quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aviação militar: Como combinar Iliushin com Antonov?


A Índia e a Rússia começaram a desenvolver um avião médio multiúso de transporte MTA, que é baseado no projeto russo Il-214. A necessidade de se criar uma máquina nova desta classe não está em dúvida, mas a realização do projeto está levando muito tempo.

Caminho longo
O contrato para a primeira fase de desenvolvimento do MTA foi assinado em 12 de outubro de 2012. O cliente é a empresa conjunta russo-indiana MTAL, e o fornecedor é a empresa russa United Aircraft Corporation - Transport Airplanes (UAC-TA) e a indiana Hindustan Aeronautics Limited (HAL).
Este é o ponto de partida para o desenvolvimento imediato da nova máquina, o primeiro protocolo sobre sua construção foi assinado ainda em 2001. Na altura, o planejado é que o avião com o índice Il-214 levantaria voo até o final da década de 2000, e no programa estadual de armamentos para 2006-2015 até estava prevista a compra dos primeiros cinco aviões de série. Hoje está claro que o avião não irá aparecer em 2015 - a data do primeiro voo foi adiada para 2017, e o fornecimento das primeiras máquinas de série - para 2019. No entanto, não se pode chamar o Il-214 de produto extremamente complexo, cujo prazo de desenvolvimento está atrasado por razões objectivas. Na verdade, esta máquina tem muito em comum com seu irmão mais velho - o Il-76 de quatro motores. As razões para o atraso devem estar em algo mais.
A base para o desenvolvimento de UAC-TA é o departamento de projeto (DP) Iliushin. A perda da principal usina de produção em série em Tashkent, a transferência da produção de Il-76 para Ulianovsk, e a remoção, de fato, do DP da produção de máquinas de passageiros levou à perda quase completa de competências e habilidades. Isto é tanto mais sensível porque quase parou a troca de experiência com o DP Antonov em Kiev, o principal desenvolvedor de aviões de transporte soviéticos.
Tiveram influência também problemas financeiros - até recentemente, o orçamento não tinha recursos para um financiamento completo do programa, embora a criação de um avião de transporte médio devesse ser uma prioridade para o exército, assim como para aumentar exportações de ítens alta tecnologia. Aviões desta classe têm demanda no mercado mundial.
É possível que a cooperação com a Índia tenha se tornado uma boia de salvação para o projeto. Os indianos, que estão interessados não apenas na máquina, mas também em obter experiência de construção de tais aviões, estão dispostos a pagar dinheiro. E esperar - é claro, se a espera não exceder prazos razoáveis. No entanto, na Ásia são mais tolerantes ao consumo de tempo.
O que será leve?
Além do avião de 20 toneladas de capacidade de carga, a Força Aérea Russa necessita também de um avião de carga pequeno, com uma capacidade de 6-8 toneladas, capaz de fornecer rapidamente cargas a bases remotas, de ser utilizado em aeródromos de má qualidade, e estar sempre à mão em quantidades necessárias. Este papel hoje pode ser reivindicado por um avião e um projeto. Projeto - é o Il-112 do DP Ilyushin, e o avião é o An-140 do DP Antonov. Entretanto, a julgar pelas declarações de funcionários de alto escalão, incluindo o vice-primeiro-ministro Dmitri Rogozin que supervisiona o setor de defesa, a retomada dos trabalhos sobre o Il-112 é hoje considerada preferível à criação de uma modificação de transporte militar do An-140. A razão óbvia é a origem formalmente ucraniana do An. Em contraste com o Il-112, que ainda não passou do estágio de projeto, o An-140 está já em série. Além disso, ele é quase completamente, exceto os motores, construído na Rússia: seu produtor principal é a empresa Aviakor de Samara. Note-se que o Il-112, se levado a produção, também vai usar, provavelmente, motores ucranianos da corporação Motor-Sich.
A principal vantagem do An é que ele está em série. Já foram produzidas cerca de 30 máquinas, existe um contrato para o fornecimento destas aeronaves (por enquanto na versão de carga) ao Ministério da Defesa e para a criação de uma versão de transporte militar. Ela se distingue pela presença de uma rampa de carga na cauda da máquina, o que levará muito menos tempo e esforço do que a criação do Il-112, para o qual ainda há que construir o ferramental de produção a partir do zero.
Nestas circunstâncias, o desejo de por em série uma aeronave de marca especificamente russa pode levar a consequências opostas. Os recursos da UAC-TA, especialmente os de engenharia, hoje estarão ocupados pelo projeto MTA. Se a esta estrutura for adicionado o projeto Il-112, o resultado pode ser a falha de ambos os projetos. E a necessidade de comprar como máquina média, por exemplo, o avião brasileiro KC-390, e como máquina leve o avião italiano C-27J Spartan ou o espanhol C-295.
Por isso considera-se que a produção do An-140 esta mais perto dos interesses tanto de militares russos, como da indústria russa.SEGURANÇA NACIONAL BLOG

GPS europeu pronto para fase de testes


GPS europeu
Os terceiro e quarto satélites do sistema europeu de navegação global Galileo foram colocados em órbita, lançados neste fim de semana a partir do Porto Espacial Europeu, na Guiana Francesa.
Eles vão juntar-se ao primeiro par de satélites, lançado há um ano, para concluir a fase de validação doprograma Galileo, a versão europeia do sistema global de posicionamento, ou GPS.
Todas as etapas do veículo Soyuz funcionaram de acordo com o planejado. Os satélites Galileo foram colocados na sua órbita pré-definida, a 23.200 km de altitude, 3 horas e 45 minutos após o lançamento.
Satélites de validação
Após verificações iniciais, os satélites serão entregues aos Centros de Controle do Galileo, em Oberpfaffenhofen, na Alemanha, e Fucino, em Itália, de forma a serem testados, antes de serem entregues para a fase de validação de serviços Galileo.
Do ponto de vista do desempenho, estes satélites de validação em órbita (IOV) são equivalentes aos satélites operacionais, que serão lançados a seguir.
Agora com quatro satélites idênticos em órbita, a ESA (agência espacial europeia) poderá demonstrar a capacidade completa do sistema de posicionamento, antes do lançamento dos demais satélites operacionais.
  • 30 satélites
"Com os satélites lançados esta noite, a fase de testes ficará concluída, estando aberto o caminho para uma rápida implantação, em larga escala, da constelação," disse Didier Faivre, diretor da ESA para o Programa Galileo
"No final de 2014, 18 satélites terão sido lançados, altura em que poderá iniciar-se o fornecimento de pequenos serviços aos europeus," completou.
A capacidade operacional plena do Galileo será alcançada com 30 satélites, incluindo os quatro de testes já em órbita e satélites de reserva, em 2018.
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Satélite Amazônia-1 passa em teste estrutural


Estrutura, vibração e térmica
Uma importante etapa para a qualificação do modelo estrutural dosatélite Amazônia-1 foi concluída com sucesso pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
No Laboratório de Integração e Testes (LIT) do instituto, em São José dos Campos (SP), o modelo enfrentou uma bateria de ensaios de vibração para certificar que sua estrutura está apta a suportar os impactos do lançamento e manobras em órbita.
Agora começam os preparativos para o teste acústico.
A seguir, serão feitos os testes térmicos, outro passo essencial para a qualificação do satélite, que mostra que ele pode suportar as enormes variações de temperatura no espaço.
Amazônia-1
Com lançamento previsto para 2013, o Amazônia-1 é um satélite de órbita polar que irá gerar imagens do planeta a cada 4 dias.
Para isso, ele será dotado de uma câmera de campo amplo, capaz de observar uma faixa de 720 km com 40 metros de resolução.
Sua característica de revisita rápida aos mesmos locais permitirá a melhora nos dados de alerta de desmatamento na Amazônia em tempo real, ao maximizar a aquisição de imagens úteis diante da cobertura de nuvens na região.
O Amazônia-1 também fornecerá imagens frequentes das áreas agrícolas brasileiras.
Plataforma Multimissão
O Amazônia-1 é o primeiro satélite construído tendo como módulo de serviço a Plataforma Multimissão (PMM), um conceito de arquitetura de satélites criado pelo INPE.
Nessa plataforma ficam todos os equipamentos que desempenham as funções necessárias à sobrevivência e operação do equipamento.
A PMM é plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg. Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar, em órbita, uma carga útil de até 280 kg.
A PMM pode ser reproduzida para atender a vários tipos de missões espaciais. A reutilização do projeto da plataforma permite reduzir custos recorrentes na fabricação de novos satélites e seu tempo de desenvolvimento.
Portanto, a qualificação do modelo estrutural do Amazônia-1 também beneficia os projetos de novos satélites que serão montados a partir da plataforma.
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