quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Evento da Marinha traz muitas novidades sobre os programas chaves

Foi realizado no dia 12 e 13 de agosto, dentro da EGN no Rio de Janeiro, o 13° Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha. Este evento de cunho eminentemente técnico e teórico reuniu os militares das três forças com acadêmicos de todo o Brasil para discutir novas maneiras e ferramentas para o aperfeiçoamento dos processos de avaliação e de logística no âmbito militar. O SPOLM busca difundir as ferramentas teóricas que são usadas regularmente pelas áreas de alta tecnologia das forças armadas e por alguns grandes órgãos de governo e empresas privadas para a avaliação e modelagem de processos/problemas complexos das suas atividades fim. Apesar do esforço da Marinha, e do para sustentar o evento que ainda é visto pela maior parte das empresas como algo excessivamente teórico para ser usado no seu dia a dia




No entanto, para os não “iniciados” duas apresentações, em especial, ocorridas dentro da sessão plenária de abertura, apresentaram várias novidades do interesse dos leitores de ALIDE logo no primeiro dia. A primeira palestra, realizada pelo Almirante Öberg Diretor de Armas da Marinha, versou sobre o programa Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, e em seguida, coube ao Almirante Fragelli falar sobre os planos e o andamento do programa de submarinos convencionais e de propulsão nuclear da MB.


A Marinha do Brasil vem divulgando intensivamente à mídia a importância da conclusão do seu Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul. Continuando na sua metáfora amazônica, o SisGAAz é apresentado ao público leigo como sendo o seu “SIVAM no Mar”.




Falando a ALIDE o Almirante Öberg explicou que o SisGAAz é o nome dado ao componente marítimo de uma solução que abrange também os vários CINDACTAs da FAB e o SisFron do Exército, todos eles funcionando integrados e sendo desenvolvidos coordenadamente sob a batuta do Ministério da Defesa. “A Amazônia Azul é um dos mais ricos patrimônios da nação brasileira, e ainda não se encontra protegida como deveria ser. Para obtermos o nível de proteção desejado, teremos que contar com o envolvimento de vários órgãos do governo.” Como todos os programas da MB, os requerimentos formulados para o SisGAAz foram definidos sob a forma de REMS (Requisitos de Estado Maior) e de RAN (Requisitos de Alto Nível) antes de serem entregues à Diretoria de Sistemas Armas da Marinha para seu completo desenvolvimento. Quando concluído, o SisGAAz será administrado pelo Comando de Operações Navais (CON) nas suas atividades regulares de controle do tráfego marítimo nas Águas Juridicionais Brasileiras (AJB).



O SisGAAz é o que se convencionou chamar de um “sistema de sistemas”. Ele integra um grande numero de sistemas já existentes, com outros ainda em planejamento ou em desenvolvimento, para controlar nas 24hs por dia, toda a movimentação de navios na superfície, submarinos na profundezas e aeronaves no ar, ao longo dos 4,5 milhões de Km2 da Amazônia Azul. O Almirante disse que: “Para que o tal “Sistema de Sistemas” seja eficaz e confiável, muitos passos intermediários serão necessários: o aumento da robustez e da digitalização dos meios de comunicação da MB; Uma ampliação nas capacidades de sensoriamento remoto e de comunicações da MB; assim como muito desenvolvimento da atividade de Pesquisa Operacional na Força Naval”.



Alguns dos itens mais “high tech” do SisGAAz são, simultaneamente, ainda aqueles itens ainda mais indefinidos. Os futuros satélites nacionais de comunicação de voz e dados, os desejados radares OTH (“além do horizonte” – “Over the Horizon”) a serem instalados em alguns pontos-chaves da costa brasileira e aos sensores acústicos submarinos (potencialmente uma rede tupiniquim criada aos moldes do sistema SOSUS americano...) ainda estão bem no princípio de suas fases de análise tecnológica e operacional. Perguntado se este sistema complexo poderia no futuro vir a ser exportado para uso por outras marinhas de países amigas do Brasil, o Almirante Öberg disse que: “Isso depende... principalmente porque para cada cliente, esta solução, provavelmente, terá que ser configurada sob requisitos muito particulares (ser ‘tailor-made’)”. Öberg ainda disse que: “os requisitos estão todos prontos e a etapa atual é aquela de desenhar a ‘arquitetura’. Apenas ao concluirmos esta fase é que nos será possível levantar os custos de cada etapa deste desenvolvimento de hardware e software. Tentar falar de preços agora é uma proposta muito pouco significativa, pois estamos, ainda, com muitas dúvidas no ar.”





Como ALIDE já havia adiantado anteriormente aos seus leitores, o SBR é a modificação e modernização do projeto básico do submarino da DCNS. As modificações se verificam claramente no aumento do seu comprimento total e no seu deslocamento que cresceram respectivamente de 66,40m para 71,62m, e, de 1717 para 1870 toneladas. A razão por trás destas importantes alterações reside principalmente na inserção de um módulo de casco novo que aumentará simultaneamente a quantidade de combustível carregado, o que permitirá a realização de longas missões pelo Atlântico. O alongamento do casco proporcionará ainda um nível de conforto para sua tripulação muito superior ao do modelo atual. Os submarinos da MB não usarão a tecnologia AIP, pois ela não agrega muita vantagem para uma marinha que opera numa costa aberta e devassada como a que temos aqui no Atlântico Sul. Uma das grandes novidades introduzidas nesta classe é o sistema de contramedidas torpédicas CANTO, sistema este que será instalado por fora do casco de pressão do submarino.



Para enfatizar a diferença entre as capacidades dos submarinos de propulsão convencional contra os nucleares, o Almirante Fragelli comentou na sua palestra que o Tikuna, um submarino convencional dos mais modernos do mundo, se quiser se deslocar submergido à velocidade de 20 nós, inevitavelmente esgotará sua carga de bateria em apenas duas horas e meia, forçando logo sua volta à superfície. O submarino nuclear brasileiro deverá deslocar entre 6000 e 6500 toneladas, sendo por isso muito maior que os SBR. Seu tamanho deve regular em tamanho com o modelo americano da classe Los Angeles para conseguir acomodar no seu interior o reator nuclear em desenvolvimento pela Marinha. Fragelli disse: “Nosso primeiro reator deve necessitar ter sua carga de combustível nuclear completamente trocada a cada período de sete anos, um tempo relativamente curto se comparado com os 30 anos do novo programa americano, o classe Virgínia”. Este longo tempo de duração da carga de combustível atômico faz com que os submarinos Virginia usem apenas uma única carga de combustível ao longo de toda a sua vida operacional, reduzindo, assim, os seus custos operacionais.



Fragelli disse também que o Brasil já pode ser visto como um player importante na esfera econômica, um “Global Trader”, e que, por isso, precisa graduar-se do patamar dospaíses que apenas podem “ver a guerra” para aquele dos que podem “fazer a guerra”. O submarino de propulsão nuclear é justamente o tipo de arma que vai nos inserir, definitivamente, na nova categoria.



Os submarinos convencionais serão entregues à Marinha a cada 18 meses, começando em meados de 2017. O último dos quatro SBR sendo entregue, assim, no final de 2021.



O primeiro submarino nuclear brasileiro, após sua conclusão em 2022, ficará ainda cinco semestres em testes, antes de ser entregue à área operacional da Marinha no ano de 2025.










O Almirante Fragelli contou à platéia do evento que apenas 30% do território nacional já foi devidamente prospectado para identificar reservas de urânio e de outros materiais radioativos. Assim mesmo, com as 150 mil toneladas já identificadas, o nosso país já conta com a sexta maior reserva de urânio no mundo. Potencialmente, estima-se que o Brasil possa ter reservas de até 800 mil toneladas de urânio. Atualmente, de todo o ciclo industrial de beneficiamento do urânio, apenas a etapa da transformação do Urânio em pó (o chamado “yellow cake”) para o tipo gasoso (hexafluoreto de urânio) ainda é feito fora do país, no Canadá, o resto todo já é feito comercialmente nas instalações da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) em Resende, no sul do Estado do Rio de Janeiro. A partir de setembro deste ano, a usina de gaseificação do urânio (a chamada USEXA) em Aramar será finalmente colocada em operação, acabando com nossa dependência do exterior neste campo. Para seu transporte, de um lado para o outro, o hexafluoreto de urânio tem que ser acondicionado em grandes cilindros resistentes à pressão.




Na natureza o urânio é normalmente encontrado composto de 99,7% do isótopo U238 e de apenas 0,3% do isótopo desejado U235. Para seu uso na geração de energia o Urânio deve ser enriquecido para contar com pelo menos 20% de U238 e para isso são usadas no Brasil as ultracentrífugas. O design das ultracentrifugas brasileiras é inspirado no projeto original da Alemanha adquiridos na década de 70. O compartimento giratório do projeto alemão era feito de alumínio e pesava 700 gramas, girando à velocidade de 33000 RPMs. No novo modelos, desenvolvidos no país pela Marinha, ele foi substituído por uma nova peça criado inteiramente em fibra de carbono e pesando menos de 100g, podendo girar a impressionantes 66000 RPMs sobre um revolucionário mancal eletromagnético. Segundo o Almirante Fragelli, uma destas ultracentrífugas esta girando ininterruptamente em Aramar, no interior paulista, a mais de 15 anos. Dezenas das centrífugas já se encontram em produção industrial na planta da INB, mas, interessantemente, os equipamentos, em si, são 100% de propriedade da Marinha, estando meramente cedidos à INB, que paga à MB por seu uso.



Outra peça crucial do programa nuclear da Marinha é o “Labgene”, o Laboratório de Geração Núcleo-Elétrica, que já está sendo construído em Aramar. No seu interior uma cópia perfeita do reator desenvolvido para o nosso submarino nuclear será montado para a realização de exaustivos testes de operação em terra, antes que se inicie a construção do submarino nuclear propriamente dizendo. Frageli salientou que: “a decisão de construirmos o Labgene antes, visa, basicamente, reduzir os riscos do projeto, minimizando, assim, a possibilidade de se ocorrer problemas sérios como os que ocorreram em certo país da Ásia onde, ao se concluir a montagem do casco, o reator nuclear já não cabia no seu interior. Isso, gerou atrasos e muito desperdício de dinheiro”. O reator brasileiro é do tipo de água pressurizada a 150 milibares. Sob esta pressão a água exposta aos elementos radioativos se esquenta bastante, sem, no entanto, ferver. Esta água sob pressão transfere o seu calor para uma outra massa de água não pressurizada, que irá produzir vapor, e, assim, girar as turbinas que produzirão eletricidade para ser usada pelo motor do submarino nuclear. Após isso, este circuito de água intermediária será resfriado por contato com uma terceira tubulação de água (fria) para em seguida voltar a ser fervida, repetindo o ciclo da propulsão nuclear. “Os submarinos de propulsão nuclear da US Navy”, contou Fragelli, “tem seu hélice ligado por engrenagens à própria turbina, o que é bem simples, mecanicamente falando, mas acaba por produzir um alto nível de ruído. Os engenheiros franceses, no seu novo modelo Barracuda, optaram por uma instalação hibrida. Para a redução do ruído da propulsão, até os 15 nós se usa a geração elétrica para mover um grande motor elétrico instalado ao redor do eixo do hélice. Após esta velocidade, engrenagens mecânicas engatam mecanicamente o eixo do hélice aos motores diesel propelindo o submarino sob o mar”.



As usinas brasileiras de Angra I e II usam, como combustível, varetas de urânio enriquecido a 3,2%, enquanto a nova Angra III deve usar elementos enriquecidos à taxa de 4%. A taxa de enriquecimento a ser usado no reator do nosso submarino nuclear ainda não foi determinada com precisão, e este item só deverá ser decidido após a realização dos testes práticos no protótipo do reator instalado em terra (Labgene) em Aramar.

Fragelli contou que a “Marinha sempre soube que o IBAMA jamais autorizaria a construção de submarinos nucleares no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, dentro da Baía da Guanabara, ao lado do Centro da cidade do Rio”. Pois isso, dispor de uma nova localidade para construir o submarino de propulsão nuclear e para abrigar sua nova base seria necessariamente condições básica para o início deste desafiador programa.




A empresa francesa DCNS selecionada para a construção dos quatro primeiros SBRs e do casco do SNBR se associou com a construtora nacional Odebrecht para formar o Consórcio Baía de Sepetiba que construirá toda a infraestrutura demandada por este programa. Além do estaleiro, na localidade conhecida como Ilha da Madeira (22°55'18.34"S 43°50'58.98"O), bem ao lado do Porto de Itaguaí, será construída também uma nova base operacional para a Força de Submarinos, que deixará as Base Almirante Castro e Silva (BACS) sua sede atual localizada no lado sul da Ilha do Mocanguê. O projeto completo entregue a este Consórcio foi orçado em 6,75 bilhões de euros.



A nova localidade do estaleiro é particularmente favorável a esta nova atividade industrial por se localizar a apenas 4,5 quilômetros da fabrica da Nuclep –Nuclebras Equipamentos Pesados. Foi lá onde, no passado, foram feitos os anéis do casco resistente dos quatro submarinos da classe Tupi fabricados no país. Como o envolvimento da Nuclep será muito maior nestes novo programa de construção de submarinos, haverá a construção também de uma nova construção industrial chamada Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) onde ocorrerá grande parte do “fitting out” (a instalação dos conveses, tubulações e anteparas) antes de sua entrega ao novo estaleiro para a montagem final. Com seus 90.000 metros de área construída, a UFEM será a primeira parte do empreendimento a sair do papel, com previsão de ficar pronta ainda em 2012. A futura base fica posicionada ao pé de um morro onde hoje existe um grave caso de material contaminante da extinta empresa Ingá, o Almirante Fragelli contou que: “entre os acordos realizados para a instalação da Marinha naquele local está a remoção destes dejetos químicos de lá”. O estaleiro deve ser completado, e ficar pronto para entrar em atividade em meados de 2014 enquanto a base deve ficar pronta até o fim deste mesmo ano.



A nova base será composta basicamente por duas áreas separadas, a Área Norte, mais externa, acomodará um Hotel de Trânsito, além de vários outros prédios administrativos e residenciais da Força de Submarinos. Está previsto que a ForSub seja transferida em peso da atual BACS para a sua nova base. Junto com ela irá o CIAMA (o centro de treinamento das tripulações de submarino e de mergulhadores da MB), mas, no entanto, a força de mergulhadores de combate, por prestar a maior parte de seus serviços junto à Esquadra, permanecerá em Mocanguê junto com o Centro de Medicina Hiperbárica da Marinha. No contrato assinado com a Marinha os franceses tem que entregar cinco modelos diferentes de simuladores dos sistemas do SBR que serão usados para treinar as tripulações antes mesmo delas saírem para o mar pela primeira vez.



Espremida entre dois morros e o mar, a Área Sul terá naturalmente um acesso bem mais restritivo. é lá onde ficarão o Estaleiro e a Base, construídos sobre um grande aterro em formato de “Y”. O acesso entre as duas partes do complexo será feito via um túnel de 800 metros de comprimento a ser construído sob o morro. A perna inferior deste “ípsilon” é a chamada “ilha nuclear”. Aqui, num terreno em terra firme serão construídos os dois diques secos cobertos dedicados à faina de troca de combustível do submarino nuclear e também será onde as barras de combustível gasto (com 1 ou 1,2 % de U238) ficarão armazenadas por mais 12 anos dentro d´água, numa grande piscina, até que seu nível de radiação residual atinja o patamar que permita sua remoção para um local de armazenamento definitivo e seguro.



A área de manobra definida pelos os braços do “Y” tem um tamanho que permitirá que até os nossos grandes submarinos de propulsão nuclear possam ser girados antes de partirem para o mar aberto. O Diretor da COGESN lembrou que: “esta manobra será realizada com o auxilio de rebocadores porque o SNBR terá apenas um eixo”. Com mais de 500.000m2 de área construída, este novo complexo passará a ser o maior estaleiro da MB, sendo significativamente maior que o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A atividade de construção dos submarinos será realizada dentro do chamado “Main Hall”, um grande galpão comprido medindo 50 metros de altura, e com capacidade de montagem simultânea de dois submarinos.

Para a realização deste projeto a MB teve que pedir licenciamento ambiental a 10 órgãos públicos diferentes. Foi preparado um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que analisaram e documentaram cada possível decorrência ecológica e se segurança às populações locais naquela região. Por se localizar a nova base numa área ambientalmente preservada, a MB teve que refinar, várias vezes, seu projeto antes de receber do IBAMA a aprovação do seu Projeto Básico Ambiental (com 24 condicionantes!) no dia 5 de maio deste ano.




A administração deste programa dentro da MB ficou a cargo da COGESN – Coordenadoria-geral de desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear, uma entidade matricial, subordinada a DGMM, que se utilizará por tempo determinado de recursos humanos especializados que fazem parte das diversas organizações regulares existentes dentro da MB, da Força de Submarinos à DEN e ao AMRJ. passando pela Diretoria de Pessoal e por uma dezena de outras unidades variadas. Para se obter e manter os recursos humanos necessários para este projeto será criada uma nova empresa, chamada “Amazul”, como maneira de se pagar os salários compatíveis com o patamar praticado no mercado.



A COGESN tem por missão gerenciar o projeto e a construção do Estaleiro e da Base, assim como o projeto e a construção dos submarinos nuclear e dos convencionais para a Marinha. O Almirante Fragelli contou que como o foco principal da Marinha do Brasil era a obtenção do submarino de propulsão nuclear apenas dois países poderiam ser considerados como potenciais parceiros por dominar o know-how tecnológico em ambos os segmentos, a França e a Rússia. Como o russos não demonstraram interesse em compartilhar sua tecnologia com o Brasil a França foi escolhida como parceira nesta empreitada. Foram assinados um total de sete contratos com o Consórcio Baía de Sepetiba (submarinos convencionais, submarino de propulsão nuclear, 30 unidades de torpedos franceses do tipo “F-21” e 50 unidades do sistema de contramedidas anti-torpedo CANTO. Um contrato específico para a questão de transferência de Tecnologia (ToT) e outro para a atividade de gestão foram ainda assinados, nesta mesma ocasião, com os franceses. O contrato que especificaria os itens de offset (compensações comerciais) deste projeto acabou se tornando no final um anexo dos contratos de construção dos submarinos. O Almirante Fragelli lembrou ainda que: “Ao todo toda esta papelada ocupava um calhamaço com 5000 páginas, sendo todas as variáveis e condições acertadas entre as partes ao longo de oito meses de negociação”.


A MB enviará um total de 80 engenheiros para serem formandos na França na atividade de construção dos nossos submarinos, 40 destes engenheiros irão agora, em setembro deste ano, para já iniciarem seu processo de aprendizado na unidade industrial da DCNS em Lorient. A seguir, em 2011 e em 2012, serão enviados mais dois grupos com 20 engenheiros e técnicos cada um. No seu ano de maior atividade haverá um total de 500 homens e mulheres envolvidos na produção dos submarinos brasileiros.


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