segunda-feira, 25 de julho de 2011

IDAS - Interactive Defence and Attack System for Submarines


Após o cancelamento do programa Triton, devido ao cancelamento do programa Polyphem, a ARGE IDAS foi formado pela HDW, Diehl BGT Defence e Kongsberg para iniciar o programa IDAS (Interactive Defence and Attack system for Submarines) para criar um projeto similar ao Triton.
O IDAS é um míssil guiado por sensor infravermelho lançado de submarino para ser usado contra aeronaves lentas, embarcações e alvos na superfície. Com o sistema de mísseis IDAS um submarino submerso pode engajar com sucesso helicópteros anti-submarinos, pequenos navios de superfície e alvos próximos a costa.
O sistema IDAS consiste no míssil, com quatro mísseis levados em um canister de lançamento no tubo de torpedo, e o sistema de controle no centro de comando do submarino.
Os componentes do míssil são o sensor IIR do míssil IRIS-T, um datalink de fibra ótica ligando o míssil até o console de controle, e um motor foguete sólido de estagio único. O alcance é de aproximadamente 15 km. O míssil tem cerca de 2,5 metros de comprimento, 180 mm de diâmetro, 240mm de envergadura, peso de 120kg e cabeça de guerra de 13 kg. O alcance é de 15 a 20 km.
Mesmo usando um datalink de fibra ótica o IDAS tem capacidade de atuar de forma completamente autônoma com os computadores instalados no míssil. O operador pode intervir no curso da missão a qualquer hora, mantendo a capacidade de reconhecimento na rota e gravação dos dados de imagem.
O primeiro teste de disparo submerso foi iniciado ainda em 2006 pela WTD 71 Technical Centre for Ships and Naval Weapons. O primeiro disparo real do protótipo do IDAS foi em 15 de novembro de 2006 na Alemanha.
Em 29 de maio de 2008 o IDAS realizou um teste de voo com sucesso a partir do submarino alemão U33 da classe U 212A no mar Báltico. Durante o disparo o INS do míssil foi ajustado pelo inercial do submarino e foi ejetado pelo tubo de torpedo. Após abrir as asas e as barbatanas traseiras e o motor ter sido acionado ainda debaixo d'água, poucos segundos antes de emergir, o míssil voou sem problemas e transmitiu as imagens do sensor para o submarino pelo o fio de fibra ótica. A próxima fase será de desenvolvimento.....FOG-MPM DA AVIBRAS NA VERSÃO NAVAL, MARINHA TEM  PROGETO COM ESTER MISSIL 

Os donos do GPS


Cada um dos 32 satélites utilizados pelo GPS (Sistema de Posicionamento Global) custa cerca de R$ 100 milhões. Se as informações que eles passam não forem interpretadas corretamente, aviões podem cair, navios a caminho da Índia correm o risco de parar na América e, em vez de cavernas no Afeganistão, os mísseis americanos podem acertar o Vaticano. O responsável por operar máquina tão cara e evitar tragédias dessa magnitude pode ter pouco mais de duas décadas de vida. É o caso do aviador classe A do Segundo Esquadrão de Operações Espaciais da Força Aérea dos EUA Jareo Brumfield. Ele tem apenas 22 anos.

Jareo é um dos três operadores de sistema de satélite, fundamentais para a saúde do sistema que orienta nossos passos, voos e cruzeiros pela Terra. Ele controla satélites viajando a 14 mil km/h e repletos de peças que, a essa velocidade, seriam destroçadas caso fossem atingidas por uma meia de astronauta solta no espaço. “Toda informação que chega até os satélites passa por quem ocupa essa posição”, disse à ISTOÉ Marie Denson, segundo-tenente responsável pelas relações públicas na Base Aérea de Schriever, Colorado. É ali que fica o complexo de 16 km² onde é controlado todo o sistema.

Além de três profissionais como Brumfield, a sala de controle tem mais cinco cadeiras: uma é a do operador de rede, que cuida da comunicação entre a central e sistemas em terra; outra é a do analista de dados do sistema, responsável por checar e corrigir informações vindas do espaço; há ainda a do operador de veículos, profissional que entra em ação caso algum satélite saia da rota. Completam o time um chefe e um comandante. São três equipes que se alternam em turnos de oito horas.

Não é nada fácil ocupar uma dessas cadeiras. Os candidatos começam os testes 1,5 mil km distantes delas, na base aérea de Vanderberg, Califórnia. Durante seis semanas, recebem noções sobre GPS e como operá-lo. Os que passam por essa primeira peneira vão até Schriever. Dependendo do posto com o qual sonham, passam por treinamentos que duram entre 60 e 140 dias. E aí vira um funil. “Um teste final define os pouquíssimos aprovados”, afirma a segundo-tenente Marie.
Tanto critério na seleção se justifica. Esses profissionais têm nas mãos a responsabilidade de controlar os mais precisos relógios feitos por mãos humanas. Toda operação do GPS depende do sincronismo e da precisão absoluta dessa constelação de satélites bailando no espaço. Graças ao controle do horário, é possível aos operadores coordenar as máquinas para que, a todo tempo, seja possível “ver” quatro delas ao mesmo tempo em qualquer ponto da Terra (leia quadro abaixo). Um milésimo de segundo no espaço pode significar dezenas de milhares de quilômetros na superfície.

A escolha dos candidatos também passa por um processo que evita, por exemplo, a entrada de um sabotador. Mas a maior preocupação com segurança está longe do departamento de recursos humanos. Tudo no GPS é controlado por PCs, e computador é sinônimo de vulnerabilidade. As vacinas digitais mais poderosas do mundo têm dado conta desse recado, mas há outros perigos. Em um estudo publicado no começo deste ano, o professor Martyn Thomas, da Universidade de Oxford, mostrou que uma gambiarra numa antena poderia desordenar o serviço de GPS em todo o sul da Inglaterra, fechando aeroportos, interrompendo operações bancárias e, claro, levando motoristas para o lado errado. “A probabilidade de algo assim ocorrer é baixíssima. Parte dos satélites GPS hoje tem como funcionar independentemente do controle terrestre por até 180 dias”, pondera o professor-doutor João Francisco Galera Monico, do Grupo de Estudos em Geodésia Espacial da Unesp.

Na Base Aérea de Schriever são controlados dois tipos de GPS. Além desse cujos resultados aparecem em qualquer táxi, há um outro mais preciso, mas de uso restrito aos militares. Com ele, um destróier faz um míssil entrar numa chaminé há 2 mil km de distância. Essa versão mais completa não dá nem para comprar. Mas a primeira é de graça. E isso não significa falta de qualidade. Neste exato momento, há oito homens e mulheres empenhados em garantir isso.

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