sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cotidiano - Terror digital

Cotidiano - Devolve meu avião

RQ-170 «Sentinel»



Aeronave não tripulada UAV (Lockeed Martin)

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 25 M
Envergadura: 70 M
Altura: 0
1 x motores General Electric TF-34 turbofan
Potência total: 4000 Kgf
Peso / Cap. cargaVelocidade / Autonomia
Peso vazio: 0 Kg
Peso máximo/descolagem: 4000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 0
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 0 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 0 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros



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Desenvolvido pela divisão «Skunk Works» da Lockeed Martin, o RQ-170 é uma asa voadora não tripulada, destinada a permitir a observação secreta de instalações ou concentralões de forças inimigas.

Alegadamente, a asa voadora apresenta um dos menores coeficientes de detecção por radar que é possivel conceber presentemente, tornando a aeronave quase invisível à maioria dos radares [1].
O desenvolvimento do RQ-170 foi mantido secreto, pelo que os dados conhecidos sobre a aeronave são reduzidos.

A sua aparência geral faz lembrar protótipos anteriormente conhecidos, como o RQ-3 «Dark Star». Vários especialistas na matéria indicam que o RQ-170 se pode destinar a ser utilizado como sistema táctico de apoio, o que implica que ele se destina a recolher informações específicas sobre a posição das forças inimigos durante os combates, produzindo informação para tratamento imediato, em oposição a um sistema que se limita à recolha de informação estratégica.
O RQ-170 terá sido utilizado na operação que levou ao abate do terrorista Osama Bin Laden em 2011, em território paquistanês.

Controlos
A aeronave pode ser controlada remotamente, via ligação por satélite encriptada desde o seu posto de comando, mas pode operar em modo autónomo, com um programa de gestão de voo, que pode tomar decisões sobre a rota e escolher áreas alternativas onde operar.

As capacidades da aeronave não são conhecidas e não foi divulgada nenhuma informação sobre o sistema. A maioria dos dados apontados são resultado de especulação com base em análises de especialistas exteriores.

A potência do suposto motor do RQ-170, por exemplo, poderia permitir o transporte de uma considerável quantidade de sistemas de vigilância.
A inclusão de um radar AESA, com capacidade para guiar mísseis e bombas guiadas é uma das possibilidades apontadas.

O RQ-170 pode pairar sobre território inimigo, ao mesmo tempo que aeronaves se aproximam dos alvos e lançam os seus mísseis e bombas motorizadas e guiadas.
Outras aeronaves podem largar as bombas a distâncias superiores a 100km do alvo (caso das bombas GBU-39) ou mesmo distâncias superiores a 500km como as bombas planadoras JSOW mais recentes, que foram testadas já em 2009.

Ao recolher dados em tempo real, o RQ-170 permite por exemplo, guiar as bombas guiadas até alvos alternativos, desarticulando completamente qualquer defesa anti-aérea.

Os sistemas de radar que alegadamente podem ser transportados a bordo do RQ-170, podem também permitir a vigilância do campo de batalha, detetar a movimentação de tropas de noite e terá a precisão suficiente para conseguir dar informação extremamente detalhada sobre alvos muito específicos, como terá sido o caso da operação contra a instalação de Abotabad onde foi abatido o líder terrorista Bin Laden.

O RQ-170 terá entrado ao serviço das forças armadas norte-americanas depois de 2005. Considerando os periodos normais de desenvolvimento a aeronave deverá ter voado pela primeira vez em 2003.
Sabe-se que foi visto pela primeira vez em 2007 no sul do Afeganistão em Kandaar. Desde essa altura que se considera que a aeronave poderá ter sido utilizada para sobrevoar o Paquistão, mas a posição de Kandaar relativamente à fronteira paquistanesa, permite colocar a possibilidade de a aeronave ter de facto sido utilizada para espiar território iraniano. Os Estados Unidos só reconheceram a existência da aeronave em 2009.

ATD-X estará pronto em 2016





Caça «stealth» do Japão voará dentro de 5 anos
Um dos responsáveis do programa de desenvolvimento do demonstrador tecnológico ATD-X, afirmaram nesta semana, que o primeiro protótipo do caça stealth japonês estará pronto durante o ano de 2016, altura em que se realizará o primeiro voo da aeronave.

O Ten. General Yoshioka referiu que o Japão está a dar uma especial importância ao desenvolvimento desse projeto e que ele é neste momento vital para a defesa japonesa.
O general lembrou que tanto a Russia quanto a China possuem os seus proprios projetos de caça «stealth».
O Japão tem capacidade para detetar todos os caças de 4ª geração a distâncias seguras, mas não existem certezas sobre como se vão comportar esses radares perante a ameaça dos caças de 5ª geração, cuja principal característica é a furtividade.

Shinshin «Coração de Deus»

O projeto japonês, será desenvolvido pelo ministério da defesa e pela Mitsubishi, vai chamar-se Shinshin o que quer dizer Coração de Deus e será um caça de 5ª geração puro, que vai dispor de sistemas electrónicos de combate capazes de dar à aeronave capacidade para resposta imediata a todo o tipo de ameaça identificada.
Mas o ATD-X «Shinshin» não será o substituto imediato do Mitsubishi F-2 ao serviço da força aérea japonesa. Espera-se porém que seja a base para uma plataforma que deverá substituir aquelas aeronaves.

O futuro Mistubishi F3, deverá basear-se no projeto ATD-X, mas os militares japoneses contam com oposição tanto da opinião pública, que poderá não apoiar o desenvolvimento da aeronave, como além disso podem ainda contar com alguma pressão por parte dos Estados Unidos.

Várias correntes de opinião no Japão defendem o desenvolvimento conjunto com os Estados Unidos de um caça de sexta geração, que deixaria os futuros caças de 5ª geração a grande distância.
Tais sistemas contariam com sensores completamente revolucionários e introduziriam as armas de energia dirigida (raios laser) nas aeronaves, algo que se sabe já estar em estudo por parte dos norte-americanos.

Clemenceau porta avião da frança



Navios constituintes da classe

Nr.NomeEstaleiroI.C.E.S.F.S.Situação
R98ClemenceauChantiers de Brest195519612000Retirado
R99FochChantiers de l'Atlantique St.Nazaire195719632000Transferido
IC = Inicio de Construção ES=Entrada no Serviço Activo FS=Final de Serviço Activo


Dados principaisMotores
Deslocamento standard: 24200 Ton
Deslocamento máx. : 32780 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 265 M - Largura: 51.2M
Calado: 8.6 M.
6 x Caldeiras (oleo) (0)
2 x Turbina a vapor Parsons (126000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1338Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 32 nós


A ordem para a construção dos dois porta-aviões franceses da classe Clemenceau foram dadas a 26 de Maio de 1954. Até ali, a França, que já tinha tido começado a desenvolver porta-aviões ainda antes da II guerra mundial, tinha recebido o porta-aviões de escolta Dixmude (ex Biter) em 1945 e em 1946 receberam o porta-aviões ligeiro Arromanches (ex Colossus), que inicialmente seria emprestado por cinco anos, mas que posteriormente foi comprado pelos franceses.

No entanto, o desenvolvimento da aviação navl, rapidamente transformou os porta-aviões do period da II guerra em plataformas demasiado pequenas e lentas para a operação de aeronaves mais pesadas.

Por essa razão, embora a França tivesse projectado um porta-aviões de 20,000t de deslocamento máximo, derivado dos projectos do periodo da II guerra, ele acabou sendo cancelado em 1950, exactamente porque a sua dimensão foi considerada demasiado pequena.

A necessidade de meios aero-navais resultado dos problemas na Indochina levaram a França a voltar-se para os Estados Unidos, que lhe forneceram mais dois porta-aviões ligeiros (Lafayette, e Bois Belleau), navios com deslocamento máximo de 15,800t, mas capazes de atingir 32 nós de velocidade máxima. Os navios foram alugados e operaram aeronaves de motor a pistão Hellcat e Helldiver.

Um porta-aviões de maiores dimensões

Era no entanto evidente que com navios de segunda linha de proveniência americana ou britânica, a França ficaria numa situação de subalternidade, pelo que foi decidido desenvolver navios na França para responder às necessidades presentes e futuras.

O Clemenceau foi dotado de uma pista em ângulo de 8 graus, que permitia operações simultâneas de aterragem e descolagem.
Os elevadores estavam previstos para aeronaves com 15t mas o limite teve que ser aumentado para 20t .
O hangar tem 180m de comprimento, ainda que apenas 152m possam ser utilizados, uma largura que varia entre 22 e 24m e uma altura de 7m.
A descolagem dos aviões é auxiliada por duas catapultas Mitchel-Brown que têm 52m de comprimento.

O armamento principal dos Clemenceau era constituido or oito torres de 100mm, que tinham capacidade para tiro anti-aéreo. Esse número foi posteriormente reduzido para quatro, altura em que quatro delas foram substituidas por lançadores de mísseis de curto alcance Crotale. Cada sistema tem capacidade para oito mísseis, podendo portanto ser transportados 32 prontos para disparar.

Informação genérica:
Classe de porta-aviões franceses construida no fim dos anos 50 e constituida por duas unidades, o Foch e o Clemenceau.

A classe destinou-se a substituir porta-aviões de origem norte-americana e britânica que tinham sido fornecidos aos franceses após o final da II guerra mundial.

Tratou-se da primeira classe de porta-aviões completamente planejados e construidos na França após a II guerra mundial.

Os navios estiveram ao serviço até ao final do século XX, altura em que foram retidados de serviço.

O Clemenceau, iniciou um lento processo em que se movimentou pelos mares, sendo recusado pelos estaleiros que não queriam aceita-lo para desmanche por causa da grande quantidade de amianto (asbestos) que foi aplicado no navio durante a construção nos anos 50, altura em que aquele produto ainda não tinha sido declarado nocivo para a saúde.

O segundo navio, não foi desmanchado, mas em vez disso vendido à marinha do Brasil.

Naquele país, o navio foi submetido a várias modificações, mas problemas com as tubagens resultaram num acidente que enviou o navio para os estaleiros durante a segunda metade da primeira década do século.

Uruguai fecha portos para navios das Ilhas Malvinas


Agência Estado
O governo do Uruguai fechou seus portos para navios com bandeira das Ilhas Malvinas e o governo britânico busca uma explicação de Montevidéu.
O presidente uruguaio, José Mujica, anunciou ontem a medida. Somente navios com bandeira das Ilhas Malvinas terão negada autorização para aportar.
De acordo com Mujica, a decisão é uma resposta à reivindicação da vizinha Argentina de soberania sobre o arquipélago controlado pelo Reino Unido.
Em Montevidéu, a embaixada britânica informou estar em busca de uma explicação por parte das autoridades uruguaias.
Buenos Aires reclama soberania sobre as ilhas, chamadas de Malvinas pelos argentinos e de Falklands pelos britânicos, desde o século 19.
Em 1982, argentinos e britânicos travaram a Guerra das Malvinas pela posse do território. Apesar da vitória britânica no conflito armado, o governo argentino mantêm até hoje a reivindicação de soberania. As informações são da Associated Press. 

Hubble capta violência da formação de uma estrela



 
O telescópio espacial Hubble captou a extrema violência do processo de formação de uma estrela em sua etapa final, em que o objeto se rebela contra sua nebulosa, informou a Agência Espacial Europeia.
A imagem mostra uma nuvem gigante de hidrogênio iluminada pelo brilho da nova estrela.
A única imagem pacífica na região da formação Sh 2-106, chamada também de S106, são as cores celestiais captadas pelo telescópio.
A imagem permite ver como a jovem estrela expulsa material com grande velocidade e perturba o gás e o pó que a rodeiam.
Essa estrela tem massa cerca de 15 vezes maior do que o Sol e está em suas fases finais do nascimento.
O materila lançado pela estrela dá à nuvem sua característica de relógio de areia e é responsável também pelas turbulências e pelas altas temperaturas do hidrogênio que contém, e que ficam claramente visíveis na imagem captada.
Mas a nova estrela esquenta também o gás que a rodeia até alcançar temperaturas de 10 mil graus centígrados, e cuja incandescência é refletida na imagem do telescópio em azul.
Em vermelhor, uma linha grossa e mais fria de pó que separa as regiões de gás incandescente.
Esse material escuro esconte praticamente toda a estrela ionizante,ainda que fique visível através da maior parte do caminho de pó.
A S106 é o objeto astronômico número 106 catalogado pelo astrônomo Stewart Sharpless nos anos 1950. Ela fica a uma distância de vários milhões de anos-luz da constelação Cygnus (Cisne).
A nebulosa é relativamente pequena em relação ao tamanho padrão das regiões de formação de estrelas, aproximadamente dois anos-luz em seu eixo mais longo. Ela fica aproximadamente no meio do caminho entre o Sol e Proxima Centauri, nossa estrela vizinha mais próxima.

Caças com transferência de tecnologia

BRASÍLIA. Sem citar especificamente a questão da compra dos caças Rafale, da Dassault, a presidente Dilma Rousseff disse ontem, diante do primeiro-ministro da França, François Fillon, que o Brasil quer manter uma indústria de defesa e que a parceria com a França deve se inserir num contexto de transferência de tecnologia.

O Brasil pretende comprar 36 caças para reforçar a Força Aérea Brasileira (FAB), e a França, que desenvolve projetos em comum com o país na construção de submarinos e helicópteros, por exemplo, quer vender os aviões.

Outros concorrentes são o americano F-18 Super Hornet, da 
Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. A compra está parada por questões financeiras e o Brasil exige transferência de tecnologia. Empenhado em demonstrar que a França é um parceiro de longa data, Fillon afirmou que a relação entre os dois países não se resume a uma questão de produtor e consumidor.

- Nossas relações não são unicamente relações de produtor com consumidor. São verdadeiras parcerias industriais, que implicam em transferência de tecnologia e na vontade de produzir e consumir juntos. Um dos eventos mais emblemáticos dessa parceria tecnológica é a realização dos grandes contratos na área da defesa, notadamente os contratos de construção de helicópteros e submarinos - discursou.

- Falamos de grandes programas brasileiros e do reforço da capacidade naval, aérea e do Exército, como também a questão da segurança das fronteiras do país. Eu disse à presidente que o Brasil pode contar com as propostas francesas em todas essas áreas - completou.

Dilma deixou claro que a negociação implicará a transferência de tecnologia.
- O primeiro-ministro e eu coincidimos na avaliação de que a área de defesa é um dos pilares de nossa parceria estratégica, com projetos de grande importância para o futuro de nossos países. Expliquei que queremos manter uma indústria nacional de defesa e as parcerias com a França devem se inserir nesse objetivo e na ampliação das capacidades em tecnologia.

BRASIL - FRANÇA - Declaração Dilma Rousseff



Excelentíssimo senhor François Fillon, primeiro-ministro da República Francesa,
Senhoras e senhores Ministros de Estado e integrantes das delegações da França e do Brasil,
Senhores empresários,
Senhoras e senhores embaixadores de ambos os países,
Senhoras e senhores profissionais da imprensa, fotógrafos e cinegrafistas e jornalistas.
Com alegria, eu dou as boas-vindas ao primeiro-ministro da França, François Fillon, e à comitiva ministerial e empresarial que o acompanha. A França é parceira fundamental do Brasil, tanto do ponto de vista econômico quanto político. Nossas relações são diversificadas e têm sido marcadas por grande dinamismo.
Cumprimento o senhor presidente Sarkozy pela parceria estratégica que o Brasil e França começaram a desenvolver a partir do governo do presidente Sarkozy e do governo Lula.
Com o Primeiro-Ministro nós mantivemos, nesta tarde, uma proveitosa reunião de trabalho. Verificamos, com satisfação, que estamos explorando o potencial de nossos setores produtivos, e, no plano da cooperação, fortalecemos nossos laços nos campos do intercâmbio científico e tecnológico e educacional.
O comércio entre o Brasil e a França, no quinquênio 2006-2010, apresentou um razoável crescimento médio de 11% - passou de US$ 5,5 bilhões para US$ 8,4 bilhões. Em 2011, as trocas bilaterais registraram um incremento muito significativo. A França já é o 5º maior investidor do Brasil, em 2011, com o valor de recursos da ordem de US$ 2,3 bilhões, o que representa 4,5% do total de investimentos recebidos pelo Brasil até o mês de setembro. O investimento do Brasil na França também começa a crescer, como atesta a presença de empresas como a Vale, a Embraer e a Natura.
O Primeiro-Ministro e eu coincidimos na avaliação de que a área de defesa é um dos pilares de nossa parceria estratégia, com projetos de grande importância para o futuro de nossos países. Expliquei ao Primeiro-Ministro que queremos construir uma verdadeira indústria nacional de defesa no Brasil. E as parcerias com a França, em todos os setores, devem se inserir nesse objetivo e na ampliação de nossas capacidades em tecnologia.
Como inovação e formação profissional andam sempre juntas a França é um dos principais destinos selecionados para a concessão das primeiras bolsas, no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras. Queremos intensificar a mobilidade acadêmica bilateral, nas áreas de Ciência e Tecnologia. Tenho grande satisfação em ressaltar o oferecimento, por parte do Ministério da Educação Superior da França, de 1,5mil vagas adicionais para bolsistas brasileiros, em 2012 - número que poderá ser elevado a 10 mil até 2014.
Também discutimos a importância de fazer das pequenas e médias empresas um ator cada vez mais relevante para as relações bilaterais. Saudamos a decisão da Finep e da sua homóloga francesa, a Oseo, de reformular o acordo de cooperação, do qual são signatárias, para aprimorar o processo de seleção de projetos.
Contempla-se agora a abertura de linhas de financiamento para pequenos projetos inovadores que, até então, não atingiam o piso de financiamento de 300 mil euros. O BNDES, o Sebrae e as Federações Estaduais de Amparo à Pesquisa passarão também a ser co-financiadores de projetos de inovação tecnológica apresentados pela Oseo.
A cooperação com a França no desenvolvimento de computadores de alto desempenho permitirá ao Brasil dar um salto tecnológico sem precedentes e participar do seleto grupo de países que atuam nessa área. Os benefícios dessa tecnologia são amplos e variados: prospecção e produção petrolífera, geomonitoramento, indústria médico-farmacêutica e o setor financeiro.
Também concordamos sobre a importância do acordo assinado, em julho último, entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio [Exterior] e o Ministério francês da Economia, das Finanças e da Indústria. Esse acordo estipula novas modalidades de cooperação para o estabelecimento do sistema brasileiro de rádio digital, a automatização dos serviços da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a interconexão entre o Amapá e o Departamento da Guiana Francesa por cabo de fibra ótica.
Ainda sobre nossa fronteira comum, devemos inaugurar, em 2012, a ponte sobre o rio Oiapoque. Essa obra simboliza o esforço de integração de ambas as partes, para promover a melhoria da infraestrutura, das condições de saúde e educação, da economia e do comércio da região.
Compartilhei com o Primeiro-Ministro a avaliação positiva do Brasil sobre a recém-concluída Conferência de Durban sobre Mudança do Clima, a COP-17. O Brasil que já havia anunciado, na Conferência de Copenhague o compromisso voluntário de redução das emissões na faixa de 36% a 39%, em relação à projeção de 2020, reconhece a posição de liderança assumida pela Europa entre os países desenvolvidos, no que se refere à mudança do clima.
A extensão do Protocolo de Kyoto e a aprovação de plataforma para o Fundo Verde do Clima são medidas promissoras, mas há ainda muito trabalho pela frente. Temos até 2015 para negociar um impacto climático sólido que respeite os princípios das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.
Ao tratar de medidas de mitigação da mudança do clima, ressaltamos a importância da diversificação de fontes de energia, em especial o papel das tecnologias, tanto as tecnologias na área solar, eólica, biomassa, mas também, a tecnologia nuclear e a tecnologia hidrelétrica para o desenvolvimento de uma posição a respeito da mudança climática.
Cumprimentei o Primeiro-Ministro pela atuação da França na presidência do G-20, em 2011, e pela organização da reunião de Cannes. Reafirmei a disposição do governo brasileiro de realizar, se necessário, novos aportes de recursos ao Fundo Monetário, desde que tenhamos a garantias de que a reforma de 2010 do Fundo será implementada. Reiterei, por fim, o convite para que a França faça-se representar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Nesse momento, nós iremos colocar a questão do desenvolvimento como algo compatível com a preservação do meio ambiente. Desenvolver, erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades, reafirmar o compromisso com o desenvolvimento científico e tecnológico é compatível com o meio ambiente e pode gerar um novo paradigma para o mundo nas próximas décadas. Não há contradição, portanto, entre o manejo sustentável dos recursos naturais e a promoção do desenvolvimento econômico-social.
Queria dizer que, para nós, é sempre um prazer receber a tão ilustre delegação, com a presença do Primeiro-Ministro francês aqui no Brasil, porque damos imensa importância a essa relação que foi construída ao longo dos anos e que, agora, ganha maior destaque ainda para nossos países neste momento em que o mundo passa por uma das suas mais graves crises. Temos certeza de que relação estratégica bilateral com a França vai resultar em benefício para as populações dos dois países.
Muito obrigada.
Dilma Rousseff
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