segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ensaio Funcional de Separação do VLS.


Com objetivo de testar o sistema de separação entre o primeiro e segundo estágios do VLS, está sendo preparado o Ensaio Funcional de Separação de Estágios, na Torre de Integração do Laboratório de Integração de Lançadores da Divisão de Integração e Ensaios (AIE).

Os módulos, que estão sendo equipados em bancadas, começaram a ser integrados na Torre de Ensaio com previsão de estarem, os quatro motores do 1º Estágio, integrados até segunda-feira 05/09/2011.

Equipes de várias divisões do Instituto (Divisões de Química, Eletrônica, Propulsão Espacial, Sistemas Espaciais, Gerência de Projetos , Qualidade, entre outras) estão envolvidas nesta Operação sob coordenação da Divisão de Integração e Ensaios.

O Ensaio está previsto para ocorrer neste mês de setembro de 2011.

TECNOLOGIA – Pilotos operam com óculos de visão noturna


Na Operação Coruja Verde II, aviões C-105 Amazonas lançam até paraquedistas na escuridão.
Decolagem, navegação a baixa altura, lançamento de cargas e paraquedistas, pouso. As missões realizadas esta semana pelo Esquadrão Arara na Base Aérea de Manaus seriam típicas da aviação de transporte, mas na Operação Coruja Verde II as tripulações dos C-105 Amazonas fazem o treinamento em total escuridão, com o uso de Óculos de Visão Noturna.
O equipamento, também chamado de NVG (Night Vision Googles), amplifica em até 50 mil vezes a luminosidade e aproveita a luz da lua e das estrelas para que os pilotos consigam voar mesmo sem referências visuais. “Na verdade, o NVG não faz a noite virar dia. Então não é um voo diurno nem noturno, mas sim um voo com características próprias que precisam ser treinadas”, explica o Sargento Renato Fontes, do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), da Força Aérea O resultado é a capacidade de realizar missões que antes eram impossíveis. “Nós passamos para uma outra fase da aviação de transporte. Nós hoje utilizamos a noite a nosso favor”, diz o Major Juraci Muniz, do Esquadrão Arara.Para o Brigadeiro César Estevam, Comandante das Unidades de Transporte da FAB, o NVG dá uma nova dimensão operacional para os pilotos da Força Aérea Brasileira. “Nós não dependeremos mais do tempo. O tempo, que eu digo, fator nascer do sol e o por do sol. Nós poderemos trabalhar em qualquer momento. E isso é um avanço muito grande”, afirma.
Ele exemplifica que com os óculos de visão noturna é possível pousar em pistas sem iluminação para realizar um resgate ou lançar paraquedistas em uma zona de conflito sem revelar a posição para o 
Além do Esquadrão Arara, a FAB também opera com óculos de visão noturna nos C-105 Amazonas baseados em Campo Grande e nas unidades equipadas com helicópteros Blackhawk e caças Super Tucano. Em agosto, com o uso de NVG, a FAB realizou uma missão real de destruição de uma pista clandestina na região de fronteira do Brasil com a ColômbiaTreinamento inclui horas no simulador de voo

Para realizar as missões com Óculos de Visão Noturna, os militares da FAB precisam passar por um treinamento que começa em solo. “O NVG traz algumas limitações, como a visão em tons de verde e a falta de noção de profundidade, além da redução do campo visual”, explica Sargento Fontes, do IMAE.
Por isso, o treinamento começa no solo, onde os tripulantes fazem exercícios para aprenderem a enxergar com o NVG e ajustarem corretamente o equipamento. “Nós utilizamos maquetes e outras simulações para que as limitações sejam superadas, e é sempre preciso voltar ao IMAE para manter a capacidade de voar com o NVG”, diz.
Vídeo: Simulador C-105 Amazonas
inimigo. Outra possibilidade de uso será em missões de busca de aeronaves acidentadas
Vídeo: VOO NOTURNO

Indústria nacional amplia participação em projetos


Em maio deste ano o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), fechou um contrato inédito com a Mectron, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial, hoje controlada pelo grupo Odebrecht. A empresa vai fornecer os sistemas da rede elétrica do foguete VLS, considerado um sistema de alto valor agregado e responsável pelos principais comandos do veículo.
“Esse foi um marco importante no envolvimento da indústria nacional no projeto do VLS, pois representa uma significativa participação no programa, tanto pela importância do sistema, quanto pelo valor do contrato, da ordem de R$ 22 milhões”, disse o diretor do IAE, brigadeiro Francisco Carlos Melo Pantoja. Antes desse contrato as empresas só participavam do fornecimento de subsistemas menores do VLS.
A capacitação da Mectron na área de sistemas elétricos, segundo Pantoja, só foi possível depois que a empresa participou do desenvolvimento de outras redes elétricas, que embora menos complexas, foram importantes para a aquisição de experiência nessa área.
A Mectron atuou no desenvolvimento de mísseis para a Força Aérea Brasileira (FAB) e também no projeto Sara, do IAE, um satélite de reentrada atmosférica projetado para operar em órbita baixa. Para atuar no desenvolvimento dos sistemas elétricos do VLS, segundo Pantoja, a Mectron já contratou cinco especialistas aposentados do IAE, que trabalhavam nessa área no VLS.
A Embraer, segundo Pantoja, também demonstrou certo interesse em participar dos programas de lançadores do DCTA e uma das possibilidades analisadas é a da empresa se tornar um “main contractor” do programa e ser a responsável pela contratação de todas as empresas envolvidas no seu desenvolvimento e produção. Consultada, a Embraer não comentou o assunto.
Uma das dificuldades da participação industrial, segundo Pantoja, é que o mercado de lançadores não se autossustenta, porque as encomendas são pequenas. “Daí a necessidade de subsídio governamental”, afirma.
Outra possibilidade de fornecimento importante dentro do programa de lançadores do IAE, segundo Pantoja, é na parte dos sistemas propulsivos (motores). Atualmente, a empresa Cenic desenvolve motores em fibra de carbono para o VLS.
Já o VSB-30, foguete de sondagem de pequeno porte, com 13 metros de comprimento, utilizado em missões suborbitais científicas e tecnológicas, já foi certificado e segundo Pantoja, está pronto para ser transferido para a indústria. Entre as empresas que já trabalham no projeto estão a Villares, Cenic, Fibraforte, Mectron, Compsis, Avibras e Orbital, entre outras.
A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, comprou vários foguetes de sondagem VSB-30. A empresa já utilizou com sucesso o foguete em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).
O VSB-30, de acordo com o diretor do IAE, foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser vendido no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional., A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação das Agências Espaciais Europeia (ESA) e Alemã (DLR) e também das companhias envolvidas no programa europeu de microgravidade, como a Astrium e a Kayser-Thredee. (VS).

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