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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

F-X2 - Amorim espera decisão de caça no primeiro semestre


BRASÍLIA, 19 Jan (Reuters) - O ministro da Defesa, Celso Amorim, espera para o primeiro semestre deste ano uma decisão do governo sobre a compra de 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), uma aquisição de cerca de 10 bilhões de reais que visa modernizar a frota e substituir as aeronaves usadas atualmente.
A opção de adiar a escolha foi tomada no início do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, que priorizou o corte de gastos em seu primeiro ano de governo.
"A presidenta está consciente da importância, e eu espero que isso possa ser encaminhado em breve, eu não quero fixar prazo. Você pergunta a minha expectativa, eu gostaria que fosse tomada no primeiro semestre, porque leva um tempo, depois de tomar a decisão, para concretizar, para chegar o primeiro avião", disse o ministro em entrevista à Reuters.

O ministro avaliou que a manutenção dos Mirage 2000, atualmente usados pela FAB, ficará excessivamente cara a partir de 2013, o que aumenta a importância da escolha do modelo que os substituirá.
"Os nossos Mirage no final de 2013 não poderão continuar, ou a manutenção vai se tornar excessivamente cara... No fundo você deixa de gastar de um lado e gasta do outro", afirmou.
O processo de escolha do novo caça para a FAB, conhecido como FX-2, se arrasta desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Estão no páreo os caças Rafale, da francesa Dassault; o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing; e o Gripen NG, da sueca Saab.
Apontado como opção mais cara, o Rafale ainda não encontrou nenhum comprador fora da França e, em dezembro, o ministro da Defesa francês disse que a Dassault pode suspender a produção do caça caso não seja encontrado um comprador externo.
O Rafale chegou a ser apontado como favorito na disputa, pois atenderia os requisitos brasileiros de transferência de tecnologia apesar do preço.
O F-18 é visto por especialistas como uma opção já testada, mas o histórico de restrições do governo dos Estados Unidos à transferência de tecnologia podem pesar contra a aeronave norte-americana.
O Gripen NG é visto como opção mais em conta por ser um caça de menor porte. No entanto, críticos veem nessa característica um problema para um país continental como o Brasil.
Mesmo reconhecendo que os cortes no orçamento previstos para este ano irão influenciar na escolha do modelo a ser utilizado no Brasil, Amorim afirmou que a prioridade é a transferência de tecnologia.
"Tem que ser junto com transferência de tecnologia, porque o barato sai caro também se você for só comprar o avião e não puder fabricar ele aqui no futuro", disse.
Originalmente o plano da FAB prevê a compra de um lote inicial de 36 aeronaves, mas esse total pode ser ampliado no futuro.
A troca dos aviões de combate da FAB estão em pauta desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante seu mandato chegou a ser lançado um processo de disputa, o F-X, posteriormente cancelado por Lula.
O processo foi relançado em 2008 com o nome de F-X2, mas Lula decidiu deixar a decisão para sua sucessora.

Força Aeria do Paquistão com mísseis MAR-1 Da Mectron


Porta-aviões Almirante Gorshkov iniciará testes de mar em maio


O porta-aviões russo Almirante Gorshkov, que está sendo reformado pela Marinha da Índia para ser incorporado à esquadra, vai começar os testes marítimos em maio. A compra da embarcação foi fechada com a Rússia em 2005. A entrega, contudo, sofreu um demorado adiamento.
O custo da modernização do porta-aviões aumentou de US$ 947 milhões, na época, para US$ 2,3 bilhões, em valores atuais. Quando for incorporado à Marinha da Índia, o navio passará a se chamar INS Vikramaditya. A entrega oficial do porta-aviões está marcada para o Dia da Marinha na Índia, 4 de dezembro de 2012.

Rússia tem direito de suspender embargo de venda de mísseis S-300 ao Irã


A Rússia tem o direito de desfazer o embargo sobre a venda dos mísseis antiaéreos S-300 ao Irã por iniciativa própria, informou nesta quarta-feira, 18, o membro do Conselho de assuntos públicos do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
De acordo com o contrato assinado no final de 2007, a Rússia deveria entregar cinco unidades do S-300PMU-1 por US$ 800 milhões. Em 22 de setembro de 2010, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev assinou um decreto proibindo o fornecimento dos mísseis S-300 ao Irã, conforme a Resolução do Conselho de Segurança da ONU 1929, de junho de 2010.
Um decreto do Presidente Dmitri Medvedev proibiu o fornecimento do mísseis antiaéreos S-300 ao Irã
Segundo informado por Korotchenko, a suspensão do embargo voluntário de fornecer mísseis S-300 ao Irã é um assunto interno da Rússia. O membro do conselho afirmou ainda que é provável que a Rússia vá respeitar a sua própria decisão, pelo menos até maio, quando o presidente russo eleito assumirá o cargo.

VENEZUELA – Mostra sistema Antiaéreo Pechora 2M


O governo da Venezuela divulgou através do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (CEOFANB), fotografias de unidades lançadoras do sistema de míssil antiaéreo Pechora 2M, que fazem parte do novo lote de armas  recebidos da Rússia, e que estão sendo desembarcados desde o dia 17 de janeiro.

Oficialmente é  denominado  "Complejo Misilístico Antiaéreo S-125 Pechora 2M" e foi incluído no treino realizado na tarde de desta sexta-feira (20Janeiro 2012),  en el Paseo de Los Próceres, Caracas.

Este treinamento é  o preparativo para o grande desfile militar que será realizado em 04 Fevereiro 2012. Nesta data são comemorados os 20 anos da tentativa de golpe, liderado por um grupo de oficiais, entre eles Hugo Chávez, para derrubar o governo de Carlos Andrés Pérez. O governo Bolivariano decidiu comemorar a data com um desfile militar. A data é chamada de “día de la dignidad 4F”

A organização e comando do desfile foi designada ao general Henry Rangel Silva, antes de sua nomeação como  Ministro da Defesa.

No ano passado também foi recebido grande lote de equipamentos provenientes da Rússia e que desfilaram em comemoração aos 200 ano de Independência Links abaixo.

Sistemas de foguetes terra-terra BM-30 Smerch de 300mm, e mais os sistemas de defesa antiaérea Buk-M1-2 e S-300 serão recebidos da Rússia ao longo do ano de 2012.
Pechora 2M
O sistema de defesa antiaérea Pechora 2M ( Míssil Modernizado) cobre de 0,2 a 20km de altura.

A uma altitude de 0,5km o míssil tem um alcance de 20km e a altitudes entre 5,0 e 20,0km  tem um alcance de 32 km. Os manuais russos especificam um single-shot kill probability de 0,99.

O sistema de detecção e rastreamento foi aperfeiçoado para operar mesmo com grande interfererência eletromagnética.

Os sistemas de rastreamento podem processar até 16 alvos separados. Os controladores estão até 200m dos lançadores.

Tempo está se esgotando para diplomacia do Irã, diz Sarkozy


Reuters
PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta sexta-feira, 20, que o tempo está acabando para se evitar uma intervenção militar no Irã e apelou à China e à Rússia que apoiem novas sanções para forçar Teerã a negociar seu programa de enriquecimento de urânio.A França tem liderado os esforços internacionais por medidas mais duras para aumentar a pressão sobre o Irã a interromper seu programa nuclear desde que as conversas entre Teerã e seis potências mundiais -Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha - pararam.
Nações ocidentais têm expressado preocupação crescente de que Israel poderia lançar um ataque preventivo contra Teerã, aprofundando a instabilidade em uma região já instável.
"O tempo está se esgotando. A França fará tudo para evitar uma intervenção militar", disse Sarkozy a embaixadores franceses reunidos em Paris. "A intervenção militar não vai resolver o problema, mas vai desencadear a guerra e o caos no Oriente Médio."
Israel e os Estados Unidos recusaram-se a descartar uma ação militar, enquanto o Irã continua operações de enriquecimento que eles dizem serem destinados à busca de armas nucleares. Teerã insiste que seu trabalho nuclear tem apenas fins pacíficos civis e recusou-se a discutí-lo com as potências ocidentais.
Sarkozy pediu à Rússia e à China que apoiem sanções mais duras. As duas potências emergentes, que também bloquearam esforços no Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, têm demonstrado relutância em apoiar sanções adicionais ao petróleo do Irã, criando um racha na comunidade internacional. "Ajudem-nos a garantir a paz no mundo. Nós realmente precisamos de vocês", disse Sarkozy, em um apelo direto a Moscou e Pequim.
O premiê chinês, Wen Jiabao, disse durante visita à região na quinta-feira que Pequim se opõe a qualquer esforço iraniano de adquirir armas nucleares, mas ele defendeu seu grande comércio de petróleo com Teerã.

Em Israel, general dos EUA conversa sobre Irã


O Estado de S.Paulo
O general Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas dos EUA, chegou ontem a Israel. Ele se reuniu com vários líderes locais, incluindo o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, o presidente do país, Shimon Peres, e o premiê Binyamin Netanyahu. Na pauta das reuniões, o programa nuclear iraniano e a tentativa de Washington de evitar que Israel lance um ataque ao Irã de maneira unilateral.

Ministro britânico defende cooperação com o Brasil, apesar de divergências


RIO DE JANEIRO - O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, admitiu em sua primeira visita oficial ao Brasil que os dois países têm divergências em política externa, mas destacou a agenda positiva que querem promover juntos.
Ministro teve de lidar com temas espinhosos, como as divergências no tratamento ao regime iraniano - Khin Maung Win/AP
Khin Maung Win/AP
Ministro teve de lidar com temas espinhosos, como as divergências no tratamento ao regime iraniano
"A politica externa muda com o tempo e acho que há muitas áreas em comum, como discuti com o ministro (das Relações Exteriores, Antonio) Patriota", disse o ministro à BBC Brasil, após participar de evento promovido no Rio de Janeiro pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais.
"O Brasil e o Reino Unido compartilham valores como a crença na democracia e nos direitos humanos. Já cooperamos muito também em temas que nem eram considerados importantes vinte anos atrás como mudanças climáticas."
"É importante reconhecer que não estamos mais num mundo de blocos claramente divididos. Alguns grupos de países trabalham muito bem em alguns temas e discordam em outros e essas relações vão mudar ao longo das próximas décadas", afirmou Hague.
Temas espinhosos 
O ministro veio ao Brasil com o objetivo de estreitar laços estratégicos nos campos político e comercial, mas teve que lidar também com temas mais espinhosos, com destaque para as divergências no tratamento ao regime iraniano e as controvérsias envolvendo as Ilhas Malvinas/Falkland.
Embora analistas tenham notado um afastamento entre os governos brasileiro e iraniano desde que Dilma Rousseff assumiu o poder - como indicou a decisão do presidente Mahmoud Ahmadinejad de não passar por aqui em seu giro sul-americano - os brasileiros ainda defendem diálogo com o Irã enquanto os britânicos pedem sanções econômicas ao país.
"Acho que temos um entendimento comum de que o programa nuclear iraniano é um problema sério e tem que ser resolvido de alguma maneira, mas nem sempre estamos de acordo sobre como fazê-lo. Podemos discutir isso amigavelmente", disse Hague.
No caso das Malvinas, ele teve de responder a perguntas sobre a decisão do Brasil e dos outros países do Mercosul de acatar um pedido argentino de impedir que embarcações com a bandeira das Ilhas Malvinas entrem nos portos do bloco sul-americano.
"Claro que não concordamos com nada criado para pressionar gente que vive numa comunidade com o direito à sua autodeterminação, como as pessoas que moram na Ilhas Malvinas, mas na prática isso não muda nada, porque os navios podem entrar nos portos do Mercosul exibindo a bandeira britânica."
As divergências entre Brasil e Grã-Bretanha quanto ao Irã e às Malvinas já haviam ficado evidentes na quarta-feira, após encontro de Hague com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.
Em coletiva de imprensa após o encontro, Hague disse, com bom humor, que conversara com o colega brasileiro sobre as Malvinas, mas que o diálogo terminou sem que as posições de ambos tivessem mudado.
Ao fim da coletiva, após Hague defender o aumento da pressão sobre o Irã para forçar o país a abandonar seu programa nuclear, Patriota expressou ceticismo quanto à eficácia de novas sanções contra Teerã e disse ser contra "sanções que não sejam adotadas no marco do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
A Grã-Bretanha, assim como países vizinhos, tem estimulado a União Europeia a impor um embargo ao petróleo iraniano.
Responsabilidade 
O ministro afirma ainda que não o preocupa o fato de o Brasil despontar como um ator mais poderoso no cenário internacional discordando do Reino Unido, mas afirma que as dimensões e a posição do Brasil também aumentam suas responsabilidades.
Um exemplo, segundo ele, é a participação brasileira nos processos de resgate financeiro de nações em crise: o país, que sempre esteve do lado receptor do balcão, é agora pressionado assumir a posição de um dos potenciais doadores.
"É muito bom que o Brasil esteja se tornando uma grande economia mais potente, mas é importante não esquecer que é um país com um população enorme e ainda com renda per capita relativamente baixa, menor do que a maioria dos países da Europa", concluiu.
O ministro William Hague também anunciou, em um discurso, que o príncipe Harry visitará o Rio de Janeiro em março para lançar uma campanha internacional do Governo Britânico para promover o país no ano em que a rainha Elizabeth 2ª completa 50 anos de reinado.
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Argentinos fazem manifestação pelas Malvinas


AE - Agência Estado
Policiais e manifestantes entraram em confronto do lado de fora da embaixada britânica em Buenos Aires, capital da Argentina, em meio à ascendente disputa diplomática sobre as ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.
Uma pequeno grupo de manifestantes compareceu nesta sexta-feira ao local depois que o primeiro-ministro britânico David Cameron ter acusado a Argentina de ser "muito mais do que colonialista" por reafirmar suas reivindicações sobre as ilhas.
O vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, e o Ministro de Relações Exteriores Hector Timerman disse que Cameron está ignorando a história e que todos sabem que a Grã-Bretanha é, há séculos, a principal potência colonialista do mundo.
A Argentina tenta levar o Reino Unido para uma negociação sobre a soberania das ilhas na Organização das Nações Unidas. A Grã-Bretanha recusa o pedido e planeja enviar mais apoio militar para o arquipélago. As informações são da Associated Press. 

Malvinas volta a ser foco de tensão entre Argentina e Grã-Bretanha


BUENOS AIRES - A recente troca de acusações entre dirigentes da Argentina e da Grã-Bretanha ameaça deteriorar e relação entre os dois países e reacende os temores de uma possível escalada na tensão entre as nações, que foram à guerra há quase 30 anos.Mais uma vez, o centro da discórdia são as Ilhas Malvinas, o pequeno arquipélago 500 km ao leste do extremo sul da Argentina, anexado pela Grã-Bretanha desde 1833.
Nesta semana, o premiê britânico, David Cameron, respondendo a novas iniciativas do governo Cristina Kirchner para pressionar por negociações sobre o futuro das Malvinas (chamadas de ilhas Falkland pelos britânicos), acusou a Argentina de estar adotando uma postura "colonialista", afirmação respondida no mesmo tom de acusação por ministros argentinos.
Desde o fim do conflito, deflagrado em abril de 1982, a Argentina insiste que negociações bilaterais sejam abertas para tratar da soberania das ilhas, enquanto a Grã-Bretanha diz que não há o que discutir, já que os moradores do local (chamado em inglês de ilhas Falkland) querem permanecer cidadãos britânicos.
No entanto, enquanto David Cameron mantém a postura de seus antecessores, tanto conservadores quanto trabalhistas, seus colegas argentinos vêm desfechando uma ofensiva diplomática para fortalecer a sua posição.
Recentemente, o requerimento de Buenos Aires obteve o apoio da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), assim como da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Além disso, os países do Mercosul aderiram a uma moção para não permitir a entrada de barcos que levem a bandeira das Malvinas em seus portos, medida que Londres inicialmente classificou de "bloqueio".
Em ocasiões anteriores, ambos os países afirmaram quem, acima de tudo, está o interesse de manter a paz. Mesmo a Argentina, que é parte demandante, disse várias vezes que sua reivindicação é pacífica.
Declarações ásperas
Observadores dentro e fora do Cone Sul concordam que a situação geopolítica mudou muito desde os anos 1980, quando ocorreu a guerra. Em geral, há um consenso de que um novo conflito armado é improvável. No entanto, as declarações recentes de ambas as partes chama a atenção por sua aspereza.
David Cameron disse que a questão das Malvinas foi tratada na última terça-feira com o Conselho de Segurança Nacional. "Devo me certificar de que nossas defesas estão em ordem", disse o primeiro-ministro aos parlamentares britânicos.
Já no início desta semana, um navio de cruzeiro que se dirigia à Antártida, ocupado por centenas de passageiros de diversas nacionalidades, foi impedido de desembarcar nas Malvinas por supostas questões de saúde.
O governo das ilhas afirmou que vários passageiros apresentavam um quadro de gastroenterocolite, motivo pelo qual foram impedidos de desembarcar. Relatos publicados na mídia indicaram a surpresa dos integrantes da tripulação do navio, diante do que consideraram uma medida extremamente rigorosa.
O episódio foi referido pela chancelaria argentina, que emitiu um comunicado criticando a ação do "governo ilegítimo e autodenominado" das Malvinas, acrescentando que esperavam que este não se tratasse "do enésimo ato hostil".
Colonialismo 
As rusgas mais recentes foram verificadas na última terça-feira, quando a postura argentina foi chamada de "colonialista" pelo primeiro-ministro britânico. "Essas pessoas (os habitantes das Malvinas) querem continuar sendo britânicos, e a Argentina pretende o contrário", disse Cameron.
A resposta argentina veio por meio do ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman. "Chama a atenção que a Grã-Bretanha fale de colonialismo, quando é um país sinônimo de colonialismo", disse ele, durante viagem a El Salvador.
"Chama a atenção também que a Grã-Bretanha acuse um país como a Argentina, que é vítima de uma situação colonial, como expressaram as Nações Unidas ao definir as Malvinas como uma questão de soberania e colonialismo", acrescentou Timerman.
O ministro se refere a uma resolução da ONU emitida em 1965, onde a postura britânica é descrita como uma forma de colonialismo. Desde então, as Nações Unidas pedem que as duas partes negociem uma saída.
Em visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que a posição de seu país sobre as ilhas é "bem conhecida" e não vai mudar.
"Acreditamos na autodeterminação do povo das ilhas Falkland e apoiamos seus direitos", afirmou Hague na quarta-feira, após um almoço com seu colega brasileiro, Antonio Patriota.
Apoio brasileiro 
Por sua vez, o chanceler brasileiro reiterou o apoio brasileiro à posição argentina.
"As decisões da Unasul e do Mercosul são públicas, e o ministro Hague sabe que o Brasil e a Unasul apoiam a soberania argentina sobre as Malvinas, e nós apoiamos as resoluções das Nações Unidas para que os dois países discutam a questão", disse, após a reunião com seu colega britânico.
No entanto, as próprias ilhas parecem apoiar amplamente a posição britânica. "Temos o direito absoluto à autodeterminação. Ninguém nos pode tirar isso", disse à BBC Dick Sawle, representante das ilhas no Parlamento, em Londres.
"Temos o direito estabelecido na ata da ONU que a Argentina decidiu seguir ignorando."
As Malvinas também foram motivo de tensão renovada entre Argentina e Grã-Bretanha a partir de 2010, quando empresas britânicas começaram a prospectar petróleo nas águas profundas próximas às ilhas.
Vários projetos de exploração de petróleo estão em curso na região, mas ainda não foi comprovada a existência de reservas de hidrocarbonetos.
Cortes orçamentários
O jornal britânico Financial Times afirmou recentemente, citando analistas, que o interesse do governo de Cristina Kirchner no tema das Malvinas visa desviar a atenção do público para uma agenda de cortes orçamentários, mesmo depois de ter aumentado gastos em sua campanha para a reeleição.
No entanto, segundo apurou a BBC Mundo em Buenos Aires, há uma espécie de acordo político entre grupos governistas e de oposição sobre a polêmica das ilhas.
Na última campanha presidencial, quando questionados sobre as Malvinas, todos os principais candidatos disseram que manteriam a estrategia implementada por Cristina.
Já as declarações de Cameron sobre sua reunião com o Conselho de Segurança Nacional coincidem com o anúncio de cortes nos gastos militares.
Apesar da recente tensão entre os dois países, acredita-se que a possibilidade de uma escalada que culmine num eventual enfrentamento militar, como em abril de 1982, seja remota.
"Politicamente, a escalada não é uma opção. Da parte dos britânicos, seria algo muito custoso, e vários países, inclusive o próprio Reino Unido, estão reformulando seus gastos militares", disse à BBC Brasil Luis Fernando Ayerbe,coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp,
"Já a Argentina não faria isso, por ter um poderio desproporcionalmente menor do que a Grã-Bretanha."
Para Ayerbe, a Argentina tem instrumentos fracos para pressionar os britânicos a negociar uma saída para as Malvinas.
"A postura do Mercosul de banir navios britânicos é um passo, mas não é algo que vá colocar a Grã-Bretanha contra a parede. Se eles não quiserem abrir o diálogo, nada vai acontecer, a Grã-Bretanha não vai ser isolada ou retaliada", afirma.
Segundo o especialista, as medidas argentinas têm um maior efeito político, ao levantar questões sobre o colonialismo e recordando casos como o de Hong Kong, que a Grã-Bretanha devolveu à China após mais de 150 anos de domínio.
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