quinta-feira, 1 de julho de 2010

PROGRAMA DE VEÍCULOS LANÇADORES DE SATÉLITES CRUZEIRO DO SUL

O BRASIL CONQUISTANDO SUA INDEPENDÊNCIA NO LANÇAMENTO DE SATÉLITES








O programa baseia-se na definição de uma família de veículos lançadores de satélites com capacidade para atender as missões



do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), e



missões internacionais, tanto em termos de porte dos satélites como em termos de altitude e de inclinação de órbita.



Tem um horizonte de desenvolvimento de 17 anos, encerrando-se no ano da comemoração do bicentenário da Independência do Brasil (2022). Seu objetivo maior é atender as demandas brasileiras na área de transporte espacial para as próximas décadas


VLS ALFA, concebido para atender o requisito de transporte de cargas úteis na faixa de 200-400 kg a órbitas equatoriais baixas.


  1. VLS BETA, deverá ser capaz de atender às missões de transporte de 800 kg para uma órbita equatorial de 800 km de altitude
    VLS GAMA é um passo na direção da colocação de cargas úteis de grande porte em órbitas helio síncronas. Ele terá capacidade de colocar cerca de 1000 kg em uma órbita polar de 800 km.


    VLS DELTA começará a explorar as missões geo-estacionárias. Ele estará habilitado a colocar cerca de 2000 kg em uma órbita de transferência geo-estacionária (GTO).



    VLS EPSILON atenderá as necessidades atuais previstas para o SGB, ou a de inserção de uma carga útil de 4000 kg em GTO, concluindo o Programa

    Veículos do Programa CRUZEIRO DO SUL






    Sob o ponto de vista de consistência das soluções tecnológicas apresentadas, o programa pressupõe inicialmente a introdução de um motor a propulsão líquida de procedência estrangeira de 7,5 t de empuxo sobre uma base constituída pelos estágios inferiores do VLS-1. Com isso chegar-se-á a um veículo de três estágios.



    Dentro do contexto de desenvolvimento gradual, o próximo passo será a introdução de um segundo estágio líquido, com empuxo de cerca de 30 t, a partir da configuração anterior, e de um propulsor a propulsão sólida com 40 t de propelente.



    Assim, o veículo VLS BETA seria configurado com o propulsor sólido de 40 t, em seu primeiro estágio e, uma parte alta composta por um motor a propulsão líquida de 30 t de empuxo e outro motor a propulsão líquida de 7,5 t de empuxo.



    O próximo passo, consolidado no veículo VLS GAMA, será o da substituição do estágio inferior a propelente sólido por um estágio a propelente líquido de 150 t de empuxo. Os estágios superiores seriam os mesmos do VLS BETA, alterando-se apenas as quantidades de combustível e de oxidante nos tanques para permitir o atendimento da missão.



    O modelo proposto prosseguirá com a junção de dois propulsores sólidos de 40 t de propelente ao núcleo de três motores líquidos em configuração tandem já desenvolvido, definindo assim o veículo VLS DELTA.



    A última etapa, caracterizada pelo veículo VLS EPSILON, compreenderá a substituição dos dois boosters a propelente sólido por dois boosters a propelente líquido de 150 t de empuxo. Os boosters líquidos empregariam a solução tecnológica já adotada para o motor de primeiro estágio nos veículos VLS GAMA e VLS DELTA.



    As soluções tecnológicas propostas são fruto de intensas discussões e resultado de inúmeras simulações. O programa e os veículos que dele fazem parte permitirão um desenvolvimento evolutivo através do acréscimo de novos estágios e boosters, e poderá ser desenvolvido a um custo relativamente baixo.









     

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