segunda-feira, 28 de junho de 2010

O futuro das comunicações via satélite




O futuro das comunicações via satélite

Se o Brasil não enviar satélites ao espaço até 2013, poderá perder importantes posições orbitais de interesse do país e deverá recorrer a satélites estrangeiros, uma dependência externa prejudicial à sua soberania e defesa. Com o objetivo de alertar o país para esta realidade e fornecer subsídios sobre a situação atual e o cenário futuro das comunicações via satélite no Brasil, a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telecom) promovem, na sexta-feira, 13 de março, de 8h às 14h, o seminário Satélites Impulsionando o Desenvolvimento do País, com entrada franca. Confira abaixo a programação.



Para o presidente da Telecom, engenheiro Roberto Aroso Cardoso, os negócios na área de comunicações via satélite estão em alta no mercado brasileiro. "As tendências continuam sendo de boas perspectivas de negócios. O estado do Rio de Janeiro não só é o pioneiro, como é a "meca" do setor no Brasil", disse. Segundo ele, o seminário deve colaborar para a manutenção do Rio como capital dos negócios com uso de satélites no país, já que as maiores empresas do ramo e os maiores usuários estão na cidade.



O seminário contará com a participação de representantes dos Ministérios das Comunicações e da Defesa, Anatel, Petrobras, Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações Via Satélite (Abrasat), Associação Brasileira das Empresas de Rádio e TV (Abert) e Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), entre outros. Durante o encontro, os principais pioneiros da comunicação via satélite no país - João Carlos Fonseca, Carlos Henrique Moreira, Marcelo Peixoto Ribeiro e Rômulo Villar Furtado - serão homenageados.



No fim do seminário será produzido um documento com propostas a serem encaminhadas ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, e ao grupo de trabalho nomeado pela Portaria 91, do Ministério da Ciência e Tecnologia, de 10 de setembro de 2008, que visa a dar continuidade ao processo de implementação do Projeto Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais.

Satélite Geoestacionário Brasileiro envolve polêmica com a Oi

Satélite Geoestacionário Brasileiro envolve polêmica com a Oi

Nem bem começou o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), e ele já nasce controverso. Isso porque uma das condicionantes impostas pelo governo para aprovar a compra da Brasil Telecom pela Oi era que a tele apresentasse um estudo justamente sobre a viabilidade de um modelo de sistema satelital brasileiro. Esse estudo já foi apresentado e, agora, essas duas frentes precisam ser harmonizadas. Thirso Vilella, diretor de satélites aplicações e desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), explica que o chamamento público para a contratação do estudo de viabilidade aconteceu em novembro do ano passado e a anuência prévia da Anatel com o condicionamento saiu em dezembro. Não se sabe de que maneira a Oi poderia participar do projeto do governo, se apenas como cliente ou como parceira. "As cartas estão na mesa", afirma Francisco Perrone, diretor de assuntos internacionais da Oi. Perrone explica que a partir de 2012 ou 2013 a empresa, "inexoravelmente", precisará de mais capacidade satelital.




O Ministério das Comunicações, por meio de Jovino Francisco Filho, que participa do grupo interministerial dedicada ao SGB, informou que a Oi se apresentou "expontaneamente" para participar do projeto.



Os executivos falaram durante o 9º Congresso Latino-Americano de Satélites que acontece no Rio de Janeiro.



A análise corrente entre especialistas do mercado de satélite é que será muito complicado conciliar os interesses do governo em ter um satélite próprio e desenvolver tecnologia nacional, de um lado, e de outro desenvolvê-lo por meio de uma PPP, em que os interesses econômicos de empresas privadas precisam ser contemplados também

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