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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MBDA – Aster, SAMP/T e Exocet

Neste ano ALIDE foi a Plessis Robinson, no sul de Paris, para conhecer a história e as perspectivas de uma das maiores empresas globais da indústria global de defesa, a especialista em mísseis MBDA.




Se as quatro letrinhas do nome da empresa ainda podem pegar vários aficionados no contra-pé, alguns dos produtos da MBDA são conhecidos até por gente que nada entende da área de Defesa. O míssil Exocet, por exemplo, que foi uma das “estrelas” da cobertura da mídia na Guerra das Malvinas. Como recentemente várias fontes tem apontado o novo sistema de mísseis anti-aéreos Aster como o item de maior interesse da Marinha do Brasil para as nossas próximas fragatas de 6000 toneladas, venha ela de onde vier, Itália, França ou Grã-Bretanha, uma conversa com os executivos da MBDA se fez necessário

Entre 1995 e 2001 a indústria de defesa global passou por um importante ciclo de fusões e aquisições que a reorganizou formando um pequeno número de gigantes multinacionais. Antes disso, porém, as anteriores ondas de consolidação industrial tinham ocorrido quase sempre delimitadas pelas fronteiras nacionais, aglomerando sob uma única marca dezenas de pequenas empresas especializadas que não tinham mais condições de competir, numa época de orçamentos de defesa cada dia mais enxutos e tecnologias cada vez mais caras. Na Europa, surgiu a partir de meados da década de 70 um leque de empresas nacionais estatais como a Aerospatiale e British Aerospace, mas vinte anos depois a globalização da economia mundial, e principalmente a maturação do Mercado Comum Europeu, abriu as portas para que de uma hora para outra as barreiras que isolavam estas empresas ruíssem, formando novas oportunidades de associação entre as empresas locais. Uma das iniciativas mais notáveis destes novos tempos foi à criação da EADS – European Aeronautic Defense and Space Company, a partir de pedaços das empresas aeroespaciais nacionais da França, Alemanha e Espanha. Os Italianos que haviam agrupado suas indústrias aeroespaciais sob a holding Finmeccanica, pularam os Alpes e o Canal da Mancha para abocanhar a Westland inglesa e uma boa parte da área de radares da indústria britânica. O segmento da aviação civil de grande porte se organizou ao redor do “Grupo de Interesse Econômico” Airbus, um consórcio franco-britânico e alemão, posteriormente transformado em uma nova empresa propriamente dita.




Uma das últimas destas associações recebeu o nome de MBDA. Esta entidade especializada em sistemas de mísseis tornou-se quase que o monopólio europeu neste segmento, unindo diversos programas nacionais sob um grande guarda-chuva institucional desenhado para enfrentar no mesmo nível os gigantes americanos desta área, especialmente a Raytheon e a Lockheed Martin, que também tinham gasto boa parte das décadas anteriores comprando as empresas menores deste segmento. Em poucos anos, ficou claro que quem não fosse um gigante não teria qualquer futuro no mercado.



A criação da MBDA se deu em etapas, com o estabelecimento, inicialmente no Reino Unido, da Matra BAE Dynamics (MBD) em 1996 e da Aerospatiale Matra Missiles (AMM) na França, em 1999. Em dezembro de 2001 estas duas empresas e a área de mísseis da empresa italiana Alenia Marconi Systems se fundiram gerando a nova MBDA. Em 2005, os alemães da empresa LFK se associaram a ela para fechar o projeto europeu de mísseis numa única estrutura corporativa. A divisão societária final ficou sendo: BAE Systems com 37.5% das ações, EADS com 37.5% e Finmeccanica com 25% da nova empresa.

No dia de nossa visita, a MBDA estava recebendo um grupo de repórteres especializados que vieram conhecer as linhas Mistral 2 e VL Mica visando produzir conteúdo em tempo para publicação no período da Eurosatory 2010 ocorreria em Paris em algumas semanas depois. O tour começou com uma apresentação aos veículos que lançam os sistemas de defesa antiaérea terrestre da empresa européia. Num pátio lateral havia um caminhão equipado com um reparo duplo SIMBAD do tradicional MANPAD (míssil antiaéreo leve disparado do ombro do soldado). Ao seu lado, outro um reparo no solo permitia que todos os presentes chegassem bem perto dos sistemas de mira e de comunicações do SIMBAD. Mais à direita havia um caminhão transportador de mísseis de recarga VL MICA. A instalação destes mísseis no veículo lançador era efetuado por um guindaste localizado a ré da cabine do transportador. O último veículo é um modelo fechado de Comando e Controle (C2) onde dois operadores podem trabalhar num ambiente climatizado, interagindo em tempo real com um centro de combate localizado remotamente e recebendo dados sobre os alvos oriundos de uma multiplicidade de fontes locais e externas. O VL MICA é a versão terra-ar do conhecido míssil francês ar-ar MICA. Nesta função o míssil é lançado verticalmente (“VL”!) desde um casulo reclinável do veículo lançador. Com um alcance de 20 Km o VL MICA se posiciona exatamente entre o Mistral, que atende ao curto alcance, e o SAMP/T (com seus mísseis Aster), de muito maior longo alcance. Curiosamente, o VL MICA usa um veículo de C2 totalmente diferente daquele empregado no SAMP/T. Esta surpreendente falta de “conceito de família” entre as duas linhas da MBDA se explica pelo fato da empresa francesa Thales, que responde por esta área no programa Aster, não participar do programa VL MICA.


Realizada a fusão que criou a MBDA, um elemento importante a ser resolvido era como contemporizar o fato de que cada uma das linhas de produtos anteriores à criação da nova empresa, por definição, foi criada por uma das empresas nacionais sob encomenda dos seus governos locais. Por exemplo, a linha Exocet foi desenvolvida independentemente pela Aeroespatiale para uma demanda das forças armadas francesas, enquanto a linha Aspide foi criada pela Alenia sob instruções e financiamento da Marinha e Força Aérea italianas. Segundo Bruno de La Motte, ex-comandante do destróier francês Cassard (D614)e atual Consultor Sênior para produtos navais da MBDA, estes são produtos “legado” e por isso deverão ser tratados, desenvolvidos e comercializados de forma isolada entre si. Um exemplo disso é o programa FREMM onde os navios franceses serão entregues com mísseis antinavio Exocet e os italianos com o TESEO Otomat. A independência e o poder de ingerência dos governos individuais podem ficar incomodamente evidentes caso o Brasil queira comprar a FREMM italiana e deseje equipá-lo com o míssil de cruzeiro de origem francesa SCALPEm meados de abril deste ano o software da versão FREDA da fragata FREMM já se encontrava pronto. A modificação, melhoria, do seu radar Herakles para a função de defesa aérea do GT foi segundo o executivo da MBDA “um desafio menor”. O lançador Sylver da fragata já é compatível com o míssil Aster 30 de maior comprimento. Um fato que deve ser tomado em conta, é que a nova capacidade de disparar mísseis de cruzeiro como o SCALP naval, imediatamente, torna as FREMMs/FREDAs em alvo de maior valor para os submarinos, navios e aeronaves inimigas, o que coloca mais importância na defesa aérea do navio e do GT. Em contrapartida a disponibilidade de mísseis antiaéreos de longo alcance, como o Aster 30 imediatamente afasta a ameaça dos aviões de patrulha marítima, os “snoopers” ou “curiosos”, como são chamados na terminologia da MB).




Na Euronaval deste ano um dos destaques da MBDA na área de defesa aérea naval foi o lançador XX. Esta torreta leve com sistema conterador para mísseis SAM Mistral 2 foi apresentado pela primeira vez ao público. O forte crescimento do mercado de navios mais leves como corvetas e Navios Patrulha Oceânicos abre uma janela para um sistema mais automatizado do que o veterano reparo duplo direcionado manualmente Sadral. Por ser controlado automaticamente desde o COC do navio não mais é necessário colocar qualquer tripulante exposto no convés externo para disparar o míssil.


Conclusão


Como corporação, a MBDA está, só agora, saindo de sua conturbada fase de formação e caminha para renovar e ampliar sua extensa linha de produtos. A parceria industrial e a transferência de tecnologia com as indústrias dos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, é um caminho esperado pela empresa nos próximos anos. A empresa atua em muitos segmentos e está exemplarmente trabalhando para maximizar a sinergia potencial de seus produtos entre eles, como bem se vê no caso da evolução do produto MICA. A verdade é que existe muito mais coisa para falar sobre a MBDA e suas variadas linhas de produtos do que se pode explorar em apenas meio dia. Da próxima vez falaremos mais detalhadamente das oportunidades que a empresa reserva para a FAB e para o Exército Brasileiro.



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Aeronáutica quer novo foguete nacional

Ele substituiria, a partir de 2020, o VLS-1, que pegou fogo em 2003, matando 21 pessoas na base de lançamento Alto custo do projeto entregue ao ministro da Ciência e Tecnologia pode ser entrave para a para a sua execução








A Aeronáutica está planejando um novo foguete lançador de satélites brasileiro. O VLS-Beta, como está sendo chamado, deve substituir a partir de 2020 o malfadado VLS-1, que pegou fogo em 2003, matando 21 pessoas.



O VLS-Beta integra uma proposta entregue na semana passada à equipe do ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). Ela foi elaborada pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Espacial), da força aérea Brasileira, pelo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela AIAB (Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil).

Seu objetivo é aproveitar o governo que entra para influir no rumo da política espacial, que sofre cronicamente de falta de planejamento, financiamento e integração entre seus atores.

A conta apresentada a Mercadante é salgada: para o setor de satélites, seriam R$ 500 milhões por ano a partir de 2016. O desenvolvimento de foguetes nacionais precisaria de R$ 160 milhões ao ano, subindo para R$ 210 milhões de 2016 a 2017.



Para comparação, todo o PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) terá em 2011 R$ 350 milhões.



O que as três instituições prometem em troca é o desenvolvimento de um parque industrial de alta tecnologia -algo equivalente ao que a Embraer representa hoje.




O VLS-Beta integra a família de lançadores Cruzeiro do Sul, substituta do VLS.



Ele representa uma inovação em relação ao VLS-1, um projeto da década de 1980 que caducou e é considerado um "beco sem saída tecnológico", incapaz de colocar em órbita cargas maiores que 150 kg (satélites de observação pesam dez vezes isso).



O VLS-1, cujo voo inaugural será em 2015, tem um sistema de propulsão considerado antiquado, com quatro motores no primeiro estágio.



A Aeronáutica quer concluí-lo como "demonstrador tecnológico", mas sabe que o foguete não tem futuro.



O Beta teria só um motor no primeiro estágio e poderia colocar em órbita satélites já em desenvolvimento no país, como os da série Amazônia (de monitoramento da floresta) e Lattes (de pesquisa de clima espacial e de raios-X).



Antes de o Beta ficar pronto, porém, o DCTA quer usar uma evolução do VLS-1, batizada Alfa, para lançar satélites do Inpe a partir de 2015.



A parte alta do foguete, crucial para transportar a carga útil, seria desenvolvida em parceria com algum país que domine a tecnologia.



A Aeronáutica trabalha também, com a Alemanha, no desenvolvimento de um foguete pequeno, o VLM-1, a ser lançado a partir de 2015.



Os dois foguetes são uma resposta dos militares à parceria Brasil-Ucrânia para lançar o foguete ucraniano Cyclone-4 a partir de Alcântara, com fins comerciais.



O ex-ministro Sergio Rezende (PSB) apostou nela para suprir a deficiência do VLS-1. A Aeronáutica nunca engoliu o Cyclone, que abocanha recursos que poderiam ser do foguete nacional.



Fonte:Folha de S. Paulo - CLAUDIO ANGELO

Robô Spirit completa sete anos em Marte, mas há pouco para comemorar

estadão.com.br e AP


Nesta segunda-feira, 3, o veículo robótico Spirit da Nasa faz sete anos no planeta vermelho, mas há pouco para comemorar no momento. Não só ele está preso em um banco de areia, ele também não consegue se comunicar com a Terra desde março.




A agência não sabe ao certo se o robô está morto, mas continua na escuta, realizando checagens diárias na esperança de algum sinal do Spirit, que atolou na areia em abril de 2009.



Além de continuar escutando, o projeto também usa uma técnica de paginação chamada "Sweep e Beep" para estimular o robô a responder. No entanto, o período de pico de insolação (quando a chance resposta do robô é maior) acontece somente em março de 2011.



"Há uma possibilidade real de que o Spirit nunca mais acorde", disse Dave Lavery, responsável pelo programa de veículos robóticos de Marte da Nasa.



"Não estou pronto para dizer adeus ainda", disse o chefe da missão Steve Squyres. "Esse momento vai chegar um dia, mas ainda não é a hora."



Enquanto isso, seu "gêmeo", o robô Opportunity, está explorando a enorme cratera Endeavour, de 90 metros de diâmetro, que os cientistas acreditam conter pistas sobre o passado do planeta vermelho.

Usina nuclear iraniana será conectada à rede elétrica em fevereiro

Efe


TEERÃ - A usina nuclear de Bushehr, a primeira construída no Irã, será conectada à rede elétrica nacional no mês de fevereiro, confirmou o ministro interino de Assuntos Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, nesta segunda-feira, 3.





Salehi, que é também diretor da Organização da Energia Atômica do Irã (OEAI), quis acabar com os rumores que há dias apontam um novo atraso na usina construída com ajuda russa na localidade meridional de Bushehr, no litoral do Golfo Pérsico.



"Como já dissemos em várias ocasiões, o projeto de Bushehr vai de vento em popa. Esperamos que as provas finais sejam concluídas no início de janeiro, uma vez que já alimentamos e selado o núcleo do reator", explicou.



Teerã começou a construir a usina nuclear na década de 1970 com ajuda alemã, mas o projeto foi interrompido pela Revolução Islâmica que em 1979 depôs o último Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlevi. A construção da planta foi retomada há 10 anos com a colaboração da Rússia enquanto as obras foram concluídas no meio do ano de 2010 após diversos atrasos.



As autoridades nucleares iranianas anunciaram no dia 21 de agosto o início da alimentação de combustível da planta e que a usina estaria pronta para ser conectada à rede elétrica entre outubro e novembro de 2010. No entanto, em dezembro de 2010 Salehi explicou que o prazo para tal conexão à rede elétrica atrasou, com previsão para o início de 2011.



Alguns jornais especularam a possibilidade do atraso devido ao ataque do vírus Stuxnet que atingiu o país em setembro. Embora o regime iraniano admitisse que alguns sistemas foram afetados, Salehi voltou a reiterar nesta segunda-feira que a central não foi prejudicada. "São só rumores", ressaltou o responsável, citado pela televisão estatal.



Grande parte da comunidade internacional, liderada pelos EUA e Israel, acusa o regime iraniano de ocultar, sob seu programa civil, ambições bélicas com o objetivo de adquirir armas atômicas. Teerã nega.

Eurofighter volta a ter esperanças de disputar projeto F-X2

O adiamento, por tempo indeterminado, da compra de 36 caças de combate, para modernizar a frota da força aérea Brasileira (FAB), na opinião do principal executivo do consórcio europeu Eurofighter, fabricante do caça que leva o mesmo nome, Enzo Casolini, pode servir como oportunidade ideal para o Brasil voltar a avaliar o que as maiores empresas de defesa e tecnologia na Europa (EADS, Alenia- Finmeccanicae BAESystems) podem oferecer ao país em termos de custos, transferência de tecnologia, além de benefícios industriais.




O Eurofighter participou da primeira fase do processo de seleção dos caças brasileiros, o F-X2, mas foi eliminado com o argumento de que seu preço era muito alto. A decisão, segundo o executivo, surpreendeu bastante, pois foi baseada em um custo que se considerava superior às outras alternativas (Dassault, Boeinge Saab). "Este ano, no entanto, vimos publicado na imprensa brasileira que o Rafale custava mais que o Eurofighter e o F-18 também não era tão barato quanto se previa".



Como exemplo dos benefícios que o programa europeu poderia oferecer, Casolini cita o fato de o caça Eurofighter ter 80% de material composto, que é o futuro da aviação e está sendo usado pelas aeronaves Boeing 787 e Airbus A350. "Esta tecnologia está disponível para transferência. Algo que ninguém mais pode oferecer. Sem contar o fato de que temos o melhor avião disponível no mercado mundial e que o Eurofighter custa menos que o Rafale e é superior ao F-18 e ao Gripen", afirmou.



Segundo ele, se a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seu governo quiserem reconsiderar os benefícios que o programa F-X2 poderá trazer ao Brasil, não deveria subestimar o valor do Eurofighter, que é o maior projeto de defesa na Europa. Segundo ele, seria capaz de transferir ao Brasil tecnologias que nenhum outro poderia em termos de qualidade, quantidade e nível de conhecimentos para a indústria brasileira.



Juntas, as empresas que formam o consórcio Eurofighter faturaram US$ 120 bilhões em 2010, uma soma que, segundo Casolini, é mais alta se comparada com Boeing, Dassault e Saab. "Essas empresas tem conhecimento de todas as tecnologias mais avançadas e processos industriais, envolvendo aeronaves, radares, sensores, motores, aviônica, equipamentos de guerra eletrônica e armas, com soberania sobre uma eventual transferência para seus aliados estratégicos".



Casolini comentou ainda que as indústrias e os engenheiros brasileiros poderiam participar, desde o início, da nova versão do Eurofighter, o EF2020, que terá uma aerodinâmica mais avançada, além de um novo radar (E-Scan), um sistema de armas e um novo software. "Também estamos desenvolvendo uma versão naval para operações em porta-aviões, que poderia ser de interesse da marinha do Brasil".



A Embraer, segundo o executivo, foi capaz de se consolidar como o terceiro maior fabricante de aeronaves civis no mundo e a indústria italiana Alenia, uma das parceiras do consórcio Eurofighter, participou desse processo. "A indústria italiana teve um nível excelente de cooperação com a Embraer no programa Xavante e depois com o AMX", ressaltou. Atualmente, a FAB está modernizando a frota de AMX e, na Itália, segundo Casolini, a aeronave é utilizada pela sua força aérea em regiões de conflito como o Afeganistão.



O grupo europeu EADS, um dos parceiros do consórcio Eurofigther, segundo Casolini, também é um exemplo de parceria sólida que o Brasil desenvolve há vários anos e que envolve a indústria aeroespacial e de defesa nacional.



Entre os acordos em desenvolvimento com o Brasil estão a compra de 50 helicópteros para as forças Armadas brasileiras, de 12 aeronaves de transporte militar que operam na Amazônia, a modernização de nove aeronaves de patrulha marítima e também alguns contratos na área espacial. "Intercâmbio de tecnologias e de conhecimento é a única maneira que as empresas parceiras do Eurofighter sabem fazer negócios", finalizou.

Eurofighter - Consórcio reúne países europeus

O consórcio Eurofighter é uma companhia multinacional formada por quatro países - Itália, Reino Unido, Espanha e Alemanha - que coordenam o desenvolvimento, a produção e a atualização dos aviões Eurofighter Thyphoon. Fundado em 1986, o consórcio envolve a participação das empresas EADS Deutschland (33%), BAE Systems (33%), Alenia Aeronáutica (21%) e EADS CASA (13%).




Os quatro países integrantes do consórcio compraram 620 unidades do caça, no valor de US$ 36 bilhões. De acordo com o principal executivo do consórcio, Enzo Casolini, desse total, ainda falta contratar a produção de 124 aviões, mas as negociações devem terminar em 2013. "Até agora entregamos 250 aviões e a nossa produção está assegurada até 2016. Com a confirmação dos 124 restantes, a produção se prolongará até 2020", explicou. A aeronave já acumula mais de 100 mil horas de voo.



Além dos países parceiros do consórcio, o caça europeu também foi vendido para a Áustria (15) e Arabia Saudita (72), negócios avaliados em US$ 10 bilhões. Segundo Casolini, mais de 100 mil pessoas e 400 empresas em toda a Europa estão envolvidas direta ou indiretamente no programa de desenvolvimento do caça Eurofighter. As empresas colaboradoras do programa participam do desenvolvimento e da produção dos componentes mais importantes, incluindo a montagem final.



O executivo disse que existem grandes expectativas para novas exportações do caça, que atualmente está disputando concorrências no Japão, Turquia, Malásia, Romênia, Qatar e Índia. (VS)(Valor)



Marinho na guerra pelos caças da FAB



Nos próximos dias o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, irá à França a convite da empresa Dassault para conhecer o caça francês, o Rafale, que disputa bilhões de reais numa concorrência da FAB que começou no governo FHC, atravessou os dois mandatos de Lula e caiu no colo de Dilma Rousseff.



Amigo de Lula, ex-líder sindical e ex-ministro, Marinho foi à Suécia ver o Gripen NG, adversário do Rafale, e retornou aliado dos suecos. Os franceses, que já foram favoritíssimos na disputa, querem convencê-lo a mudar de lado, numa guerra que já mobilizou várias fatias do governo e, agora, interessa até a um prefeito amigo do ex-presidente. (fonte: Época)

Os Negócios Militares na Posse I

França - representada pelo ministro da Defesa Alain Juppé, já que o Presidente Nicolas Sarkozy e sua esposa Carla Bruni não vieram.




Certo o Brasil é importante e novamente uma economia em crescimento, portantanto vamos aos negócios. Se todos esperavam que o Programa F-X2 (logo será transformado em F-X3 ) dominasse as conversas isto não aconteceu. Mas sim, o programa que realmente interessa aos países produtores de tecnologia atualmente. Os programas de reaparelhamento da Marinha do Brasil. E aqui a presença de um novo player internacional que marcou excepcional presença.




Apresentamos os eventos relacionados às expectativas militares.



Programa F-X2 (F-X3)



DefesaNet foi a primeira publicação a anunciar que o Programa F-X2, tal como conhecemos, está morto e enterrado. Mesmo mantendo o comandante da Força, Brigadeiro Juniti Saito, a própria dinâmica dos eventos levará o programa a ser revisto. Quando isto acontecer novos e antigos participantes terão de ser considerados. A participação de alguma forma do caça experimental russo de quinta geração PAK-FA T50. Participação que Jobim prometeu aos russos ao criar o Programa F-X2.5 (ver matéria Link).



Lembrar que Alexander Fomin (Vice-Diretor da Agencia Federal de Cooperação Técnico-Militar da Federação Russa) ofereceu a participação no PAK-FA T50 em entrevista a DefesaNet (Link).



Também vem com força renovada o Eurofighter, agora com a reaproximação Brasil-Alemanha na área de defesa.



Temerosos de receber uma notícia desagradável, em 2003 foi em uma reunião com o Primeiro-Ministro da Suécia, no dia 02 de janeiro, que Lula anunciou o cancelamento do então Programa F-X1 em favor do fome zero.



Uma análise de projetos chineses não pode ser desconsiderado no atual estágio de aproximação Brasil-República Popular da China.



Os três competidores atuais: o Dassault Rafale (França), Boeing F/A-18 Super Hornet (Estados Unidos) e SAAB Gripen NG (Suécia) também podem estar interessados em alterar suas propostas e nesta caso a Boeing já explicitou que deseja revê-la.



Programas Navais




Ao longo de 2009 e 2010 era dado como certo a assinatura da compra de navios de Patrulha Oceânica (OPV), Escolta (Fragatas) e de um navio auxiliar com a Itália a serem produzidos pela Fincanttieri. Aconteceu o com a Itália fato similar com a França no fatídico, 7 de setembro de 2009, ou seja o já ganhamos. Além do caso Battisti que vem pondo areia nas engrenagens das negociações.



Este contrato pouco noticiado tem um valor maior que o do próprio Programa F-X2 (F-X3) e de muito maior amplitude nos acordos industriais e impulsionador de transferências de tecnologias. A mobilização de ingleses (BAE Systems), Alemães (TKMS e outros), Espanha (Navantia) e a excepcional e surpreendente participação da Coréia do Sul.



Assim a presença do próprio Primeiro-Ministro da Coréia do Sul Kim Hwang-Sik não é uma surpresa total neste esforço sul-coreano.



Coréia do Sul - A presidenta Dilma Rousseff conversa com o primeiro-ministro da Coreia, Kim Hwang-Sik, durante encontro no Palácio do Planalto no dia 02 de janiero. Abaixo foto com o cumprimento protocolar no dia da posse.


Espanha - A presença do príncipe Felipe de Asturias representa os interesses da Espanha que tem inúmeros contratos com Brasil atualmente na área de Defesa (P-3BR, C-295, sistemas de treinamento para o Exército). A Espanha também foca os contratos navais com o grupo Navantia


Na foto abaixo a reunião no dia 02 de Janeiro no Palácio do Planalto.

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