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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Chile não cederá território à Bolívia, declarou o chanceler chileno


O chanceler chileno Alfredo Moreno descartou, em 17 de dezembro, que seu país pretenda ceder parte de seu território com soberania à Bolívia e não aceitou que o estado boliviano tenha uma visão diferente sobre o tratado de 1904, através do qual cedeu seu litoral ao Chile após um conflito bélico.
“O que a Bolívia diz é que o Chile deveria entregar uma parte soberana deste país. Eu não penso assim, o presidente (Sebastián Piñera) não pensa assim, e a imensa maioria dos chilenos não pensa assim”, disse Moreno, citado em 14 de dezembro pela rádio Cooperativa.
A Bolívia e o Chile se enfrentaram em uma guerra no final do século XIX e em 1904 assinaram um tratado de paz que pôs fim ao conflito.
No acordo, a Bolívia cedeu ao Chile o território e a zona marítima que tinha no Oceano Pacífico, em troca de facilidades comerciais nos portos do norte chileno.
No entanto, a Bolívia rechaça o acordo e exige do Chile uma porção de terra e mar que compense sua situação territorial e, inclusive, o presidente boliviano Evo Morales disse que levaria a questão a um tribunal internacional, como o fez o Peru, que solicitou à Corte Internacional de Haia um limite marítimo com o Chile.
Além disto, a Bolívia enviou uma comissão a Haia para acompanhar a fase oral da demanda marítima peruana, encerrada no dia 14 de dezembro.
Quanto a esta questão, o chanceler Moreno afirmou que os casos são distintos, já que o Peru desconhece a existência dos tratados firmados em 1952 e 1954, que fixaram na corte chilena o limite marítimo e, em contrapartida, a Bolívia reconhece a pertinência do tratado de 1904 que assinou com o Chile.
“A Bolívia aceita plenamente que o tratado de 1904 diz o mesmo que dizem os chilenos”, lembrou Moreno.
O chanceler chileno reiterou que seu país está disposto a buscar soluções “sobre a base do acordo feito há mais de 100 anos e que estabeleceu os limites da Bolívia e do Chile”.
“Para isto também é preciso que haja liderança política na Bolívia”, garantiu o ministro Moreno.
Bolívia e Chile não mantêm relações diplomáticas desde 1978.
DIÁLOGO..SEGURANÇA NACIONAL BLOG

Assinatura do Contrato de Construção do Navio Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco”


No dia 5 de dezembro, em evento ocorrido na Diretoria de Engenharia Naval (DEN), o Diretor de Engenharia Naval, Contra-Almirante (EN) Francisco Roberto Portella Deiana, e a Diretora Superintendente da Indústria Naval do Ceará (INACE), Sra. Elisa Maria Gradvohl Bezerra, assinaram o contrato para a construção do Navio Hidroceanográfico Fluvial (NHoFlu), primeiro navio integralmente projetado pelo Centro de Projetos de Navios (CPN).
O NHoFlu tem como características básicas comprimento total de 55 metros, boca moldada máxima de 9 metros, calado máximo de 2 metros e deslocamento de 530 toneladas, comportando 43 tripulantes, sendo 7 Oficiais. Ao navio serão atribuídas tarefas de levantamentos hidroceanográficos, coleta de dados ambientais, atualização contínua de cartas e publicações náuticas, podendo atuar de forma extraordinária em apoio a órgãos governamentais na Defesa Civil, em ações de socorro e Ações Cívico-Sociais.
Projetado para operar em um raio de ação de 3.000 milhas náuticas, com uma autonomia de 25 dias, o futuro NHoFlu “Rio Branco” será dotado de modernos sensores científicos para o cumprimento de sua missão, tais como: ecobatímetros, perfiladores acústicos de correntes, sensores inerciais, medidor de velocidade do som e sistema de aquisição de dados de hidroceanografia.
O prazo para construção é de 18 meses contados a partir da data de eficácia do contrato. O NHoFlu está inserido no Projeto Cartografia da Amazônia, realizado em parceria com o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira e o Serviço Geológico do Brasil, e coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), subordinado ao Ministério da Defesa. Após a incorporação, o navio ficará sediado no Comando do 9º Distrito Naval.
Segurança Nacional Blog

Brasil e Mauritânia firmam declaração de intenções para ampliar parceria em defesa

Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Mauritânia, Ahmedou Ould Mohamed Radh, assinaram hoje declaração de intenções com o objetivo de ampliar a cooperação em diferentes segmentos no setor de defesa. O documento foi firmado na manhã desta quarta-feira, ao final de reunião bilateral no edifício-sede do Ministério da Defesa (MD).

No encontro foram tratados, principalmente, de assuntos relacionados à Marinha e à Força Aérea, áreas em que a Mauritânia manifestou interesse mais imediato em estreitar a cooperação. De acordo com o ministro Radh, nos últimos anos seu país vem realizando uma série de mudanças e aquisições na área de defesa e segurança em razão do aumento de incidentes relacionados ao tráfico de drogas e ao combate ao crime organizado.

A Mauritânia também tem enfrentado problemas decorrentes da instabilidade política no Mali, país vizinho com quem possui uma fronteira de 2.237 km de extensão, uma das mais longas da África. “Uma parte grande da fronteira está ocupada por terroristas. Já são 65 mil os refugiados do Mali no nosso país”, disse o mauritanês, acrescentando que o Exército de seu país passa há três anos por um processo de modernização para fazer frente às novas ameaças.

Na oportunidade, Celso Amorim anunciou que o navio-patrulha oceânico “Apa”, o segundo do lote de três embarcações adquiridas pelo Brasil da Inglaterra, terá como primeiro destino na África a Mauritânia, após sua partida do Reino Unido. A previsão da passagem é em meados de março. “Podemos fazer, na ocasião, algum tipo de exercício conjunto a exemplo do que fizemos em outros países africanos”, afirmou o ministro.

Presente na reunião, o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, enfatizou que a Força Naval está pronta para colaborar já em março. Ele disse ainda que seria interessante os mauritaneses conhecerem os sistemas brasileiros de controle de tráfego marítimo e de busca e salvamento. “Queremos nos espelhar na experiência de vocês como maior Marinha do mundo”, afirmou o ministro Radh.

Outro aspecto enfatizado na reunião foi que a relação Sul-Sul é algo a ser fortalecido por ambos os países. Para o ministro Amorim, a localização geoestratégica da Mauritânia faz com que o Brasil tenha interesse em estreitar as relações em defesa, assim como faz com outros países africanos, a exemplo da Guiné-Bissau.

Ajuda aérea

O ministro da Mauritânia manifestou, também, o interesse em receber apoio do Brasil para melhorar as capacidades operativas e de formação de oficiais e praças de sua Força Aérea. Na reunião, foi relembrada a compra dos Super-Tucanos adquiridos pela Mauritânia no Brasil. O ministro Radh afirmou que necessita de assistência dos brasileiros para treinamento de pilotos mauritaneses no país africano a fim de que estes possam operar as novas aeronaves.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, lembrou que o Brasil presta apoio a vários países que adquiriram Super-Tucanos na realização de treinamento de pilotos. Saito afirmou que, futuramente, militares aviadores brasileiros podem ir a Mauritânia para essa finalidade. “Podemos, ainda, oferecer a vocês um curso relâmpago de formação de pilotos na nossa Academia [AFA].” Ele acenou, ainda, com a possibilidade de que praças mauritaneses façam curso na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAr), localizada em Guaratinguetá (SP), onde poderão ter experiência em manutenção de aeronaves, como mecânicos.

Durante o encontro, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, também colocou à disposição do representante da Mauritânia a possibilidade de recebimento de militares do país em escolas de formação da Força Terrestre, além do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, no Rio de Janeiro.

A comitiva da Mauritânia visitará as empresas Embraer, Avibras e Engepron para conhecer melhor a indústria e projetos brasileiros de defesa. Durante o encontro de hoje, também esteve presente o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi.
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