quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Reportagem sobre o projeto MMM em jornal gaúcho

Projeto pretende por em órbita primeiro satélite gaúcho



Empresas, universidades e instituições públicas planejam disputar verba federal para projetar e lançar equipamento

Cadu Caldas e Demétrio Rocha Pereira

Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal.

Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões.

De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Ontem, o Ministério das Comunicações anunciou que o consórcio europeu Thales Alenia Space foi o escolhido para a construção do equipamento, que deve ser lançado em dois anos.

– Vamos apostar em um novo nicho, em algo que ainda não é produzido no Brasil. Apesar de disputarmos recursos federais, não somos concorrentes no mercado – explica Aloísio Nóbrega, diretor de promoção comercial da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), responsável por realizar o mapeamento das empresas que vão atuar no polo gaúcho.

Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos.

A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. O restante pode vir de outros Estados, mas a tendência é que venha por meio de parcerias internacionais. Em abril, uma comitiva gaúcha foi a Israel para tratar do tema. Em setembro, está agendada uma viagem para o Canadá.

– O Ministério da Defesa vai se tornar o primeiro cliente do satélite. Mais tarde, o objetivo é vender a plataforma no mercado internacional – diz Marcos Arend, diretor de tecnologia da AEL.

Confiante da vitória no edital, Arend afirma que uma eventual derrota não enterra o projeto mas pode acarretar mudanças no cronograma.

– Investimentos em tecnologia têm um certo risco. Sem apoio fica mais complicado, mas a ideia é grande e iremos em frente. É importante para o Estado investir em sistemas de defesa próprio e o governo já entendeu isso – acrescenta.

Lançamento para 2015

Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador.

O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser "manobrado" para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o "empurram" para baixo.

A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior.

O projeto

O Microssatélite Militar Multimissão (MMM-1) deve ser uma das primeiras iniciativas do polo espacial gaúcho. A intenção é lançar o equipamento até o final de 2015, o que pode ser concretizado com a colaboração de quatro universidades e de diversas empresas nacionais e estrangeiras.

As características
Massa (peso): cerca de 20 quilos
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade
Altitude de órbita: 700 quilômetros
Custo estimado: US$ 250 mil
Aplicação imediata: setor de defesa

Carro e roda
Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda.
Mas ainda há menores, veja a classificação:
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg
Picossatélite: menos de 1 kg

Os parceiros
Universidades e instituições públicas
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo
Unisinos: sensores e microeletrônica
PUCRS: antenas e transponder digital
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais
Ceitec: microeletrônica (chips)

Empresas
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia
GetNet: serviços de comunicação
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas

Fonte: Jornal Zero Hora,  .SNB

Empresa gaúcha fatura R$ 1 milhão por ano com fabricação de drones

Daniel Bittencourt - Do G1 RS
O que era apenas um hobby para o engenheiro mecânico Ulf Bogdawa, de 51 anos, virou um negócio inovador e com um faturamento anual de pouco mais de R$ 1 milhão. Sua paixão pelo aeromodelismo fez surgir a SkyDrones, empresa dedicada ao desenvolvimento, fabricação, comercialização e prestação de serviços técnicos de microvants, mais conhecidos como drones. Localizada em Porto Alegre, a empresa de base tecnológica foi criada dentro da incubadora Tecnosinos, da Unisinos, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.
No início, em 2009, a empresa era focada na construção e programação de drones. A partir de 2012, ampliou o leque de atuação e começou a prestar treinamento para pessoas que queiram operar as máquinas. Atualmente, é referência no país e trabalha em conjunto com empresas de tecnologia de fora do Brasil.
“Ficamos um ano pesquisando. Eu e meu sócio Carlos Henning somos empreendedores natos. Pelo convívio com o mercado interno e externo, temos essa facilidade. E a ideia surgiu naturalmente”, explica ao G1 Bogdawa.
A empresa que começou pequena já cresceu, mas não como os sócios vislumbravam. A utilização civil e comercial dos vants ainda é proibida pela Agencia Nacional de Aviação (Anac), o que dificulta a vida dos empresários e de todo o segmento. Para Bogdawa, a indefinição da Anac trava o setor. “Nosso faturamento não é mais alto por causa das restrições. É por isso que fizemos uma proposta em janeiro deste ano para que em 2014 a gente possa ter alguma luz no fim do túnel. Há uma demanda grande no agronegócio e no mapeamento geológico. A Anac tem entendido estes problemas e estamos em tratativas”, afirma.
Em nota, a assessoria de comunicação da Anac afirma que a tendência é que o desenvolvimento de tecnologias e técnicas venha a fornecer comprovações que permitam efetiva utilização dos drones. Mesmo não existindo restrição à compra de um drone por um cidadão, instituição ou empresa, sua operação depende de autorização específica da Anac.
O certificado de autorização de voo experimental (Cave) só é concedido após comprovações por parte do interessado, com o objetivo de zelar pela segurança na aviação. A licença, no entanto, permite apenas operações experimentais sobre áreas não densamente povoadas, ou seja, não permite operações com fins lucrativos nem operações em áreas urbanas.
Para o uso comercial de drones, a Anac libera autorizações dependendo de cada caso, desde que o requerimento destaque as características da operação pretendida e do projeto do drone. Ainda em nota, a Anac afirma que até o fim de 2013 será desenvolvida uma proposta de regulamentação para operações não experimentais de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas civis em áreas segregadas. Será feita uma audiência pública ainda sem data marcada para discutir o caso.
Agronegócio e empresas de energia são o foco do setor

Enquanto aguarda a regulamentação, o setor busca formas alternativas para se manter. No caso da SkyDrones, os equipamentos desenvolvidos são basicamente para fotografia industrial e uso em forças públicas, como a polícia e o Exército. Estes equipamentos são multirotores quadricópteros e hexacópteros que pesam entre 300g a 4kg. São usados para captar imagens de pontos de interesse local como em passeatas ou para levantar informações topográficas.
“Sobrevivemos basicamente de projetos feitos em parceria com universidades e instituições de ensino. O mercado hoje praticamente não existe. Já participamos junto à Defesa Civil em alagamentos e em parques públicos para identificar focos de incêndio e para monitorar atos de vandalismo em reservas. Também já atuamos em testes de monitoramento dentro de estádios e em vistorias de navios atracados em portos”, explica Bogdawa.
Mas a expectativa para o futuro é de crescimento. A atuação em inspeções industriais e no agronegócio continuam sendo o foco. O último projeto, que está em fase final do desenvolvimento, é um vant agrícola chamado Zangão, que capta imagens de plantações ou construções. As imagens são transformadas em mapas georreferenciados, que podem ser usados para ajudar na admistração da lavoura, para saber onde pode ser feita a colheita ou onde é necessário o uso de pesticidas, por exemplo.
“Para alavancar o negócio, sempre buscamos investimentos, mas é preciso que as pessoas enxerguem o mercado de maneira positiva", explica.
A SkyDrones têm alianças com empresas da Alemanha, Coreia do Sul, Estados Unidos, Suécia e China para fornecer tecnologia aviônica e componentes para produzir e comercializar sua atual e futura linha de produtos
SNB

DEFESA - Seminário sobre monitoramento reunirá representantes de dez países da América do Sul

A partir desta quinta-feira, representantes de dez países da União de Nações Sul-americana (Unasul) reúnem-se em Manaus (AM) para participar do Seminário Sul-americano de Monitoramento de Áreas Especiais. O evento é promovido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão ligado ao Ministério da Defesa.

O encontro é o desdobramento da IV Reunião do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS/Unasul), realizada em novembro do ano passado em Lima, no Peru. Na ocasião, os integrantes do Conselho manifestaram apoio à proposta de constituição de um sistema sul-americano de gestão das chamadas áreas especiais, regiões isoladas que abrigam, entre outras, reservas indígenas e de proteção ambiental.O seminário pretende servir como espaço para a troca de experiência entre os países e permitir que acordos possam ser firmados para integração e monitoramento de eventos como desmatamento, formação de focos de calor, tremores de terras e cenários onde ocorrem crimes transnacionais, áreas em que o Brasil já possui um sistema de grande eficiência.

"O Censipam acumulou expertise em temas como meteorologia, hidrometeorologia, sensoriamento remoto por satélite e as operações de campo em apoio a operações de repressão a ilícitos", diz o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes. A ideia, segundo ele, é compartilhar essa experiência com os membros da Unasul.

Durante o evento, sistemas como o de sensoriamento remoto, utilizado para monitorar a superfície terrestre, serão apresentados como experiência positiva pelo Brasil. "Existe o entendimento comum de que os eventos que ocorrem em um país podem ter repercussão nos outros. O objetivo é trabalhar de forma integrada para ampliar as capacidades e habilidades de todos", afirma o diretor do Censipam. "Monitoramos mais de 60% do território nacional e temos onze anos de experiência com esse tipo de gerenciamento. O interesse dos nossos vizinhos em entender esse sistema é natural e positivo", conclui Rogério Guedes.

O evento, de dois dias, será realizado no auditório Anavilhas do Centro Regional de Manaus do Censipam. Participarão da abertura os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, do Equador, María Fernanda Espinosa, da Venezuela, Carmem Melendez Rivas, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón
Fonte: Ministério da Defesa...SNB

Marinheiros da Índia morrem em submarino após explosão e incêndio

DA REUTERS, EM MUMBAI
Mergulhadores tentavam desesperadamente arrombar as escotilhas de um submarino indiano em que vários marinheiros morreram ou ficaram presos após uma explosão nesta quarta-feira, no pior incidente da Marinha da Índia desde a guerra de 1971 com o Paquistão.
Dezoito marinheiros estavam a bordo do submarino INS Sindhurakshak, de fabricação russa, quando a explosão ocorreu após a meia-noite.

O acidente manchou uma semana de marcos navais, incluindo o lançamento de um porta-aviões construído pelo país, que visa dar força à Marinha da Índia, que compete com a China no oceano Índico.
O ministro da Defesa, A.K. Antony, disse que os membros da tripulação no interior do submarino diesel-elétrico atracado na base principal de Mumbai tinham morrido.
Mas ele não deu detalhes, mais de 12 horas após o incidente, que reviveu lembranças da explosão no submarino nuclear russo de ataque Kursk, no mar de Barents, em 2000, num caso em que todos os 118 tripulantes morreram.
"Houve uma explosão logo após a meia-noite no lado da frente do submarino, onde mísseis e torpedos são guardados para serem usados quando necessário", disse uma fonte da Marinha.
"Agora, o submarino está inclinado na parte da frente e todas as escotilhas estão fechadas. Eles estão tentando abrir agora", acrescentou.
Ele disse que um ou dois homens ficam geralmente de plantão em cima do submarino, e que eles ou pularam na água ou foram arremessados pela força da explosão. O número de tripulantes no navio quando está totalmente operacional é de 110.
O porta-voz da Marinha P.V.S. Satish disse mais cedo que os esforços para resgatar os tripulantes presos estavam em curso. "Nós não vamos desistir até chegarmos a eles", disse.
FOLHA...SNB

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