sábado, 20 de abril de 2013

Laser de combate como caraterística da superpotência


Serguei Duz

V D RUSSIA

As Forças Armadas dos EUA obterão, dentro em breve, uma nova super arma. Vários analistas vislumbram nisto um desejo de reafirmar o status de superpotência numa nova volta da espiral do progresso tecnológico e científico.

Trata-se de um laser de estado sólido capaz de, citando a mídia, queimar os alvos como um maçarico. Graças à intensificação dos trabalhos de projeção e desenvolvimento, a arma irá aparecer num dos navios de guerra norte-americanos estacionados no Golfo Pérsico já em 2014, ou seja, dois anos antes do prazo anteriormente programado.
O novo laser de combate é capaz de destruir drones e lanchas de guerra. Ainda não é suficientemente potente para atingir aviões supersônicos e mísseis em fase final de trajetória. Mas essa é uma questão só do tempo. Os norte-americanos, é bem perceptível, se sentem orgulhosos pelo trabalho realizado e relacionam grandes esperanças com a arma nova.
É que os EUA precisam de reter o status de superpotência e, para tal, se adiantarem aos concorrentes geopolíticos na área técnico-militar. Os norte-americanos necessitam um arranque. Eles têm que ultrapassar todos os demais, tal como o acontecera outrora com a bomba atômica. Mas hoje em dia as armas nucleares já deixaram de ser apercebidas como algo inacessível.
Deveras, ainda nem todos dispõem de armas nucleares, longe disso. No entanto, tampouco se pode falar de exclusividade. O regime de não-proliferação está se tornando cada vez mais difuso a despeito de todos os esforços para o impedir.
Entrementes, sem super arma não há superpotência. Uma força armada cuja potência se distingue substancialmente da das forças armadas dos outros estados, é um dos quatro elementos mais importantes que determinam o carácter exclusivo de um dado estado na palestra internacional.
Os restantes três elementos caraterísticos da superpotência – o prestígio político e ideológico a nível mundial, altíssimo potencial econômico e ambições expansionistas globais –, tudo isso os norte-americanos o possuem em tal ou qual grau.
Portanto, o que falta é um novo porrete ameaçador, a disponibilidade do qual permite promover seus interesses com uma eficiência muito maior do que todas as manhas diplomáticas. Daí é o anelo atual dos norte-americanos para avançar, o mais rápido e o mais longe possível, na corrida das tecnologias de guerra e sua aplicação prática. Relata o analista militar Viktor Litovkin:
"As armas nucleares estão ainda bastante longe de seu fim. Mas já assistimos ao advento de armas de laser, armas de raio, armas radiológicas (que hoje em dia são implementadas cada vez mais ativamente na prática) e os equipamentos de guerra radioeletrônica que inutilizam os sistemas de reconhecimento, navegação e detecção de alvos. Sem estes sistemas o combate moderno já é impossível hoje. Pois atualmente já não se trata do material blindado como tal, trata-se de fazer com que este se converta num montão de ferro inútil e incapaz de se mover ou voar, em caso de aviões, porque seus motores pararam, ou porque seu canhão falhou ou os aparelhos óticos ficaram "cegos", e por aí adiante. O futuro pertence, em primeiro lugar, a estas tecnologias".
Contudo, ainda há dez anos, Evgueni Primakov, um destacado político russo, vaticinou o fim da época de superpotências. O próprio conceito de "superpotência", na opinião dele, é um produto e categoria da guerra fria. A superpotência aglutinava em sue torno um conglomerado de estados afiançando-lhes sua segurança numa dura confrontação com o bloco opositor.
Atualmente, o quadro tem mudado. A ausência de confrontação global exclui a necessidade de, por exemplo, "guarda-chuvas nucleares" que os EUA e a URSS "abriam" sobre seus aliados e parceiros.
Sem dúvida alguma, os EUA (bem como a Rússia) não é, de nenhuma maneira, um estado regional, mas sim mundial. Mas o fato de estar no proscênio geopolítico e a qualidade de ser uma superpotência, são as alternativas bem diferentes. A primeira implica uma cooperação diversificada em vários vectores e a confiança em seus parceiros, enquanto a segunda é a solidão de um senhor feudal e o medo aos vassalos, os quais, por via de dúvida, não se deve perder da vista.
Parece lógico que a primeira alternativa corresponde num grau maior aos interesses dos EUA, e que, ao optar por ela, após a Rússia, os Estados Unidos irão assegurar seu desenvolvimento sustentável. E o futuro comum será muito mais tranquilo sem laseres de combate e outras super armas.
SNB

MAN - LIDERANÇA NA ÁREA DE CAMINHÕES MILITARES

Caminhão brasileiro 6x6, desenvolvido especialmente para o Exército, supera expectativas em testes 

MAN HX 32.440: veículo importado exclusivo para uso militar é também destaque na feira 



Com veículos nas Forças Armadas desde 2007, quando quebrou uma hegemonia de quase 50 anos de uma de suas principais concorrentes, a MAN Latin America, fabricante dos caminhões e ônibus Volkswagen e dos caminhões MAN, é hoje referência em veículos militares. Representando a segunda maior frota do Exército Brasileiro, a empresa mostrou sua força no segmento durante o 9º LAAD Defence & Security.

Um dos destaques foi o  exclusivo VW Constellation 31.320 6x6 Militar – 10 QT, totalmente desenvolvido no Brasil para atender as necessidades do Exército, e exposto no estande da montadora. O protótipo, equipado com motor eletrônico, está em fase de testes pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEx), onde já apresentou excelente desempenho. Outra novidade para este ano é um veículo importado da Alemanha, o MAN HX 32.440, de uso militar, com tração 8x8. O caminhão possui cabine blindada que permite transporte de tanques de combustíveis e até lança-mísseis.  A  Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) mostrou o Sistema Antiaéreo Pantsir montado em um chassi MAN.

Desde sua primeira participação, a montadora lançou na feira produtos sob medida, como o VW Worker 15.210 4x4 (LAAD2009), primeiro caminhão Volkswagen homologado pelas Forças Armadas, que volta novamente ao evento em configuração especial para missões do Exército. Produto mais vendido da montadora para esse segmento, é do tipo operacional militarizado, com tração integral, capaz de transportar cinco toneladas em qualquer tipo de terreno e são usados em diversas operações, inclusive em missões de paz no Haiti.

Até o final de 2013, a MAN Latin America atingirá a marca de 4 mil caminhões vendidos às Forças Armadas no Brasil, dentro do conceito Sob Medida que consagrou a empresa. Grande parte desse volume está inserido nos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, do Governo Federal.

Para a mais recente licitação, a montadora entregará caminhões em configurações especiais para o combate à seca no Nordeste: uma delas com carroceria de madeira, para transporte de reservatórios de água flexíveis, e outra com tanque para transporte de até mil litros de água, conhecido como caminhão-pipa. Após essa operação, os veículos serão utilizados para o transporte de equipamentos em novas missões do Exército.

Delegações oficiais de diversos países, incluindo Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Uruguai, Angola, Nigéria e Suriname, visitaram o estande da MAN na LAAD 2013.

Caminhão brasileiro 6x6 supera expectativas 

O primeiro caminhão 6x6 100% brasileiro, baseado no modelo VW Constellation 31.320, tem capacidade para até dez toneladas de carga útil em qualquer terreno (QT). Transportando equipamento de artilharia (obuseiro) de seis toneladas, o novo veículo já começou a ser testado em condições severas e reais de operação e apresenta resultados acima das expectativas das Forças Armadas.

A novidade é capaz de transpor cursos d’agua de até um metro de profundidade, vencer rampas com 60% de inclinação e obstáculos com 30% de inclinação lateral. O veículo também foi aprovado em testes do Exército Brasileiro e subiu com tranquilidade um degrau com mais de 30 centímetros de altura. A próxima fase de aprovação será feita pelo CAEx.

O novo chassi foi desenvolvido pela engenharia da MAN Latin America em conjunto com o centro de modificações BMB Mode Center, parceiro da empresa e também instalado na cidade de Resende (RJ), ao lado da fábrica da montadora. O centro, que possui mais de onze anos de atividades, é responsável por modificações em diversos caminhões e ônibus da marca Volkswagen, incluindo os do Exército, que necessitam de modificações. Desde 2006, quando foi inaugurado, o BMB já modificou mais de 100 mil veículos.

MAN HX 32.440 8x8 chega da Alemanha para a LAAD

Durante a LAAD, a MAN Latin America apresentou pela primeira vez no Brasil o caminhão MAN HX 32.440 8x8 de uso exclusivo militar. Produzido pela RMMV – Rheinmetall MAN Military Vehicles, braço militar da companhia na Alemanha, uma joint venture criada pela MAN Truck & Bus na Europa em parceria com a empresa alemã Rheinmetall, o caminhão possui um exclusivo sistema de gancho e transporte de carga, atrelado a sua cabine blindada, permitindo o transporte de equipamentos militares, peças, tanques de combustíveis, tripulação, e até lança-mísseis.

Conhecido comercialmente como MAN HX 77, o modelo está equipado com motor MAN D2066 de 440 cavalos de potência e possui torque máximo de 2.100 Nm. O motor está preparado para atender às normas de emissões de poluentes Euro 4 e utiliza a tecnologia EGR de recirculação de gases. Com um PBT (peso bruto total) de 32 toneladas e capacidade de carga de até 21 toneladas, o veículo possui tração em todas as rodas, tornando-o apto para trafegar em qualquer tipo de terreno (QT). Além disso, está preparado para operar em condições extremas de temperatura (de -32ºC a 49ºC).

À toda prova

O ingresso no segmento de veículos para uso militar requer a oferta de produtos robustos e confiáveis para atender às exigentes demandas do setor. Os caminhões Volkswagen e MAN passam por situações extremas durante diversos testes de rodagem realizados pelas Engenharias da fábrica da MAN, em Resende, e em Munique, na Alemanha, além dos rigorosos processos de homologação realizados pelas Forças Armadas do Brasil, principal cliente da MAN nesse segmento.

O projeto do caminhão militarizado Volkswagen incluiu um ano de testes em campos de provas do Exército em todo o Brasil. Um protótipo rodou 34 mil quilômetros nas bases das cidades fluminenses do Rio de Janeiro (Restinga da Marambaia), Mangaratiba (Itacuruçá) e Duque de Caxias. O veículo também passou por Goiânia (GO), Cachoeira do Sul (RS) e por manobras no Estado do Espírito Santo, atendendo aos Requisitos Operacionais Básicos (ROB) do Exército.

A homologação incluiu rodagens por terrenos arenosos, alagados e com lama, além de manobras de embarque aéreo e marítimo, transporte de pontes, uso de biodiesel em mistura B2 (2% de mistura ao diesel convencional) e até testes de balística, conferindo a resistência da cabine a estilhaçamentos. Para certificar a resistência do conjunto motor-transmissão, dos eixos e da suspensão, outro protótipo passou por quatro edições do Rally Internacional dos Sertões, cada uma com cerca de 5.500 quilômetros de estradas sem pavimentação e trilhas em condições extremas.

Sobre a MAN Latin America

Fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, a MAN Latin America é a maior fabricante de caminhões e a segunda maior de ônibus da América do Sul. Com 30,3% de participação nas vendas de caminhões no Brasil em 2012, comercializou 41.422 unidades, garantindo assim a décima liderança consecutiva neste mercado.

Também está no topo entre as exportadoras desse produto. Com mais de seis mil colaboradores, a fábrica da MAN Latin America - uma das mais modernas de caminhões e ônibus do mundo - está instalada estrategicamente na cidade de Resende (RJ), a 150 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro e a 250 quilômetros da capital de São Paulo. Conta ainda com cerca de 150 concessionárias, espalhadas por todo o País para garantir amplo atendimento a seus clientes, além de uma rede de importadores. Os produtos da MAN Latin America chegam a mais de 30 países por todo o mundo.

Conhecida mundialmente pelo seu exclusivo sistema de produção – o Consórcio Modular, permite oferecer aos seus clientes uma ampla gama de produtos feitos “sob medida” para cada operação. São mais de 60 modelos de caminhões da marca Volkswagen, sendo 25 modelos destinados ao mercado brasileiro e 26 chassis Volksbus, sendo nove modelos destinados ao mercado doméstico. Em 2012, a MAN Latin America ingressou oficialmente no segmento de caminhões extrapesados com a apresentação de três modelos de caminhões MAN.
DNT...SNB

Interceptação SU-30SM com R-77 mísseis


CAÇA SU 30 M ...  força da .venezuela
SNB

O Comando de Defesa Aeroespacial Venezuela começa a receber sistema de mísseis Buk-2ME

 Notitarde

Caracas - Eles chegaram no porto de Puerto Cabello, Venezuela componentes do sistema móvel de médio alcance míssil antiaéreo Buk-2ME , de fabricação russa, de acordo com a revisão jornal local Notitarde .
De acordo com as fotografias publicadas pelo jornal, era claro que é recipientes míssil 9M317 .Um comboio de caminhões movidos inúmeros recipientes passado do porto para o armazenamento centraliza as Forças Armadas Nacionais.
O sistema Buk-2ME, adquiriu na Rússia, em setembro de 2009, será operado pelo Comando de Defesa Aeroespacial Integral (CODAI), designado para o Comando Estratégico Operacional (CEO) das Forças Armadas Nacionais. CODAI recebeu recentemente duas baterias sistema móvel de mísseis S-300VM Antey-2500 . Além disso, o sistema libera S-125 Pechora-2M , foram concluídas no início deste ano.
SNB

Rússia poderá armar não apenas a Venezuela


O novo presidente da Venezuela visitará a Rússia no início de junho, o que por si é um........ V D RUSSIA .. pretexto para discussões entre céticos e otimistas acerca de perspetivas das exportações de armamentos russos para a América Latina.

Quando em fevereiro mais um navio com armas e equipamentos militares russos chegou à cidade venezuelana de Puerto Cabello, o quinto desde o início do ano, os analistas começaram a falar sobre o próximo fim dos principais contratos militares entre Moscou e Caracas.
A causa não foi apenas o pioramento brusco do estado de saúde do comandante Hugo Chávez, mas também o fato de a Venezuela ter praticamente esgotado as necessidades de rearmamento de suas Forças Armadas.
Em sete anos de estreita cooperação técnico-militar, a Rússia forneceu à Venezuela enormes quantidades de diferentes armamentos, inclusive caças, helicópteros, sistemas de artilharia, instalações móveis de mísseis para a guarda costeira, sistemas de defesa antiaérea S-300V, tanques. Na opinião de peritos, atualmente, as Forças Armadas da Venezuela, pelo grau de equipamento, estão prontas a combater eficazmente contra um inimigo condicionalmente equiparado a qualquer de seus vizinhos.
Assim, o dirigente da corporação estatal Tecnologias Russas, Serguei Chemezov, disse recentemente que hoje em dia a Venezuela está saturada de armamentos, não estando previstos novos fornecimentos nos próximos tempos. O mesmo faz lembrar Viktor Semenov, chefe de laboratório do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia. Por outro lado, o orçamento da Venezuela está consideravelmente esgotado e não apenas por causa do rearmamento, disse Semenov à Voz da Rússia:
“Os contratos militares concluídos atingem aproximadamente 11 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, em 2012, os recursos financeiros da Venezuela foram canalizados para garantir a vitória de Hugo Chávez nas presidenciais em outubro e a de seus apoiantes nas eleições de governadores em dezembro. Foram utilizados não apenas os próprios recursos, mas também empréstimos. Nos últimos anos, por exemplo, a China emprestou à Venezuela 36 bilhões de dólares. Atualmente, o défice orçamental da Venezuela constitui aproximadamente 13%, a taxa inflacionária é alta e os ritmos de crescimento do PIB se aproximam do zero. Nestas condições, naturalmente, será difícil comprar alguns novos equipamentos.”
A curto prazo, a cooperação técnico-militar entre a Rússia e Venezuela pode desenvolver-se principalmente na área da manutenção dos equipamentos militares já fornecidos, sustenta Semenov. Não se exclui que sejam ainda concluídos dois projetos técnico-militares conjuntos: a construção de uma empresa de produção de fuzis Kalashnikov e de um centro de manutenção de helicópteros russos adquiridos, inclusive, em outros países da América Latina.
Ao mesmo tempo, na opinião de alguns analistas, as exportações militares russas ainda não abarcaram todas as necessidades defensivas da Venezuela. Há alguns anos, o então presidente russo Dmitri Medvedev disse aos jornalistas, após um encontro com Hugo Chávez, que a Venezuela pretende também comprar à Rússia armamentos navais.
Naquela altura, em particular, foi discutida a possibilidade de adquirir submarinos diesel-elétricos da classe Varshavyanka, lanchas de patrulhamento do projeto 14310 Mirage e lanchas hovercraftde desembarque do projeto 12061 Murena.
Mas aqui o problema consiste em que, na área das compras militares navais, a Venezuela por enquanto se orienta para a União Europeia e não para a Rússia, mantendo contatos bastante estreitos, por exemplo, com a Espanha, disse à Voz da Rússia o redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko.
Na opinião de alguns analistas, o desenvolvimento futuro da parceria técnico- militar entre Caracas e Moscou pode ser também impedido pela alteração da política externa da Venezuela pelo novo presidente Nicolás Maduro. A visita do líder venezuelano a Moscou, marcada para 01-02 de junho, pode esclarecer esta questão.
Viktor Korotchenko apontou em entrevista à Voz da Rússia:
“Evidentemente, podem surgir certas nuanças. Diria contudo que a venda de armamentos é uma questão muito específica, em que tudo depende das negociações bem-sucedidas e da compreensão das vantagens de parceria pelas partes. Por isso não gostaria de expressar avaliações pessimistas em relação à Venezuela – ainda há um campo para a cooperação. Neste caso, sou otimista e espero que sejam assinados novos contratos.”
Em qualquer caso, considera Igor Korotchenko, é necessário dispensar atenção ao fato de termos perdido em poucos anos o mercado militar do Irã e da Líbia e de estarem congelados os fornecimentos de armas à Síria.
No entanto, nos últimos anos a Rússia alcançou um volume recorde nas exportações militares, superior a 15 bilhões de dólares, graças a produtores russos de armamentos competitivos e a uma equipe eficaz na corporação estatal Rosoboronexport.
Em breve, poderemos ouvir falar sobre novos contratos concluídos com países que nunca foram compradores tradicionais de armas russas. Se o cenário de desenvolvimento da cooperação técnico-militar com a Venezuela for desfavorável, a Rússia encontrará possibilidades de compensar essa perda em outros mercados.
SNB

O Brasil está se preparando para lançar um míssil de cruzeiro para fazer seu próprio projeto


MOSCOU, 19 de abril. (ARMS-TASS). A empresa brasileira "Avibras"  prepara o lançamento de longo alcance   .do míssil de cruzeiro AV-TM proprietária do .missil.TM 300 e começar os testes de vôo do míssil. O míssil está equipado com um motor turbo em miniatura (TRD), o desenvolvimento conjunto das empresas "Avibras" e (Polaris), e como especialistas estede poder aumentar significativamente as capacidades de combate das Forças Armadas do Brasil. Atualmente unico fabricante deste míssil na América Latina 
Texto completo disponível para assinantes  foto da  "Avibras"

ARMS-TASS....SNB


Países expandem rede submarina de transmissão


JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo
Vivendo uma forte expansão no acesso da população à internet, o Brasil está na rota de alguns dos maiores investimentos em cabos submarinos para acelerar a capacidade de transmissão da rede ao País. Mas, ao mesmo tempo, é o pior entre as grandes economias no que se refere ao marco regulatório para o investimento de provedores em novos serviços no setor.
A avaliação é da União Internacional de Telecomunicações (UIT) que, ontem, divulgou um dos seus principais levantamentos e que apontou para uma expansão sem precedentes da internet e das tecnologias de comunicação no mundo.
Entre 1994 e 2010, a média do crescimento do tráfego de dados na web aumentou em 140% ao ano. Apenas nos últimos oito anos, o volume se multiplicou por oito. Entre 2011 e 2016, a previsão é de um aumento em quatro vezes, chegando a 1,3 zettabytes e conduzido principalmente pelos dados em smartphones.
Até 2016, a Ásia terá um tráfego de internet duas vezes superior ao dos Estados Unidos e da Europa. Regiões como a América Latina e a África terão expansões acentuadas.
Para atender a essa nova demanda, o número de cabos submarinos novos instalados quase dobrará até o final deste ano em comparação ao que foi instalado entre 2010 e 2011. Nesses anos, 19 novos cabos começaram a operar, com investimentos de US$ 3,7 bilhões. De 2012 ao fim deste ano, o mundo deve ganhar 33 novos cabos, com investimentos de US$ 5,5 bilhões.
A construção desses cabos é considerada como fundamental. O primeiro cabo a ligar os Estados Unidos à China, inaugurado em 2008, aumentou a capacidade de transmissão de dados entre os dois países em 60 vezes. Agora, um novo cabo ligará os Estados Unidos ao Brasil e à Colômbia, e será instalado ainda em 2013. Outros dois estão programados para serem colocados em 2014, também ligando Brasil, Colômbia, Panamá e EUA.
O
utros dois cabos ligarão o Brasil e a África. Em 2013, o primeiro cabo entre Brasil e Angola começa a funcionar e, em 2014, será a vez de um cabo ligando Brasil e Nigéria, ampliando de forma considerável a capacidade africana de comunicação.
Críticas. Apesar dos investimentos, a UIT alerta que o Brasil "ainda não implementou legislação de proteção de dados", o que poderia causar incertezas para empresas que queiram atuar na transmissão de informações no Brasil. A entidade admite que a Constituição, Código de Defesa do Consumidor e outras leis poderiam ser interpretadas como uma proteção. Mas não disfarça esperar que o Marco Civil da internet seja aprovado.
"A atual falta de legislação não dá uma referência ou certeza a empresas que processam dados pessoais e isso, com casos legais diferentes, potencialmente transformaria os serviços das operadoras em nuvem pouco atraentes", alertou a UIT. Segundo ela, é por essa razão que a consultoria BSA colocou o Brasil como o País menos preparado em termos de serviços de computação em nuvem entre as 25 maiores economias do mundo.
Para a UIT, essa modalidade de serviços será fundamental nas comunicações nos próximos anos. Hoje, ela cresce mais de 22% ao ano e, em 2020, seu mercado movimentará US$ 241 bilhões. Já em 2016, dois terços do tráfego da internet ocorrerá por esse modelo.
A agência internacional não deixa de se surpreender com a expansão dos meios de comunicação. Em 20 anos, o tráfego da rede aumentou 44 mil vezes. No total, o que circulou ao final de 2012 exigiria 200 mil anos de uma conexão discada de internet para ser transmitida.
Por mês, 2013 verá uma expansão no volume equivalente ao tráfego global acumulado entre 1994 e 2003. Ao final do ano, o número de internautas chegará a 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo, enquanto o número de aplicações que serão alvos de download superará a marca de 50 bilhões.
SNB

Terrorismo em luta contra sociedade da informação

Serguei Duz...V D RUSSIA

As explosões em Boston acabam de abrir a época de um novo tipo de terrorismo. O autor do crime fez tudo para que o seu ato fosse gravado por uma câmera de vídeo ou fotográfica. Agora ele é conhecido de centenas de testemunhas oculares da tragédia que, por seu turno, divulgaram seus vídeos e fotos em redes sociais.

Os peritos apontam para o efeito de ressonância social do atentado bombista. Assim, um atentado priva o Estado do monopólio sobre a violência. Na ótica do criminoso, um atentado sem a devida projeção social perde o sentido. Nesta lógica de raciocínio, o atentado perpetrado em Boston pode ser qualificado como “ideal”. Na mira dos terroristas não estavam apenas as pessoas, futuras vítimas da explosão, mas sim a opinião pública mundial.
E, para dizer verdade, os terroristas alcançaram o seu objetivo maléfico, tendo provocado polêmica e múltiplos comentários. Cada usuário da Internet pôde seguir, sob diversos ângulos, a explosão e a onda de choque que atingiu as pessoas. Para matar a curiosidade, basta ligar o celular e acompanhar de novo o decurso do trágico evento.
Uma das características da nova era informática do terrorismo consiste não apenas em numerosas provas documentais do acontecido, mas também no fato de sua divulgação global por diversos canais informativos autônomos. Os canais são múltiplos e não se pode bloqueá-los.
Além disso, não existe um centro de informação único, tal como não existe também um centro coordenador de estruturas terroristas. Até as webcams instaladas no local do acidente “beneficiaram” desta feita os terroristas. Dito de forma simples, a civilização prestou a si mesma um mau serviço.
Segundo afirma o membro do Conselho de Política Externa e Militar, Alexander Mikhailov, “tudo que esteja ligado hoje ao controle e à vigilância em locais de elevada concentração de pessoas e de elevado risco de ataques terroristas é um fenômeno normal e explicável”. A questão que se coloca é que a informação sobre isso tem que estar nas mãos de serviços especiais e não deixar que haja fugas para o exterior.
Caso contrário, vamos seguir as regras do jogo propostas pelos terroristas. Eles queriam que a sociedade visse o atentado e a sociedade viu. Estamos vivendo em um novo espaço informativo. "Por isso, temos de elaborar novas formas de trabalho para aproveitar tanto as vantagens, como as desvantagens do mundo em que vivemos".
Um ato de terror pressupõe um efeito de repercussão que possa vir a produzir à escala nacional e, na medida do possível, à escala global. Dito de grosso modo, o terrorismo como fenômeno se torna possível em locais onde haja leitores das últimas notícias.
Quanto mais poderosos forem os mídia, quanto maior for o seu papel na formação da opinião pública, tanto maior será a onda de terrorismo, salienta Igor Yakovenko, filósofo. Para ele, os regimes totalitários que dispõem de elementos tecnológicos da sociedade de informação (a exemplo da Alemanha nazista, a URSS, a Coreia do Norte) e, ao mesmo tempo, impedem a troca livre de informações, usando meios e métodos policiais, se tornam menos vulneráveis perante as ameaças terroristas.
Pode admitir-se que, qualquer dia, os serviços secretos do mundo inteiro acabem por compreender o imperativo de limitar a divulgação de informações e notícias. Mas tal cenário irá desferir mais um golpe sobre a “prioridade das liberdades civis”, se bem que esse postulado nem sempre funcione como deveria funcionar.
Os atentados atos terroristas ocorridos em Boston lançaram um desfio à civilização liberal. Resta agora aceitar o desafio e reagir de forma adequada, embora, em termos técnicos, ideológicos e organizativos, tal seja uma tarefa delicada, multifacetada e provavelmente inexequível.
SNB

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