quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Petrobras monta supercomputador mais rápido do Brasil


Petrobras possui oficialmente o computador mais rápido do Brasil e um dos 500 mais rápidos do mundo: o Grifo04, cuja capacidade máxima é 1 petaflop (equivalente a 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo). O supercomputador foi desenvolvido para trabalhar com complexos dados de análise sísmica, área sensível para quem pretende furar quilômetros de rochas submersas na busca pelo pré-sal.
A supermáquina da Petrobras consiste em um grupo de computadores que operam em conjunto, de forma mais conhecida como cluster (aglomerado de computadores), e consiste em 544 servidores e com 500 mil núcleos de processamento de memória, somando uma capacidade de memória de 16 Terabytes.
Além da grande capacidade de processamento, outros pontos interessantes do supercomputador estão vinculados ao seu desenvolvimento. Ele foi projetado por equipes da Petrobras e consome 90% menos energia que um equivalente do mercado. Com o projeto desenvolvido, a estatal organizou uma licitação vencida pela Itautec, que montou o computador.
Além do hardware, a petroleira concebeu também softwares específicos para aproveitar o máximo o poderio do equipamento. São algoritmos para que o Grifo04 seja capaz de processar mais de 6 trilhões de amostras sísmicas por segundo.
A economia do computador não se reflete apenas na menor demanda de energia. O Grifo04 custou R$15 milhões. Caso a Petrobras não tivesse investido em sua construção, seriam necessários gastos de até R$180 milhões para a construção de um novo centro de processamento de dados. Segundo a Petrobras, o que convenceu a empresa a investir na tecnologia foi a percepção de que não havia mais espaço físico e o consumo de energia era muito alto.infor segurança nacional

USP inicia operação de cluster para pesquisas em astronomia

Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Nos próximos dias deverá entrar em operação no Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) um dos maiores e mais potentes clusters – aglomerado de computadores –, voltado exclusivamente para pesquisas astronômicas no mundo.
Avaliado em mais de US$ 1 milhão, o equipamento foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários, em projeto do IAG-USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica (NAT) da Unicsul.
Composto por três torres, do tamanho de geladeiras domésticas que juntas pesam três toneladas, o conjunto de computadores possui 2,3 mil núcleos de processamento. O sistema possibilitará um aumento de 60 vezes na escala de processamento do Departamento de Astronomia da USP. O cluster utilizado anteriormente pela instituição possuía 40 núcleos de processamento.
Não conhecemos nenhum departamento de astronomia no mundo com essa capacidade computacional. Existem universidades e consórcios entre instituições de pesquisa com clusters muito maiores, mas o tempo de processamento é dividido entre várias áreas e não são dedicados totalmente à astronomia”, disse Alex Carciofi, professor da USP e responsável pela implementação do projeto à Agência FAPESP.
De acordo com ele, o aglomerado de computadores possibilitará aumentar o grau de realismo físico e rodar mais modelos matemáticos (simulações numéricas) utilizados para estudar os sistemas astronômicos, como estrelas, galáxias e meio interestelares.
Considerados simulações da natureza, quanto mais processos físicos são incorporados aos modelos numéricos para torná-los mais realistas, mais “pesados” computacionalmente eles se tornam e demandam mais tempo para serem processados.
Com um equipamento desse porte é possível aumentar a escala do problema que pretendemos estudar, mantendo um tempo de processamento razoável, de modo que nós consigamos processar um maior número de modelos em tempo hábil para realizar nossas pesquisas”, explicou Carciofi.
O equipamento também permitirá ao pesquisadores do Departamento de Astronomia da USP ingressar em nossas fronteiras do conhecimento na área, como a astrofísica computacional.
A exemplo do que está ocorrendo em outros campos da ciência, a nova área é resultado da fusão de disciplinas que anteriormente eram distintas e seguiam separadas, como a astrofísica e a ciência da computação.
O que se deve, entre outros fatores, ao fato de que instrumentos astronômicos modernos – como telescópios robóticos que operam automaticamente – estão gerando um grande volume de dados que precisam ser analisados. “É preciso desenvolver novas técnicas para obter resultados a partir desse grande volume de dados”, disse Carciofi.
Em um primeiro momento, o cluster atenderá 150 usuários, entre estudantes de pós-graduação, docentes e pós-doutorandos do IAG e do NAT. Mas também estará disponível para ser utilizado por pesquisadores de outras instituições científicas.
Por meio do equipamento também será possível atrair cientistas de outros estados e países, que necessitam de uma grande capacidade de processamento computacional para realizar suas pesquisas.
Os pesquisadores de fora podem escolher vir para o IAG ou NAT para realizar um pós-doutorado, por exemplo, justamente porque a instituição dispõe de um cluster como esse”, disse Carciofi.
O pesquisador estima que até o fim de janeiro começarão a realizar os primeiros cálculos numéricos massivos (chamados number crunching) no novo equipamento, a fim de alcançar modelos reais de fenômenos nas áreas de astrofísica, cosmologia e astronomia galáctica.
O supercomputador foi desenvolvido pela empresa SGI e é baseado em uma plataforma Blade Altix ICE 8400 com processadores AMD Opteron 6172, com 4,6 terabytes de memória.
Fonte Original: Agência Fapesp segurança nacional

EUA lançará satélite para firmar novo sistema de comunicação militar


Efe
 A Marinha de Guerra dos Estados Unidos tentará lançar nesta sexta-feira seu novo satélite MUOS-1, o primeiro de uma série de quatro lançamentos que buscam aprimorar as comunicações militares.

Devido aos fortes ventos e à densa camada de nuvens nas proximidades da Estação da Força Aérea, em Cabo Canaveral (Flórida), duas tentativas anteriores de lançamento foram suspensas, no último dia 16 e 17 de fevereiro.

O foguete Atlas V, que impulsionará o satélite até o espaço, será levado nesta quinta-feira à rampa de lançamento. Segundo fontes da Marinha, o lançamento deverá ocorrer nesta sexta-feira, 24, às 20h15 (horário de Brasília).

DE acordo com a previsão meteorológica, o lançamento desta sexta-feira possui 40% de probabilidades de ser realizado sob condições favoráveis.

O satélite MUOS ("sistema de objetivo para usuário móvel") pertence a uma nova geração do sistema de comunicações táticas em banda estreita, desenhado para oferecer aos militares americanos, em qualquer parte do mundo, uma capacidade de comunicação dez vezes maior que a atual.

A rede MUOS substituirá o sistema atual de comunicações táticas de satélites em banda estreita conhecido como UFO. Dois dos satélites da rede UFO não funcionam há anos.

O programa MUOS é desenvolvido pela empresa Lockheed Martin Space Systems, de Sunnyvale, na Califórnia, que em 2004 firmou um contrato de US$ 2,1 bilhões para a fabricação dos dois primeiros satélites e os elementos de controle para o sistema em terra.

O contrato incluiu outros três artefatos orbitais, sendo que um deles ficaria em órbita como uma espécie de suplente para ser usado caso os outros MUOS tenham problemas. Com todas as opções envolvidas, o contrato para a fabricação de até cinco satélites gira em torno do valor de US$ 3,26 bilhões.

Aproximadamente 15 segundos depois do lançamento, os cinco foguetes propulsores se desprenderão do veículo Atlas V e cairão sobre o oceano Atlântico.

Após a queima do combustível dos outros períodos do sistema propulsor, a etapa Centauro colocará o satélite MUOS em uma órbita inicial a 145 quilômetros da Terra.

Os novos impulsos da etapa Centauro e a separação do satélite deixarão este satélite na órbita geosincrônica planificada a cerca de 3 mil quilômetros da terra, com uma inclinação de 19 graus
.Efe segurança nacional

Irã busca aumentar atividade nuclear em bunker, dizem diplomatas


FREDRIK DAHL - REUTERS
Estima-se que o Irã esteja realizando preparativos para expandir sua atividade nuclear dentro de uma montanha, disseram diplomatas, em mais um sinal de desafio frente à pressão crescente do Ocidente para suspender sua iniciativa de enriquecimento de urânio.
Elevar a capacidade na instalação subterrânea de Fordow provavelmente iria aumentar a suspeita ocidental sobre as intenções do Irã, depois que no mês passado o país começou a refinar urânio ali para um nível que reduz o tempo necessário para a construção de uma arma nuclear.
Uma equipe sênior da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não conseguiu novamente nesta semana fazer com que o Estado islâmico tratasse de suas preocupações crescentes sobre seu trabalho nuclear e voltou de mãos vazias para Viena, após dois dias de conversas no Irã.
O revés aumentou os temores de uma espiral decrescente para o conflito entre a República Islâmica e o Ocidente, e fez com que os preços do petróleo subissem para o nível mais alto em nove meses.
A agência da ONU agora está dando os retoques finais em seu próximo relatório sobre o Irã, que deve incluir informações sobre as conversas com Teerã e mais detalhes sobre o status da instalação de Fordow, perto da cidade de Qom, que é sagrada para os muçulmanos xiitas.
"Acho que veremos um salto no estado de prontidão potencial da instalação", disse um enviado de Viena.
Fordow é uma preocupação especial do Ocidente e de Israel porque o Irã está mudando o aspecto mais polêmico de seu trabalho nuclear -refinar urânio para um nível que o deixe significantemente mais perto do material para uma bomba- para a instalação.
Supostamente situada a 80 metros de profundidade no meio de rochas e solo, a instalação dá ao Irã melhor proteção contra ataques israelenses ou norte-americanos.
O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, advertiu que a pesquisa nuclear do Estado islâmico em breve poderia passar o que ele chamou de "zona de imunidade", protegida da interrupção externa.
Em um relatório divulgado nesta quinta-feira, o grupo International Crisis Group disse que as chances de um confronto militar sobre a disputa nuclear, embora ainda fossem improváveis, pareciam "maiores do que nunca".
"Como Israel o vê, o programa nuclear representa uma ameaça grave; a hora em que os supostos esforços do Irã de construir uma bomba se tornam imunes a um ataque está se aproximando rapidamente e a ação militar no futuro próximo -talvez ainda neste ano- é, portanto, uma possibilidade real", dizia.
Uma autoridade ocidental disse que Fordow era uma questão muito delicada: "Não tenho certeza se os iranianos entendem que estão brincando com fogo ali".
No mês passado, o Irã disse que havia começado a refinar urânio em Fordow para uma concentração físsil de 20 por cento, em comparação com os 3,5 por cento normalmente usados em usinas de energia nuclear.
Logo depois, dobrou a capacidade de produção para um total de mais de 600 centrífugas de enriquecimento de urânio em Fordow, disseram diplomatas à Reuters. FREDRIK DAHL - REUTERS segurança nacional

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