segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Para conquistar Rocinha após ocupação e assaltos, PM usa charme feminino

Desde o fim de dezembro, 30 policiais militares femininos, jovens, bonitas e maquiadas fazem o patrulhamento ostensivo a pé nas principais vias de acesso à Rocinha, maior favela do Brasil,ocupada pelas forças de segurança desde 13 de novembro.Ao usar o charme feminino de PMs recém-formadas em um território conquistado em novembro, o objetivo é aproximar a população – menos resistente a mulheres que a policiais homens – e permitir a revista de mulheres, idosos e crianças.
O serviço de Inteligência do Bope, que controla a área, identificou que traficantes ainda escondidos na Rocinha têm usado pessoas menos “suspeitas” para transportar drogas dentro e para fora da comunidade. Policiais homens não podem fazer revista de mulheres; as recém-formadas não têm essa restrição.Elas se formaram em 15 de dezembro, em uma turma de 411 PMs – cerca de 130 mulheres – e, quatro dias depois começaram a atuar na Rocinha, com o apoio do Bope e do Batalhão de Choque, em sua primeira experiência operacional nas ruas. No CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), tiveram curso de Policiamento Comunitário e estágio sobre UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).
Atuam nas rondas a pé pela comunidade, para completar o patrulhamento de motociclistas do Choque e as seis novas motos do Bope, adotado após os assaltos ao comércio em dezembro. São seis grupamentos de cinco policiais femininos em cada, que operam entre as 16h e as 22h nas ruas.
As “PMs fem” (femininos), como são chamadas no jargão policial, são comandadas também por uma mulher, a capitão do Bope Marlisa Neves, relações-públicas da unidade e que esteve na Rocinha desde o começo da operação. Na Via Ápia ou no Largo do Boiadeiro, duas das principais localidades da comunidade, as novas policiais tem sempre a companhia de um sargento ou cabo da Tropa de Elite da corporação.
“Ficamos em pontos estratégicos, entradas, e abordamos e fazemos revista em pontos-chaves”, explica a soldado Daiane Clive, 29 anos. Formada em Administração e com pós-graduação em Logística, ela era supervisora de RH antes de ser aprovada na corporação, em busca da “estabilidade” do serviço público.
Foto: Raphael GomideAmpliar
Comandante da tropa feminina na Rocinha, capitão Marlisa Neves usa brinco de caveira, símbolo do Bope
Fardadas, com colete à prova de balas, “cobertura” (boina), cabelo preso em coque ao estilo militar, elas não descuidam, porém, da maquiagem e dos brincos. Quase todas usam batom, blush e até sombra, sempre de modo discreto.
“Tem o lado positivo de ser PM feminino: a mulher inspira mais confiança, tem a aparência mais sensível. Mas respeitam a gente”, disse a soldado Marcela Gomes, 29 anos.
“Mais ou menos! Outro dia eu ouvi gracinha: ‘Queria ser revistado por essa mulher!’ Mas eram garotos, adolescentes”, completou a soldado Mônica Santos. Minutos depois, um homem na Via Ápia comenta, com um amigo: “Só menina (PM) bonita, né?”
Muito além desse tipo de “hospitalidade”, as novas policiais têm se sentido bem-vindas na comunidade, há menos de dois meses ocupada, após 30 anos de presença do tráfico. “A população aqui é bem receptiva – diferente de outras comunidades –, mais politizada. Parece uma questão cultural”, opinou Daiane.
Mudança de imagem da PM serviu com estímulo para entrar na corporação
Elas fizeram estágio de uma semana de instrução com o comando de UPPs. Agora, embora à disposição do 23º BPM (Leblon) e trajando o uniforme padrão da PM (camisa azul e calças pretas), elas ficam “alojadas” no Bope, unidade que comanda o policiamento na Rocinha.
Foto: Raphael GomideAmpliar
Recém-formadas, com sargento do Bope
Para a loura de olhos claros Marcela Gomes, 30 e professora de formação, a mudança da filosofia da PM – com ênfase em UPPs –, aliada ao incentivo de parentes policiais, pesou na decisão de entrar para a corporação, além do emprego público.
“A PM não tem mais a mesma imagem (negativa) de antes. Tem uma imagem positiva”, disse.
As mulheres ainda são minoria na PM. De acordo com a assessoria da corporação, até novembro – dado oficial mais atualizado disponível – eram 2.544 PMs femininos, o equivalente a 5,9% do efetivo total de 43.175 PMs.

Americano é condenado à morte no Irã por espionagem

A Justiça do Irã condenou à morte nesta segunda-feira um americano de origem iraniana acusado de trabalhar para a CIA, aumentando a tensão entre o país e os Estados Unidos. O ex-soldado americano Amir Mirzei Hekmati foi considerado culpado de espionagem e tem 20 dias para recorrer da decisão.Segundo a Justiça iraniana, Hekmati recebeu treinamento especial e serviu em bases americanas no Iraque e no Afeganistão antes de ir ao Irã para uma missão de inteligência. Ele foi condenado por colaborar com um país hostil, pertencer à CIA e tentar acusar o Irã de envolvimento em terrorismo.
Em sua decisão, um braço da Corte Revolucionária de Teerã afirmou que Hekmati é um “mohareb”, termo islâmico para “quem luta contra Deus”, e “mofsed”, que significa “aquele que espalha a corrupção na Terra”.Não está claro quando Hekmati foi preso, mas a imprensa iraniana sugeriu que a prisão tenha acontecido em agosto ou setembro do ano passado. O Irã afirma que Hekmati admitiu ser um espião e exibiu a suposta confissão na TV estatal.
O ex-militar tem 28 anos, nasceu no Arizona, estudou em Michigan e tem tanto cidadania americana quanto iraniana. Sua família negou que ele seja um espião e disse que ele estava no Irã para visitar as avós.
De acordo com o pai de Hekmati, Ali, ele trabalhava no Exército americano como tradutor de árabe. Quando entrou no Irã, ele estaria trabalhando como empreiteiro para uma empresa do Catar “que servia os militares americanos”. O pai não deu detalhes sobre esse trabalho.
O governo dos Estados Unidos exigiu a libertação de Hekmati e informou que diplomatas suíços, que representam os interesses americanos em Teerã, pediram para ver Hekmati, mas a solicitação foi rejeitada pelas autoridades iranianas.
O julgamento de Hekmati aconteceu dias poucos dias depois de os Estados Unidos anunciarem novas sanções contra o programa nuclear do Irã. Washington acusa Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares, o que o governo iraniano nega.
Com AP e Reuters

Começa contagem regressiva para colisão de sonda russa com a Terra


Efe
 A Agência Espacial Russa, a Roscosmos, começou a contagem regressiva para a colisão com a Terra da estação interplanetária Fobos-Grunt, que não conseguiu atingir a órbita com destino a uma das luas de Marte.

"Segundo os dados que temos e os prognósticos dos especialistas, o prazo de queda da nave oscila entre 10 e 21 de janeiro, com o dia 15 como a data mais provável", informou a Roscosmos em comunicado.

Quanto ao local da colisão da sonda, que ficou à deriva em torno da Terra desde o dia 8 de novembro, a Roscosmos é mais cautelosa e afirmou que isso não poderá ser previsto até 24 horas antes da entrada na atmosfera.

Neste momento, o raio de queda da sonda - 51,4 graus de latitude norte e 51,4 graus de latitude sul - abrange de Londres ao extremo sul do continente americano.

Os russos declararam que a nave, que deveria recolher amostras do solo de Marte e enviá-las à Terra em 2014, não representa nenhuma ameaça o planeta.

A superfície da Terra será atingida apenas por cerca de 20 a 30 fragmentos da nave, com uma massa conjunta que não ultrapassará os 200 quilos. O resto da sonda será desintegrado ao entrar em contato com a atmosfera, da mesma forma que o combustível que leva a Fobos-Grunt, que será queimado a cerca de 100 quilômetros de altura.

Nos últimos meses, duas naves também se chocaram com a Terra: o satélite meteorológico americano UARS, que caiu em setembro no oceano Pacífico e o alemão ROSAT, um mês depois, no Índico.

O Centro Geral de Reconhecimento Espacial do Ministério da Defesa russo, que determinou com precisão a data e o local da queda do UARS e do ROSAT, vigia os parâmetros da órbita da estação ininterruptamente.

Imagens da queda da Fobos-Grunt foram captadas nesta semana pelo astrônomo francês Thierry Legault, na altura de Nice, no litoral mediterrâneo da França.

A Fobos-Grunt pretendia ser a primeira nave espacial a pousar na superfície de Fobos, uma das duas luas do Planeta Vermelho, para estudar a matéria inicial do sistema solar.

Para Igor Lisov, diretor da revista " Cosmonautics News ", "a estação foi projetada e construída com graves defeitos, do sistema de comando ao programa de abastecimento".

O programa de lançamentos russo está em plena crise após vários acidentes; o primeiro ocorreu em agosto do ano passado em mais de 30 anos de funcionamento por um dos cargueiros Progress, que abastecem a plataforma orbital.

Lisov explicou que entre a desintegração da União Soviética, em 1991, e 2007 o programa espacial russo "teve um financiamento estatal abaixo do mínimo de subsistência" e que o recente aumento do investimento não será notado na qualidade do trabalho em menos de cinco anos.

"O envelhecimento dos especialistas, o estado obsoleto dos equipamentos, a paralisação da produção de alguns componentes e materiais e a interrupção do trabalho em certos campos da cosmonáutica" também se somam a essa situação, acrescentou.

Devido aos baixos salários, a grande maioria dos especialistas da indústria espacial russa tem mais de 60 anos ou menos de 30, o que põe em risco o futuro do setor.

"Só conservamos o programa de naves pilotadas, os satélites de comunicações e o sistema de navegação GLONASS", disse Lisov, que considerou que a respeitada herança da escola soviética, "em grande medida, já se perdeu".

Lisov acredita que a Rússia, a primeira potência a enviar um homem ao espaço (Yuri Gagarin, em 1961), conseguirá manter a paridade com a China, mas deverá renunciar ao desejo de competir em pé de igualdade com os Estados Unidos.

China lança satélite para supervisão marítima


Efe
 A China lançou nesta segunda-feira, 9, desde a base de Taiyuan, no norte do país, um satélite contratado por Luxemburgo para o monitoramento das águas marinhas, informou a agência Xinhua.

O lançamento é um dos primeiros que a China faz para um país europeu, ainda que anteriormente tenha colaborado com nações da África e da América Latina.

No lançamento, também foi colocado em órbita o satélite chinês "Ziyuan III".

A China prevê lançar cinco satélites para outros países neste ano, com o que espera obter uma taxa de cerca de 15% do mercado em 2012, aumentando a competição com potências tradicionais do setor, como os Estados Unidos e a Rússia.

Outros lançamentos contratados para este ano incluem um satélite de telecomunicações para o Paquistão, desenvolvido pela China, e um aparelho com fins similares fabricado pela francesa Thales Alenia Space para Eutelsat Communication.

A China lançou desde 1990 um total de 38 satélites de outros países, entre eles o "Simón Bolívar", venezolano, também destinado às telecomunicações.

O país também está construindo um segundo satélite para a Venezuela
E o primeiro para a Bolívia, que será chamado "Tupac Katari" e deverá ser lançado em 2013.

Chávez recebe presidente do Irã e critica EUA


DANIEL WALLIS - REUTERS
CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, recebeu no domingo o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e criticou um alerta dos Estados Unidos para que a Venezuela evitasse manter relações próximas com o Irã, denunciando o que, segundo ele, era uma tentativa de Washington de dominar o mundo.Ahmadinejad chegou à capital venezuelana, Caracas, para iniciar uma turnê que visa atrair o apoio dos líderes de esquerda na América Latina, no momento em que novas sanções impostas pelo Ocidente tentam isolar a República Islâmica e atingir as exportações de petróleo que são vitais para o país.
"Um porta-voz e uma porta-voz em Washington do Departamento de Estado ou da Casa Branca disseram que não seria conveniente para qualquer país se aproximar do Irã. Bom, a verdade é que isso faz rir", disse Chávez em discurso televisionado.
"Eles não conseguirão dominar o mundo. Esqueça isso Obama, esqueça. Seria melhor pensar sobre os problemas do seu país, que são muitos", afirmou.
"Somos livres. O povo da América Latina jamais se ajoelhará novamente, dominado pelo ianque imperial. Nunca mais", afirmou.
Obama aprovou novas leis na véspera do ano-novo que dificultarão a compra do petróleo iraniano pela maioria dos países.
A União Europeia também deve anunciar algum tipo de proibição à importação de petróleo iraniano até o final do mês. 

França não vê obstáculos para venda dos jatos Rafale ao Brasil


Álvaro Campos, da Agência Estado
PARIS - A França planeja comprar aviões-tanque fabricados pelo braço de equipamentos militares da Airbus, segundo afirmou nesta segunda-feira, 9, o ministro de Defesa do país, Gerard Longuet. Ele disse também que não existem obstáculos para a venda dos jatos de combate franceses Rafale para o Brasil, Índia e Emirados Árabes."A ordem de aquisição (para os aviões-tanque) deve ser feita em 2013, para a entrega quatro anos depois", afirmou o ministro em uma entrevista para jornalistas do setor aeroespacial. Ele não deu detalhes sobre o número de aviões que seriam comprados, mas comentou que essas aeronaves são bem adaptadas para operações "mútuas" com as forças armadas de países aliados.
Segundo Longuet, as negociações para a venda dos jatos Rafale para Brasil, Índia e Emirados Árabes continuam, e não existem obstáculos para a conclusão desses acordos. Segundo o ministro, uma decisão positiva dos Emirados Árabes de comprar a aeronave fabricada pela Dassault Aviation pode levar a vendas para outros países do Golfo Pérsico, como o Catar, que planeja renovar sua frota de aviões de combate.
Longuet disse que as exportações de armamentos da França no ano passado foram "satisfatórias", aumentando para cerca de 6,5 bilhões de euros, de 5 bilhões de euros em 2010. As informações são da Dow Jones.

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