quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Gripens da África do Sul: faltam pilotos


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Segundo relatório recente sobre defesa e segurança da África do Sul, país é o mais avançado neste setor em todo o continente africano, mas sofre limitações quanto a orçamento e pessoal qualificado

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A força de defesa da África do Sul continua sendo a mais avançada do Continente Africano e opera com um foco consistente em treinamento e desenvolvimento, apesar de limitações orçamentárias que limitam sua expansão. O envolvimento com países vizinhos em operações de segurança conjuntas provê mais escopo para a manutenção, pelo país, de uma forte base de poder. Com uma indústria doméstica de armamentos e equipamentos que vem atuando há tempos, a força de defesa está bem equipada e apta a participar do mercado internacional.
É o que diz resumidamente o “South Africa Defence and Security Report Q4 2011″, divulgado pelo site “Research and Markets”. O relatório também trata da pirataria, que vem se movendo para o sul do continente em busca de alvos como os seis milhões de toneladas de petróleo que passam todos os meses ao largo do país. Trata-se, segundo o relatório, do  problema de segurança a ser enfrentado pela África do Sul, seguido pela necessidade de controle das fronteiras.
Internamente, os problemas seriam a disseminação de doenças como a Aids, o crescimento das greves, crime organizado e violência. E, especificamente para a indústria de defesa e as forças armadas, os cortes orçamentários e a falta de pessoal qualificado. O relatório cita especificamente a falta de pilotos para os caças Saab Gripen adquiridos recentemente, além de tripulantes para submarinos.

Após relatório da ONU, Ocidente quer impor novas sanções ao Irã



 Reuters
Países ocidentais pediram nesta quarta-feira (9) novas sanções contra o Irã por causa de um relatório da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) segundo o qual o país tem trabalhado para fabricar bombas atômicas. A Rússia, porém, já adiantou que bloqueará medidas adicionais contra Teerã no Conselho de Segurança da ONU.
O relatório expõe informações de inteligência sugerindo que o Irã busca adquirir armas nucleares e também inclui acusações de trabalhos em detonadores de bombas atômicas e explosões simuladas por computador.
França anunciou que convocará o Conselho de Segurança. O Reino Unido afirmou que o impasse entra agora em uma fase mais perigosa e o risco de conflito aumentará se o Irã não negociar.
O Conselho de Segurança já impôs quatro rodadas de sanções a Teerã desde 2006 por causa do programa nuclear do país, que, suspeitam as nações ocidentais, estaria sendo usado para desenvolver armas. O Irã afirma que o programa é pacífico e tem intenção apenas de gerar eletricidade.
Há a preocupação de que, se as potências mundiais não conseguirem se unir para isolar o Irã e convencê-lo a dialogar seriamente, Israel ataque o país, deflagrando um conflito no Oriente Médio. Israel sente-se em risco pelo programa nuclear de Teerã.
"Foi solicitada uma reunião do Conselho de Segurança da ONU", disse o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, à rádio RFI. A pressão precisa ser intensificada, afirmou ele, após anos de desafios do Irã às resoluções da ONU exigindo que o país interrompa as atividades de enriquecimento de urânio.
"Se o Irã se recusa a atender às demandas da comunidade internacional, bem como qualquer cooperação séria, estamos prontos para adotar, com outros países, sanções em uma escala sem precedentes", disse Juppé.
Rússia, entretanto, deixou clara sua oposição a novas sanções.
"Qualquer sanção adicional contra o Irã será vista na comunidade internacional como um instrumento para a troca do regime no Irã. Essa abordagem é inaceitável para nós, e o lado russo não pretende considerar tais propostas", afirmou o vice-chanceler Gennady Gatilov à agência de notícias Interfax.
O Irã tem reiterado que quer energia nuclear apenas para produzir eletricidade. Na quarta-feira, o governo prometeu não recuar em seu projeto nuclear após o relatório da agência da ONU, que usou informações de inteligência ocidentais, consideradas falsificações por Teerã.
"Saibam vocês que esta nação não recuará nenhum milímetro do caminho em que se encontra", afirmou o presidente Mahmoud Ahmadinejad em um discurso transmitido ao vivo pela TV estatal iraniana.
"Por que você mancha a dignidade da agência por causa das acusações inválidas da América?", disse ele, aparentemente se dirigindo ao diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursa nesta quarta-feira (9) em Shahrekord (Foto: AP)O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursa nesta quarta-feira (9) em Shahrekord (Foto: AP)
O aumento das tensões pode elevar o preço do petróleo, embora os preços do Bret bruto e do bruto norte-americano tenham caído mais de US$ 2 nesta quarta-feira, para cerca de US$ 112,50 e US$ 94,50 dólares o barril na bolsa européia durante a tarde por causa das preocupações com a dívida italiana.
"Agora, com relatórios mais conclusivos de que Irã possa estar atrás de uma ogiva nuclear e o risco aumentado de que possa haver um ataque a essas instalações, que provavelmente atrapalharia as suas exportações de petróleo, poderá haver preocupações cada vez maiores de que haverá uma alta no preço do petróleo após um acontecimento como esse", afirmou Nicholas Brooks, chefe de pesquisa da ETF Securities.
Além das sanções da ONU que se aplicam a todos os países, os EUA e a União Europeia impuseram sanções próprias. Uma autoridade norte-americana disse à Reuters que, por causa da oposição russa e chinesa, as chances são pequenas de que se aprove uma outra resolução no Conselho de Segurança da ONU impondo sanções ao Irã.
Washington poderá estender as sanções contra os bancos comerciais ou empresas iranianas, mas é improvável que mire a indústria de gás e petróleo do país ou mesmo o banco central, por enquanto.
"A realidade é que, sem ser capaz de impor sanções adicionais a essas áreas-chave, não vamos ter um impacto muito maior do que já temos", afirmou ele.
A Rússia e a China aprovaram sanções limitadas pela ONU, mas recusaram as propostas ocidentais por sanções que poderiam restringir seriamente os laços comerciais com o Irã.
O Irã é o terceiro maior fornecedor de petróleo bruto para a China e o comércio bilateral total entre os dois países cresceu 58% nos primeiros nove meses de 2011, de acordo com dados de Pequim.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, afirmou que a China está estudando o relatório da AIEA e reiterou o pedido para resolver a contenda por meio do diálogo. Em um comentário, a agência oficial de notícias Xinhua disse que a agência da ONU ainda não tem uma "prova inequívoca".
"Não há testemunhas nem evidência física para provar que o Irã esteja produzindo armas nucleares", disse. "Ao lidar com a questão nuclear do Irã, é extremamente perigoso se basear em suspeitas, e as consequências destrutivas de qualquer ação armada permanecerão por muito tempo."
Israel absteve-se de responder nesta quarta-feira ao relatório da AIEA, para avaliar primeiro o impacto internacional.
Fontes do governo afirmaram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou aos ministros que não falem sobre os achados da agência da ONU, em um sinal de que ele prefere por enquanto deixar as potências mundiais assumirem a liderança nas ações para conter o Irã.
Israel, que se acredita seja a única potência nuclear do Oriente Médio, tem dito que todas as opções estão sobre a mesa, incluindo a militar, para deter a produção de combustível nuclear iraniano que agora está sendo transferida para um bunker subterrâneo protegido de possíveis ataques aéreos.

'Call of Duty: Modern Warfare 3' chega ao Brasil nesta quarta-feira


call of duty: modern warfare 3 (Foto: Divulgação)'Call of duty: Modern Warfare 3' vendeu 6,5 milhões
de cópias em pré-venda (Foto: Divulgação)
O aguardado game de tiro em primeira pessoa "Call of Duty: Modern Warfare 3" será lançado oficialmente no Brasil nesta quarta-feira (9). Lojas em todo o país começarão a vender o título para PlayStation 3, Xbox 360, PC, Wii e Nintendo DS a partir das 22h.
Nos Estados Unidos, o jogo foi lançado oficialmente na terça-feira (8). Mais de 6,5 milhões de cópias do game foram vendidas em pré-venda em todo o mundo, segundo a Activision. O número é 1,5 milhão superior ao registrado na pré-venda de "Call of Duty: Black Ops", antecessor de "Modern Warfare 3".
No país, o jogo será vendido por R$ 200 (PS3 e X360), R$ 190 (Wii) e R$ 120 no Nintendo DS. A versão de PC não será distribuída no Brasil.
A Neoplay, que distribui o game no Brasil, irá realizar eventos de lançamento do game em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, na Saraiva MegaStore do Shoppinh Morumbi, quem for ao evento poderá conversar Alejandro Gil, artista-chefe do estúdio Sledgehammer,que trabalhou no game, além de ganhar brindes. Algumas lojas da rede UZ Games farão eventos com brindes a partir das 20h na capital paulista.
Confira locais que terão eventos de lançamento do novo "Call of Duty":
São Paulo
Saraiva MegaStore – Morumbi Shopping;
UZ Games – Shopping Iguatemi de Alphaville;
UZ Games – Shopping VillaLobos – Alto de Pinheiros.
Campinas
Livraria Leitura Campinas.
Jundiaí
Livraria Leitura Jundiaí – Maxi Shopping.
Curitiba
Livrarias Curitiba – Shopping Barigui;
Get Game – Shopping Omar.
Brasília
Livraria Leitura – Conjunto Nacional;
Livraria Leitura – Pátio Brasil.
Belo Horizonte
Livraria Leitura – BH Shopping;
Livraria Leitura – Pátio Savassi.
call of duty: modern warfare 3 (Foto: Divulgação)Modo de partidas on-line de 'Modern Warfare 3' promete ser um dos melhores da série (Foto: Divulgação)

Guardas de mísseis Agência Contra peças falsificadas



Guardas de mísseis Agência Contra peças falsificadas

Por Donna Miles 
das Forças Americanas Press Service
WASHINGTON, 08 de novembro de 2011 - A Agência de Defesa contra Mísseis está trabalhando para detectar e prevenir o uso de peças não autorizadas ou com defeito que poderia minar a eficácia do sistema balístico da nação de mísseis de defesa, o tenente-general do Exército Patrick J. O'Reilly, diretor da agência, disse ao Congresso hoje.
O sistema de defesa de mísseis balísticos é um dos sistemas mais complexos sendo desenvolvidos pelo Departamento de Defesa, O'Reilly disse ao Comitê de Serviços Armados do Senado. A agência integra sensores avançados, controle de incêndio, gerenciamento de batalha e sistemas de interceptor, com peças, materiais, monta e subconjuntos fornecidos por mais de 3.000 fornecedores.
Mas este sistema - projetado para fornecer uma defesa confiável e continuamente disponível para o território dos EUA, forças desdobradas, aliados e amigos contra uma variedade de mísseis balísticos regionais - é apenas tão bom quanto o seu componente menos confiável, O'Reilly disse. As opiniões expressas nos comentários abaixo não refletem, necessariamente, as do Departamento de Defesa dos EUA.
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"A ameaça predominante de peças falsificadas em sistemas de mísseis de defesa é reduzida confiabilidade de um sistema principal arma DOD", disse o general em seu depoimento por escrito. "Nós não queremos estar em uma posição onde a confiabilidade de US $ 12 milhões [Teatro da Defesa Área de Alta Altitude] interceptor é destruído por uma parte de $ 2."
Peças falsificadas, seja com defeito ou simplesmente não autorizado, pode ter um impacto significativo operacional, alertou O'Reilly. Algumas peças podem ser usados ​​e revendidos como novos. Outros poderiam ser rotulados como militar-compliant, quando eles realmente são apenas versões comerciais da parte que não cumprir normas rigorosas DOD. E porque os falsificadores estão se tornando cada vez mais sofisticadas, falsificação de peças eletrônicas podem até desativar ou roubar informações críticas dos sistemas em que estão embutidos.
"A simples mudança de material, uma técnica inadequada na aplicação do material ou a falta de higiene durante a fabricação pode resultar em uma perda de qualidade e, portanto, uma perda de confiabilidade do sistema", O'Reilly disse o painel.
Desde 2006, a Agência de Defesa contra Mísseis identificou sete casos de peças falsificadas, envolvendo seis assembléias, O'Reilly relatados. Nestes casos, que envolveu cerca de 1.300 peças compradas de distribuidores não autorizados, foram identificados através de rigoroso processo da agência de garantia de qualidade.
Enorme atenção ao detalhe vai para esse processo para garantir a todas as partes pedaço de assembléias de defesa contra mísseis são capazes de "executar na perfeição quando necessário", disse O'Reilly.
Para evitar que peças falsificadas de ser introduzida no sistema, a agência utiliza um acompanhamento multi-eixos, inspeção e testes de programas ao mesmo tempo, trabalhar com outras DOD e escritórios inter-agências para resolver o problema, disse o general.
Um dos passos mais importantes, tomadas, segundo ele, tem sido uma nova exigência em contratos MDA para fornecer o pedigree de cada parte de missão crítica único usado no sistema de mísseis balísticos de defesa.
"Até o momento, o MDA não tem indicação de que qualquer hardware de missão crítica na fielded [sistema de defesa de mísseis balísticos] contém peças falsificadas", relatou O'Reilly.
No caso em que tais peças eram para ser identificado, o custo de desmontar os sistemas de recuperá-los podem passar de centenas de milhões de dólares, disse ele. Mas o custo real, disse ele, na verdade, iria correr muito maior.
"Além do impacto financeiro, o maior impacto potencial das peças falsificadas é o custo operacional de um interceptor que não executa como projetado quando é necessário", disse ele.
O'Reilly chamou isso de "um custo que poderia ser medido em vidas perdidas ou os impactos negativos sobre a política externa e da estratégia de segurança nacional."
 
Biografias: 
o tenente-general do Exército Patrick J. O'Reilly
Sites relacionados: 
Missile Defense Agency

Mortes por repressão na Síria passam de 3,5 mil, diz ONU


AE - Agência Estado
GENEBRA - Mais de 3,5 mil pessoas foram mortas pela brutal repressão do regime da Síria a dissidentes, afirmou o escritório para direitos humanos das Nações Unidas nesta terça-feira, 8. O órgão lamentou a carnificina ocorrida nos últimos dias, mesmo com o anúncio de um plano de paz.
Manifestantes enfrentam a seguidores de Bashar Asad em frente à Embaixada síria no Cairo - Stringer/EFE
Stringer/EFE
Manifestantes enfrentam a seguidores de Bashar Asad em frente à Embaixada síria no Cairo

"A brutal repressão à dissensão na Síria tirou até agora a vida de mais de 3,5 mil sírios", afirmou Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
As informações são da Dow Jones.

Vídeos mostram repressão contra manifestantes sírios

Sonda russa fracassa em viagem a lua de Marte


MOSCOU - A primeira nave interplanetária lançada pela Rússia em mais de duas décadas desviou-se da rota nesta quarta-feira, 9, logo depois do lançamento, e corre o risco de não chegar a Phobos, uma das duas luas de Marte.
Vladimir Popovkin, chefe da agência espacial russa, disse que um motor da nave Phobos-Grunt, que custou 163 milhões de dólares, deixou de funcionar ao entrar na órbita terrestre. Agora, os técnicos terão apenas três dias para corrigir a rota, antes que a bateria da nave acabe.
"O motor não disparou, nem a primeira nem a segunda queima ocorreram. Isso significa que a nave foi incapaz de encontrar sua localização pelas estrelas", disse Popovkin à TV estatal russa no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
O objetivo da missão é trazer para a Terra uma amostra do solo - "grunt" em russo - de Phobos, reiterando o papel central da Rússia na exploração espacial.
Caso os técnicos não consigam acertar a rota, a nave não-tripulada pode se somar às várias toneladas de lixo espacial que já orbitam a Terra. Seria também um duro golpe moral para o programa espacial russo, afetado por restrições orçamentárias e por uma fuga de talentos depois do colapso soviético, em 1991, e que ainda neste ano sofreu uma série de humilhantes contratempos.
"Dizem que há esperança de reprogramá-la, aparentemente é um problema com a programação, mas há pouquíssimo tempo", declarou à Reuters o cientista-chefe da missão, Alexander Zakharov, do Instituto de Pesquisas Espaciais.
"Eu lamento. É muito triste que tenha sido assim, mas é uma consequência da nossa falta de pessoal após um intervalo tão grande (...). muitos jovens trabalharam nisso. Há uma falta de experiência, estamos trabalhando quase a partir do zero."
A sonda decolou à 0h16 (18h16 de terça-feira em Brasília), a bordo de um foguete Zenit-2SB, segundo a agência espacial Roskosmos. A viagem até Phobos, ida e volta, deve durar três anos.
Desde a década de 1960, no auge das incursões soviéticas ao espaço, os cientistas russos sonham em explorar Phobos, um objeto em formato de batata, com apenas 22 quilômetros de diâmetro. Duas missões anteriores, lançadas em 1988, fracassaram - uma delas "sumiu" a poucos metros da superfície. Em 1996, outra nave russa não-tripulada com destino a Marte se estilhaçou na atmosfera após um lançamento desastrado.
"Sempre demos muito azar com Marte", disse o chefe da agência espacial russa.

França ameaça Irã com sanções 'sem precedentes'


Agência Estado
PARIS - O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, afirmou que seu país está pronto para pressionar por sanções de "uma escala sem precedentes", caso o Irã se recuse a responder novas questões sobre seu programa nuclear.
Mahmoud Ahmadinejad e um comandante do exército iraniano - Reuters
Reuters
Mahmoud Ahmadinejad e um comandante do exército iraniano

Em um novo relatório, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que o Irã é suspeito de realizar experimentos secretos cujo único propósito seria o desenvolvimento de armas nucleares.
Em comunicado nesta quarta-feira, 9, Juppé disse que, se Teerã fracassar em responder às dúvidas apontadas pelo relatório, a comunidade internacional deve elevar a pressão diplomática a um novo patamar, defendendo a ampliação das sanções. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse na semana passada que a comunidade internacional deve avaliar sanções, mas afirmou ser muito cedo para se falar sobre um potencial ataque preventivo contra o país persa por causa de seu programa nuclear.
Potências lideradas pelos EUA temem que o Irã busque fabricar armas nucleares em segredo. Teerã, porém, garante ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia.
As informações são da Associated Press.

Comissão “ADESTREX-III”



Fuzileiros Navais apoiam exercício de entrada de Porto com oposição assimétrica
A Corveta “Imperial Marinheiro” participou da Comissão “ADESTREX-III”, cumprindo exercício inopinado de tiro de superfície com sua bateria secundária, no dia 27 de outubro, próximo ao litoral de Florianópolis (SC). O navio realizou, ainda, Tiro Antiaéreo com seu Canhão de 76 mm.
Ainda no dia 27 de outubro, a Corveta “Imperial Marinheiro” e o Navio-Patrulha “Benevente” participaram do Exercício de Faina de Transferência de Aguada no Mar.
Na mesma comissão, a Corveta “Imperial Marinheiro”, os Navios-Patrulha “Benevente” e “Babitonga” e o Rebocador de Alto-Mar “Tritão” realizaram Transferência Rápida de Carga Leve no Mar.
No dia 20 de outubro, o Navio-Patrulha “Benevente”, apoiado por Destacamento de Fuzileiros Navais do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande, executou o exercício de entrada de Porto com oposição assimétrica, realizada no porto de Itajaí (SC). Na ocasião, a simulada ameaça foi representada por uma embarcação da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí.
As atividades serviram para elevar o nível de adestramento dos meios do Comando do 5º Distrito Naval.

Fonte: NOMAR

O único porta-aviões da Rússia renova o corpo de pilotos com aviadores mais jovens


Su-33 no deque do porta-aviões russo Admiral Kuznetsóv Foto: TASS
Vladímir Ruvínski
O correspondente da Gazeta Russa conversou com o estreante sobre a vida e o trabalho do corpo de elite da aviação naval russa.

“Se as coisas continuarem desse jeito, daqui a pouco, minha mulher vai me mandar embora”, responde brincando o piloto naval Stanisláv Avdin à pergunta sobre como andam as coisas no seu serviço. “Saio para o trabalho às sete da manhã e volto às dez da noite, totalmente cansado. Levo com  dificuldades meu corpo para debaixo do chuveiro e depois para cama... E assim quase todos os dias”.
O capitão Avdin é um dos milhares de oficiais de carreira em serviço na cidade de Severomorsk, capital da Esquadra do Norte russa. Em agosto último, pousou pela primeira vez, sozinho, seu caça Su-33 no deque do porta-aviões russo Admiral Kuznetsóv. À primeira vista, não fez nada de especial, mas, com seus 28 anos, agora é o mais jovem piloto capaz de fazê-lo. O capitão tem um lábio um pouco cortado, vestígio do ritual de congratulações e “iniciação ao piloto”. “Quando saí do cockpit, meus colegas me agarram e jogaram várias vezes para o alto. Em seguida, me jogaram, pelo menos três vezes, de bunda contra o cabo de aço estirado no convés para a frenagem do avião, como manda a tradição”, diz o capitão Avdin, que esperou a vida inteira por esse dia. “O primeiro modelo que eu fiz na infância foi de avião SU-33. Foi, talvez, naquela altura que se determinou meu destino”, conta o piloto.
Na Rússia, os pilotos de porta-aviões são menos de vinte, um número muitas vezes inferior ao das pessoas que estiveram no espaço. Isso, em parte,  porque o Admiral Kuznetsóv é o único porta-aviões da Rússia. Foi posto em operação há 20 anos, exatamente no ano em que deixou de existir a União Soviética. De silhueta curva, a embarcação se destaca de um grupo de cruzadores e destróieres, principal força da Marinha russa, atracados ao cais de Severomorsk. Do mesmo modo, seus pilotos se destacam entre os outros militares. São poucos, ganham mais, têm uma responsabilidade maior e estão menos sujeitos aos exercícios de disciplina.
Problemas em termos de nova geração
Para formar um piloto de porta-aviões são necessários, no mínimo, sete anos: cinco anos em uma escola de aviação e dois anos na tropa. “Nos últimos 17 anos, os jovens pilotos, com uma patente não superior à de capitão, não pousaram no porta-aviões. O último a fazê-lo fui eu. Ontem pousou mais um”, diz o coronel Evguêni Kuznetsóv, comandante do Regimento 279 de Aviação Naval onde o capitão Avdin está servindo. A idade média dos pilotos de Su-33 e Su-25 do Admiral Kuznetsóv é de 42 anos. Eles se aposentam entre 45 e 50 anos. “Não somos imortais, precisamos de uma nova geração de pilotos”, adianta o coronel, que está no regimento desde 1994.
A seleção para essa tropa de elite da aviação de caça é um processo complexo. Quando Avdin estava no quinto ano da escola de aviação, ele foi pessoalmente ao Regimento e fez o pedido de alistamento. Em seguida, teve longos meses de treinamentos e vôos de treino com um instrutor em um caça. “Você voa com um homem experiente. Esse homem experiente, sentado à sua frente, executa o pouso e você fica de olho no que ele está fazendo. Tudo lhe parece fácil: pôr os flaps na posição de decolagem, puxar para si a coluna de controle, dar mais potência ao motor e efetuar a decolagem e, depois, a aterrissagem. Pronto, nada de especial. O trabalho está feito e você pode ir buscar seu salário. Mas quando chega a sua vez de pilotar, aí você vê que não é nada simples nem tão fácil quanto lhe parecia”, diz Avdin.
Ele tem raros dias de folga. Mas, feliz por ter pousado bem, ele aceita conversar com a gente por mais tempo. O comandante do Regimento cede aos pedidos dos jornalistas e manda o capitão Avdin mostrar-lhes o aeródromo secreto: “Mande o pessoal de apoio técnico tirar a cobertura das aeronaves e veja bem que ninguém lá fume nem vagabundeie coçando o saco. Está claro?” Disse isso de uma maneira específica e típica para aqueles que se compreendem mutuamente muito bem e convivem em um ambiente de camaradagem estranho para a gente de fora.
“Na realidade, tudo é muito mais complicado ...”
No aeródromo, onde conversamos com os militares, faz mais sol e mais calor: é difícil acreditar que estamos no Extremo Norte. Ao lado de seu Su-33, Avdin explica porque os vôos no Admiral Kuznetsov são difíceis: você deve pousar uma aeronave de 25 toneladas em uma pista de 36 metros de extensão observando o ângulo e a velocidade programados. “Você só pode ter em conta até 60% das condições do pouso. O mais difícil é manter a aeronave dentro do chamado raio de pouso que, durante a aproximação do navio, não ultrapassa 1,5 graus, ou seja, não é superior à cabeça do piloto”, diz Avdin. Os pilotos navais dizem que nem todos os aviadores que operam bem a partir do solo conseguem fazer um bom pouso em um porta-aviões.
“Recentemente, recebi a visita de um amigo meu, craque em jogos eletrônicos de simulação de avião. Ao saber que tínhamos aqui um simulador de vôos, ele se entusiasmou e disse que para ele nosso simulador não era um problema. Levei-o para “jogar” e coloquei para ele o nível mais simples de condições reais de vôo. Ele não conseguiu sequer se aproximar do porta-aviões. Mas na realidade, tudo é muito mais complicado...”
O Admiral Kuznetsóv é menor do que um típico porta-aviões americano: equivale a dois campos de futebol e leva a bordo 1500 homens, inclusive os efetivos do serviço militar obrigatório, e 65 aeronaves contra 95 alojadas pelos porta-aviões americanos. Suas missões de combate também são diferentes: “um porta-aviões americano é uma força de ataque destinada a combater o inimigo longe das costas americanas enquanto o porta-aviões russo se destina a prestar apoio aéreo às forças navais russas”, diz o coronel Kuznetsóv.
Os porta-aviões americanos têm propulsão nuclear enquanto o Admiral Kuznetsóv funciona com nafta e por isso é mais dispendioso em termos de manutenção. Os militares dizem que a embarcação deve ser submetida à modernização e que o governo russo tem tais planos. Com o uso adequado, dizem eles, o Admiral Kuznetsóv poderá operar por mais 20 anos.

A indústria aeroespacial russa aprenderá a falar chinês


Caricatura: Niyaz Karim
Andrêi Kisliakóv
No início da manhã do dia primeiro de novembro, a China abriu com sucesso mais uma etapa de seu programa espacial ambicioso. A televisão chinesa transmitiu ao vivo o lançamento da espaçonave Shenzhou-8. Segundo as informações disponibilizadas pelo Centro de Controle de Voos, a espaçonave se desacoplou com sucesso do veículo lançador, entrou em órbita programada e desdobrou seus painéis solares.

Esse lançamento tem grande importância para Pequim, porque as autoridades espaciais chinesas pretendem acoplar a Shenzhou-8 à NAVE Tyangun-1, lançada no final de setembro. Caso a iniciativa tenha êxito, a China terá a primeira atracagem bem sucedida de dois objetos em órbita na história de seu programa espacial e demonstrará  sua capacidade de instalar no espaço sua própria estação orbital, conforme um plano de exploração espacial previsto para ser concretizado até 2020.
Recentemente, a China ultrapassou um marco simbólico na exploração espacial, realizando mais de 100 lançamentos para o transporte de cargas úteis ao espaço. Parece que a China não tem pressa, já que levou  mais de 40 anos para atingir esse resultado, mas não vamos esquecer que a metade dos lançamentos citados foi executada só na última década.

Durante esse tempo, a China criou e lançou vários sistemas de comunicação, reconhecimento e navegação por satélite, colocou em órbita satélites meteorológicos e toda uma série de naves espaciais experimentais e de pesquisa, ultrapassando as potências espaciais mundiais nos indicadores de rendimento por lançamento. Mais do que isso, a China foi o terceiro país, após a URSS e os EUA, a enviar um homem em uma missão orbital.

Novos sistemas de suporte a vida estão sendo desenvolvidos para o PAK-FA


Sukhoi T-50
A Rússia está desenvolvendo e testando um novo conjunto de soluções focados no sistema de suporte a vida dos futuros pilotos que irão comandar o caça russo de 5ª geração invisível Sukhoi T-50, do programa PAK-FA.
A empresa responsável pela pesquisa e desenvolvimento desses sistemas é a Zvezda, que já apresentou inovações que incluem o assento ejetável, capacete e até macacão de voo.
O novo macacão de voo permitirá ao piloto manter-se em manobras extremas, superior a 9G, por um período maior sem comprometer a integridade física e a segurança do voo.
Já o assento vai receber um novo computador independente que será capaz de realizar todos os procedimentos de ejeção mesmo se todos os sistemas principais falharem.
Por fim, o capacete que será utilizado nas versões do T-50 são mais leves e, principalmente, muito mais resistentes, que os atuais modelos em serviço na Força Aérea da Rússia.

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