeto poderá permitir a integração de um leque de equipamentos.
O Brasil atualmente opera três OPVs da classe “Amazonas”, comprados por 133,8 milhões de libras (US$ 218,61 milhões) em contrato assinado com a BAE Systems em dezembro de 2011. O Amazonas (P120), Apa (P121), and Araguari (P122) foram comissionados em junho e novembro de 2012 e em junho de 2013 respectivamente. O acordo inclui também a licença para construção de mais navios da classe a serem construídos no Brasil.
Como parte do Programa PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), a Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM) pretende comprar e construir localmente cinco OPVs de 1.800 toneladas. Propostas que atendem aos requisitos foram submetidas pela BAE Systems, Daewoo Shipbuilding & Marine, Damen Schelde Naval Shipbuilding, DCNS, Fincantieri, Navantia, e ThyssenKrupp Marine Systems. Embora o Brasil tenha a licença para construir mais navios da classe “Amazonas”, não significa necessariamente que este projeto atende aos requisitos dos futuros OPVs.
Além disso, entende-se que mais 7 OPVs serão necessários.
FONTE: IHS Jane’s Navy International
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BRASIL E CHINA DISCUTEM O DESENVOLVIMENTO DO SATÉLITE CBERS-4A

A primeira discussão entre o Brasil e a China para o desenvolvimento do satélite de sensoriamento remoto Cbers-4A foi o item mais importante da pauta da terceira reunião do Grupo de Trabalho para a implementação do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial realizada nesta terça-feira (16), em Pequim, na China, com a participação de representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Administração Nacional de Espaço Chinesa (CNSA).
A agenda do encontro contemplou ainda vários itens do Plano Decenal, dentre eles a estrutura de governança do Plano; o programa de cooperação educacional entre as agências para a área espacial; a proposta da distribuição internacional das imagens do satélite Cbers-4, e da cooperação em componentes eletrônicos e equipamentos. Também foram analisados os preparativos para o lançamento do Cbers-4 em dezembro próximo.
A data da reunião foi escolhida em razão da realização em Pequim, nesta semana, da denominada Final Design Review (FDR) do satélite Cbers-4, encontro que marca a conclusão da fase de integração e testes do satélite, e o início de sua campanha de lançamento.
Como resultado da reunião foi concluída a proposta para a governança do Plano Decenal e aprofundadas as negociações para permitir o envio de estudantes brasileiros para aperfeiçoamento na área espacial na Universidade Beihang, em Pequim. Adicionalmente, como desdobramento da assinatura recente pela AEB e CNSA de um Memorando de Entendimento para a Cooperação em Dados e Aplicações de Sensoriamento Remoto por Satélite, foram discutidas alternativas para a distribuição internacional das imagens do satélite Cbers-4.
Pelo Brasil tomaram parte na reunião o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, o engenheiro Antonio Carlos de Oliveira Pereira Jr., coordenador do Segmento Espacial do Programa Cbers, e João Vianei Soares, coordenador do Segmento Aplicações do Programa Cbers, ambos representando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Romero Maia, 1º Secretário da Embaixada do Brasil em Pequim. Pelo lado chinês participaram representantes de várias organizações sob a coordenação da CNSA.
Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB) 
Foto: Divulgação/AEB – Ilustração da concepção artística do satélite Cbers em órbita.
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NANOSSATÉLITE SERPENS APROVADO EM TESTES DE SEGURANÇA

 O cubesat Serpens passou nesta quinta (18) e sexta-feira (19) por uma série de testes na Agência Espacial Brasileira (AEB) visando ao seu lançamento a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Os procedimentos, realizados por técnicos da Japan Manned Space Systems Corporation (Jamss), foram voltados para a checagem de itens de segurança do nanossatélite envolvidos na etapa final de seu lançamento no espaço.
Todas as informações coletada nesta fase servirão como uma espécie de guia para nortear a sequência de testes que serão realizados até o lançamento. O foco foram os detalhes das operações já realizadas e as futuras.
O Fit Check foi o primeiro teste físico sobre o nanossatélite, a ação dos técnicos foi encaixa-lo a célula de transporte, chamada de JSSOD, e verificar se o Serpens está compatível com as dimensões do dispositivo. É encapsulado na célula que o pequeno satélite é enviado para o laboratório espacial para lançamento.
Aprovação - O resultado foi considerado positivo após ajustes providenciados pela equipe de bolsistas da AEB integrantes do Projeto Serpens.
Após as alterações, houve a Inspeção de Pontas Cortantes, ou Sharp Edge Inspection, na denominação em inglês, que consiste no deslizamento da mão do técnico com uma luva especializada pelas extremidades do cubesat para detectar possíveis rebarbas cortantes. O teste é necessário para se eliminar qualquer entrave que possa ocorrer caso o lançamento tenha que ser feito manualmente, o que ocorre em condições remotas. O teste apontou pequenos pontos cortantes no Serpens que serão especificados em seu manual de segurança.
Na próxima semana a equipe do Projeto Serpens se desloca para São José dos Campos (SP) para iniciar a campanha de segurança para o lançamento, em que serão apontados outras especificações necessárias para o envio do Serpens ao Japão.
 Coordenação de Comunicação Social (CCS)
 Foto: Valdivino Júnior/AEB – Célula JSSOD, da qual o Serpens será lançado da ISS.
 Foto: Valdivino Júnior/AEB – Técnico examina o cubesat Serpens na bateria de testes na AEB.
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