quinta-feira, 27 de maio de 2010

Confrontos matam 73 na Jamaica, diz polícia


Exército busca Cristopher "Dudus" Coke, cuja extradição é pedida pelos Estados Unidos



Pelo menos 73 pessoas morreram em Kingston em consequência dos enfrentamentos armados entre soldados e policiais com grupos ligados ao narcotraficante Christopher "Dudus" Coke, que as autoridades querem extraditar aos Estados Unidos.

Após cinco dias de enfrentamentos em Kingston, capital da Jamaica, continua a escalada de violência entre as forças de segurança e os seguidores de Coke, que estão fortemente armados.




Com a apoio de tropas do exército e de helicópteros, a polícia invadiu o subúrbio de Tivoli Gardens no começo da semana, a oeste de Kingston, para prender Christopher "Dudus" Coke. Coke está refugiado no bairro de Tivoli Gardens desde que o governo da Jamaica assinou a ordem para sua extradição, na semana passada.



Popular por sua política de assistência aos jamaicanos pobres, Coke é procurado nos Estados Unidos por tráfico de drogas e de armas, e pode ser condenado à prisão perpétua.



Simpatizantes de Coke realizaram manifestações nas ruas em protesto contra os planos de extraditar o criminoso para julgamento nos Estados Unidos. O delegado de polícia, Owen Ellington, disse a seus funcionários que se defendam, por medo de que Coke e seus seguidores tenham acumulado armamento pesado.



"Não hesitem em responder rapidamente e tomar decisões ativas se forem atacados por esses criminosos", disse Ellington na última segunda-feira, enquanto percorria a cidade. "Fica claro que estão empenhados em causar caos na sociedade com suas ações premeditadas, vis e frias contra a polícia", acrescentou.



Cidade sitiada



O bairro mais afetado pela onda de violência na Jamaica é o de Tivoli Gardens, na zona oeste de Kingston. Nos local, há grande apoio a Coke, que se intitula "líder comunitário". Os simpatizantes de Coke montaram barreiras nas ruas com carros destruídos e arame farpado. Pelo menos uma delegacia foi incendiada.



O apoio a Coke vem de pessoas que acreditam que ele esteja cumprindo o papel do Estado ao prestar serviços como financiamento para crianças. No entanto, o Departamento de Justiça americano afirma que o homem é um dos líderes do tráfico mais perigosos do mundo.



Coke é acusado de liderar uma quadrilha chamada "Shower Posse" (Bando da Ducha, em tradução literal, em alusão ao número de balas disparadas em tiroteios), com ramificações internacionais. Se ele for condenado nos EUA, pode receber prisão perpétua. A quadrilha também é acusada de vários crimes na Jamaica e no Estados Unidos.



No domingo, em meio a uma onda de ataques a delegacias por gangues ligadas a Coke, o governo decretou o estado de emergência na capital jamaicana.



Com AFP e BBC
Depois dos problemas com os helicópteros NH90, agora a Alemanha está suspendendo sua compra de três bilhões de Euros de helicópteros de ataque Tiger, da EADS, devido a sérios problemas nos cabeamentos.






Um porta-voz do Ministério de Defesa da Alemanha disse que a primeira aeronave de combate totalmente operacional não está sendo aguardada para antes de 2012 e, de acordo com um relatório que vazou do ministério, a compra que seria feita com a Eurocopter, uma divisão da EADS, foi suspensa ” até que as falhas sejam efetivamente e sistematicamente retificadas.”



Até o momento a Eurocopter entregou 11 de 80 helicópteros Tiger para a Alemanha, mas o relatório informa que nenhum está adaptado para uso operacional ou treinamento.



“Medidas corretivas relacionadas aos problemas no cabeamento dos helicópteros Tiger vem sendo desenvolvidas, acordado pelo cliente e estão sendo implementadas,” disse a porta-voz da Eurocopter Cecile Vion-Lanctuit. Dois helicópteros serão entregues para “intensivos testes” em junho e julho, com as adicionais entregas previstas para o quarto trimestre, ela disse.



Os países França e a Alemanha encomendaram cada um 80 helicópteros de ataque Tiger em 1998, com a França escolhendo uma diferente versão do modelo alemão. O exército francês no ano passado destacou seus primeiros Tiger para o Afeganistão. A Alemanha ainda está aguardando pela sua primeira versão totalmente capaz de combate do modelo que foi encomendado, com o qual o país precisa oferecer suporte aéreo para os 4.300 soldados alemães destacados no extremo norte do Afeganistão.



A Eurocopter também recebeu pedidos de exportação do modelo Tiger para a Espanha (24 unidades) e para Austrália (18 unidades
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que o Brasil é um parceiro e amigo “muito responsável e efetivo” de Washington, apesar de existir um “desacordo muito sério” entre os dois países no que diz respeito às relações com o Irã.




A chefe da diplomacia americana fez essas declarações ao ser questionada na Instituição Brookings sobre a postura atual do Brasil para o Governo dos Estados Unidos e sobre o acordo de troca nuclear feito entre Brasil, Turquia e Irã.

“Certamente temos desacordos muito sérios com a diplomacia do Brasil para o Irã”, assinalou.



O Governo de Barack Obama indicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler brasileiro Celso Amorim que os Estados Unidos consideram que o acordo com o Irã “torna o mundo mais perigoso, não menos”, explicou Hillary.

Nesse sentido, o debate ficou em torno da pergunta de qual é a postura responsável que se deve tomar frente ao desafio nuclear do Irã.



“Eles têm uma perspectiva diferente” sobre esse assunto, têm seus próprios argumentos e “não estão agindo com impulso”, disse, ressaltando que os Estados Unidos não estão de acordo com este enfoque.



Washington considera que os iranianos estão usando o Brasil e que é momento de negociar uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU. Para os EUA, somente depois Teerã conseguirá negociar seriamente a questão de seu programa nuclear, explicou Hillary.



Brasil e Turquia chegaram no último dia 17 a um acordo de troca nuclear com o Irã. Segundo os termos negociados, Teerã deverá enviar à Turquia 1,2 tonelada de urânio pouco enriquecido e receber no prazo de um ano 120 quilos de combustível nuclear para utilizar em seu reator médico.



Apesar de valorizar os esforços de Brasil e Turquia, os Estados Unidos expressaram reservas ao acordo.



Washington critica o Irã por dizer que continuará enriquecendo urânio a 20%, caso se negue a conversar seriamente sobre seu programa nuclear.



“Eu vejo o Brasil como parte da solução. Vejo o Brasil tendo recursos extraordinários e capacidades para agir contra os problemas em nosso continente e cada vez além” em outras partes do mundo, indicou Hillary.



A secretária, no entanto, ressaltou que isso não significa que os Estados Unidos “sempre irão fazer o papel de acordo com a política do Governo brasileiro”.



Segundo ela, “nossos desacordos não prejudicam de nenhuma maneira nosso compromisso de ver o Brasil como um amigo e parceiro neste continente e além”.

Os EUA querem uma relação com o Brasil que se prolongue no tempo, não importando quem seja o presidente em Washington ou em Brasília, destacou Hillary. “Percebo muito que em vários assuntos importantes o Brasil é um parceiro muito responsável e efetivo”.



Sem a presença do Brasil no Haiti “não teríamos sido capazes de estabilizar a situação depois do terremoto (de janeiro passado)”, disse a secretária. Para ela, o Brasil também contribuiu para um acordo multilateral em dezembro passado na Cúpula de Copenhague sobre mudança climática.



Além disso, os Estados Unidos têm uma relação “realmente robusta” de investimentos e comércio com o Brasil e uma “longa lista de áreas de interesse comum e de alianças nas quais trabalharemos e ampliaremos”, concluiu Hillary

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