segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Submarino russo Nerpa nas águas da Índia


Rússia reforça sua posição no âmbito da cooperação técnico-militar com a Índia. É assim que os peritos estimam a entrega por Moscou em arrendamento às forças navais da Índia o submarino de propulsão nuclear K-152 Nerpa (Foca).A cerimônia da entrega foi realizada em 23 de janeiro perto da cidade de Vladivostok. Para a Índia, a assinatura do contrato e muito importante, pois os seus principais rivais na região ainda nao teen submarinos nucleares deste tipo.
Durante a cerimônia, no submarino foi levantada a bandeira nacional da Índia. Rússia dá K-152 em arrendamento da Índia por 10 anos. O custo do contrato é mais de 900 milhões de dólares. O novo nome do navio – Chakra – foi dado em honra do primeiro submarino, que foi transferido da União Soviética para a Índia em 1988. Este acordo monstra que Moscou é um parceiro fiél de Nova Deli no âmbito da cooperação técnico-militar. Todas as opinioes que ela perdeu sua posição na região são insustentáveis, afirma o editor executivo daResenha Independente Militar Victor Litovkin:
– Essas conversas é um completo disparate. Porque hoje Rússia e Índia colaboram em mais de 10 bilhões de dólares. E a modernização de aviões para a Índia, e o porta-avioes para um MiG-29-K, dos quais eles já compraram 16 peças, e outros 16 estão considerando comprar. A Índia comprou mais de 300 tanques T-90, tem planos de comprar 1500 mais, e vai produzir esses tanques no seu território. Índia conosco produz um avião de quinta geração. E nao devemos esquecer a criação do missil supersônico anti-navioBrahmos.
O projeto Brahmos (derivado dos nomes dos rios Brahmaputra e Moscou) tem sido reconhecida por especialistas como um exemplo único de co-produção. Outra prioridade da Índia e aumentar o número de parceiros. Esta abordagem erroneamente percebida como a expulsão de Moscou do mercado de armas local, disse à Voz da Rússia o perito de Carnegie Center Moscou Peter Topychkanov:
– Mudanças objetivas na posição da Rússia neste mercado lá. Eles estão relacionados ao fato de que a Índia optou por uma política de diversificação de fornecedores. O segundo ponto - a Índia agora preferem criar tecnologia compartilhada e equipamento militar no seu território. Eles, portanto, objetivamente não pode ser dependente apenas da produção do complexo militar-industrial russo. A este respeito, França, Itália, os EUA estão a tentar ganhar uma posição em algumas áreas. Esta não é a competição, que se complementam. Já existem exemplos onde conseguir um navio ou aeronave, a Índia teve que chamar para levantá-la com os padrões locais de diferentes países. Este é um processo absolutamente normal.
Chakra é o submarino de terceira geração. Como parte de suas armas incluem mísseis de cruzeiro, torpedos e mísseis, torpedos. Anteriormente, os países vizinhos da Índia expressaram preocupação de que a transferência de submarinos nucleares vai desencadear uma corrida armamentista. Mas, segundo o regime de não proliferação foram retirados do submarino mísseis de longo alcance, disse Peter Topychkanov:
– Isto não viola a não-proliferação regime. E não temos nenhuma influência sobre a melhoria das forças nucleares da Índia, que são na sua maioria concentrados na mídia de mísseis baseados em terra. Leasing tem mais submarinos nucleares para as funções de experimentação Índia. Ela está agora empenhada na criação de seu barco, explorando como isso funciona. Claro, isso levanta suspeita no Paquistão e China. Eu não ficaria com medo em seu lugar. Isto não significa que a Índia se tornou uma potência marítima nuclear, ainda é no futuro.
Após a transferência de submarino nuclear Chakra será dotada tripulação inteiramente indiana. Ele passou quase dois anos em liberdade condicional na Rússia.

Helicóptero militar chinês WZ-10 filmado com mísseis novos


O portal militar Chinese Military Review publicou fotografias do helicóptero chinês de ataque WZ-10, equipado com os novos mísseis antitanque controlados HJ-10. Conforme a imagem, o helicóptero de ataque está também equipado com um canhão frontal e mísseis TY-90 da classe ar-ar.
As caraterísticas técnicas dos mísseis antitanque HJ-10 atualmente estão em secreto. Muitos expertos consideram que os mísseis chineses se parecem com os mísseis antitanque americanos AGM-114 Hellfire, que fazem parte do equipamento dos helicópteros de ataque Apache. Segundo os dados do portal Military Today, a China está projetando o helicóptero de ataque WZ-10 a partir dos meados dos anos 1990. O primeiro voo do protótipo do aparelho fo realizado em 2003. Os primeiros fornecimentos dos helicópteros às Forças Armadas da China iniciaram nos anos 2009-2010.

Bombardear o Irã?


OK, presidente, aqui está o plano. Nos próximos meses, em algum momento o senhor dará ordens ao Departamento de Defesa para destruir as instalações nucleares do Irã. Sim, sei que é ano eleitoral e alguns dirão que esta é uma medida hipócrita e seu objetivo é angariar apoio popular, mas um Irã nuclear é um problema que simplesmente não pode ser adiado.
O ataque preventivo, designado Operação Sim, Nós Podemos, implicará o bombardeio da usina de reprocessamento de urânio em Isfahan, as usinas de enriquecimento de urânio em Natanz e Fordo, o reator de água pesada de Arak e várias instalações de fabricação de centrífugas próximas de Natanz e Teerã. Na verdade, a usina de Natanz está enterrada a quase dez metros, sob concreto reforçado e cercada de defesas aéreas, mas nossa nova bomba contra bunkers, de 13.600 quilos, transformará o local em entulho. A usina de Fordo é mais problemática, feita ao lado de uma montanha, mas com saídas suficientes para conseguirmos fazer crepitar as centrífugas. Desculpe-me? E isso acaba com tudo? Bom, tudo do que nós temos conhecimento.
Vítimas civis? Não é um grande problema, diante da extraordinária precisão dos nossos mísseis teleguiados. O Irã provavelmente tentará granjear simpatias exibindo corpos e viúvas gemendo, mas a maior parte delas será de pessoal militar, engenheiros, cientistas e técnicos que trabalham nas instalações. Jogo limpo, em outras palavras.
Os críticos dirão que esses ataques cirúrgicos podem facilmente provocar uma guerra regional total. Dirão que a Guarda Revolucionária - não o grupo mais previsível - atacará alvos americanos aliados, diretamente ou com o auxílio de agentes terroristas. E o regime poderá realmente fechar a vital rota do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Não se preocupe, presidente. Podemos fazer muita coisa para mitigar essas ameaças. Por exemplo, assegurar ao regime iraniano que só queremos destruir suas bombas, não derrubar o governo - e é claro que eles terão a nossa palavra de que assim será, isso se conseguirmos inventar uma maneira de enviar a mensagem a um país com o qual não temos contatos oficiais. Talvez postar no Facebook? Na verdade, poderíamos simplesmente deixar que os israelenses se incumbam desse bombardeio. Seus dedos estão cada vez mais nervosos para apertar o gatilho. Mas provavelmente eles não conseguirão fazer o trabalho todo sem nossa ajuda e acabaremos nos envolvendo em seguida.
Podemos também agir diretamente e colher os louros. Realmente, senhor presidente , o que pode dar errado? O cenário acima foi extraído de um artigo de Matthew Kroenig na edição mais recente da Foreign Affairs. (Os detalhes são de Kroenig, a mordacidade é minha). Kroenig é um acadêmico que durante um ano trabalhou no Departamento de Defesa no governo Obama e aparentemente aspira ao papel de super-falcão "Strangeloviano" ocupado décadas antes por figuras como John Bolton e Richard Perle.
Seus ex-colegas na Defesa ficaram consternados com o artigo, que combina o caso mais alarmista, a ameaça nuclear iraniana, com o positivo, a capacidade dos EUA tornarem as coisas melhores (isso faz lembrar outra guerra preventiva num país que também começa com I?). O cenário representa um dos polos num debate em que o tema da política externa é o mais explorado neste ano de campanha presidencial.
O polo oposto, também aterrador, é a perspectiva de viver com um Irã dotado da bomba nuclear. Nesse caso, o temor de muitos especialistas americanos não é de que o Irã decida incinerar Israel. (Mahmoud Ahmadinejad dá a impressão de ser louco demoníaco, mas o Irã não é suicida). Os perigos mais reais, e tenebrosos, são de que um conflito convencional nessa região propensa a conflitos se torne um Apocalipse. Ou mesmo que o Irã estenda sua cobertura nuclear protetora para abrigar seus ameaçadores agentes, como o Hezbollah, ou que os vizinhos árabes sintam-se obrigados a entrar na corrida nuclear.
No momento, a política americana está entre esses polos de ataque e acomodação, na esfera do cálculo incerto e das opções imperfeitas.
No campo republicano, há um candidato (Rick Santorum) que tende ao extremo de achar que devemos fazer uso da bomba antes, e não depois. Outro (Ron Paul) coloca-se no outro extremo, de deixar o Irã ser o Irã, e Mitt Romney e Newt Gingrich assumem uma posição intermediária. De particular interesse é Romney, que aplica a mesma artimanha retórica que usa no caso da saúde pública à questão do Irã - condena Obama por fazer o que Romney faria.
Embora muito da teocracia do Irã seja realmente tenebrosa, alguns pressupostos são amplamente aceitos por especialistas dentro e fora do governo.
Primeiro, apesar de todas as negativas, o regime iraniano está determinado a adquirir armas nucleares, ou ao menos ter capacidade de fabricá-las rapidamente em caso de ameaça externa.
Ter a opção nuclear é uma questão de orgulho persa e de sobrevivência nacional diante dos inimigos (ou seja, os EUA), que segundo os iranianos estão dispostos a derrubar o Estado islâmico. O programa nuclear é popular no Irã, aceito até mesmo por muitas figuras de oposição admiradas no Ocidente. O estado atual do programa não está totalmente claro, mas há avaliação que, se o aiatolá Ali Khamenei ordenar um avanço a toda velocidade - e não há nenhum sinal de que o tenha feito - eles podem realmente se dotar de uma bomba nuclear dentro de um ano mais ou menos.
A política americana foi coerente nos governos Bush e Obama: (1) uma declaração de que um Irã dotado de armas nucleares é "inaceitável"; (2) uma combinação de ameaças (sanções) e promessas (fornecimento de combustível nuclear para necessidades industriais domésticas em troca da renúncia às armas); (3) inspeções internacionais irrestritas; (4) recusa em eliminar as opções militares; (5) um esforço combinado para convencer Israel a não atacar o Irã unilateralmente; e (6) o desejo de que os radicais do Irã sejam substituídos por um regime mais favorável. Esses também são pontos básicos do manual de Romney sobre o Irã, apesar de toda sua bravata sobre Obama.
Na prática, a política de Obama promete ser mais dura que a de Bush. Como Obama começou com uma oferta de conversações diretas - que os iranianos estupidamente rechaçaram -, a opinião mundial mudou favor dos EUA. Podemos hoje ter suficiente apoio global para implementar a única medida que seria realmente catastrófica aos iranianos - um boicote do petróleo. Eles levam muito a sério a ameaça ao meio de sobrevivência econômica. Não é impossível entrarmos em guerra mesmo sem bombardear suas instalações nucleares.
Esse não é o único problema em relação ao atual enfoque - de Obama e Romney - no tocante ao Irã.
O objetivo das sanções mais severas é forçar os iranianos a se sentarem à mesa de negociações, onde podemos fazer um acordo que elimine o espectro de um Irã nuclearmente armado. Mas a desconfiança é tão grande e a pressão do ano eleitoral, tão intensa, que fica difícil imaginar que o governo se sentirá livre para aceitar uma proposta de Teerã.
Qualquer coisa que não seja um recuo unilateral, humilhante, por parte dos iranianos, vai ser representada pelos militaristas de gabinete como uma rendição de Obama. Do mesmo modo, se Israel decidir atacar por sua conta e risco, Binyamin Netanyahu sabe que o candidato Obama será pressionado a apoiar Israel.
Esse paradoxo de curto prazo está envolto em outro paradoxo de longo prazo: com certeza um ataque contra o Irã unirá a população iraniana em torno dos mulás e levará o líder supremo a redobrar sua empreitada no campo nuclear, desta vez aprofundando os subterrâneos e sem inspetores nucleares em torno. No Pentágono, o problema às vezes é colocado assim: bombardear o Irã é a melhor maneira de assegurar exatamente o que estamos tentando impedir. /TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO O Estado de S.Paulo

Rússia pretende retomar projeto de ekranoplanos


Um dos ekranoplanos Orlyonok A-90 quando operava com a Marinha da União Soviética.
O Serviço Federal de Guarda da Fronteira da Rússia está planejando construir um centro para a produção de ‘flarecrafts’ para melhorar a proteção das fronteiras marítimas do país. A imprensa russa citou uma fonte do governo nesta sexta-feira dizendo que o centro será construído no antigo estaleiro Avangard, no norte da cidade de Petrozavodsk.
O flarecraft, também conhecido como aeronaves com efeito asa-no-solo (WIGE) ou também como ekranoplanos pelo termo russo, são veículos que voam perto da superfície da Terra devido ao efeito solo criado pela interação aerodinâmica das asas e da superfície.
Atualmente, a flarecraft Orion-20 está sendo construída em Petrozavodsk. Ela servirá como uma plataforma de testes para motores, equipamentos de navegação e sistemas de controle e segurança dos futuros veículos.
O Central Hydrofoil Design Bureau (CHDB) foi o centro do desenvolvimento de flarecrafts na União Soviética.
Vários flarecrafts foram construídos após a dissolução da União Soviética, todos para uso civil.
O programa soviético ekranoplano produziu uma variedade de flarecrafts militares e civis, incluindo os modelos de 125 toneladas Orlyonok A-90.
Os ekranoplanos Orlyonoks foram originalmente desenvolvidos como de alta velocidade para transportar militares, e eram geralmente baseados nas margens do Mar Cáspio e do Mar Negro.
Os poucos Orlyonoks serviram com a Marinha Soviética entre 1979-1992. Em 1987, um ekranoplano de 400 toneladas da Classe Lun foi construído como um lançador de mísseis. Desde a dissolução da União Soviética, pequenos ekranoplanos foram produzidos pelo Estaleiro Volga em Nizhniy Novgorod, mas a produção em massa foi fechada devido a uma escassez de fundos e falta de demanda.
O Ministério da Defesa russo não tem mostrado interesse em flarecrafts militares e o financiamento de sua produção não foi ainda incluído no programa de aquisição de armamento do estado até 2020.
No entanto, funcionários do Serviço de Guarda de Fronteiras acreditam que os ekranoplanos podem ser eficazes na proteção das rotas marítimas no Ártico e nas fronteiras russas ao longo dos rios principais, como o Amur e o Danúbio.
Fonte: RIA Novosti 

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