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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ucranianos estragaram foguete russo


A queda do foguete  Zenit ocorrida em 1 de fevereiro foi devida a deficiências nos blocos produzidos na Ucrânia, comunicou aos jornalistas Ivan Kharchenko, 1º vice-presidente da Comissão Militar-Industrial adjunta ao Governo da FR. “Não houve reclamações relativamente aos equipamentos russos”, disse Kharchenko.

No dia 1 de fevereiro, logo depois do lançamento do foguete Zenit a partir de uma plataforma marítima, no âmbito do programa “Lançamento Marítimo”, ocorreu o desligamento de emergência do propulsor do 1º estágio. O foguete desviou-se da trajetória planejada e caiu nas águas do Pacífico.
VOZ DA RUSSIA SNB

Marinha da China recebeu nova fragata “invisível”


A Marinha de Guerra da China recebeu uma nova fragata do projeto Type 056, construída com emprego de tecnologia stealth(tecnologia utilizada para ocultar navios, aviões e mísseis). Ao todo, a China planeja construir 20 fragatas novas para substituir os navios mais velhos da Marinha.

Embora a China classifique os navios do projeto Type 056 como fragatas, eles se parecem mais com corvetas. Estes navios têm 95,5 m de comprimento, 11,6 m de largura, 4,4 m de calado e 1400 toneladas de deslocamento. O navio pode navegar a 28 nós e possui uma autonomia de 2000 milhas.
A embarcação está armada com dois conjuntos de lançamento de mísseis antinavio YJ-83, um conjunto antiaéreo FL-3000, um canhão de 76 mm, dois canhões de 30 mm e dois lança-torpedos (de três tubos), de 533 mm. A fragata está equipada também com um helicóptero Harbin.
VOZ DA RUSSIA  SNB

Oceanos também têm “buracos negros”

Alexei Siunnerberg   

O conceito de “buracos negros do Universo” é-nos familiar desde os tempos da escola, o seu estudo tem dado que fazer a gerações de cientistas. Recentemente, apareceu um novo conceito de “buracos negros do oceano”. Ao contrário dos buracos negros do espaço, estes “buracos” são feitos pelo homem.

Foi este o nome que os especialistas da OTAN atribuíram aos submarinos diesel-elétricos russos do projeto 636, classe Kilo, devido ao ruído extremamente reduzido, que dificulta ao máximo a sua deteção, refere o perito militar Viktor Litovkin, editor-chefe da publicação russa Nezavissimoie Voennoe Obozrenie(Revista Militar Independente):
“São navios bons, com um bom armamento de torpedos, minas e mísseis. Eles estão equipados com o sistema de mísseis supersônicos antinavio Klub, que provou ser excelente nos submarinos que a Rússia forneceu à Marinha de Guerra da Índia.”
Os submarinos Kilo são uma modernização da classe Varshavianka, que a Rússia começou a fabricar para exportação já há três décadas. Os submarinos Kilo mantêm as características principais e a arquitetura do Varshavianka, mas o seu recheio, equipamento radioeletrônico, meios de suporte de vida são totalmente modernos. Esses navios podem se deslocar em submersão à velocidade de 37 km por hora, submergir até 300 metros de profundidade e ter uma autonomia de navegação de 45 dias.
Dois desses submarinos serão enviados para o Vietnã durante o corrente ano. Eles foram construídos em São Petersburgo e já foram lançados à água, estando neste momento a realizar experiências de mar em submersão, no mar Báltico. No total, de acordo com contrato russo-vietnamita, o Vietnã irá receber seis submarinos da classe Kilo. A execução do total desse contrato, no valor de dois bilhões de dólares, está planejada para 2016. Viktor Litovkin acrescenta:
“É difícil sobrevalorizar a importância que esses submarinos têm para o Vietnã. Com eles, o país poderá defender com maior eficácia as suas águas territoriais, a sua zona econômica, as suas ilhas e plataformas petrolíferas. As frotas de superfície e submarina devem atuar em complementaridade. Os navios de superfície também devem estar protegidos abaixo do nível do mar. O inverso também é verdadeiro, a saída dos submarinos para o mar, especialmente perto das suas costas, deve ter sempre a cobertura de navios de superfície.”
O Vietnã é um parceiro tradicional da Rússia na cooperação técnico-militar. A cota-parte da Rússia como fornecedor de armamento a este país atingiu, na última década, os 90%. Neste momento, as empresas de armamento russas estão cheias de encomendas estrangeiras, mas em primeiro lugar estão os fornecimentos ao exército e à marinha da Rússia. Só depois se pode satisfazer as encomendas estrangeiras.
O contrato dos submarinos para o Vietnã é uma exceção em que a encomenda estrangeira é executada em primeiro lugar.
VOZ DA RUSSIA ..SNB

industrial de construção do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro,



Informe divulgado pela Marinha do Brasil


A inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), no âmbito da execução  do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, iniciado pela Marinha em 2008, representa marco importante para a construção naval brasileira, por tratar-se da primeira parcela da infraestrutura que vai capacitar o País para a construção e  manutenção de submarinos convencionais e nucleares. A Presidenta Dilma comparecerá ao evento.
No dia 01 de março, às 10h, a Marinha do Brasil (MB) vai inaugurar, com a presença da Presidenta da República, Dilma Rousseff, a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), que é parte da infraestrutura industrial de construção e manutenção de submarinos que está sendo implantada pela Marinha em Itaguaí (RJ). Participarão da solenidade o Ministro de Estado da Defesa, Celso Amorim, o Embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye, o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto e diversas autoridades civis e militares, do Brasil e da França.

A prontificação da UFEM, cuja construção foi iniciada em 2010, é um importante marco alcançado com a execução do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), idealizado para capacitar o País a projetar e construir submarinos convencionais e nucleares, reforçando a indústria de construção naval brasileira, em particular no Estado do Rio de Janeiro, município de Itaguaí, onde serão gerados milhares de empregos diretos e indiretos.
   
O processo de construção dos submarinos tem início na NUCLEP, que já se encontra preparada para a fabricação das seções do casco externo do submarino, que deve ser resistente à pressão da profundidade do mar. Em seguida, as seções são transferidas para a UFEM, contígua à NUCLEP, onde recebem as estruturas, equipamentos e componentes internos. Após esse trabalho, assim equipadas, as seções são deslocadas para o estaleiro, também situado nas proximidades, onde é executado o acabamento final e a união das seções, prontificando-se o submarino, que será, então, submetido às chamadas provas de cais e de mar.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) é, hoje, o mais importante projeto em desenvolvimento pela Marinha, e resulta de uma parceira estratégica, firmada em 2008 pelos Presidentes do Brasil e da França, respectivamente. Essa parceria prevê a transferência de tecnologia e a formação de consórcios entre empresas dos dois países, para atender aos objetivos estratégicos comuns. Assim, a DCNS, empresa francesa contratada para transferir tecnologia, formou, com a construtora brasileira Odebrecht, o Consórcio Baia de Sepetiba, destinado à construção de um estaleiro para fabricar os submarinos e de uma base naval para apoiá-los.
O PROSUB prevê, ainda, a fabricação de cinco submarinos, sendo quatro deles convencionais, isto é, dotados de propulsão diesel-elétrica, e um com propulsão nuclear. Para viabilizar essa fabricação, foi constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), denominada Itaguaí Construções Navais (ICN), também formada pela ODEBRECHT e pela DCNS, mas tendo a Marinha do Brasil como detentora de uma ação preferencial do tipo golden share. Caberá à ICN empregar as instalações do estaleiro, que incluem a UFEM, exclusivamente para a construção dos cinco submarinos previstos no contrato.
É importante destacar que está excluída desse acordo com a França a transferência de tecnologia para a construção da planta de propulsão do submarino nuclear, cuja responsabilidade cabe exclusivamente à Marinha, com base em tecnologia própria, desenvolvida no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

A construção da UFEM, do estaleiro e da base naval em Itaguaí está orçada em R$ 7,8 bilhões, com desembolsos até 2017.

O início da operação da UFEM possibilitará aos técnicos brasileiros, previamente treinados na França, a aplicação dos novos conhecimentos no processo de construção, iniciado com o corte simbólico da primeira chapa de aço destinada à construção do casco, em 16 de julho de 2011, que também contou com a presença da Presidenta Dilma.
O prazo para o término do estaleiro de construção é dezembro de 2014, enquanto que o da base naval é 2017, sendo que o primeiro dos quatro submarinos convencionais, cuja fabricação estará prontificada em 2015, será entregue para operação em 2017, após os inúmeros testes a que será submetido. Os outros submarinos convencionais serão entregues em intervalos de dezoito meses, enquanto o primeiro submarino com propulsão nuclear será prontificado em 2023, seguindo-se cerca de dois anos de testes no mar, antes de entrar em operação.

O projeto do submarino de propulsão nuclear já está sendo desenvolvido por brasileiros desde o ano passado. Engenheiros navais da Marinha realizaram diversos cursos relativos a projeto de submarinos na França, entre agosto de 2010 e maio de 2012. Esses engenheiros já retornaram ao Brasil e iniciaram, em 06 de julho de 2012, no escritório técnico conjunto Marinha do Brasil/DCNS, instalado no CTMSP, o desenvolvimento do projeto do submarino com propulsão nuclear brasileiro.

O PROSUB irá gerar, no auge, mais de nove mil empregos diretos e outros 32 mil indiretos. Adicionalmente, na área de construção naval, projeta-se para o período de construção dos submarinos a criação de cerca de dois mil empregos diretos e oito mil indiretos permanentes. Por último, o PROSUB inclui um processo de nacionalização com base em transferência de tecnologia que prevê a fabricação, no País, de vários equipamentos dos submarinos convencionais e do nuclear, o que elevará o patamar tecnológico das empresas brasileiras e possibilitará a criação de mais empregos.
 A construção e operação de um submarino com propulsão nuclear, desenvolvido com tecnologia altamente sensível, são dominadas por poucos países. Atualmente, apenas China, Estados Unidos da América, França, Inglaterra e Rússia detêm esse domínio tecnológico. Com o PROSUB, o Brasil passará a integrar esse seleto grupo.
SNB

Tecnologia Russa de GPS na UnB YouTube

SNB

ANOTAÇÕES ÀS VÉSPERAS DA CÚPULA DO BRICS


José Monserrat Filho *
                                              “É possível reinventar o modelo de relações entre estes Estados, livres das amarras que parecem vincular outros quadros regionais.”  Paulo Borba Casella ¹

O Brasil mantém excelentes laços de cooperação com China e Rússia, que, por sua vez, também desenvolvem excelente relações, a começar pela área de política internacional. Isso fortalece o BRICS, fórum também integrado pela Índia e a África do Sul, que deve realizar sua próxima Reunião de Cúpula na cidade sul-africana de Durban, em 26 e 27 de março. O BRICS tem despertado especial atenção do mundo inteiro, sobretudo dos países desenvolvidos.
Não por acaso, a conceituada Universidade de Leiden, na Holanda, promoverá o “Simpósio sobre Aspectos Políticos e Jurídicos da Cooperação Espacial entre a Europa e os Países do BRICS ¨C Inventário, Desafios e Oportunidades”, em 16 de maio próximo. Para esse evento inédito no chamado mundo avançado, estão convidados o Prof. Paulo Borba Casella, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo, que abordará o tema “BRICS: Do Conceito à Realidade”, e o autor destas linhas, que falará sobre a “Cooperação Espacial Brasil-China ¨C o Programa CBERS”. Será um encontro interdisciplinar, co-organizado pelo Instituto Internacional de Direito Aeronáutico e Espacial da Faculdade de Direito e pelo Departamento de Estudos Latino-Americanos da Faculdade de Humanidades da Universidade de Leiden, a mais antiga do país, criada em 1575.
Rússia e China ¨C Os Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da China, Yang Jiechi, tiveram importante encontro em Moscou na sexta-feira, 22 de fevereiro. Entenderam-se até sobre a situação na Síria, com a meta sensata de evitar o aumento dos conflitos dentro e fora do país. A unidade sino-russa, anunciada pela France Press, inclui um fato de suma relevância política e diplomática: a Rússia poderá ser o primeiro país a ser visitado pelo Presidente eleito da China, Xi Jinping, agora em março, logo após sua confirmação como Chefe do Estado, sucedendo a Hu Jintao. Xi Jinping e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, participarão, a seguir, da Cúpula do BRICS, em Durbam, onde certamente empenharão todo o seu prestígio.
“Rússia e China sustentam as mesmas posições e as aplicam nas negociações sobre o Oriente Médio, o Norte da África, a crise síria, o Afeganistão, o programa nuclear iraniano, além de outras situações críticas”, declarou Lavrov à imprensa, ao lado de Yang. E acrescentou: “Em todos esses casos, nós e nossos amigos chineses orientamo-nos pelo mesmo princípio da necessidade de se respeitarem o direito internacional e os procedimentos da ONU, de não se permitir a interferência nos conflitos domésticos e, mais que tudo, o uso da força”. Os dois chanceleres consideram “inaceitável” o terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no início deste mês.
Ainda segundo a France Press, Yang teve na ocasião uma conversa a portas fechadas com Putin, de onde saiu afirmando que “as relações sino-russas são de enorme importância não apenas para os nossos países, como também têm influência sobre o fortalecimento da paz e do desenvolvimento no planeta como um todo”. O ministro chinês disse ainda que o volume de comércio entre os dois países superou os 80 bilhões de dólares, em 2012, e que “há boas razões” para crer que esse montante poderá chegar a 100 bilhões, em três anos, ou seja, lá por 2015.
Apesar da clara sintonia, russos e chineses ainda não lograram concluir a venda de quase 70 bilhões de metros cúbicos anuais de gás da Rússia para a China nos próximos 30 anos. A empresa Gazprom, da Rússia, e a Companhia Nacional de Petróleo da China, que firmaram acordo-quadro em 2009, seguem discutindo a questão do preço. Mas, dado o significado do tema, não se descarta a possibilidade de os dois países resolverem o impasse antes da Cúpula do BRICS. Seria uma demonstração insofismável de aliança sólida e de muito longo prazo.
Brasil e Rússia ¨C A Declaração Conjunta da VI Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, assinada  pelo Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer, e pelo Chefe do Governo da Rússia, Dmitry A. Medvedev, em Brasília, em 20 de fevereiro, deixou clara a amplitude dos temas discutidos entre os dois países. Os dois mandatários “ressaltaram a importância do fluido diálogo político no âmbito de sua Parceria Estratégica e mostraram satisfação pelos resultados da Reunião de Consultas Políticas (…)”. A Comissão analisou grandes temas da agenda internacional: cooperação em fóruns multilaterais, ONU, BRICS, G20, entre outros; reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança; o impacto da crise econômico-financeira mundial na política global; não-proliferação de armas nucleares, desarmamento e controle de armas; cooperação internacional no combate aos novos desafios e ameaças; e Direitos Humanos. Tratou-se, ainda, da atual situação do Oriente Médio, Norte da África, região do Cáucaso, da América Latina e Caribe, Comunidade de Estados Independentes, Mercosul, Unasul, Celac, OEA, União Aduaneira e União Euro-Asiática.
Os dois países decidiram também iniciar negociações para a compra de baterias antiaéreas russas pelo Brasil, o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa, e a transferência de tecnologia para a participação de empresas estratégicas brasileiras nos processos de produção e sustentabilidade logística integrada.
A Presidente Dilma Rousseff recebeu o Premier Medvedev no Palácio do Planalto e lembrou sua visita a Moscou, em dezembro de 2012, quando o Presidente Vladimir Putin lhe manifestou o apoio russo ao Programa Ciência sem Fronteiras, do Brasil. Dilma frisou naquele encontro: “A Rússia tem enormes conhecimentos acumulados em áreas como engenharia aeronáutica, exploração de gás e petróleo, mineração. Queremos que brasileiros possam usufruir desses conhecimentos, o que fortalecerá parcerias produtivas em nossos países”.
Agora, a Rússia vem de integrar-se oficialmente ao Programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo CNPq e Finep, para a formação de especialistas brasileiros em universidades, centros de pesquisa e empresas russos. O respectivo Memorando de Entendimento foi firmado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp (ao lado do Secretário Executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim; a Finep está subordinada a esse Ministério) e pelo Vice-Ministro de Educação e Ciência da Rússia, Igor Fedyukin.
O Programa Ciência sem Fronteiras será, igualmente, a base de apoio do sistema lançado pela AEB para formar especialistas em áreas espaciais em parceria com agências espaciais dos países mais avançados no setor, inclusive e, em especial, a Roscosmos, da Rússia.
A propósito, o Premier Medvedev anunciou a intenção da Rússia de propor “uma série de novos projetos” conjuntos com o Brasil nas áreas de tecnologia espacial, petróleo e energia atômica. E disse: “Podemos estabelecer uma aliança tecnológica que ajude nossos povos e nossas empresas”.
Cooperação espacial ¨C A Declaração Conjunta saudou a inauguração na Universidade de Brasília (UnB), em 19 de fevereiro, da estação de referência de correção diferencial do sistema russo de navegação por satélites GLONASS, bem como a assinatura do contrato entre a Fundação UnB e a Corporação de Pesquisa Científica e Produção “Sistemas de Medição Precisa” (OAO NPK SPP)” para instalação, uso e pesquisa no Brasil da Estação Óptica, equipada com Estação de Medição Unidirecional (OWS) MS GLONASS (Sazhen-TM-OWS), no Brasil.
Os dois países também estão prontos para estudar o aumento da participação brasileira no desenvolvimento e uso do sistema GLONASS, conforme prevê o programa de cooperação entre a Agência Espacial Brasileira e a Roskosmos, a agência espacial russa.
A declaração saudou ainda a conclusão do Memorando de Entendimento entre a empresa JSC “Tecnologias Russas da Navegação” e a Prefeitura de Goiânia, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano Sustentável, estabelecendo cooperação em torno do Projeto “Goiânia Sustentável”, com a troca de especialistas, desenvolvimento de pesquisa e capacitação de pessoal.
Rússia e China ¨C Ambos planejam ampliar seu mercado espacial. Ao deixar Brasília, o Premier Medvedev viajou para Havana, onde informou à agência UPI e à imprensa cubana, em 22 de fevereiro, que a Rússia deseja aumentar sua participação no mercado global de serviços espaciais dos atuais 10% para 15%. Ele afirmou: “Queremos não ser apenas uma potência científica líder, um país empenhado em pesquisa espacial, mas também um protagonista no mercado de serviços espaciais”. E argumentou: “Fomos os primeiros no espaço e acreditamos que essa é a nossa vantagem competitiva. Mas é impossível não investir no espaço. Se nos louvamos só pelo lançamento do primeiro satélite e do voo de Gagarin, nós simplesmente ficaremos para trás.” Medvedev observou que o objetivo principal da Rússia na expansão de seu mercado espacial é colocar mais satélites em órbita e promover mais lançamentos internacionais.
A Rússia, sabe-se, está reavaliando seu programa espacial, a fim de investir nele 69 bilhões de dólares até 2020, ou seja, uma média de 8,625 bilhões por ano. Nada mal.
Brasil e China ¨C Está programado para este primeiro semestre de 2013 o lançamento do satélite CBERS-3, que não pôde ser lançado no fim de 2012, como previsto, por problemas surgidos com equipamentos adquiridos para o satélite capazes de comprometer o êxito da missão. As equipes técnicas brasileira e chinesa trabalham a todo o vapor para levar a cabo a operação o quanto antes.
Os grupos de trabalho designados pelos dois países devem iniciar em breve seus encontros destinados à elaboração do Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China, conforme decisão adotada pelos respectivos governos. A iniciativa de criar e executar um plano de cooperação espacial ao longo de dez anos é inédita na história das atividades espaciais.
O Brasil começa o ano de 2013 comprometido com os objetivos e metas traçadas pelo novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), que tem como prioridade maior “impulsionar o avanço industrial”. Esse esforço já se reflete no trabalho em pleno andamento da nova empresa Visiona, constituída pela Telebras, do Ministério das Comunicações, e pela Embraer, empresa privada de reconhecido prestígio internacional, que coordena a construção do primeiro Satélite Geoestacionário de Comunicação e Defesa (SGDC) do Brasil, a ser lançado em 2014.
A China promete, para este ano, nada menos de 20 lançamentos espaciais, inclusive o da sua primeira sonda a pousar na Lua, a Chang’e-3, e o Shenzhou-10, nave que dará início à construção da primeira estação espacial do país. A missão para coletar amostras do solo e de rochas da Lua está prevista para 2017. Fontes oficiais dão conta de que, em 2020, a China planeja ter em órbita 200 objetos espaciais ativos, que poderão representar cerca de 20% do total que existirá então.
Mesmo sem falar nos programas espaciais e de outras esferas de cooperação internacional da Índia e da África do Sul (países com os quais o Brasil desenvolve o projeto do satélite IBAS), há boas razões para acreditar que a Cúpula do BRICS será um evento positivo, otimista e rico em perspectivas, tanto para seus países membros como para o mundo inteiro. Algo bem diferente do que se observa em outras regiões e fóruns do planeta. Isso poderá ficar ainda mais claro se nossa grande mídia se dispor a cobrir o encontro, dando-lhe a importância e o peso que ele já conquistou.
* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.
Referências
1) Casella, Paulo Borba, BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: uma perspectiva de cooperação internacional, São Paulo: Atlas, 2011. Casella, autor de inúmeros livros, é Professor Titular de Direito Internacional Público e Chefe do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade de São Pulo (USP).
AEB..SNB

A nova 'guerra fria' é virtual


/ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO, É JORNALISTA, DAVID E., SANGER, THE NEW YORK TIMES, / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO, É JORNALISTA, DAVID E., SANGER, THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo
Desde que, na semana passada, o governo Barack Obama enviou aos provedores de internet dos EUA uma longa lista confidencial de endereços de computadores ligados a um grupo de hackers que roubou dados de empresas americanas, ficou nítido um fato crucial: quase todos os endereços digitais levavam a um bairro em Xangai onde fica a sede do comando cibernético do Exército chinês.
Essa deliberada omissão sublinha as fortes preocupações dentro do governo Obama sobre o quão diretamente confrontar a nova liderança da China no tocante a esse problema, já que o governo intensifica as demandas para a China conter os ataques patrocinados pelo Estado que Pequim insiste não estar envolvido.
O assunto ilustra bem como esta escalada de uma guerra fria cibernética entre as duas maiores economias do mundo difere dos conflitos entre duas superpotências em décadas passadas - sob alguns aspectos ela é menos perigosa em outros, mais complexa e perniciosa.
Autoridades do governo dizem estar agora mais dispostas do que antes a desafiar os chineses diretamente - como fez o secretário da Justiça Eric Holder na semana passada, anunciando uma nova estratégia para combater o roubo de propriedade intelectual. Mas o presidente Barack Obama evitou mencionar a China pelo nome - ou Rússia, Irã ou outros países com os quais ele mais se preocupa - ao afirmar no seu discurso sobre o Estado da União que "sabemos que empresas e países estrangeiros roubam nossos segredos corporativos", acrescentando que "agora nossos inimigos também estão buscando a possibilidade de sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras e outros sistemas de controle do tráfego aéreo".
Definir "inimigos" neste caso nem sempre é fácil. A China não é um inimigo direto dos Estados Unidos, da maneira como a União Soviética era; a China é uma concorrente econômica e uma crucial fornecedora e cliente. O intercâmbio comercial dos dois países no ano passado foi de US$ 425 bilhões e os chineses, apesar das muitas tensões diplomáticas, são financiadores importantes da dívida americana. Como disse Hillary Clinton ao primeiro-ministro da Austrália, em 2009, quando estava a caminho de sua primeira visita à China como secretária de Estado, "até que ponto você pode ser rígido com seu banqueiro?".
Se há evidências de que o Exército de Libertação Popular é provavelmente a força por trás do "Comment View", o maior dos 20 grupos de piratas de internet que as agências de inteligência americanas rastrearam, o fato é que os Estados Unidos estão muito circunspectos.
Estratégias. Autoridades do governo mostraram-se muito satisfeitas com a Mandiant, empresa de segurança privada, por ter emitido relatório rastreando os ciberataques e chegando à porta do comando cibernético da China. As autoridades americanas disseram em particular não terem visto nenhum problema nas conclusões, mas não quiseram afirmar isso publicamente. Isso explica porque a China não foi mencionada como local dos servidores suspeitos no alerta.
Mas, nos próximos meses, muitas advertências serão feitas em particular por Washington aos líderes chineses, incluindo Xi Jinping, que logo mais assumirá a presidência da China. Tom Donilon, assessor de Segurança Nacional, e John Kerry, que ocupou a vaga de Hillary Clinton no Departamento de Estado, viajarão para a China em breve. Nos encontros privados que deverão manter, ambos argumentarão que o porte e a sofisticação descomunais desses ataques nos últimos anos podem prejudicar o apoio que a China desfruta junto a seus maiores aliados em Washington, a comunidade empresarial dos Estados Unidos.
É muito cedo para dizer se esse apelo aos interesses pessoais da China surtirá efeito. Argumentos similares foram oferecidos antes, mas quando um dos mais importantes líderes militares da China visitou o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em maio de 2011, ele disse não ter muito conhecimento de armas cibernéticas e o Exército chinês não as usava. Nesse aspecto, sua atitude foi um pouco semelhante à do governo Obama, que jamais falou sobre o arsenal cibernético dos EUA.
Mas as soluções variam enormemente, desde uma negociação tranquila até sanções econômicas e rumores de contra-ataques liderados pelo Comando Cibernético do Exército dos Estados Unidos, unidade envolvida nos ataques cibernéticos dos EUA e de Israel contra usinas de enriquecimento de urânio do Irã.
Autoridades como Robert Hormats, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos e Comerciais, dizem que a chave para o sucesso no combate aos ataques é enfatizar aos chineses que suas esperanças de crescimento econômico ficarão prejudicadas.
"Temos de deixar claro que os chineses não vão obter o que desejam", disse Hormats. Ou seja, "os investimentos da nata das nossas empresas de tecnologia, a menos que controlem rapidamente o problema".
O próximo debate é sobre se o governo deve retaliar. Em Washington, em uma infinidade de conferências já foram abordadas questões como "escalada da dominação", "dissuasão ampliada", terminologias tiradas da Guerra Fria.
Alguns dos debates são acalorados, estimulados pelo crescente setor de segurança cibernética e o desenvolvimento de armas cibernéticas ofensivas, mesmo que o governo americano jamais tenha admitido o seu uso, mesmo nos ataques do vírus Stuxnet contra o Irã. Mas existe uma discussão séria nos bastidores sobre que tipo de ataque contra a infraestrutura dos EUA poderia levar o presidente a ordenar um contra-ataque.
SNB

AMORIM - Anuncia para “muito breve” a retomada dos voos do VLS

São José dos Campos (SP), 25/02/2013 – O Brasil retomará o projeto de lançamentos de satélites e microssatélites para “muito breve”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante aula magna para 124 alunos aprovados no curso do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo Amorim, “projetamos a retomada dos voos do VLS [Veículo Lançador de Satélite], já que neste ano terá seu primeiro ensaio elétrico”.

“Na sequência teremos o lançamento do VLM [Veículo Lançador de Microssatélite]. Nesses e em outros programas que envolvem a cooperação junto a parceiros do mundo desenvolvido, o princípio do fortalecimento tecnológico da base industrial brasileira constitui uma referência permanente”, explicou o ministro sem querer determinar prazo para a retomada.

Amorim iniciou a palestra para os alunos explicando que por sua formação na área de humanas poderia cair em lugar comum com um discurso para estudantes que têm a base nas ciências exatas. Por isso, conforme explicou, convidou-os a uma reflexão sobre como a política de defesa brasileira “pode se preparar para os desafios futuros”.

“Assim, ainda que vocês não estejam particularmente interessados pela política mundial, saibam que a política mundial se interessará pelos progressos que vocês farão”, disse.

A partir daí, Celso Amorim foi expondo para os acadêmicos os movimentos de formação de blocos econômicos e políticos. O ministro lembrou da criação do Mercosul, em 1991, quando Brasil, Argentina, Chile e Uruguai se uniram para intensificar o comércio e interagir suas cadeias produtivas, passando a contar com a Venezuela, no ano passado, e a Bolívia que em breve deverá se integrar ao bloco.

O ministro destacou mais recentemente a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que expandiu a integração para o campo político. Segundo Amorim, a decisão de criar a Unasul levou em consideração o fato de que o mundo é atualmente organizado ao redor de grandes blocos.

“A União Europeia, apesar de todas as dificuldades por que tem passado, é, evidentemente, um grande bloco; os Estados Unidos são um bloco em si; o mesmo ocorre com a China e, até certo ponto, com a Índia; outras regiões, embora em estágios distintos de integração, tratam de agrupar-se, como a União Africana e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean)”, explicou.

Celso Amorim entremeou a palestra entre o improviso e o texto preparado para a aula magna. Durante pouco mais de 50 minutos, o ministro destacou a aproximação do Brasil com a África, bem como a integração das nações sul-americanas com o Caribe e a América Central.

No discurso, mencionou a participação das Forças Armadas nas missões de paz sob liderança da Organização das Nações Unidas (ONU), na mobilização dos governos do Brasil e da Turquia no embate sobre o programa nuclear do Irã e voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU que permitam a inclusão de novos integrantes, como por exemplo, o Brasil.

Amorim também enfatizou a presença brasileira no extremo sul do atlântico, na Antártica, “onde a reestruturação da Estação Comandante Ferraz já está em curso”. E seguiu: “Atlântico Sul e África são dois espaços de natural presença brasileira”.

Na palestra, o ministro lembrou, ainda, de sua passagem pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, quando foi assessor internacional daquela pasta.

Novos cargos

Durante a aula magna, Celso Amorim informou que foi autorizada a contratação de 800 novos cargos no Centro Técnico Aeroespacial, fato que “dará novo ímpeto a esse setor absolutamente estratégico para a modernização de nossa defesa”. Lembrou que isso é fruto de parceria firmada com o Ministério da Educação.

“O ITA é uma referência nacional e internacional como instituição de excelência na área de ciência e tecnologia. Os trabalhos e pesquisas desenvolvidos nesse instituto foram e são motivo de orgulho para todos os brasileiros, e têm merecido crescente atenção no governo da presidenta Dilma Rousseff”, destacou.

Após a palestra, Amorim, na companhia do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, do reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, e de oficiais da Força Aérea, percorreu as dependências da instituição. No trajeto, o ministro conversou com um grupo de alunos que destacou a importância do instituto na formação profissional militar e civil.
MINITERIO DA DEFESA..SNB

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