terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Crise no Mali: separatismo, golpe, terrorismo e intervenção

No dia 11 de janeiro de 2013, a França iniciou uma intervenção militar no Mali para conter o avanço de grupos terroristas atuantes no norte do país africano. A situação, que é vista com cuidado e apreensão pelas lideranças ocidentais, remonta não apenas ao passado recente de crise política malinense como também ao histórico da formação de movimentos islâmicos na África OcidentaEx-colônia francesa independente desde 1960, o Mali é um país pobre e sem acesso ao mar. Ele se divide basicamente em duas porções: a do sul, mais densamente urbanizada e povoada; e a do norte, predominantemente desértica e esparsamente ocupada. O norte é a região dos tuaregues, grupo étnico que possui um histórico separatista do governo central da capital Bamako, localizada ao sul, próximo à fronteira com a Guiné.
Ex-colônia francesa independente desde 1960, o Mali é um país pobre e sem acesso ao mar. Ele se divide basicamente em duas porções: a do sul, mais densamente urbanizada e povoada; e a do norte, predominantemente desértica e esparsamente ocupada. O norte é a região dos tuaregues, grupo étnico que possui um histórico separatista do governo central da capital Bamako, localizada ao sul, próximo à fronteira com a Guiné.
Embora o país viesse sendo elogiado pelo amadurecimento da democracia no final do século passado, o Mali passou por uma grave política em 2012. Setores do Exército rebelaram-se contra o governo do presidente Amadou Toumani Tourré e, em março, forçaram sua renúncia e declararam inválida a Constituição. Para conter a crise, os militares apoiaram a formação de um governo provisório, ainda sem sólido respaldo internacional.
A crise aprofundou o distanciamento e piorou a situação dos tuaregues em relação ao governo central. Foi neste ambiente que os separatistas do norte aproximaram-se de militantes islâmicos atuantes na região do Saara, que lhes forneceram apoio. A motivação do separatismo tuaregue repousa em critérios étnicos e tem objetivo a criação de um governo autônomo, mas o influxo islâmico mudou o perfil da situação.

Diversos grupos militantes islâmicos entraram em cena. O principal deles é a Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQIM na sigla em inglês): trata-se de uma milícia dotada de algumas centenas de membros que atua no Sahel, a região do deserto do Saara que compreende Mali, Mauritânia, Argélia, Líbia e Níger. Seus principais líderes teriam sido treinados no Afeganistão antes da invasão americana e teriam ainda raízes de atuação na Argélia pós-independência.
Estes grupos de terroristas apoiaram os tuaregues desamparados, mas têm motivações bem distintas das dos separatistas do Mali. Eles desejam livrar a África ocidental dos estrangeiros europeus e de seus costumes e determinar a imposição extremista rígido da sharia (a lei islâmica) em moldes similares ao fundamentalismo implantado no Afeganistão, marcado pela repressão das mulheres e de hábitos supostamente pecaminosos, como o fumo.
Foi esta frente separatistas fortalecida por terroristas que despertou a atenção da França, que, nos primeiros dias de 2013, decidiu intervir no Mali. Diversas cidades da região central do país já haviam sido parcial ou completamente tomadas pelos militantes islâmicos, nos quais já imperava um novo tipo de sociedade – distinta mesmo da desejada pelos tuaregues. De modo geral, a ação francesa está sendo bem recebida pelos malinenses que, somente amparados no seu frágil, velho e pobre Exército, nenhuma chance tinham contra o avanço dos terroristas.
Mas a ação francesa, que já conseguiu conter o avanço islâmico e mesmo libertou algumas cidades, acabou por provocar retaliações por parte destes grupos. Em reação à intervenção, um grupo da AQIM liderado pelo terrorista Mokhtar Belmokhtar invadiu um campo de exploração de gás na Argélia, fazendo cerca de 700 reféns. Belmokhtar, um dos fundadores da AQIM, pedia a saída das tropas francesas do Mali e a libertação de aliados detidos nos Estados Unidos sob a acusação de terrorismo. A crise dos reféns do complexo de In Amenas levou à ação do Exército da Argélia, que, em uma operação de resgate que se estendeu por três dias, provocou a morte de dezenas de reféns e militantes.
O Mali espera a chegada de um Exército de soldados da comunidade africana, cujos líderes temem o aumento da atividade terrorista na região. A intervenção francesa foi prontamente apoiada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Paris, Bamako e outros líderes africanos, como Alassane Ouattara – presidente da Costa Marfinense e da Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (Ecowas) – esperam contar com crescente apoio internacional no enfrentamento deste novo desafio do terrorismo do século XXI
Terra..SNB

Ele falou o capitão do navio afundando das Malvinas: "É tremendamente triste"


"É uma tremenda triste o que está acontecendo. Queria muito para esse navio", afirmou esta manhã Tejo Claudio, comandante do ARA da Santíssima Trindade, que é defeituoso no cais sul da doca de Puerto Belgrano e Base Naval em risco de afundar completamente. "O oficial da marinha atinge capitão de um navio como um marco em sua carreira e é uma das maiores satisfações tem. Mantido uma memória muito especial do navio e da tripulação", disse ele.
Cuidado, Tejo recusou a análise apressada sobre a situação do navio:. "Eu não quero fazer qualquer declaração específica, porque não sabe as circunstâncias em que ocorreu o colapso, seria irresponsável Não sei o que aconteceu, eu sei o que eu ouvi na televisão. caso contrário, eu não tenho informações precisas para formar uma opinião sobre o que realmente aconteceu e expressar a minha opinião. "
O ex-comandante do destróier lembrou que durante a guerra, ele estava em Mlavinas de carga a 310 homens, nenhum foi morto e que ainda manter a comunicação e você geralmente se encontram em refeições e eventos.
No navio, ele acrescentou: "Foi o carro-chefe durante o desembarque na Guerra das Malvinas homens que foram para lá levou a casa do governador tinha se juntou ao navio por três meses no mar da frota, era novo..."
clarin.com..SEGURANÇA NACINAL BLOG

Entrevista com Alexei Vassiliev, diretor do Instituto da África da Academia de Ciências Russa


 

Vamos dedicar a atual emissão da “África em foco” aos eventos que se desenrolam nestes dias na parte ocidental do continente africano – na República do Mali, onde o exército francês deu início a uma operação militar.

– Por que, na sua opinião, ocorre isso?
 Porque estes países sentem o perigo de difusão do extremismo islamita e do terrorismo ou da atividade separatista dos tuaregues para os seus territórios. Não constitui segredo que nos acampamentos militares na parte norte do Mali já foram treinados os terroristas da organização nigeriana Boko Haram e de outras organizações semelhantes desta região. Pode-se afirmar que na Nigéria vivem mais tuaregues do que no Mali e embora entre os tuaregues também haja contradições, a ameaça de separatismo para este país é real.
– Qual seria o seu prognóstico do desenrolar de acontecimentos no Mali?
 Pode-se supor que se a operação for bastante longa, e a julgar por tudo, é assim que será, muitos países africanos irão recordar que a França foi outrora uma potência colonial e que nos dois últimos anos este é o terceiro fato de intromissão nos assuntos internos dos outros. A França já interveio militarmente na luta entre os dois presidentes da Costa do Marfim, foi a primeira nas operações militares contra o regime de Kadhafi, agora as tropas francesas participam de operações militares no território do Mali. Mas eu pessoalmente não nutro a esperança de que as suas funções sejam concluídas dentro de duas ou três semanas.
– Quais são os motivos políticos da intervenção da França no território da África?
 Bem, eu preferiria não utilizar a fórmula “invasão da França no território da África”, pois mesmo a CEDEAO e o Conselho de segurança da ONU não reclamaram contra as operações militares da França no Mali. A maioria dos países mantiveram-se calados ou apoiaram estas ações da França. Creio, todavia, que existem dois motivos básicos. Primeiro: impedir a transformação do Mali em base segura para o desenvolvimento e para a ação de grupos terroristas e extremistas. E segundo: considerações políticas internas do presidente da França Hollande, tido como pessoa, capaz de recorrer a compromissos e a manobras.
– Qual é a sua opinião a respeito do papel do presidente da França François Hollande neste enredo africano?
 Ele precisava demonstrar que é presidente duro, pronto a empreender ações decididas. E como sempre, especialmente no primeiro período da existência deste perigo para o país, a nação consolida-se em torno do presidente. Neste plano – ele ganhou, pelo menos no presente momento.
– Quais podem ser as consequências no caso da queda do regime de Bamaco?
 O Mali é um país com população pobre e com riquezas muito grandes. Tem-se em vista grandes reservas de ouro e de outros minérios. O Mali é um dos maiores produtores africanos do algodão, um dos exportadores de produtos pecuários, etc. É o país central da região de países francófonos e a queda do regime em Bamaco pode desestabilizar a situação na região em geral e causar um golpe tanto contra as posições da França, como, numa certa medida, contra as posições da Rússia, que está interessada na estabilidade dos países desta região e na manutenção de relações econômicas e políticas normais com eles.
A Voz da Rússia continua a acompanhar o desenrolar de acontecimentos no Mali.
VOZ DA RUSSIA SEGURANÇA NACIONAL BLOG

PF incorporará sistemas de observação da Sagem.


A Polícia Federal de Foz do Iguaçu receberá sistemas ópticos desenvolvidos e produzidos pela Sagem, uma empresa francesa do Grupo Safran. O contrato celebrado entre a sua subsidiária no Brasil, OPTOVAC, e a força policial, na metade de dezembro de 2012, prevê a entrega de seis binóculos de infra-vermelhos multi-funções de longo alcance JIM LR (Jumelle Infrarouge Multi-fonction Long Range), seis alças Sword T&D e a mesma quantidade de alças Sword Light.
 
As entregas deverão ser finalizadas em até 4 meses após a assinatura do contrato. A OPTOVAC será responsável por assegurar a assistência técnica e o treinamento e por nacionalizar os respectivos sistemas. Prevê-se que ainda este ano, a fabricação dos equipamentos seja nacionalizadaO sistema portátil, compacto e ligeiro JIM LR incorpora funções de detecção, posicionamento, telemetria, observação e identificação diurna e nocturna de alvos fixos ou móveis. A sua utilização pode ser assegurada remotamente quando acoplado ao sistema portátil ROS (Remote Operating System) que consiste num tripé robustecido e num terminal digital portátil, este último controlando a movimentação do tripé a partir do qual são visualizadas as imagens obtidas pelos binóculos. Em missões de aquisição de objetivos, o sistema pode ser acoplado a um goniómetro portátil como o Thor da Instro Precision. O equipamento está em serviço nas forças militares e agências governamentais de países como a Alemanha, Argélia, Bulgária, Canada, Dinamarca, Eslovénia, Estados Unidos, França, Reino Unido, República Checa e Roménia.
 
A Sword T&D, alça térmica e numérica de nova geração para utilização com armas de assalto, metralhadoras ligeiras ou lança-foguetes proporciona uma eficaz detecção e identificação do objectivo antes de se efectuar o tiro. Este sistema robustecido de tecnologia por infra-vermelhos não refrigerado é usado na França com o sistema de soldados FELIN (Fantassin à Equipements et Liaisons INtégrés) e no sistema de armas remotamente controlado Panhard General Defense WASP (Weapon under Armor for Self Protection) que armam veículos blindados 4x4, e na versão naval Sea WASP.A alça térmica compacta e ligeira de simples utilização Sword Light destina-se a ser instalada em fuzis de assalto de calibre 5.56mm e 7.62mm, permitindo uma rápida e eficaz detecção, observação e identificação do alvo até 400 metros. Esta alça tem a particularidade de ser estanque e de fácil emprego.
 T&D,...SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021. No novo PNAE

O novo Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) está pronto. O documento estabelece as diretrizes e ações do Programa Espacial Brasileiro entre 2012 e 2021. No novo PNAE, o aumento da participação da indústria nacional e a implantação de um programa de domínio de tecnologias críticas são as principais metas. A formação e capacitação de pessoal e a ampliação da cooperação internacional também são temas prioritários no documento.

Segundo o presidente Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho, o documento é produto de estudos realizados pela AEB. “Avaliamos os resultados dos três PNAEs anteriores (1996, 1998 e 2005) e também recebemos contribuições de importantes instituições governamentais e privadas em anos recentes”, conta. Além disso, foi feita uma análise da organização e do funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE).

“Acreditamos que o documento servirá como apelo à inventividade e ao empreendedorismo no Brasil”, afirma o presidente da AEB. De acordo com José Raimundo Coelho, é preciso atender às crescentes necessidades e demandas espaciais do país. “Precisamos ser capazes de usufruir, soberanamente e em grande escala, dos benefícios das tecnologias, da inovação, da indústria e das aplicações do setor em prol da sociedade brasileira”. Para isso, ele acredita ser necessário priorizar o desenvolvimento e o domínio das tecnologias críticas, “indispensáveis ao avanço industrial e à conquista da necessária autonomia nacional em atividade tão estratégica”. Para José Raimundo, esse domínio só será alcançado com intensa e efetiva participação sinérgica do governo, centros de pesquisa, universidades e indústrias.

No novo documento busca-se, até 2016, concluir e consolidar diversos projetos em andamento, destacando-se os projetos dos Satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-3 e CBERS-4, o foguete Cyclone-4, que será lançado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Veículo Lançador de Satélites (VLS), o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), do satélite Amazônia-1 e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

No período de 2016 a 2021, denominado como fase de expansão, busca-se o desenvolvimento de novos projetos de maior complexidade tecnológica, compreendendo a continuidade do programa Amazônia (AMZ-1B, AMZ-2), o desenvolvimento de um satélite meteorológico geoestacionário, o lançamento do segundo satélite de comunicação e o desenvolvimento do satélite radar de abertura sintética.

2013 - Este ano será importante para o Programa Espacial Brasileiro. O quarto satélite da série CBERS, o CBERS-3 será lançado. O satélite é importante no monitoramento e na gestão territoriais.

Ainda em 2013, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado em Alcântara (MA), deverá ficar pronto para os lançamentos do VLS e do Cyclone-4. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN) também passará por reformas.  “Estamos propondo a modernização de boa parte da infraestrutura do CLBI e a recomposição de outra, utilizando a experiência que adquirimos no CLA. Os dois centros de lançamentos são considerados estratégicos”, conta o presidente da AEB.

A formação de recursos humanos para o Programa Espacial Brasileiro será fortalecida em 2013. “Queremos, por meio do programa Ciências sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação levar estudantes brasileiros para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses países para o Brasil. Dessa forma, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado”, completa o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.

Fonte: AEB SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Tropas do Mali e França reconquistar duas cidades nas mãos dos jihadistas

Exército do Mali, apoiados por tropas francesas, tomou o controle de duas cidades a partir dos jihadistas instalados no norte. Um é Diabali, a 400 km de Bamako, que foi atacado por Dine Ansar e Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) há oito dias, o outro é Douentza, na estrada de Gao, no norte, que era de meses nas mãos do grupo terrorista Movimento de Unidade da Jihad na África Ocidental (Muyao).
Diabali recuperação não tem sido fácil. Salafistas foram camuflados entre a população, o que impediu fuga, a fim de evitar o bombardeio da aviação francesa. No entanto, a presença de um grande contingente de tropas em Niono galas (sul Diabali) por três dias foi o suficiente para muitos dos jihadistas para sair. Ontem, uma coluna composta por cerca de 30 veículos blindados e 200 soldados francomalienses finalmente entrou na cidade e deu-lhe algumas horas mais tarde por controlada, embora possa haver algum lutador oculto.
No outro extremo da frente, o Exército maliano decidiu ir um pouco mais para o norte e para além da linha de demarcação que divide o país em dois, para o território controlado jihadista. No entanto, a entrada em Douentza não tem sido uma verdadeira batalha porque dias atrás radicais que decidiu retirar a sua fortaleza de Gao, no norte do país. A cidade foi bombardeada em dias anteriores pela aviação francesa, que resultou em uma goleada de combatentes Muyao.
Além disso, as tropas francesas, que já têm 2.000 tropas no terreno parecem estar se concentrando grande parte de suas forças e material de guerra em Sevare (Mopti), a fim de evitar novas tentativas de avançar jihadistas no sul . Ao mesmo tempo, a aviação continua bombardeando posições dos radicais no norte, e este fim de semana os ataques se intensificaram em Timbuktu e arredores.Na traseira, as tropas africanas para estrelar, ao lado do Exército do Mali, a reconquista do norte são foda corpo com a chegada de novos soldados.Quando a implantação estiver completa terá um total de 5.800, dos quais 300 já estão em solo Mali (100 nigerianos, 100 Togo, Benin 50 e 50 do Senegal).
A maior parte da Missão de Apoio Internacional Mali (mesmo) será composta de 1.200 soldados da Nigéria e 2.000 soldados que, no último minuto, Chad decidiu enviar um pedido direto da França. Parte dessas tropas já estão em Niamey e Mali irá juntar-se estacionado no Níger por um ano sob o coronel Gamou, Tuareg exrebelde integrados no Exército na década de noventa, a avançar para Gao e Kidal.
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