sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cinco caças da FAB bombardeiam pista com mísseis

OrbiSat inicia teste com Vant


A OrbiSat, empresa subsidiária da Embraer desde março, inicia até o final deste mês os testes do Sarvant, veículo aéreo não-tripulado equipado com o sistema de radar SAR.
Esse equipamento foi desenvolvido com tecnologia nacional e permite que a aeronave identifique solos de matas fechadas como a Floresta Amazônica.
O investimento no projeto é de R$ 8 milhões, financiados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O primeiro voo oficial da aeronave com o radar embarcado está previsto para dezembro deste ano.
A intenção da empresa é começar a comercializar o Vant no ano que vem. A estimativa da OrbiSat é que o mercado do aparelho seja de R$ 25 milhões em serviços no mercado interno.
Já no exterior, o Vant poderá render até R$ 100 milhões. “Vamos levar nossa tecnologia, conhecida mundialmente, para propriedades menores a um custo bastante competitivo”, afirma o presidente da OrbiSat, Maurício Aveiro.
A vantagem do equipamento em relação aos já existentes no mercado é o processamento de dados cartográficos, que possibilita uma precisão maior do que a de equipamentos preparados para cobrir áreas com maiores dimensões.
Clientes. O sistema de radar desenvolvido pela OrbiSat, com sede em São José dos Campos, pode ser usado no mapeamento de fazendas, represas e hidrelétricas, além do aproveitamento em missões na área de defesa dos países.
Atualmente, a OrbiSat participa de um projeto do Exército Brasileiro chamado ‘Cartografia da Amazônia’, realizando o mapeamento de todo o território da floresta.
O Vant da OrbiSat pode voar até10 horas ininterruptas. A capacidade de mapeamento do aparelho é de uma área de até 500 km² em um único voo.
Sarvant. O equipamento da Orbisat tem uma envergadura de seis metros, três metros de fuselagem, pesa 140 quilos e voará a 200km/h.
SAIBA MAIS
Sarvant
Tecnologia
OrbiSat inicia este mês os testes com seu veículo aéreo não- tripulado chamado de Sarvant
Radar
Mapeamento
Equipamento tem como diferencial o sistema de radares SAR, com capacidade para identificar áreas debaixo de matas fechadas como a Floresta Amazônica
Aparelho
Dados
Sarvant terá 6m de envergadura, 3m de fuselagem e 140kg

Deu no Voo Tático – Colisão entre um VANT e um C-130 no Afeganistão


Nesta segunda-feira, um avião C-130 Hercules, da USAF, foi obrigado a realizar um pouso de emergência no Afeganistão após uma colisão com umVANT RQ-7 Shadow. Este tipo de VANT é operado pelo Exército e pelos Fuzileiros Navais americanos.
blog sUASNews postou algumas imagens do Hercules após o pouso. O VANT (ou o que sobrou dele) não foi encontrado.
On closer inspection I could see a part of the one Blade had been broken off the No 2 Engine which seemed to not have feathered fully, the massive hole in the left wing had broken the fuel tank, and was told that they believe the wing, main spar and wing box was also bent.
I`m still wondering if she will ever get airborne again but if not, she had done one hell of a last flight and the crew must have done an amazing job getting the wounded bird down on what is one of the more challenging runways I`ve ever seen. Not often that you get to hear of survivors of a mid-air collision
Nós, que estamos começando a operar agora com esse tipo de vetor, temos que ter uma atenção redobrada às medidas de coordenação e controle do espaço aéreo (MCCEA), pois falta ao VANT a mesma consciência situacional de uma aeronave com a tripulação à bordo.

Caças: EUA propõem transferência de tecnologia semelhante à oferecida a seus maiores aliados

Jornal do Senado
A transferência de tecnologia prometida pelos Estados Unidos ao Brasil, no caso de opção brasileira pelos aviões Super Hornet para reequipar a sua Força Aérea, será equivalente à já feita a países como Reino Unido, Canadá e Austrália.

- O governo e o Congresso dos Estados Unidos estão dando um passo inédito para garantir transferência de tecnologia ao Brasil da mesma categoria da que temos com nossos aliados mais próximos - afirmou Chadwick em reposta a uma pergunta do presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL).
No início da audiência, Collor leu carta endereçada à presidente Dilma Rousseff pelos líderes do governo e da minoria no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid e Mitch McConnell, garantindo o seu respaldo à proposta apresentada pelo governo norte-americano na concorrência para a compra de caças destinados a renovar a frota da Força Aérea Brasileira.
Em sua exposição aos senadores, Chadwick classificou o Super Hornett, avião utilizado pela Marinha dos Estados Unidos, como o melhor caça multi-missão do mundo. Ele admitiu que cada empresa interessada em vender seus aviões ao Brasil dirá que tem o melhor produto. Porém, a superioridade do Hornett poderia ser provada, a seu ver, pela sua eficiência em situações reais de conflito. O Hornett, informou, já possui mais de 150 mil horas de voo em combate.
O presidente da empresa prometeu uma "ampla transferência de tecnologia" junto à venda do Hornett, aí incluídos o apoio técnico e a manutenção no Brasil das aeronaves, além da linha de montagem final dos aparelhos também no Brasil. Ele também prometeu uma "profunda e duradoura parceria" com a Força Aérea Brasileira e com a indústria aeronáutica nacional.
Collor considerou muito importante a garantia de apoio à transferência de tecnologia assinada pelos dois líderes do Senado dos Estados Unidos. Elogiou ainda as propostas de manutenção dos caças no Brasil e de cooperação da Boeing, fabricante dos Super Hornett, com a Embraer.
Ajuste
Em resposta ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que pediu informações sobre o preço do pacote oferecido pelos Estados Unidos e das condições de financiamento, o vice-presidente executivo da Boeing, Christopher Raymond, disse que não poderia dar detalhes sobre os números, mas informou que o plano de financiamento poder vir a ser "ajustado" para atender às necessidades brasileiras.
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) defendeu a primazia de aspectos técnicos e de preço na concorrência, mas lembrou que o novo ministro da Defesa, Celso Amorim, já declarou - quando ainda ministro das Relações Exteriores - ser a operação "eminentemente política".
Os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ana Amélia (PP-RS) também manifestaram preocupação com a garantia de transferência de tecnologia, caso o governo brasileiro opte pelos Super Hornett. Cristovam questionou, inclusive, a necessidade de compra de aviões estrangeiros. Ele defendeu o desenvolvimento dos caças a serem utilizados pela Força Aérea no próprio Brasil.

Tríplice Fronteira põe América Latina na guerra contra o terror


Em dezembro de 2010, o WikiLeaks divulgou um relatório da embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre a Tríplice Fronteira. No texto, as autoridades americanas no Brasil afirmaram a Washington que a região é um potencial foco para a atuação de atividades terroristas. O documento, datado de 2008, resume bem como o ponto de convergência dos territórios de Brasil, Argentina e Paraguai é visto na guerra contra o terror: com suspeita, mas nada além disso. Até agora, apesar das insistências do Pentágono de que o local abrigaria "células terroristas adormecidas" e financiadores do terrorismo internacional, nada foi provado.
"A agenda do terrorismo é uma agenda americana. A gente nunca teve nada a ver com essa história. Mas nós entramos nessa equação porque há, no Brasil, uma comunidade árabe bastante significativa, principalmente de libaneses", disse, em entrevista ao Terra, o professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Arthur Bernardes do Amaral. Ele destaca que, para os EUA, o País pode funcionar como um "hub" do terror, em especial quando o assunto é financiamento do terrorismo.
No artigo O problema do terrorismo internacional na América do Sul e a Tríplice Fronteira: histórico e recomendações, o historiador afirma que esse argumento era baseado no "fato de uma parcela dos imigrantes que residem na região ser original do Vale do Bekaa (zona no extremo sul libanês, na fronteira com Israel, tida como núcleo de atuação do Hezbollah) e enviar periodicamente variadas somas de dinheiro para o Líbano". Não há nada de ilegal nessa prática. No entanto, inserida no clima de caça às bruxas após o 11/9, "quaisquer suspeitas pareciam revestidas com ares de verdade já comprovadas", explicou Amaral no texto.
Especulou-se, inclusive, que Osama bin Laden teria passado por lá e visitado algumas mesquitas. Nada foi provado. Em 1995, Khalid Sheikh Mohammed, o terceiro homem na hierarquia da Al-Qaeda na época, foi até a região, mas nada indicou que sua visita estivesse ligada a atividades terroristas. Em 2006, os Estados Unidos apontaram que o libanês Ahmad Barakat seria o líder de uma célula do Hezbollah na Tríplice Fronteira. Ele trabalharia como financiador do grupo. Mas já estava preso desde 2002, acusado de evasão fiscal.
Tríplice Fronteira, a Casablanca do terror
Ainda assim, não falta quem veja todas as condições para o desenvolvimento de células terroristas e financiamento de grupos extremistas na Tríplice Fronteira. Pela sua fama em abrigar todo tipo de contraventor, a região chegou a ser comparada com Casablanca durante a Segunda Guerra Mundial. Um relatório de 2003, preparado sob a supervisão da Biblioteca do Congresso americano, por exemplo, afirma que o FBI rastreou diversos telefonemas de "terroristas islâmicos" provenientes da Tríplice Fronteira para o mundo inteiro.
O documento também diz que "alguns membros da Al-Qaeda na Tríplice Fronteira talvez soubessem dos ataques de 11 de setembro e teriam discutido o plano em uma mesquita de Foz do Iguaçu". Segundo o relatório, quem forneceu essa informação foi o marroquino Gueddan Abdel Fatah, 27 anos, preso no começo de setembro de 2001 no Brasil. Citando a imprensa brasileira, o texto diz que Fatah teria, após ser preso, pedido que seu advogado entregasse de forma urgente uma carta às autoridades do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos. Nela, avisava sobre "duas explosões" que aconteceriam nos Estados Unidos.
Para Arthur Bernardes do Amaral, esse levantamento infinito de suspeitas se deve à briga por espaço dentro do governo americano durante o período mais intenso da guerra ao terror. Para ele, as acusações ligadas a terrorismo direcionadas ao Brasil partem do Pentágono, mais especificamente do Comando Sul. Ao ver que todos os esforços americanos indo para outros lugares, como Iraque e Afeganistão, o comandante deve ter se preocupado com a falta de verbas, e precisou justificar sua existência, explica o historiador. "Para justificar sua existência, começa a ser gerada uma série de fatos para chamar a atenção da imprensa", afirma.
"Toda vez que estava agendada uma visita de alguma autoridade americana, duas semanas antes a mídia afirmava que 'uma fonte segura do governo dos Estados Unidos havia confirmado a existência de atividade terrorista no País'. Aí vinha o Itamaraty e dizia que não era nada disso", diz o historiador e autor do livro A Tríplice Fronteira e a Guerra ao Terror, publicado em 2010. Ele ressalta que Brasília e Washington têm visões diferentes sobre o assunto: enquanto para os Estados Unidos há grupos terroristas, para o Brasil há apenas atos terroristas. "Para o Brasil, não importa quem pratica o ato, e sim o ato em si", explica.
Essa diferença de pontos de vista talvez ajude a explicar a dissonância entre os dois países na hora de abordar o assunto. Nem mesmo a criação do Grupo 3 + 1, em 2002, (reunindo Brasil, Argentina, Paraguai e Estados Unidos) como um canal único de divulgação de assuntos relacionados a atividades terroristas na Tríplice Fronteira conseguiu acabar com o contraste de posicionamentos. As autoridades de Washington seguiram pedindo mais empenho dos governos latino-americanos. Até que, em 2008, os quatro membros chegaram à conclusão de que apenas o desenvolvimento econômico pode terminar as suspeitas que rondam a região.

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