sexta-feira, 27 de maio de 2011

Astronautas da Endeavour realizam a 4ª e última caminhada espacial da missão


MOSCOU - Os tripulantes da Endeavour realizaram nesta sexta-feira sua quarta caminhada espacial, a última da missão do ônibus espacial antes da aposentadoria. Esta também foi a última caminhada espacial conduzida por tripulantes de um ônibus espacial da Nasa (a caminhada espacial que será realizada durante a missão do Atlantis em julho será conduzida por residentes da Estação Espacial Internacional, ISS).





Os americanos Michael Fincke e Greg Chamitoff, os especialistas da missão, deixaram o laboratório orbital à 1h15 (horario de Brasília) e permaneceram no exterior durante 7h24. A caminhada estava prevista para durar 6h30, no entanto foi prolongada para que os trabalhos pudessem se concluídos. Durante essa caminhada os astronautas, às 6h02, atingiram um marco histórico de mil horas acumuladas em caminhadas espaciais realizadas por astronautas e cosmonautas para a construção e manutenção da ISS.



Durante a atividade extraveicular, os astronautas instalaram cabos para câmeras OBSS na seção S1 do bloco de baterias solares. Além disso, eles desinstalaram a unidade de captura do manipulador da seção P6 para montá-la na rede OBSS. Os astronautas também retiraram os suportes do braço mecânico do manipulador Dexter e instalarão revestimento térmico em um dos tanques de gás de alta pressão.



A missão. A Endeavour decolou na segunda-feira para um missão de 16 dias, a penúltima antes de a Nasa aposentar sua frota de três ônibus espaciais, e chegou à estação na quarta-feira. Dezesseis nações são parceiras no projeto da Estação Espacial de US$ 100 bilhões.



Inspeções durante o voo mostraram algum dano ao escudo anti-calor na parte inferior da Endeavour. "Há três áreas que preocupam um pouco. A equipe no solo decidirá nos próximos dias se temos que examinar isso melhor, mas vimos este tipo de coisa antes e não nos preocupa muito", disse Kelly nesta quinta-feira durante entrevista diretamente do espaço.



O plano da Nasa depois do fim do programa de ônibus espaciais é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional por meio da nave Soyuz, da Rússia, talvez até a metade da atual década (o serviço prestado pela Rússia custa US$ 51 milhões por astronauta para os Estados Unidos). Eventualmente eles pretendem contar com naves europeias e japonesas também. Depois, a Nasa deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço. Atualmente as empresas particulares cobram US$ 63 milhões por passagens para 2014.



O ônibus também entrega uma plataforma carregada com grandes peças de reposição, na esperança de manter a estação em funcionamento por mais 10 anos. O carregamento inclui duas antenas de comunicações de banda-S, um tanque de gás de alta pressão, o sistema robótico canadense Dextre e escudos para proteger a ISS de micrometeoritos.



Além disso tudo, a Endeavour ainda leva para a ISS um aparelho de US$ 2 bilhões que os cientistas esperam que esclareça parte dos mistérios envolvidos na chamada matéria escura. O aparelho é chamado Espectrômetro Alfa Magnético (AMS) e deverá analisar raios cósmicos de alta energia, sendo o primeiro a olhar detalhadamente para esse tipo de matéria no espaço.



Após o retorno do Endeavour, as atenções da Nasa se voltarão para o lançamento do Atlantis, que está previsto para o dia 28 de junho. Esse será o 135º e último lançamento de ônibus espacial da agência espacial norte-americana.



Demanda da Copa do Mundo turbina aquisição de novos sistemas de defesa aérea do EB

Escrito por Felipe Salles


Qui, 26 de Maio de 2011 00:00

Inusitadamente caberá a dois eventos esportivos de abrangência global, verdadeiras celebrações da paz, o argumento final incontornável para que o Governo Federal brasileiro finalmente venha a adquirir sistemas de mísseis antiaéreos de maior alcance que os atuais MANPADS (missil portatil antiaereo) de orígem russa "Iglá" (palavra essa que, em russo, quer dizer "agulha" ) usados tanto pelo Exército Brasileiro quanto pela Força Aérea Brasileira.



ALIDE obteve, com exclusividade, uma apresentação técnica que foi realizada pelos vendedores russos ao Estado Maior do Exército Brasileiro no dia 18 de maio passado. Para atender aos requisitos de segurança do Comitê Olimpico Internacional e de algumas das confederações nacionais participantes dos jogos do Rio, o Governo disparou um programa emergencial de aquisição que precisa decidir o fornecedor e o próximo sistema de mísseis anti aéreos brasileiro até novembro deste ano. É importante salientar que o Tor M2, como todos seus rivais nesta concorrência, ainda se caracterizam por ser sistemas de relativo curto alcance, se comparados com outros produtos também disponíveis no mercado mundial.



O cronograma neste processo é muito acelerado. O primeiro documento deste programa foi liberado às empresas interessadas em 28 de janeiro, com a resposta aos questionamentos iniciais do EB devida já em 15 de março. No dia 31 de maio serão publicados pelo Exército os "RFP" e "RFQ" que são, respectivamente, as solicitações para as propostas técnicas e de preços. As respostas dos competidores deverão ser entregues em 29 de julho, com a análise das propostas se encerrando no dia 30 de agosto. Finalmente, o anúncio da decisão do Exército está previsto para ocorrer em 13 de setembro. Os passos seguintes são, então, a análise jurídica e a preparação dos contratos até 28 de outubro, com a assinatura final ocorrendo em 16 de novembro. Sem esta celeridade toda os sistemas antiaereos dificilmente estarão disponíveis, e operacionais, no Brasil no prazo exigido.

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