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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Saab e AEL Sistemas ampliam cooperação


Em 2009, a Saab e a AEL Sistemas firmaram um memorando de entendimento, identificando possíveis áreas de cooperação de acordo com o programa FX-2. Desde então, a AEL vem passando por um período de grande crescimento e evolução e isso abriu novas oportunidades para a ampliação do acordo de cooperação entre as duas empresas. Diante disso, o documento foi revisado e ampliado, passando a identificar projetos relacionados às áreas de desenvolvimento, produção e apoio logístico de longo prazo para o pacote de aviônicos do Gripen NG.

Segundo Vitor Jaime Puglia Neves, vice-presidente da AEL Sistemas “A ampliação da cooperação entre as duas organizações estabelece um avanço extremamente importante, rumo à criação de um Pacote Brasileiro Completo de Aviônicos pela AEL, bem como dos respectivos serviços de suporte logístico (CLS-Contractor Logistics Support) para o novo avião de combate da Saab”.
 
Para a Saab, o enfoque da cooperação industrial com a AEL Sistemas cobre uma abrangente gama de atividades sustentáveis em longo prazo, cujo foco não está apenas no produto, como também na realização de investimentos, na criação de empregos, na transferência de tecnologias, em manufatura, no suporte técnico, em treinamento e em cooperação científica.
 
Dan Jangblad, vice-presidente sênior e diretor de estratégia da Saab, acredita que a oferta do grupo sueco no âmbito do F-X2 é a melhor alternativa para o Brasil. O executivo defende que a Saab oferece à indústria brasileira um pacote de cooperação industrial muito competitivo que supera a exigência de 100% do valor da encomenda e esta colaboração industrial poderá criar uma oportunidade ainda maior de cooperação sueco-brasileira.
segurança nacional

Embraer participará de nova concorrência da Força Aérea dos EUA


A Embraer informou que vai participar do novo processo de seleção da Força Aérea dos Estados Unidos para a aquisição de aviões de ataque leve. As novas regras foram publicadas na sexta-feira.
O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, informou que se o processo de seleção for "justo, competitivo e transparente", o avião Super Tucano deverá ser novamente selecionado.
"Vamos para a competição com um pouco de preocupação pois já tínhamos assinado o contrato. Mas com as novas condições, que dão um peso importante para a experiência passada dos aviões em combate, acreditamos que vamos vencer novamente."
Dentre as novidades que agradaram à fabricante brasileira está a exigência de comprovação de experiência efetiva em operações de contrainsurgência. Essa experiência deve ser atestada por meio de correspondência enviada pelas forças aéreas de países que já utilizaram o avião em combate.
O avião Super Tucano da Embraer está em uso em seis nações, incluindo a Colômbia, o Equador e Burkina Fasso, na África.
Já o avião da concorrente Hawker Beechcraft ainda é um protótipo, tendo sido desenvolvido a partir do projeto de um avião treinador para essa concorrência.
As empresas deverão apresentar suas propostas no dia 18 de junho.Em abril, o Departamento de Estado dos EUA disse considerar "muito importante"que a Embraer participe da nova concorrência para o fornecimento de aviões de ataque leve para as tropas americanas no Afeganistão.
Segundo Thomas Kelly, primeiro sub-secretário-assistente da divisão de assuntos político-militares, o cancelamento da disputa, vencida pela Embraer no final do ano passado, "não teve nada de político" --referência às críticas de que a Força Aérea teria se curvado ao lobby político da concorrente Hawker Beechcraft.
"A decisão não teve nada a ver com a Embraer nem teve nada de político", disse Kelly, na ocasião. "O cancelamento ocorreu após uma investigação interna apontar a necessidade de rever procedimentos internos relacionados à qualidade da documentação."
O CASO
Força Aérea dos Estados Unidos cancelou, em fevereiro, o contrato de US$ 355 milhões para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação.
O órgão disse que iria investigar e refazer a licitação, que também foi contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft após sua aeronave AT-6 ser excluída da competição --o que levou o negócio a ser suspenso no começo de janeiro. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.
O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.
A avaliação era que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.
PACOTE DE SERVIÇOS
O negócio havia sido anunciado no final de 2011 e incluía, além do fornecimento das aeronaves, um pacote de serviços, como treinamento de mecânicos e pilotos responsáveis pela operação do avião.
Pelo contrato, a Embraer teria 60 meses para entregar esse primeiro lote, prazo que começaria a contar já neste mês. O primeiro avião teria de ser entregue em 2013.
A unidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), produziria grande parte do avião. A montagem final seria feita nos EUA.
A companhia mantinha expectativas de vender mais 35 aviões, o que poderia elevar o contrato à cifra de US$ 950 milhões.
DEFESA
O fornecimento das 20 unidades do A-29 Super Tucano era o primeiro contrato da Embraer com a Defesa americana.
Quando anunciou o contrato, a Embraer disse que o negócio seria "uma grande vitrine". "Esse é o primeiro contrato com a Força Aérea dos EUA. Esse é um item sensível no maior mercado de defesa do mundo. Muitos países vão olhar isso", disse na ocasião Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.
Com esse pedido, a Embraer alcançaria 200 encomendas do modelo Super Tucano (desenvolvido pela FAB em 1995 e exportado para vários países do mundo). Apenas 40 precisam ainda ser entregues, mas esse número inclui o pedido que havia sido feito pela Força Aérea americana.
O A-29 Super Tucano, projetado para missões de contra-insurgência, atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras, segundo a Embraer.
De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer seriam utilizadas para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.folha.com;segurança nacional

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