quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A versão naval do SA-10 é o SA-N-6 GRUMBLE, com VLS

A versão naval do SA-10 é o SA-N-6 GRUMBLE, com VLS :





O SA-10 Naval com VLS (SA-N-6).








A nova geração da família do S-300 é o S-400 TRIUMF (SA-X-20), desenvolvido pela PVO Almaz-Antev, com longo alcance de 400 km (distância substancialmente aprimorada), com mísseis 9M83M e 9M82M do SA-12.




O sistema S-400 consegue mesmo lançar mísseis de curto, médio e longo alcance, podendo ser usado contra mísseis de cruzeiro, aeronaves e também ogivas de mísseis balísticos a uma grande variedade de altitudes.





Pode interceptar mísseis balísticos ao alcance de 3.500 km, aproximando-se a uma velocidade de até 4,8 km/seg. Deveria ter entrado em serviço na Rússia em 2005, mas o primeiro regimento equipado com ele somente será ativado no final de 2006, na cidade de Fryazevo, próxima a Moscou.



Míssil sendo lançado pelo sistema S-400.




Contra os S-400, os F/A-22 são apenas uma ameaça relativa. Antigamente, os pilotos podiam executar manobras evasivas quando eram perseguidos por mísseis SAM. Hoje - e mais ainda no futuro, isso não é mais verdade, pois os SAM modernos são cada vez mais rápidos, têm alcance muito superior e são dramaticamente mais ágeis contra as aeronaves em alvo.




Sabe-se que um bom sistema de S-400, com 8 lançadores e 32 mísseis, pode ser adquirido por US$ 1 bilhão. Pelo que ele podem fazer contra as mais furtivas ameaças aéreas, significam um excelente custo-benefício. Basta pensar em quanto custa ter 32 caças F/A-22 e o quanto eles podem ser destrutivos ao atingirem seus objetivos.
Kh-59MK




A mais nova variante do Kh-59 é o Kh-59MK mostrado na MAKS 2009. O novo míssil tem capacidade todo tempo e maior alcance. O motor foguete original foi substituído por um turbojato Lyulka-Saturn 36MT (ou TRDD-50A) com 450kg de empuxo. O míssil não tem o motor foguete de aceleração que foi substituído por combustível adicional triplicando o alcance. O sensor de TV foi trocado por uma versão do radar ativo ARGS-345 usado no míssil anti-navio Kh-35. O radar varre +/- 45 graus em azimute e -20 a +10 em elevação com alcance máximo é de 20km. O Kh-59MK foi oferecido com o Su-30MKK e provavelmente para foi vendido para a China.



O projeto é derivado do Kh-59MA pensado para o caso de uma versão de longo alcance do míssil anti-navio Kh-35 fracassasse. O próprio Kh-35 teria papel anti-navio e ar-superficie como o SLAM americano em uma versão com sensor IR alemão.




O novo míssil tem 5,7 metros de comprimento, 1,3 metros de envergadura e 38cm de diâmetro. O peso total é de 930kg. A velocidade de cruzeiro é de 900 a 1.050km/h. O alcance é de 285km. A altitude de cruzeiro é de 10-15 metros e a altitude de ataque final é de 4,7 metros. A cabeça de guerra pesa 320kg
KAB-250L em cores de configuração de testes.




As variantes mais recentes são a KAB-500S-E e KAB-1500S-E da MKB Kompas equipados com guiamento por GPS/INS similar a JDAM. A bomba foi desenvolvida para preencher um requerimento de uma arma "dispare-e-esqueça" da Força Aérea Russa. As bombas já foram testadas e não se sabe se estão operacionais. Estas bombas são armas novas e não um kit adaptável a bombas burras como as JDAM.



O receptor PSN-2001 KB Compass (PSN – Pribor Sputnikovoi Navigatsi ou meio de navegação por satélite) tem duas antenas separadas na bomba e opera com 24 canais do Glonass russo ou do Navstar americano e muda de um para outro automaticamente se necessário. A constelação Glonass precisa de 18 satélites para se tornar completamente operacional o que ocorreu em 2007 com o Glonass-M e Glonass-K.



A KAB-500S pode ser lançada de 500 a 10 mil metros com velocidade de 100 a 720km/h com CEP de 5-10 metros. A KAB-500S pode ser usada pelo Su-27SM e Su-34 e futuramente no PAK-FA e Tu-160 dando capacidade convencional a esta aeronave. A KAB-500S-E é a versão de exportação e a Índia e a China são prováveis compradores.

Bombas Guiadas Russas




Seguindo sucesso americano no Vietnã com uso de bombas guiadas os russos iniciaram seus projetos aproveitando material capturado.



As bombas guiadas russas são usadas como armas de "segunda onda de ataque". A maioria das aeronaves táticas são armadas com mísseis guiados e apenas o Su-24M opera com um misto de bombas burras e mísseis. Os russos consideram que os mísseis são mais desejados em ambientes com defesa antiaérea de alta intensidade, permitindo disparo a baixa altitude e maior alcance (7-10km), dando proteção as aeronaves.



A primeira onda de ataque é feita em conjunto com aeronaves de supressão de defesa e apenas mísseis são usados. As bombas guiadas têm a vantagem de poderem ser lançadas a maiores altitudes após as defesas serem suprimidas. A segunda onda é feita mais dentro do território pelos Su-24M contra alvos vitais como centros de comando, pontes, etc. Os danos colaterais não eram considerados pela URSS e não desenvolveram bombas 250kg a não ser recentemente e mesmo assim para missões de apoio aéreo aproximado.



A experiência no Afeganistão e Chechênia chamou a atenção para a eficiência das armas guiadas com as aeronaves podendo atacar mais alto e fora do alcance de mísseis antiaéreos portáteis que era a melhor defesa do inimigo.




O primeiro uso em combate das bombas guiadas russas foram entre 1988 a 1989 com os Su-24M lançando bombas KAB-1500L contra posições protegidas dos Mujahedin no Afeganistão. No Afeganistão as bombas guiadas a laser KAB-500L e KAB-1500L foram disparadas pelos Su-24 poucas vezes mas o sistema de guiamento tinha problemas nas montanhas e logo pararam de usar. A Índia nunca teve problemas com suas bombas guiadas a laser disparadas pelos Mirage 2000 no Himalaia nem os americanos agora no Afeganistão com suas Paveway. As KAB foram usadas novamente em dezembro de 1995 para destruir um ponte no rio Argun, 10km a leste de Grozny na Chechênia.



A primeira tentativa russa de criar uma bomba guiada foi entre 1938 a 1942 com os "torpedos aéreos" e novamente entre 1947 a 1955 baseadas nas bombas alemães capturadas como a Fritx-X. O resultado final foi a UB-2000F "Tshaika" e a UB-5000F "Kondor," baseadas em bombas de 2 e 5 toneladas com guiamento por comando de rádio. Os russos testaram guiamento por TV com datalink, mas não entrou em operação. Também foi considerado guiamento por infravermelho, mas a tecnologia da época era insuficiente. A Tshaika foi aceita em serviço em 1955 com a designação B-2F ("Izdyelye 4A-22") fabricada pela GSNII-642. Duas podem ser levadas externamente nas asas de um Tu-16 ou uma na fuselagem do Il-28 para atacar navios.




O novo programa foi reiniciado em 1971 com a NIIPGM (agora FGUP ou Region) tendo a tarefa de criar uma bomba guiadas de 250kg e 500kg com guiamento a laser. O resultado foi a KAB-500 de 500kg inicialmente com guiamento por laser semi-ativo seguida da série KAB-1500.



A família KAB (Korrektiruyeskaya Aviatsionnaya Bomba), ou bomba aérea com correção de trajetória, são equivalentes a Paveway II e III e GBU-15 americanas e podem ter sido resultado de um requerimento semelhante. As KAB usam módulos comuns com projeto de seeker únicos e vários tipos de cabeça de guerra.



O desenvolvimento da KAB-500 foi terminado em 1973. Provavelmente usa engenharia reversa das bombas Paveway, Walleye e HOBOS capturadas no Vietnã. A configuração básica é de uma arma de 500kg com guiamento por TV e controle traseiro como a HOBOS e canard fixos menos os strakes da HOBOS. A arma de 1.500kg lembra mais a Paveway II e Hobos com configuração por canards .



As KAB usam dois seeker comuns disponíveis. Um é o laser semi-ativo 27N da Geofizyka-ART com aerofólio em anel similar ao da Paveway II (usados na KAB-500L e KAB-1500L). O CEP é de 4 metros consistente com algoritmo de navegação proporcional ao invés do bang-bang da Paveway II.




As KAB guiadas a laser usam designador laser como o Klen-54 do Su-22M2/M4, Klen PS do Su-25, Klyon PM/PS, Kaira 24M, I-25 Shkval, todos do NOP Zverev, e o casulo Sapsan-E ou até designadores ocidentais com código russo. Os designadores instalados no nariz tem a vantagem de serem apontados pelo sistema de controle de tiro, sendo bem precisos e liberam um cabide para levar armas. Por outro lado a aeronave tem que ir em direção ao alvo continuamente para guiar a bomba lançada por outra aeronave. Antes do disparo um detector laser ma aeronave mede o angulo do vetor velocidade da aeronave e a linha de visada com alvo. Depois do disparo a bomba é alinhada com o alvo automaticamente. O alcance do sensor da bomba é de 5-7 km em condições de visibilidade de 10km.

Super Tucano com cotação em alta


Indonésia anuncia que vai comprar 16 Super Tucano e general britânico também defende a compra do avião brasileiro





É, parece que o A-29 Super Tucano vai mesmo repetir o caminho do seu irmão mais velho, ou “pai”, o T-27 Tucano, que também foi sucesso de exportação (veja matéria do Blog a respeito dessa comparação, publicada em março do ano passado, no primeiro link da lista abaixo).



Desta vez, a Indonésia anunciou que quer comprar 16 aeronaves, para substituir seus velhos OV-10 Bronco. Do outro lado do mundo, na Inglaterra, o general General Richards, Chief of the General Staff, defendeu a compra do Super Tucano, como uma solução de melhor custo/benefício em comparação com os jatos projetados na Guerra Fria.



Segundo o general, a RAF está sob pressão para reduzir custos e o Super Tucano seria ótimo para operações de contra-insurgência no Afeganistão.



Com comparação, foram divulgados os preços dos aviões: o Super Tucano custaria em torno de £5 milhões, uma fração dos £60 milhões de um F-35 e £67 milhões de um Typhoon.




O Super Tucano começou a ser visto com mais atenção depois das ações bem sucedidas nas mãos dos pilotos colombianos contra as FARC. O avião também já foi avaliado pela US Navy e adquirido pela empresa de segurança Blackwater.
submarino nuclear brasileiro com missil de cruzeiro barracuda
Construir um submarino nuclear sem dispor de armamentos nucleares, como pretende o Brasil, não faz sentido, adverte o cientista indiano Prabir Purkayastha, especialista em sistemas energéticos e energia atômica. Com participação prevista para amanhã no Fórum Social Mundial Grande Porto Alegre, ele afirma que o programa brasileiro de enriquecimento de urânio não agrada às grandes potências porque deixa ao País a opção política de fazer ou não artefatos. “A razão pela qual os países estão sendo forçados a assinar o Protocolo Adicional (Tratado de Não-Proliferação Nuclear, estabelecendo inspeções mais intrusivas) é colocar pressão sobre o Irã”, diz ele, que é vice-presidente da All India Peace and Solidarity Organization, maior organização pró-paz indiana, e membro fundador da Coalition for Nuclear Disarmament and Peace e da All India Peoples Science Network, rede com mais de 500 cientistas ativistas da Índia.




O Brasil anunciou recentemente que construirá um submarino nuclear. Que tipo de consequência isso pode trazer para o País?



Penso que um submarino nuclear tem muito pouco propósito a não ser que seja visto como parte de um sistema de disparo de armamento nuclear. Sem armas nucleares, é difícil entender gastar dinheiro com brinquedos tão caros. O problema que temos agora no mundo é que os cinco Estados nucleares se recusam a se engajar no desarmamento nuclear, estão fazendo das armas nucleares moeda do poder internacional.





O Brasil poderá ter algum tipo de problema internacional por estar tentando ter um submarino nuclear?



Oficialmente, construir um submarino nuclear é programa nuclear civil, não um programa de armas. O problema é político e não legal.






O País fará duas usinas nucleares. É uma escolha correta?



Devido ao aquecimento global e às emissões de CO2, os países precisam manter aberta a opção nuclear. Algum dinheiro precisa ser investido nisso, ainda que por motivos econômicos..





Quais seriam as escolhas corretas na área energética?



Dados os recursos de longo prazo, a biomassa é um caminho óbvio.

Lula vê sonho desfeito e critica Davos




lula verdadeiro.cidadâo brasileiro
Ele admite ”diferenças” entre o que pensou e o que fez, além de dizer que o Fórum Econômico perdeu glamour




Leonencio Nossa e Sandra Hahn





Na última participação no Fórum Social Mundial em seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu disfarçar mudanças nítidas no discurso do início do mandato e as divergências que se acentuaram com setores da esquerda nos últimos anos. Em janeiro de 2003, nos primeiros dias no governo, afirmou no fórum que o ex-presidente Fernando Collor tinha perdido o mandato em 1992 por “roubalheira”, prometeu que os pobres não morreriam mais nas filas de hospital e avaliou que faria “o governo mais honesto que já houve na história deste país”. Na fala de ontem à noite, se mostrou mais cauteloso. “Sabemos que há diferenças fundamentais entre o que um governante sonhou a vida inteira e o que conseguiu realizar.”



Para afagar o público, disse que, depois de dez anos de sua criação, o evento de Porto Alegre continua “intacto”. Ao mesmo tempo fez críticas ao Fórum Econômico de Davos, onde estará amanhã. “Tenho consciência de que Davos não tem mais o glamour que eles achavam que tinha em 2003″, afirmou.



Cerca de 7 mil pessoas estiveram no Ginásio do Gigantinho para ouvir Lula. Muitos participantes, contudo, não esperaram o presidente terminar o discurso e deixaram o ginásio. Representantes do MST, uma das entidades promotoras do evento, nem sequer compareceram ao Gigantinho para ouvi-lo. Os sem-terra e representantes de partidos como PSTU optaram por boicotar a “festa” do presidente. Em conversas reservadas, muitos “radicais” observaram que o Lula que subiu no palco do ginásio é agora aliado do senador Fernando Collor (PTB-AL) no Congresso.



SEM BRILHO



Lula participou da primeira edição do Fórum em 2001, quando ainda não estava no poder. Como presidente, esteve nas edições de 2003 e 2005 em Porto Alegre e na do ano passado, em Belém. Com mais de 80% de aprovação nas pesquisas, o presidente reencontrou um Fórum Social Mundial sem o brilho de antes. Ainda assim, não perdeu a oportunidade de fazer campanha para os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Tarso Genro (Justiça) que disputam a Presidência e o governo do Rio Grande do Sul, respectivamente.



Um dos organizadores do Fórum, Oded Grajew, que já assessorou o presidente, avalia que o “grande pecado” do governo Lula foi o fato de não levar à frente a reforma política. Grajew não poupa nem mesmo os grupos que compõem o evento que se intitula como alternativa ao “capitalismo liberal”. “As organizações sociais não foram suficientemente fortes para promover a reforma política. Como Lula tinha prometido fazer a reforma, talvez elas tenham ficado acomodadas na promessa”, diz Grajew. “Não foram sábias para perceber as origens das coisas.” Grajew ressalta que as atenções da chamada esquerda foram diluídas em discussões menos relevantes.



NÚMEROS



Já o sociólogo Emir Sader observou que o Lula que voltou a Porto Alegre ontem dispõe de números importantes para apresentar, citando como exemplo o aumento do índice de empregados com carteira assinada e a recuperação econômica do País depois da crise financeira internacional. “O povo não pagou o preço da crise”, diz. Para o sociólogo, o governo melhorou com a saída do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em 2006. “O eixo do governo passou a ser a ministra Dilma.”



Em um dos poucos momentos de descontração, aliás, Lula chamou a ministra de “Dilminha”, lembrando da presença dela na Conferência do Clima, em Copenhague, em dezembro. A plateia presente reagiu positivamente, gritando o nome da pré-candidata do PT à Presidência. Um grupo chegou a adaptar um jingle de campanha de Lula: “Olê, olé, olá, Dilma, Dilma.”

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