quinta-feira, 7 de março de 2013

África do Sul ajudará Brasil no planejamento das ações de defesa para a Copa do Mundo

Brasília, 07/03/2013 – Um relatório contendo detalhes sobre a segurança das estruturas estratégicas da Copa do Mundo 2010 foi entregue ao governo brasileiro pelo Ministério da Defesa da África do Sul.  As informações serão utilizadas no preparo do planejamento da Copa Fifa 2014 que acontecerá no Brasil.

A disposição do governo sul-africano em cooperar com o Brasil foi externada, hoje (7), pelo vice-ministro de Defesa, Thabang Makwetla, ao ministro Celso Amorim, no encerramento da 1ª Reunião do Comitê Conjunto Brasil-África do Sul.“Ao oferecermos ajuda ao Brasil manifestamos o desejo que possa realizar a Copa 2014 com muito sucesso, e que a seleção de vocês vença para que a Copa fique com o país do sul”, disse Makwetla. “É bom lembrar também que a seleção da África do Sul estará aqui e terá um desempenho melhor do que foi em 2010. Quem sabe possamos ter Brasil e África do Sul na final”, afirmou Makwetle, provocando risos entre os participantes de cerimônia.

Após a reunião, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, disse que já dispõe de informações sobre como as autoridades da África do Sul planejaram o setor de defesa para a competição esportiva ocorrida há três anos. “Recebemos um relatório muito bom do governo sul-africano”, contou o militar.

Cooperação Brasil-África do Sul

A reunião de encerramento foi marcada pela assinatura de documentos nos quais Brasil e África do Sul se comprometem a ampliar a cooperação entre as Forças Armadas respectivas. O vice-ministro ressaltou em seu discurso o bom relacionamento entre as duas nações e a necessidade de melhoria dos sistemas de defesa daquele país.

“Essa primeira reunião do comitê é muito importante. O processo com o Brasil vem se intensificando desde 1994, e devemos ampliar ainda mais”, destacou Makwetla.

O vice-ministro contou ainda que essa integração também se dá com a participação dos países em dois blocos multilaterais: IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Makwetla informou da expectativa do governo sul-africano para a reunião do BRICS no final de março. A cúpula deve ocorrer em Durban, na África do Sul.

Na ocasião, o sul-africano destacou também a cooperação das Forças Armadas dos dois países no sentido de permitir o tráfego seguro de navios no oceano Atlântico. “Tenho certeza que essa reunião permitirá o fortalecimento de nossas instituições do setor de defesa”, afirmou o ministro que, mais adiante, contou que o governo irá participar da LAAD 2013, feira internacional de defesa e segurança que acontecerá no próximo mês no Riocentro, Rio de Janeiro.

Da parte do Brasil, o ministro Amorim afirmou que estava satisfeito com os resultados da conferência dentro do ambiente de cooperação Sul-Sul. O ministro contou que tem enorme carinho para com a África do Sul, e que essa admiração vem desde a época em que era ministro das Relações Exteriores no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amorim espera que os dois países possam realizar exercícios semelhantes com as Forças Terrestre e Aérea, seguindo as mesmas diretrizes das realizadas com a Marinha.

“Essa reunião se seguirá por outras, em benefício da paz no Atlântico Sul e no mundo. É uma reunião histórica do nosso comitê conjunto de defesa”, afirmou Amorim.

Foto: Felipe Barra
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa....................................SNB

DEFESA E SEGURANÇA NO SÉCULO XXI 21

José Monserrat Filho ...“A eliminação da guerra é o nosso principal problema.”
Hans Kelsen, jurista e filósofo austríaco.¹

Este tema é um super desafio global.² Basta ir à Feira Internacional de Defesa e Segurança “LAAD Defence & Security”. Você vê vendedores, compradores, tecnólogos, especialistas em marketing e geoestratégia de dezenas de países. São fabricantes, fornecedores, pesquisadores e consumidores (públicos e privados) de tecnologias e equipamentos (inclusive espaciais), e serviços para as Forças Armadas, Polícias, Forças Especiais e para empresas de segurança corporativa.
A LAAD, em sua 9ª edição, terá lugar novamente nas amplas dependências do Centro de Convenções e Exposições Riocentro, no Rio de Janeiro, de 9 a 12 de abril próximo. E, claro, deve revelar o estado da arte dos produtos e serviços necessários às ações de defesa e segurança pública e corporativa, além de promover debates sobre as questões pertinentes no mundo atual.
Em 2012, no mesmo local, a LAAD recebeu 14 ministros de Defesa, comitivas oficiais de 63 países, 300 delegados oficiais, 663 expositores de 40 países, 25.800 visitantes de 54 países. Além disso, teve 21 pavilhões nacionais e sua mostra ocupou 50 mil m² de área interna e 10 mil m² de área externa. Assim, há razões de sobra para a LAAD ser considerada a maior e mais importante feira do setor na América Latina.
As atividades de defesa e segurança estão hoje entre as mais intensas, crescentes, perigosas, caras e lucrativas do mundo. Os investimentos, aí, costumam ser milionários, quando não bilionários. São todas elas atividades necessárias e inevitáveis? Muitas o são, sem dúvida, sobretudo as que protegem a ordem constitucional interna dos países. Outras, são altamente polêmicas, tanto no âmbito internacional, como no interno. Ainda há muitas guerras julgadas desnecessárias, injustas e perfeitamente evitáveis. Basta acompanhar as intervenções e votações da maioria dos países na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nas últimas décadas.
Certo, já não há mais Ministérios da Guerra, como antigamente. A Carta da ONU, adotada em 1945 após as barbáries da 2ª Guerra Mundial, conseguiu, enfim, pela primeira vez na história do direito internacional, vetar o uso da força, e até mesmo a ameaça de seu uso ¨C ou seja, a guerra e a ameaça de guerra ¨C para resolver litígios internacionais. Ao mesmo tempo, a Carta erigiu o princípio da solução exclusivamente pacífica das controvérsias. Neste novo quadro jurídico, como manter o nome de Ministério da Guerra, se a guerra passara a ser legalmente proibida?
Assim, não cabe mais falar em guerra, só em defesa. Isso muitas vezes corresponde à verdade dos fatos. Outras vezes, seria o caso de voltar ao nome de Ministério da Guerra. E aí, para dissimular o caráter agressivo das ações realizadas ou planejadas, cai bem a palavra “defesa”.
A realidade é que a dobradinha “defesa & segurança” nem sempre aparece como legítima e legal. Certo, todos os países têm o direito inalienável de garantir sua segurança nacional e de se defender de agressões à sua soberania e independência, bem como de qualquer  intervenção em seus assuntos internos. É lícita a intervenção aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, quando  comprovada a prática por um país de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão. Violações dos direitos humanos e do direito internacional geral, devidamente demonstradas e apreciadas, também podem ser objetos de condenação por órgãos da ONU ou por suas Cortes Internacionais de Justiça (Corte de Haia e Corte Penal).
No entanto, o ordenamento jurídico internacional vigente, tanto pela letra como pelo espírito, não admite de modo algum ações unilaterais empreendidas por um ou mais países, à revelia da ONU, como não raro tem ocorrido. As decisões arbitrárias minam a convívio normal, regular, cooperativo e razoavelmente justo entre os países E empestam o clima mundial de intranquilidade, ceticismo, desconfiança, medo e ódio.
Em oposição, vale o que afirma Thomas J. Schoenbaum, professor da Universidade George Washington, EUA, e da Universidade Internacional Cristã, Japão: “O estado de direito e o respeito pelas instituições internacionais podem se tornar a pedra de toque das relações internacionais no Século XXI, porque, pela primeira vez na história humana, povos e nações do mundo inteiro abraçaram objetivos e interesses comuns: fim da violência e da guerra, prosperidade econômica, proteção ambiental, redução da pobreza e das doenças, e proteção dos direitos humanos.”3
Na maior parte dos países, inclusive no Brasil, defesa e segurança nacional significam exatamente isso: defesa e segurança nacional. Ninguém deseja ou pretende ir além de suas fronteiras.
O Brasil hoje preocupa-se em manter a soberania nacional intimamente vinculada à defesa do território, e em garantir a segurança pública, como manda a Constituição Federal de 1988. Atitudes e ambições que um dia extrapolaram esse princípio básico, felizmente, ficaram no passado.
Temos nada menos de 16.866 km de fronteiras com dez países vizinhas, onde cultivamos uma convivência respeitosa e construtiva. Zelamos pela integralidade de nossas regiões-limite, com base no Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), que visa prevenir e inibir os crimes nas áreas fronteiriças, combater o crime organizado e os traficantes de armas e drogas que se infiltram em nosso país, e melhorar o nível de vida de cerca de seis milhões de pessoas que moram em municípios remotos.4
Nosso Exército atua também em qualquer região do país em que a presença militar se faça imperativa para inibir e enfrentar ações hostis vindas do exterior. Com aviões e equipamentos de alta tecnologia, nossa Força Aérea zela pela soberania de nosso espaço aéreo, para nenhuma aeronave estrangeira invadir o território brasileiro sem a devida autorização. Nossa Marinha realiza ações semelhantes para preservar a integralidade de nossas fronteiras marítimas, que, aliás, são muito ricas.
Desenvolvemos uma Estratégia Nacional de Defesa insuspeita, à qual submetemos o avanço de uma indústria bélica à altura de nossas necessidades e possibilidades legítimas, respeitando os nossos compromissos internacionais. A política de ciência, tecnologia e inovação para a defesa está cada vez mais ligada ao esforço de estimular o progresso científico e tecnológico do país.
É dentro desses parâmetros, conquistados com enorme empenho e juízo, que o Brasil chega mais uma vez à LAAD. Isso seguramente nos estimula a perceber e a cultivar, cada vez mais, a consciencia de que os problemas da defesa e segurança são o maior desafio global do nosso tempo. Dele depende o uso racional e produtivo dos bilhões de dólares hoje desperdiçados em guerras inúteis, desnecessárias, injustas e evitáveis. E dele depende também a conquista de uma paz real e responsável em todo o mundo, essencial para a sobrevivência e o avanço da civilização humana.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB....SNB

Novo drone russo: síntese do know-how de dois grandes construtores

Ilia Kramnik...

As companhias russas Sukhoi e MiG, que hoje estão unidas na estrutura da Corporação Aeronáutica Unida (OAK), irão construir um veículo aéreo não-tripulado para a Força Aérea da Rússia, informou aos jornalistas o presidente da OAK, Mikhail Pogosyan. A unificação do potencial dos dois principais construtores deve resultar num aparelho competitivo com elevados parâmetros técnicos.

Tomando o Skat como base
No salão aeronáutico MAKS-2007, o construtor MiG apresentou uma maquete em tamanho real do drone de ataque Skat, destinado ao reconhecimento de alvos terrestres e sua destruição com armas de alta precisão.
O aparelho de 10 toneladas, concebido com o esquema de “asa voadora”, pode percorrer uma distância até 4 mil quilômetros. O seu teto máximo é de 12 mil metros. Porém, a situação financeira instável e falta de quadros da MiG travaram consideravelmente a continuação dos trabalhos de desenvolvimento do projeto. Foi nessa fase que surgiu a ideia da necessidade de um trabalho de colaboração entre os construtores Mikoyan e Sukhoi para o desenvolvimento desse tipo de aparelho.
Ainda não se sabe como será no final o drone conjunto, mas a participação da MiG no programa e os estudos aprofundados feitos para a concepção do Skat são argumentos que fazem supor que o projeto da MiG será a base de partida.
Um aparelho desse tipo poderá se tornar num elemento importante do poderio militar da Força Aérea Russa. Os VANT (aviões não tripulados) furtivos de ataque, capazes de atingir alvos imediatamente após a sua detecção, poderão ser úteis tanto nos conflitos de baixa intensidade, como em operações militares de grande envergadura. Hoje, esses aparelhos são produzidos pelos EUA e pela União Europeia. Um atraso nesse tipo de projetos poderá ter um efeito negativo na capacidade defensiva da Rússia.
E além da Força Aérea?
Os EUA estão neste momento a testar o aparelho não tripulado X-47B que se destina à aviação de convés da Marinha de Guerra. Considerando o papel desempenhado pelos porta-aviões nas Forças Armadas dos EUA, o novo drone de convés está destinado a ser uma das “estrelas” das forças de combate da US Navy. A Rússia está neste momento a desenvolver um porta-aviões multifuncional. Os representantes do alto comando da marinha já declararam por diversas vezes que os futuros porta-aviões também deverão incluir drones no seu armamento.
Considerando as dimensões do futuro drone de ataque que possa resultar do conceito Skat, a probabilidade de se criar uma versão de convés desse aparelho é bastante elevada.
Para quando será a execução do projeto?
O dirigente da Corporação Aeronáutica Unida, Mikhail Pogosyan, declarou que o projeto se encontra em fase de trabalhos de investigação e desenvolvimento. Considerando a experiência já acumulada e a base de partida existente podemos supor que ela se irá prolongar por cerca de dois anos e depois irão ter início os trabalhos de construção experimental. Tendo em conta o potencial conjunto dos dois principais construtores aeronáuticos russos, podemos prever que o VANT russo de ataque irá levantar voo em 2017-2018 e poderá começar a ser fabricado em série até ao fim da década.
Durante este período, o construtor Sukhoi irá terminar a fase principal de finalização e testes do caça de quinta geração T-50. Isso permitirá libertar recursos humanos adicionais que poderão vir a ser associados à criação do avião não tripulado.
VOZ DA RUSSIA....SNB

Saab inicia nova ofensiva para oferecer o caça Gripen

Vannildo Mendes..Brasília - Dois meses depois de a indústria americana de aviação Boeing lançar nova ofensiva para fechar a venda de caças à Força Aérea Brasileira (FAB), em um negócio de mais de US$ 4 bilhões, a cúpula da sueca Saab desembarcou no Brasil esta semana para uma série de contatos com autoridades, com o objetivo de mostrar as vantagens comparativas do seu modelo Gripen. Está também no páreo a francesa Dassault Aviation, fabricante do modelo Rafale, que deve agendar uma visita ao País nas próximas semanas.
Diretor-geral das campanhas Gripen, o executivo Eddy de La Motte disse que veio informar às autoridades o novo cenário criado com as megacompras fechadas em fevereiro pelos governos da Suécia e da Suíça, no montante de US$ 7,5 bilhões, para fornecimento do mesmo modelo que está sendo negociado com o Brasil. 
Para ele, o perfil técnico da presidente Dilma Rousseff e as vantagens comparativas da Saab melhoraram as chances do Gripen, mas o futuro é uma incógnita. "Sabemos que o processo é longo e complexo, mas estamos pontos para a maratona", observou.
Ele disse não ter certeza de como a presidente Dilma vai decidir, mas alegou ter os argumentos muito fortes. "A relação preço do produto, custo operacional e cooperação para uma parceria duradoura e vantajosa para os dois lados tornam nossa proposta muito competitiva", observou. "O que estamos propondo é o menor custo de aquisição,o menor custo de operação e a melhor cooperação industrial, ou seja, uma parceria perfeita neste momento", enfatizou.
Concorrência
O governo brasileiro abriu em 2009 concorrência internacional para compra de 36 caças, com o objetivo de modernizar a obsoleta Força Aérea Nacional. O País praticamente fechou negócio naquele ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar a opção pelo Rafale, após ter se encontrado com o então presidente Nicolas Sarkozy. Mas um relatório do comando da Aeronáutica pôs o negócio por terra ao atestar que os modelo Gripen e Boeing, nessa ordem, tinham melhores vantagens comparativas.
A crise mundial e a chegada de Dilma ao governo em 2011 embolaram de vez a escolha e os três concorrentes passaram a disputar o negócio a ferro e fogo. Lanterna na disputa, a Saab viu suas chances melhorarem desde então. O Gripen é disparado o modelo mais barato - estimadamente metade do preço cobrado pelo Rafale francês, o mais caro dos três. Tem também o custo de manutenção e de operação mais baixo - US$ 4,7 mil a hora de voo, contra US$ 16 mil do Rafale e US$ 11 mil da Boeing. Mas carrega a desvantagem de ter apenas um motor e pouco tempo de teste efetivo no mercado aeroespacial militar em comparação com as concorrentes.
EXAME..SNB

Pyongyang ameaça fazer ataque nuclear 'preventivo'


Agência Estado
A Coreia do Norte ameaçou realizar um ataque nuclear "preventivo" nesta quinta-feira, enquanto o Conselho de Segurança da ONU se prepara para votar novas sanções contra o país. "Na medida em que os Estados Unidos buscam inflamar uma guerra nuclear, nossas forças armadas revolucionárias vão praticar o direito de lançar um ataque nuclear preventivo", disse um porta-voz da chancelaria, segundo em informações divulgadas pela Agência de Notícias Central da Coreia.
O país ameaça se defender, por meio de um ataque nuclear, de qualquer um que possa atacar o país. A Coreia do Norte fez uma nova ameaça de revogar o armistício com a Coreia do Sul, assinado em julho de 1953, que pôs fim à guerra da Coreia.
A data escolhida para o possível fim do armistício é o próximo dia 11, dia que coincide com o início da segunda etapa dos exercícios militares anuais, realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul. Durante os jogos de guerra são feitas simulações computacionais, conhecidas como Key Resolve, seguidas de práticas de campo, envolvendo 10 mil soldados sul-coreanos e 3.500 membros das tropas norte-americanas.
A cada ano, a Coreia do Norte afirma que as práticas são um prelúdio para uma invasão e emite alertas sobre uma nova guerra na península coreana. Contudo, a menção sobre o fim do armistício levanta o alerta sobre a retomada da hostilidades na região. Mas, como é típico da política externa da Coreia do Norte, o fim do armistício pode ser parte de uma estratégia.
Esta última ameaça é pelo menos a sétima vez que a Coreia do Norte diz que vai revogar o armistício desde 1994, quando Pyongyang disse que práticas navais de vários países, realizadas naquele ano, poriam fim ao acordo. O jornal sul-coreano Yonhap News tem uma cronologia dessas ameaças.
Embora as ameaças sejam comuns, elas não podem ser ignoradas. Em 2009, a Coreia do Norte também disse que "não garantiria o status legal" de cinco ilhas sul-coreanas próximas à área fronteiriça de disputa entre as duas Coreias, no Mar Amarelo. Em 2010, o país invadiu uma dessas ilhas, matando quatro pessoas.
A Coreia do Sul faz questão de mostrar uma sequência de críticas em resposta ao bombardeio de 2010. O país já avisou que vai retaliar qualquer novo ataque, mirando "a liderança do comando", sugerindo que o alvo será Pyongyang, a capital da Coreia do Norte.
Oficiais e analistas de Seul, a capital sul-coreana, acreditam que a Coreia do Norte quer testar a nova presidente sul-coreana, Park Geun-hye. Na quarta-feira, a imprensa local relatou que a Coreia do Norte declarou sua costa como região que não deve ser navegada e nem sobrevoada, sugerindo que fará testes de mísseis de curto alcance. As informações são da Dow Jones. 
SNB

Rebeldes sírios detêm capacetes azuis da ONU nos Montes Golã


O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma ONG sediada em  Londres e que se apoia numa rede de militantes e pessoal médico no terreno,  disse que os detidos têm nacionalidade filipina.  
No entanto, as Nações Unidas não forneceram a nacionalidade dos soldados  integrados na missão da Força das Nações Unidas de Observação da Separação  (UNDOF) envolvidas neste último incidente na tensa região dos montes Golã.
O porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey, revelou aos jornalistas  que a organização foi informada pela manhã da "interceção e detenção de  cerca de 20 capacetes azuis na área de limitação por perto de 30 combatentes  armados".  
"Os observadores da ONU encontravam-se numa missão de abastecimento  regular e foram intercetados junto do posto de observação 58, que está danificado  na sequência de violentos combates na semana passado em Al Jamlah, nos arredores",  acrescentou.  
"A missão enviou uma equipa para analisar a situação e tentar obter  uma solução", informou ainda.  
As Nações Unidas têm registado um crescente número de incidentes na  zona dos montes Golã, onde desde 1974 permanece uma força de capacetes azuis  para monitorizar a trégua entre a Síria e Israel.  
O OSDH difundiu dois vídeos amadores com declarações de membros da Brigada  Mártires Yarmuk, que reivindicou o sequestro dos soldados.  
Num deles, um homem identificado como Abu Kaid al-Faleh e porta-voz  da Brigada, assegura que os capacetes azuis apenas serão libertados quando  as forças do regime sírio retirarem da região.  
"Pedimos que retirem todas as tropas para as suas bases. Caso não retirem,  estes homens  1/8capacetes azuis 3/8 serão tratados como prisioneiros", afirmou.
 Num segundo vídeo, o mesmo responsável rebelde acusa da UNDOF de colaborar  com o exército de Damasco para terminar com a rebelião na região e ajudar  as forças do regime a recuperarem a cidade de Al Jamlah.  
"O regime sírio, as Nações Unidas e os países europeus colaboram em  conjunto com Israel", acusou.  
"Pretendem que o Exército Sírio Livre (rebeldes) se retire desta terra.  Querem que deixemos a nossa terra e querem que o opressor Bachar al-Assad (Presidente da Síria) regresse, porque colaboram com os sionistas, Israel  e a América", afirmou.
Lusa ..SNB

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