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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Venezuela diz que fabrica aviões teleguiados com ajuda do Irã


Por Brian Ellsworth
CARACAS, 14 Jun (Reuters) - A Venezuela está construindo aeronaves não tripuladas como parte da cooperação militar com o Irã e outros aliados, disse o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em um decisão que provavelmente aumentará o nervosismo dos EUA sobre o papel do governo socialista na região.
Referindo-se a uma reportagem na mídia espanhola de que promotores dos EUA estão investigando a produção de aeronaves não tripuladas na Venezuela, Chávez disse na quarta-feira: "É claro que nós estamos fazendo isso, e temos direito. Somos um país livre e independente."
Em um discurso televisionado para oficiais militares no Ministério da Defesa da Venezuela, Chávez afirmou que a aeronave só tem uma câmera e é exclusivamente para fins defensivos. "Nós não temos quaisquer planos de prejudicar ninguém", disse ele.
"Estamos fazendo isso com a ajuda de diferentes países, incluindo China, Rússia, Irã e outros países aliados", acrescentou ele, aparentemente referindo-se tanto à fabricação do jato quanto a outros projetos, incluindo uma fábrica de munições e armas.
Durante a longa transmissão, Chávez falou por link de satélite com um oficial militar venezuelano na fabricante estatal de armas Cavim.
O oficial estava ao lado de um jato teleguiado pequeno chamado Harpy-001. Ele informou que o avião tem 4 metros por 2,5 metros, pode voar a até 10.000 pés (3.000 metros) e por até 90 minutos. Segundo ele, a Venezuela produziu três desses jatos.
"Eles são feitos neste país com os engenheiros militares que foram fazer um curso na nossa irmã República do Irã", disse o oficial.
Chávez, cuja estridente política anti-Washington é altamente popular em seu país, ampliou os laços com o Irã em meio à crescente pressão por parte dos Estados Unidos e outras nações em Teerã sobre seu programa nuclear. O Irã nega as acusações ocidentais de que está tentando construir armas nucleares
Reuters..segurança nacional blog

Lançamento SHEFEX 2 tem início na Noruega

Foi iniciada, no dia 07 de junho, no Andoya Rocket Range, na cidade de Andenes, Noruega, a Operação SHEFEX 2, que utilizará os propulsores nacionais S40 e S44, desenvolvidos pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), para realizar o experimento de reentrada SHEFEX 2, desenvolvido pela Agência Espacial Alemã (DLR).

O Motor S40M do 1º estágio está pronto, com a Saia Traseira, Empenas, Ignitor/DMS e com os Adesivos.

Nesta semana, está sendo preparado o S44 2º estágio que, em seguida, será disponibilizado para integração com a Carga Útil.

Esta operação de lançamento possui muitas variáveis inéditas, principalmente com relação à Carga Útil, que é extremamente cara e complexa e também no que se refere  ao foguete VS-40M, que vai realizar seu primeiro voo após ter sofrido modificações em relação ao seu projeto original. Ainda sim, as equipes estão trabalhando com bastante empenho e confiança, dando máxima atenção aos itens de segurança e funcionalidade dos subsistemas.

A 1ª simulação de lançamento está prevista para segunda-feira, dia 18 de junho, e a 1ª tentativa de lançamento está prevista para 20 de junho.
 
Comentários do blog: a missão Shefex-2 tem por objetivo principal oferecer um tempo de voo de até 50 segundos para um experimento de reentrada suborbital (Sharp Edged Flight Experiment - SHEFEX) da DLR. O foguete brasileiro VS-40 deverá lançar o experimento até uma altitude de 200 km, quando então ocorrerá a separação. O voo deve ter uma duração total de 10 minutos.
segurança nacional blog IAE/DCTA 

Visiona define projetos na área de satélites


O programa espacial brasileiro vive uma fase de mudanças estruturais desafiadoras. O primeiro passo foi dado com a criação de uma indústria integradora de satélites, a Visiona Tecnologia Espacial, que tem entre seus objetivos colocar em prática a estratégia do governo federal de elevar a participação industrial no programa espacial e o envolvimento de novos parceiros oriundos das universidades e de empresas internacionais.
Para comandar essa nova empresa, fruto de uma sociedade entre a Embraer, detentora de 51% do capital social da companhia, e a Telebras, que controla os 49% restantes, foi escolhido o engenheiro Nelson Krahenbuhl Salgado. Funcionário da Embraer desde 1987, Salgado traz na bagagem uma vasta experiência na gestão de projetos complexos. Participou, por exemplo, do programa de desenvolvimento da família de jatos Embraer 170/190, que colocou a companhia entre as três maiores fabricantes de aviões do mundo, com mais de mil aeronaves vendidas.
"Temos uma boa base já estabelecida nos centros de pesquisa e também na indústria. Os projetos futuros serão definidos em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB)", disse Salgado. A ideia, segundo o executivo, é que seja montado um plano de desenvolvimento tecnológico, no qual serão identificadas as principais lacunas existentes no programa espacial e as tecnologias de interesse para o país.
Salgado disse que análises de mercado feitas pelo governo, considerando a dimensão do território brasileiro e a capacidade de monitoramento via satélite, indicam a necessidade de quatro a cinco novos satélites geoestacionários até 2025, além de 14 satélites de órbita baixa para observação da Terra.
"O foco é atender às necessidades do governo brasileiro. Futuramente, a empresa planeja investir no mercado comercial de satélites", afirmou. Na lista dos futuros projetos da Visiona, Salgado citou a construção de outro satélite geoestacionário para a área de meteorologia e um satélite de órbita baixa com radar de abertura sintética.
O executivo explicou que, no projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro, a Visiona ficará responsável pelo processo de absorção de tecnologias das empresas estrangeiras que forem contratadas para fornecer partes do satélite. "A transferência de tecnologia poderá acontecer, principalmente, na parte de integração e testes de um satélite de grande porte; o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] tem importantes laboratórios que já fazem isso para satélites de menor porte", disse.
A previsão é que o satélite geoestacionário brasileiro seja lançado em 2014. O investimento total no projeto é da ordem de R$ 720 milhões. Entre as missões do satélite está a de comunicações estratégicas de governo e das Forças Armadas em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados). O projeto contará também com a banda K, para banda larga.
As especificações desse primeiro satélite serão definidas pela Telebras e pelo Ministério da Defesa. O Inpe não terá participação direta no projeto, situação que gerou um certo desconforto entre a comunidade científica do setor espacial.
Para o presidente da Associação Brasileira Aeroespacial, Paulo Moraes, o primeiro satélite, que será comprado fora do país e precisa estar pronto em um prazo curto, a não participação direta do Inpe é compreensível, pois se trata de um negócio. "Os próximos satélites, porém, deverão ser feitos em parceria com o Inpe, porque precisamos absorver tecnologias que ainda não dominamos."
O presidente da Visiona disse que a participação do Inpe nos projetos futuros dependerá do risco de cada programa e do nível de tecnologia a ser desenvolvido, mas que o objetivo da empresa é manter uma convivência harmoniosa com as instituições de pesquisa.
O executivo afirmou que a Visiona também vai liderar o centro de desenvolvimento de tecnologias espaciais no Parque Tecnológico, onde ficará sediada. O centro, diz, deverá atrair empresas do setor para desenvolver em conjunto os projetos do programa espacial.
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Presença brasileira na Eurosatory 2012

Como de praxe, a indústria brasileira de defesa está presente na Eurosatory, principal feira de negócios para forças terrestres. Além da tradicional presença da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), cujo estande é sempre concorrido, destaques para as participações da Condor, Avibrás Aeroespacial, Ares, BCA, CBC e Glágio, dentre outras.Sem dúvidas, o grande protagonista brasileiro nesta edição de Eurosatory é o protótipo do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP) Guarani, desenvolvido pelo Exército Brasileiro em conjunto com a italiana Iveco Defence Vehicles. Um modelo está em exposição na área estática e tem atraído a atenção dos visitantes. A fabricante italiana aproveitou a ocasião da feira para realizar a entrega oficial ao EB da primeira unidade da pré-série.REMAX
Informação muito positiva sobre a estação de armas REMAX, desenvolvida pela Ares. O Exército Brasileiro está prestes a contratar a produção de um lote piloto da torreta, que deve equipar unidades do VBTP Guarani. No início deste ano, a Ares anunciou ter realizado com sucesso a integração da estação ao Guarani, estando pronta para iniciar a produção seriada do sistema.
Sisfron e SisGAAz avançam
Nos bastidores da feira, são muitos os comentários sobre os avanços no projeto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Na última semana, o Exército Brasileiro enviou às empresas que responderam às solicitações de informações (RFI, sigla em inglês) a solicitação de propostas (RFP, sigla em inglês), que deverá ser respondida até o início de julho. Em paralelo, a Marinha do Brasil também está avançando com o programa do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), que se encontra em fase de RFI. As informações das empresas devem ser enviadas à MB até o final dessa semana.
Sisfron: Thales, AG e Avibrás?
Ainda sobre o Sisfron, uma informação surpreendente. A joint-venture do grupo francês Thales com a construtora brasileira Andrade Gutierrez, criada no final do ano passado, respondeu o RFI em parceria com a Avibras Aeroespacial, de São José dos Campos (SP). Ao que tudo indica, o "namoro" com a Odebrecht, muito comentado desde o final de 2012, parece ter desandado.Sagem leva a Optovac
Em 13 de junho, a Sagem, do grupo Safran, anunciou a aquisição, por um valor não revelado, da Optovac, empresa brasileira especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas optrônicos e de visão noturna. "A aquisição reflete a estratégia da Sagem, baseada no desenvolvimento de parcerias locais com as indústrias brasileiras de defesa", afirmou em nota a companhia francesa. É mais um indicativo de que o processo de consolidação do setor industrial brasileiro ainda não terminouOportunidades
No Brasil, além de oportunidades relacionadas ao Sisfron, SisGAAz, F-X2 e PROSUPER, a Sagem também tem outros alvos. Segurança pública e o veículo Guarani são alguns exemplos. No caso do Guarani, a Sagem disputa com a Elbit Systems, de Israel, e com a alemã Carl Zeiss uma concorrência para o fornecimento dos sensores da torre de 90mm que equipará o veículo..

Rússia aposta em satélites pequenos


A Rússia está desenvolvendo projetos de satélites pequenos, incluindo nanosatélites (até 10 kg). Estes aparelhos, além de serem eficazes a cumprir muitas funções, tornam o seu lançamento muito mais económico devido à utilização de foguetes portadores mais leves.

Nas órbitas geoestacionárias fazem falta retransmissores potentes e as correspondentes fontes de alimentação potentes e pesadas, por isso os aparelhos com pesos de muitas toneladas não podem ser dispensados. Contudo, numa série de casos, o peso pode ser consideravelmente reduzido à custa da miniaturização dos sistemas de serviço. A Rússia já tinha lançado o seu primeiro nanosatélite em 2005, afirmou Yuri Urlichich, diretor geral da empresa Sistemas Cósmicos Russos.
“Foi lançado pelo cosmonauta Salizhan Sharipov a partir da EEI. Para fabricar esse satélite tivemos de elaborar uma dúzia de novas tecnologias, sistemas de transmissão de dados e indicadores, incluindo a criação de um sistema de comando de um só cristal”.
“Os pequenos aparelhos terão múltiplas utilizações”, – continua Yuri Urlichich.
“Vamos fabricar um satélite desse tipo para o sistema automático de identificação no mar (AIS), o que contribuirá para facilitar a navegação e aumentar a segurança nos mares e oceanos e nos grandes rios. Os aparelhos extrapequenos podem ser incluídos como elementos de baixa altitude no sistema global de salvamento Cospas-Sarsat. Também serão utilizados na meteorologia, nomeadamente, na previsão de terremotos”.
Alguns indicadores desses cataclismos já são conhecidos há muito tempo: é o aumento da atividade sísmica e a concentração de radão, a alteração do nível das águas freáticas e a alteração de comportamento dos animais. Segundo Yuri Urlichich, os cientistas russos descobriram mais um fator.
“Ao trabalharmos no GLONASS, verificámos que, na ionosfera, antes dum terremoto a concentração de elétrons livres altera-se. Sete horas antes da catástrofe no Japão, em março do ano passado, nós vimos um pico por cima do futuro epicentro. Para evitar colocar uma grande quantidade de estações sismográficas, nós propomos colocar no espaço pequenos aparelhos, intercomunicáveis, medindo o atraso do sinal na ionosfera”.
Os pequenos aparelhos podem também fotografar a Terra, retransmitir comunicações de radioamadores e fazer investigação universitária. Em órbitas baixas eles comportam-se como pedaços de detritos cósmicos – reduzem a altitude relativamente depressa, entram nas camadas densas da atmosfera e ardem completamente, o que pode ser até uma vantagem: ao terminar as suas tarefas, esses satélites não vão poluir o espaço orbital próximo, onde já de si flutuam milhares de pedaços de estágios de foguetes, satélites inativos e seus fragmentos.
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Fim da guerra das ilhas Malvinas completa 30 anos nesta quinta-feira


Efe
LONDRES - A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher pensou nas mães argentinas na noite em que terminou a guerra das ilhas Malvinas, conflito que se encerrou há exatos 30 anos nesta quinta-feira, 14, segundo explicou o antigo porta-voz da "Dama de Ferro"."Estou aliviada porque poderei ir dormir nesta noite sem me preocupar por esses terríveis Exocets (mísseis argentinos). E tenho certeza de que as mães argentinas se sentirão da mesma maneira", disse a primeira-ministra conservadora na noite de 14 de junho de 1982 para Ian Kydd.
O antigo porta-voz fez as revelações hoje para a "Rádio 5 Live" da cadeia "BBC" em função do trigésimo aniversário do fim da guerra. Kydd admitiu hoje que se surpreendeu com a referência de Thatcher sobre as mães argentinas, que foi feita num momento em que estavam sozinhos na residência oficial de Downing Street.
O porta-voz disse que após o anúncio do fim da guerra não sabia o que falar para Thatcher e apenas comentou: "Você deve estar muito aliviada de que tudo terminou. É um momento especial".
Foi neste momento que a primeira-ministra respondeu sobre as mães argentinas. Kydd explicou que não esperava uma resposta tão pessoal da "Dama de Ferro", que hoje está com 86 anos.
"É por isso que isto ficou gravado em minha mente", afirmou o ex-porta-voz, um diplomata aposentado de 64 anos que trabalhou com Margaret Thatcher entre 1981 e 1983.
"Acho que ela sentia muito pelos jovens, soldados, os militares que estavam ali. Escreveu cartas pessoais para as famílias de todos os britânicos que perderam a vida no conflito", acrescentou.
A guerra das Malvinas matou 649 argentinos e 255 britânicos.
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