quinta-feira, 27 de maio de 2010

Confrontos matam 73 na Jamaica, diz polícia


Exército busca Cristopher "Dudus" Coke, cuja extradição é pedida pelos Estados Unidos



Pelo menos 73 pessoas morreram em Kingston em consequência dos enfrentamentos armados entre soldados e policiais com grupos ligados ao narcotraficante Christopher "Dudus" Coke, que as autoridades querem extraditar aos Estados Unidos.

Após cinco dias de enfrentamentos em Kingston, capital da Jamaica, continua a escalada de violência entre as forças de segurança e os seguidores de Coke, que estão fortemente armados.




Com a apoio de tropas do exército e de helicópteros, a polícia invadiu o subúrbio de Tivoli Gardens no começo da semana, a oeste de Kingston, para prender Christopher "Dudus" Coke. Coke está refugiado no bairro de Tivoli Gardens desde que o governo da Jamaica assinou a ordem para sua extradição, na semana passada.



Popular por sua política de assistência aos jamaicanos pobres, Coke é procurado nos Estados Unidos por tráfico de drogas e de armas, e pode ser condenado à prisão perpétua.



Simpatizantes de Coke realizaram manifestações nas ruas em protesto contra os planos de extraditar o criminoso para julgamento nos Estados Unidos. O delegado de polícia, Owen Ellington, disse a seus funcionários que se defendam, por medo de que Coke e seus seguidores tenham acumulado armamento pesado.



"Não hesitem em responder rapidamente e tomar decisões ativas se forem atacados por esses criminosos", disse Ellington na última segunda-feira, enquanto percorria a cidade. "Fica claro que estão empenhados em causar caos na sociedade com suas ações premeditadas, vis e frias contra a polícia", acrescentou.



Cidade sitiada



O bairro mais afetado pela onda de violência na Jamaica é o de Tivoli Gardens, na zona oeste de Kingston. Nos local, há grande apoio a Coke, que se intitula "líder comunitário". Os simpatizantes de Coke montaram barreiras nas ruas com carros destruídos e arame farpado. Pelo menos uma delegacia foi incendiada.



O apoio a Coke vem de pessoas que acreditam que ele esteja cumprindo o papel do Estado ao prestar serviços como financiamento para crianças. No entanto, o Departamento de Justiça americano afirma que o homem é um dos líderes do tráfico mais perigosos do mundo.



Coke é acusado de liderar uma quadrilha chamada "Shower Posse" (Bando da Ducha, em tradução literal, em alusão ao número de balas disparadas em tiroteios), com ramificações internacionais. Se ele for condenado nos EUA, pode receber prisão perpétua. A quadrilha também é acusada de vários crimes na Jamaica e no Estados Unidos.



No domingo, em meio a uma onda de ataques a delegacias por gangues ligadas a Coke, o governo decretou o estado de emergência na capital jamaicana.



Com AFP e BBC
Depois dos problemas com os helicópteros NH90, agora a Alemanha está suspendendo sua compra de três bilhões de Euros de helicópteros de ataque Tiger, da EADS, devido a sérios problemas nos cabeamentos.






Um porta-voz do Ministério de Defesa da Alemanha disse que a primeira aeronave de combate totalmente operacional não está sendo aguardada para antes de 2012 e, de acordo com um relatório que vazou do ministério, a compra que seria feita com a Eurocopter, uma divisão da EADS, foi suspensa ” até que as falhas sejam efetivamente e sistematicamente retificadas.”



Até o momento a Eurocopter entregou 11 de 80 helicópteros Tiger para a Alemanha, mas o relatório informa que nenhum está adaptado para uso operacional ou treinamento.



“Medidas corretivas relacionadas aos problemas no cabeamento dos helicópteros Tiger vem sendo desenvolvidas, acordado pelo cliente e estão sendo implementadas,” disse a porta-voz da Eurocopter Cecile Vion-Lanctuit. Dois helicópteros serão entregues para “intensivos testes” em junho e julho, com as adicionais entregas previstas para o quarto trimestre, ela disse.



Os países França e a Alemanha encomendaram cada um 80 helicópteros de ataque Tiger em 1998, com a França escolhendo uma diferente versão do modelo alemão. O exército francês no ano passado destacou seus primeiros Tiger para o Afeganistão. A Alemanha ainda está aguardando pela sua primeira versão totalmente capaz de combate do modelo que foi encomendado, com o qual o país precisa oferecer suporte aéreo para os 4.300 soldados alemães destacados no extremo norte do Afeganistão.



A Eurocopter também recebeu pedidos de exportação do modelo Tiger para a Espanha (24 unidades) e para Austrália (18 unidades
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que o Brasil é um parceiro e amigo “muito responsável e efetivo” de Washington, apesar de existir um “desacordo muito sério” entre os dois países no que diz respeito às relações com o Irã.




A chefe da diplomacia americana fez essas declarações ao ser questionada na Instituição Brookings sobre a postura atual do Brasil para o Governo dos Estados Unidos e sobre o acordo de troca nuclear feito entre Brasil, Turquia e Irã.

“Certamente temos desacordos muito sérios com a diplomacia do Brasil para o Irã”, assinalou.



O Governo de Barack Obama indicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler brasileiro Celso Amorim que os Estados Unidos consideram que o acordo com o Irã “torna o mundo mais perigoso, não menos”, explicou Hillary.

Nesse sentido, o debate ficou em torno da pergunta de qual é a postura responsável que se deve tomar frente ao desafio nuclear do Irã.



“Eles têm uma perspectiva diferente” sobre esse assunto, têm seus próprios argumentos e “não estão agindo com impulso”, disse, ressaltando que os Estados Unidos não estão de acordo com este enfoque.



Washington considera que os iranianos estão usando o Brasil e que é momento de negociar uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU. Para os EUA, somente depois Teerã conseguirá negociar seriamente a questão de seu programa nuclear, explicou Hillary.



Brasil e Turquia chegaram no último dia 17 a um acordo de troca nuclear com o Irã. Segundo os termos negociados, Teerã deverá enviar à Turquia 1,2 tonelada de urânio pouco enriquecido e receber no prazo de um ano 120 quilos de combustível nuclear para utilizar em seu reator médico.



Apesar de valorizar os esforços de Brasil e Turquia, os Estados Unidos expressaram reservas ao acordo.



Washington critica o Irã por dizer que continuará enriquecendo urânio a 20%, caso se negue a conversar seriamente sobre seu programa nuclear.



“Eu vejo o Brasil como parte da solução. Vejo o Brasil tendo recursos extraordinários e capacidades para agir contra os problemas em nosso continente e cada vez além” em outras partes do mundo, indicou Hillary.



A secretária, no entanto, ressaltou que isso não significa que os Estados Unidos “sempre irão fazer o papel de acordo com a política do Governo brasileiro”.



Segundo ela, “nossos desacordos não prejudicam de nenhuma maneira nosso compromisso de ver o Brasil como um amigo e parceiro neste continente e além”.

Os EUA querem uma relação com o Brasil que se prolongue no tempo, não importando quem seja o presidente em Washington ou em Brasília, destacou Hillary. “Percebo muito que em vários assuntos importantes o Brasil é um parceiro muito responsável e efetivo”.



Sem a presença do Brasil no Haiti “não teríamos sido capazes de estabilizar a situação depois do terremoto (de janeiro passado)”, disse a secretária. Para ela, o Brasil também contribuiu para um acordo multilateral em dezembro passado na Cúpula de Copenhague sobre mudança climática.



Além disso, os Estados Unidos têm uma relação “realmente robusta” de investimentos e comércio com o Brasil e uma “longa lista de áreas de interesse comum e de alianças nas quais trabalharemos e ampliaremos”, concluiu Hillary

terça-feira, 25 de maio de 2010

JÀ ESTAR CONFIRMADO RAFALE -TOTAL DE 120 CAÇA 36 RAFALE SERÌA FABRÌCADOS POR FRANCÊS - Brasil deve confirmar em breve sua escolha pelo caça francês Rafale para substituir parte de sua frota de aviões de combate, afirmou ontem uma fonte diplomática do francesa sob condição de anonimato, logo depois de um encontro entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega Nicolas Sarkozy.






Os dois presidentes, que estiveram em Madri participando da cúpula União Europeia (UE) e América Latina, conversaram sobre o plano de compra do Brasil de 36 caças, indicou a fonte.





O Presidente francês Nicolas Sarkozy encontrou-se com o Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, em Madri, Espanha, onde conversaram sobre o venda dos caças Rafale para o Brasil. (Foto: RICARDO STUCKERT/REUTERS)

“O que se destaca dessa conversa é que a preferência (pelo Rafale) expressada pelo Brasil em setembro do ano passado deve ser confirmada em breve”, declarou a fonte.



No ano passado, o Brasil abriu licitação para a compra de 36 aviões de combate num acordo que pode superar os US$ 4 bilhões. A negociação pode, eventualmente, subir para 100 caças. Estão na disputa o caça Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18 fabricado pela empresa norte-americana Boeing.

F 35 SERÌA UMA BOA PARA O BRASIL


O ministro brasileira da Defesa, Nelson Jobim já afirmou que a Força Aérea Brasileira (FAB) optou pelo Rafale após análise técnica das aeronaves, mas depois voltou atrás.



O Presidente da França, Nicolas Sarkozy, informou que acredita que a decisão deverá ser tomada antes do final desse mês. A França está tentando acelerar o processo para não ver o programa ser mais uma vez cancelado devido as eleições que vão ocorrer em outubro.



Fonte: Reuters – Tradução: Cavok

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reator de submarino nuclear fica pronto em 2014 e será modelo para usinas




Rio de Janeiro – Os dez prédios em construção no complexo militar de Aramar, em Iperó (SP), vão abrigar o Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgen), de onde sairá o primeiro reator nuclear 100% brasileiro – os de Angra 1 e 2 são, respectivamente, norte-americano e alemão.



A principal aplicação do reator será equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro, que deverá entrar em operação por volta de 2020. No prédio principal será montada uma réplica em escala real do submarino, para testar cada detalhe do reator, do motor e de todos os sistemas da embarcação, além de treinar a tripulação.



O reator será de uma nova família, bem mais eficiente energeticamente do que os anteriores, podendo usar combustível menos enriquecido e prolongando em muito a troca por uma nova carga.



“Inicialmente vamos trabalhar em torno de 5% [de enriquecimento].À medida que houver as evoluções, tende-se a ir a 20%. O gerenciamento do combustível hoje é mais inteligente. Consegue-se que o urânio fique mais tempo gerando energia”, explicou o coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, capitão de mar e guerra André Luís Ferreira Marques, em entrevista à Agência Brasil.



“Nos primeiros navios, tirava-se o urânio ainda com muita energia para queimar, porque eles não conseguiam gerenciar isso direito”, lembrou Marques.



Ele destacou que, além de proporcionar um ganho na área da Defesa, a construção do reator vai beneficiar a sociedade como um todo, já que, extrapolando a escala, o mesmo tipo de projeto poderá mover uma usina nuclear.



“As próximas usinas nucleares usarão tecnologia brasileira, se não em tudo, em uma graduação, chegando futuramente a 100%. O Labgene é o preâmbulo das futuras usinas nacionais. Nós desenvolvemos os fornecedores, que já estão acostumados com as normas técnicas, os cuidados e as inspeções de controle de qualidade, para fazer equipamentos maiores”.



Para Ferreira Marques, “é o início do big bang [uma alusão à teoria da chamada grande explosão que resultou na criação do universo, aceita por parte dos cientistas]. A gênese dos reatores de potência”.



As informações são da Agência Brasil

domingo, 23 de maio de 2010

ST. LOUIS, EUA, 20 de maio de 2010 – A Boeing irá focar em sua contínua oportunidade de parceria com o Brasil durante o 1º Fórum Nacional de Defesa Aérea 2010, que começa no próximo dia 24 de maio, em Brasília. Representantes do Ministério da Defesa, da Força Aérea Brasileira e do governo brasileiro também participarão do encontro que discutirá a nova Estratégia Nacional de Defesa do Brasil.




Michael Coggins, gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da Boeing Military Aircraft, será um dos palestrantes do Fórum e fará uma apresentação sobre como a Boeing, em parceria com o Governo dos EUA, pode atender diretamente todos os aspectos da nova Estratégia Nacional de Defesa do Brasil.



“Como a maior empresa aeroespacial do mundo, a Boeing está melhor posicionada para ajudar o Brasil a fortalecer sua indústria de defesa e conquistar a liderança no quesito tecnologia”, afirma Coggins. “Através da transferência de tecnologia dos EUA, a indústria aeroespacial brasileira poderá prover capacidades-chave ao Brasil, tornar-se parte da rede mundial de fornecedores da Boeing, além de obter acesso ao mercado aeroespacial e de defesa dos Estados Unidos”.



O F/A-18E/F Super Hornet é um dos três finalistas da licitação F-X2. O governo brasileiro planeja adquirir 36 aeronaves para modernizar sua frota de caças de combate. As ofertas finais foram entregues em outubro de 2009.
Séria uma Boa ideia Uma Parceria com a Boeing DEFENSE


Uma unidade da Boeing Company, a Boeing Defense, Space & Security é uma das maiores empresas do mundo no setor espacial, defesa e segurança, especializada em soluções inovadoras, desenvolvidas sob medida para as necessidades dos seus clientes. É ainda a maior e mais versátil fabricante de aviões militares do mundo. Sediada em Saint Louis, nos Estados Unidos, a Boeing Defense, Space & Security é uma empresa com negócios que totalizam US$ 34 bilhões, empregando 68 mil pessoas em todo o mundo.

Da extrema criatividade e engenhosidade dos engenheiros russos, surgiu a família de caças Su-27 Flanker, ou FAMILIA FLANKER para os mais íntimos.

Da extrema criatividade e engenhosidade dos engenheiros russos, surgiu a família de caças Su-27 Flanker, ou FAMILIA FLANKER para os mais íntimos.




O Su-30 é a versão da FAMILIA FLANKER mais utilizada hoje. Equipa as forças aéreas da Rússia, da China modelo MKK e da Índia MKI, todos com enormes extensões territoriais, justamente como o Brasil.



Nos próximos 30 anos os Su-30 devidamente modernizados, serão ainda um verdadeiro pesadelo para todos os caças e meios não stealth. Isto devido a combinação ‘quase perfeita’ [posto que perfeição não existe] entre radar-sensores-motores-armamento e aerodinâmica também ‘quase perfeita’ [pelo mesmo motivo anterior].



Contudo, os engenheiros da SUKHOI prepararam uma versão do FLANKER superior aos membros já existente da FAMILIA FLANKER, e muito superior em todos os aspectos a toda e qualquer aeronave ocidental não furtiva, de grande desempenho existente hoje.



Trata-se do Su-35BM, na realidade, uma aeronave completamente nova, com toda a tecnologia já testada nos Su-30 MKI, sendo de acordo com a designação russa um caça de geração 4++.




Seu cone de cauda é menor, seus flaperons são grandes e o Su-35BM tem grandes entradas de ar. O extenso uso de materiais RAM e de novos materiais compostos em sua estrutura que permitiu diminuir muito o peso, e sua assinatura radar é bastante reduzida, no mesmo nível de caças como os deltas europeus, ou os caças de 4º geração norte americanos quando tratados com RAM.





O caça já incorpora tecnologias de 5 geração, e será o padrão da força aérea russa até pelo menos 2020 quando a 5º geração russa começa a ser produzida em números adequados.



Trata-se de um avião de grande envergadura, pesado, equipado com 2 potentes turbofans, primordialmente biplace e dispondo das mais formidáveis maravilhas tecnológicas.



A técnica do FORMATO, como redutor de assinatura por radar utilizada hoje por aviões como o B-2 e o F-117, foi — predita e descrita por um cientista russo em 1966. Ao contrário do que pensam grande parte dos “analistas ocidentais”, e muitos aficionados por aviação e meios militares, os russos estão bem desenvolvidos no quesito redução de assinaturas por radar (Radar Cross section) e na tecnologia de diminuição da assinatura Infravermelha (IR), que diminuem a capacidade e alcance de detecção dos radares/sensores convencionais.



Tem estrutura robusta e perfeito sistema de controle de incêndio. Seu sistema hidráulico é duplo e o elétrico é redundante, prevenindo e evitando panes. Para a manutenção do caça, o sistema de informação integrado emite alerta sobre falhas com mensagens escritas e por som, recomendando soluções aos mecânicos.



O Su-35BM é um passo lógico para todos os clientes do Flanker, incluindo os que tem as melhores versões do SU-30, como a Índia, muito embora estes Flankers possam ser elevados para um padrão muito similar em um futuro próximo. O Su-30 MKI indiano, por exemplo, usará em 2011 o mesmo radar do Su-35BM para exportação, o IRBIS.



O Su-35BM SUPER FLANKER dispõe de TVC, foi projetado para cobrir longas distâncias e para funcionar como nave-mãe para Comando, com seu enlace de dados permitindo controlar e comandar outros caças e fazer contato com navios, radares, baterias e tropas.



Seu fantástico alcance com REVO confere-lhe possibilidade de emprego em missões sub estratégicas [inter-continentais].



O Su-35BM tem como principais características, a altíssima performance e agilidade em voo manobrado, capacidade supercruise, altíssimo desempenho no combate ar-ar a curta, média e longa distancia e ar superfície, disparando munição de através de um sofisticado sistema de informação e de detecção de alvos de longo alcance, sofisticado sistema de defesa e guerra eletrônica, acentuada redução na assinatura por radar/térmica, fusão de sensores, computadores de alta velocidade e sensores de alta potencia. Também carrega 1,5 toneladas a mais de combustível, do que as variantes comuns do Flanker.







Tem capacidades swing-role [mudar de missão a qualquer momento durante uma surtida] e de auto-escolta. Pode penetrar em ambiente de defesa de alta intensidade, de dia ou noite e a qualquer tempo.



Possui um grande número de cabides, que permitem levar 8 mísseis ar-ar de longa distância (BVR), atingindo alvos a 160 km. Dispõe de 2 potentes radares que detectam alvos terrestres/navais a 200 km e caças inimigos a 400 km, [Tikhomirov NIIP Irbis-E (N035E) ]permitindo disparar contra vários, inclusive para trás.







O Su-35BM pode cobrir um raio de ação de 1.500 km e voar de volta até com um só motor caso seja atingido, pois as 2 turbinas são bem separadas e protegidas, dispondo de alimentação individual de combustível.



A cabine do Su-35, consiste em dois grandes lcds com 22,5/30cm e dão ao piloto as informações integradas, completas e mostradas no capacete do piloto e existe mais um LCD de backup. A aeronave tem um novo sistema de ataque e de navegação, sistema de navegação guiado por satélite e sistemas de radio navegação digitais. O sistema de comunicação é digital e multicanal consiste em dois canais de radio, capacidade de ligação com o link-16 padrão OTAN, data link a prova de interferência.







Os caças da FAMÍLIA FLANKER, multimissão russos da Sukhoi, seriam a solução ideal e até ‘quase perfeita’ para as dimensões continentais do Brasil, tendo em vista as extensões da Amazônia, do Litoral, do Mar Territorial e, até mesmo, do Atlântico Sul, pois todos têm alcance impressionante de até 4.000 km.

Este caça é o mais capaz para cobrir estas vastidões e poderia ser um novo paradigma a ser alcançado pela FAB. Entretanto, o Su-35BM foi desclassificado para o FX-2.
Transcrevo abaixo ,sem comentários ,um inquietante artigo sobre o programa nuclear brasileiro publicado na importante revista alemã Der Spiegel em 7 de maio passado:






O Brasil está desenvolvendo a bomba?



Por Hans Rühle



O Brasil assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear, mas especialistas suspeitam que pode estar trabalhando em uma bomba. O país pode legalmente enriquecer urânio para seus submarinos nucleares, mas ninguém sabe o que acontece com o combustível, uma vez que é confinado em bases militares.



Em outubro de 2009, a prestigiosa revista Foreign Policy publicou um artigo intitulado "As Futuras potências nucleares" Segundo o autor, o Cazaquistão, Bangladesh, Birmânia, os Emirados Árabes Unidos e Venezuela são os próximos candidatos - depois do Irã - para a filiação no clube das potências nucleares. Apesar de seus argumentos interessantes, o autor deixou de mencionar o mais importante: o Brasil.



Atualmente, o Brasil é tido em grande estima pelo resto do mundo. Seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se uma estrela no cenário internacional. "Esse aqui é o cara", disse certa vez o presidente Barack Obama, em louvor do seu homólogo brasileiro. Lula, como é conhecido, ainda pode dar-se ao luxo de receber o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinedjá, com todas as honras e aprovar o seu programa nuclear, embora o Irã esteja agora isolado em todo o mundo.



A confiança de Lula da Silva é um indicativo da auto-afirmação do Brasil no status de grande potência - inclusive em termos militares. Isto se reflete no documento Estratégia Nacional de Defesa, que foi publicado no final de 2008. Além do domínio do ciclo completo do combustível nuclear - que já foi alcançado - o documento solicita a construção de submarinos de propulsão nuclear.



Parece inofensivo, mas não é, porque o termo "submarinos de propulsão nuclear" pode na verdade ser um disfarce para um programa de armas nucleares. O Brasil já teve três programas nucleares militares secretos, entre 1975 e 1990. A abordagem da Marinha provou ser o mais bem sucedido: com centrífugas importadas de alto desempenho para produzir urânio altamente enriquecido de hexafluoreto de urânio, de modo a ser capaz de operar pequenos reactores para submarinos. No momento oportuno, o país poderia ter usado suas recém-adquiridas capacidades nucleares para conduzir uma "explosão nuclear pacífica", baseado no exemplo da Índia. O buraco de 300 metros (984 pés) destinado ao teste já havia sido perfurado na Serra do Cachimbo. De acordo com declarações do ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, em 1990, os militares brasileiros estava à beira da construção de uma bomba.



Mas nunca chegou a esse ponto. Durante a democratização do Brasil, os programas nucleares secretos foram efetivamente abandonadas. Sob a Constituição do país em 1988, as atividades nucleares eram restritas a "fins pacíficos". O Brasil ratificou o Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe em 1994 e, em 1998,assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e o Tratado de proscrição de ensaios nucleares.O namoro do Brasil com a bomba aparentemente terminara.



Na presidência de Lula da Silva, no entanto, este namoro foi reacendido, e os brasileiros estão se tornando cada vez menos reticentes em brincar com a sua própria opção nuclear. Apenas alguns meses depois da posse de Lula em 2003, o país retomou oficialmente o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear.



Mesmo durante sua campanha eleitoral, Lula criticou o TNP, chamando-o de injusto e obsoleto. Embora o Brasil não se retire do tratado, as condições de trabalho dos inspectores da Autoridade Internacional de Energia Atômica (AIEA)ficaram mais difíceis. A situação ficou tensa em abril de 2004, quando a agência foi negado o acesso ilimitado a uma instalação de enriquecimento de recém-construída em Resende, perto do Rio de Janeiro. O governo brasileiro também deixou claro que não tinha a intenção de assinar o protocolo adicional ao TNP, que teria exigido a abertura para inspeções não avisadas de instalações nucleares.



Em meados de Janeiro de 2009, durante uma reunião do Grupo de Fornecedores Nucleares, um grupo de países fornecedores nucleares, que trabalha para o controle das exportações de materiais nucleares, as razões para esta política restritiva tornaram-se claras para os participantes, quando representante do Brasil travou os esforços para tornar mais transparente o programa de submarino nuclear.



"Aberto a negociação"



Por que todo esse segredo? O que há a esconder no desenvolvimento de pequenos reatores para submarinos de energia, sistemas que vários países têm tido ao longo de décadas? A resposta é tão simples quanto perturbadora: o Brasil está , provavelmente, também desenvolvendo algo mais nas usinas que tenha declarado como instalações de produção de submarinos: armas nucleares. O vice-presidente José Alencar ofereceu uma razão quando defendeu abertamente a aquisição pelo Brasil de armas nucleares em setembro de 2009. Para um país com 15 mil quilômetros de fronteira e ricas reservas de petróleo no mar , disse Alencar, estas armas não só seriam um importante instrumento de "intimidação", mas também os meios para dar ao Brasil mais sua importância no cenário internacional. Quando ele foi apontado que o Brasil assinou o TNP, Alencar reagiu calmamente, dizendo que era "uma questão que podia ser objeto de negociação."



Exatamente como o Brasil poderia chegar à construção de armas nucleares? A resposta, infelizmente, é que seria relativamente fácil. Uma condição prévia para a construção de pequenos reatores para os motores de submarinos é que o material nuclear regulamentado pela AIEA seja aprovado. Mas porque o Brasil designou como áreas militares restritas suas instalações de produção para a construção de submarino nuclear, os inspectores da AIEA deixaram de ter acesso. Em outras palavras, uma vez que o urânio enriquecido fornecido legalmente passou pelo portão da fábrica, onde os submarinos nucleares estão sendo construídas, ele pode ser usado para qualquer finalidade, incluindo a produção de armas nucleares. E porque quase todos os submarinos nucleares são operados com urânio altamente enriquecido, o que também acontece com armas, o Brasil pode facilmente justificar a produção de combustível nuclear altamente enriquecido. Mesmo se não há nenhuma prova definitiva das atividades nucleares do Brasil (ainda), eventos passados sugerem que é altamente provável que o Brasil está desenvolvendo armas nucleares. Nem a proibição constitucional, nem o TNP vão impedir que isso aconteça.


                                       SÉRÍA PURA FIQUIÇAO OU PURA VERDADE
Uma revolucionária tese de doutorado produzida no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército – Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso, confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, desenvolver a bomba atômica. “Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe”, disse o físico.




Mantida atualmente sob sigilo no IME, a pesquisa foi publicada num livro e sua divulgação provocou um estrondoso choque entre o governo brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), responsável pela fiscalização de artefatos nucleares no mundo inteiro.



O pesquisador desenvolveu cálculos e equações que permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram cobertas de sigilo, mas vazaram acidentalmente.



Barroso publicou o grosso dos resultados da tese no livro A Física dos explosivos nucleares (Editora Livraria da Física, 439 páginas), despertando a reação da AIEA e, como subproduto, um conflito de posições entre os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores. A crise vinha sendo mantida em segredo pelo governo e pela diplomacia brasileira.



A AIEA chegou a levantar a hipótese de que os dados revelados no livro eram secretos e só poderiam ter sido desenvolvidos em experimentos de laboratório, deixando transparecer outra suspeita que, se fosse verdade, seria mais inquietante: o Brasil estaria avançando suas pesquisas em direção à bomba atômica.



A AIEA também usou como pretexto um velho argumento das superpotências: a divulgação de equações e fórmulas secretas, restritas aos países que desenvolvem artefatos para aumentar os arsenais nucleares, poderia servir ao terrorismo internacional.



Os argumentos e a intromissão da AIEA nas atividades acadêmicas de uma entidade subordinada ao Exército geraram forte insatisfação da área militar e o assunto acabou sendo levado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim.



No final de abril, depois de fazer uma palestra sobre estratégia de defesa no Instituto Rio Branco, no Rio, Jobim ouviu as ponderações do ministro Santiago Irazabal Mourão, chefe da Divisão de Desarmamento e Tecnologias Sensíveis do MRE, numa conversa assistida pelos embaixadores Roberto Jaguaribe e Marcos Vinicius Pinta Gama. A crise estava em ebulição.



Jobim deixou o local com o texto de um documento sigiloso entitulado Programa Nuclear Brasileiro – Caso Dalton, entregue pelo próprio Mourão. Mandou seus assessores militares apurarem e, no final, rechaçou as suspeitas levantadas, vetou o acesso da AIEA à pesquisa e saiu em defesa do pesquisador.



Num documento com o carimbo de secreto, chamado de Aviso 325, ao qual o Jornal do Brasil teve acesso, encaminhado a Celso Amorim no final de maio, Jobim dispara contra a entidade.



“A simples possibilidade de publicação da obra no Brasil e sua livre circulação são evidência eloquente da inexistência de programa nuclear não autorizado no País, o que, se fosse verdade, implicaria em medidas incontornáveis de segurança e sigilo”, criticou o ministro no documento.



Diplomacia



Amorim teria assumido uma posição dúbia, tentando contornar a crise sugerindo que o pleito da AIEA fosse atendido, pelo menos em parte, como convém sempre à diplomacia. A entidade queria que o livro fosse recolhido e exigiu dados mais detalhados sobre o método e as técnicas utilizadas pelo físico brasileiro. Insistia que o conteúdo do livro era material sigiloso.



Jobim bateu o pé e, em nome da soberania e da clara opção brasileira de não se envolver na construção de arsenais nucleares – explicitada na Constituição – descartou qualquer interferência no setor.



Situado na Praia Vermelha, o IME é um órgão de pesquisa básica, com curso de pós-graduação e extensão universitárias para civis e militares, subordinado ao Comando do Exército.



O ministro citou a banca examinadora do IME, formada por seis PhDs em física, entre eles o orientador de Barroso, Ronaldo Glicério Cabral, para garantir que a tese é trabalho teórico e sem vínculo com qualquer experiência realizada no Brasil.



Jobim citou o respeito a tratados para afirmar que o Brasil tem credibilidade para pesquisar “à margem de suspeições de qualquer origem”.



Jobim enfatizou ainda que o recolhimento compulsório do livro, como queria a AIEA, implicaria em grave lesão ao direito subjetivo protegido pela Constituição. Em outras palavras, seria uma censura a uma obra acadêmica com a chancela do governo Lula. E ainda criticou a entidade que, segundo ele, não justificou os comentários sobre a obra e nem apresentou base científica para amparar o questionamento.



A crise é uma ferida ainda não cicatrizada. Jobim não quis dar entrevista sobre o assunto, mas confirmou que encaminhou o documento ao Ministério das Relações Exteriores, responsável pelas conversações diplomáticas com entidades como a AIEA.



Procurado pelo Jornal do Brasil, Amorim não retornou. O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – o órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia responsável pelo apoio aos inspetores da AIEA – Odair Dias Gonçalves, também não quis falar.



Cálculos de brasileiro desvendaram interior de ogiva dos EUA



Vasconcelos Quadros



A parte mais delicada da pesquisa de Barroso – e principal responsável pela reação da AIEA – está na página 349 do capítulo 10 do livro, que leva o título Detonações termonucleares.



São cálculos complexos, desenvolvidos com a ajuda de um inédito programa de computador que ele mesmo criou, e que desvenda com resultados em níveis técnicos aceitáveis pela comunidade científica, a figura de uma das ogivas nucleares dos Estados Unidos, conhecida como warhead W-87.



A figura reproduz o esquema de detonação termonuclear num moderno e compacto explosivo. Tudo o que sabia, até então, eram os dados sobre as dimensões externas dos símbolos, e assim mesmo porque as informações haviam vazado, em 1999, e publicadas pela revista americana Insight Magazine, em agosto daquele ano.



Uma reportagem da publicação reproduziu um trecho de um relatório produzido pelo Congresso americano sobre denúncias envolvendo suposta espionagem chinesas nos laboratórios nucleares dos Estados Unidos, do qual, acidentalmente, foi incluída a imagem e os dados que deveriam permanecer em sigilo.



A divulgação deixou perplexo o inventor da bomba de nêutrons, Samuel Cohen que, em depoimento ao Congresso, alertou que um físico competente poderia usar os dados e desenvolver o mesmo projeto original. O físico brasileiro, contudo, não fez só isso.



Barroso virou a figura do lado avesso e, além de interpretar as dimensões externas, desenvolveu a configuração para o módulo secundário do explosivo, abrindo o que estava em segredo sobre a parte termonuclear do W-87. Os cálculos coincidiram até com a potência do artefato americano, de 300 quilotons.



“Só adivinhei o que estava lá dentro”, disse Barroso. O trabalho é duplamente inédito: é a primeira vez que um físico brasileiro aprofunda cálculos e equações que pertenciam apenas aos cientistas presos a sigilos de laboratórios e, ao mesmo tempo, explicita os resultados em literatura científica aberta.



Barroso afirmou que no mundo da física nuclear só não podem ser divulgados dados obtidos por espionagem em laboratórios de experimentos. Segundo ele, a pesquisa publicada no livro é baseada em modelos físicos e matemáticos conhecidos e disponíveis na literatura. Mas o que encontrou é inédito graças, em boa parte, ao avanço da ciência da computação.



O livro tem outros quatro capítulos (4, 8, 9 e 10) recheados de novidades, também obtidas com simulações em computador. São conclusões relacionadas a explosivos de fissão pura, novos elementos químicos em massa físsil – como o deutério-trítio -, explosivos nucleares, termonucleares e as complexas bombas boosted.



A AIEA reclamou argumentando que várias informações reveladas nesses capítulos também eram sigilosas. O Ministério da Defesa anexou ao documento 42 duas obras disponíveis para mostrar que não se tratava de segredo.



“O livro não é um manual para terrorista”, garantiu o físico. Barroso sustenta que a tese, classificada como reservada – um eufemismo para sigilo – tem poucos dados além dos que já estão no livro. Apesar da crise gerada, diz que vai pedir ao IME que libere o resto para publicação. As partes mais polêmicas, garante, já foram publicadas.



Nosso Comentário:



Físico Brasileiro Desvenda a Bomba Termonuclear, a Mais Destrutiva



“A divulgação deixou perplexo o inventor da bomba de nêutrons, que alertou que um físico competente poderia usar os dados e desenvolver o mesmo projeto original. O físico brasileiro, contudo, não fez só isso.



Barroso virou a figura do lado avesso e, além de interpretar as dimensões externas, desenvolveu a configuração para o módulo secundário do explosivo, abrindo o que estava em segredo sobre a parte termonuclear do W-87. Os cálculos coincidiram até com a potência do artefato americano, de 300 quilotons.”



Este assunto tem que ser encarado por dois ângulos. O primeiro refere-se a um avanço tecnológico fundamental para o Brasil. Já o segundo refere-se às devidas preocupações com o terrorismo internacional.



O Brasil agora poderia desenvolver uma bomba de hidrogênio (Bomba H) de até 300 quilotons, também conhecida como bomba termonuclear. Trata-se de algo muito mais destruidor que um artefato nuclear, conhecido como bomba atômica (Bomba A). O fato principal é que a Bomba H consegue ser até 750 vezes mais forte do que qualquer Bomba A.



Em resumo, a Bomba H, ou termonuclear, nada mais é que uma bomba atômica dentro de um invólucro de Hidrogênio, que intensifica a explosão em no mínimo 750 vezes.



A maior bomba termonuclear detonada, a Tsar bomba, na URSS, tinha um poder de 50 megatons. Isso equivalia a todos os explosivos usados na Segunda Guerra multiplicados por dez! Seu emprego até sobre uma região inóspita levaria a uma destruição incalculável.



Já a Bomba de Nêutrons, ou a bomba “limpa”, é uma Bomba A dentro de um invólucro de níquel ou cromo, com uma explosão relativamente pequena, que não destrói as construções, mas apenas mata os seres vivos através da liberação de neutrons e raios X. No entanto, não existem mais bombas de nêutrons, tendo sido todas elas desmanteladas.



A Bomba de Nêutrons representaria uma grande vantagem militar, visto que ela elimina a população inimiga enquanto se apodera de todos os seus recursos. Ela é creditada a Samuel Cohen do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, que desenvolveu o conceito para os EUA em 1958.



A França testou uma bomba de nêutrons no Atol de Moruroa em 24 de Junho de 1980. A China e Israel também poderiam produzi-las, embora não se conheça qualquer país onde tais bombas estejam sendo desenvolvidas, atualmente.

sábado, 22 de maio de 2010

Em maio de 2010, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva “Brigada das Missões”, realiza a Operação Curare II – 2010 no estado do Amazonas, nas regiões de fronteira com a Colômbia e o Peru. Nessa oportunidade o Exército Brasileiro cumpre seu dever legal previsto na Constituição Federal e nas Leis Complementares 97/1999 e 117/2004.




Normalmente as operações militares recebem denominações com termos típicos da região. Neste caso, o vocábulo “curare” faz referência a compostos químicos orgânicos conhecidos como venenos de flecha, extraídos da casca de certos cipós de plantas encontradas na América do Sul. Possuem intensa e letal ação paralisante, embora sejam utilizados medicinalmente como relaxante muscular ou anestésico.





A Operação Curare II – 2010 tem a finalidade de intensificar a presença das Forças Armadas junto à faixa de fronteira oeste, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais, além de reforçar, junto à população regional, o sentimento de nacionalismo e de defesa da Pátria.





Durante a operação, será intensificada a vigilância na faixa de fronteira no estado do Amazonas, por meio de patrulhamentos terrestres, aéreos e fluviais. Também serão estabelecidos postos de bloqueio fluviais na calha dos rios para a realização de revistas em embarcações. A zona de atuação compreende a faixa de fronteira que se estende da cachoeira do Machado, ao norte, até a foz do rio Breu, ao sul. A área de responsabilidade da 16ª Brigada de Infantaria de selva é 4,4 vezes maior que a Inglaterra.





Participam da operação cerca de 582 militares do Exército Brasileiro, que realizarão ações táticas como patrulhas a pé, aeromóveis e fluviais, operações especiais, assim como atividades logísticas e de comunicações.





A Operação Curare II – 2010 conta com a participação de órgãos de segurança, como a Polícia Federal e o IBAMA. Esse suporte proporciona maior eficiência e rapidez nas ações de repressão, fiscalização e apoio à população.





Concomitante às ações de patrulhamento e fiscalização, estão sendo desenvolvidas ações de caráter cívico-social, como atendimento médico e odontológico, apresentação de banda de música militar, entre outras. Tais atividades visam proporcionar melhores condições de vida aos cidadãos residentes naquelas localidades.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A guerra na Amazônia, alem de ser algo totalmente diferente, exige armas especificas e táticas especiais. O Brasil já parte de um ponto superior pois temos soldados bem treinados, talvez os melhores do mundo, para a guerra deste tipo, a guerra na Amazônia inclui: brasil declra guerra a narco trafico



• Táticas de infantaria especiais alem de sobrevivência na selva.

• Uso de helicópteros na guerra e no transporte visto que outros veículos não são capazes de adentrar pela floresta.

• Uso de veículos não tripulados para ataque e vigilância, visto que a floresta é muito grande para ser vigiada por veículos tripulados.

• Uso de armas pequenas e confiáveis, visto que a floresta é muito húmida, chuvosa e com condições extremas.



Um dos ambientes mais extremos que uma pessoa pode enfrenta, não é o deserto a 45 graus Celsius, também não é o gelo a 30 graus negativos, muito menos um ambiente urbano fechado como uma favela, mais sim a floresta tropical fachada, um mar verde húmido com todo o tipo de perigo e dificuldade que podemos enfrenta. Em uma floresta tropical, há centenas de lugares para se esconder, é praticamente impossível imaginar de onde o seu inimigo atacara, os esconderijos pode se localizar nos buracos abundantes, no alto de uma árvore ou simplesmente parado no meio da mata fechada.

Onças, piranhas, vermes e insetos venenosos pode fazer um simples soldado incapaz e dois dias. Apesar da chuva constante, uma das maior dificuldade será encontrar água que possa ser bebida, depois será a dificuldade de se localizar visto que na maioria das vezes o horizonte não e visível. Podemos ficar durante um longo tempo descrevendo como a guerra na Amazônia e difícil, mais eu gostaria de chegar o quão importante é o soldado nestas condições contar com os equipamentos corretos, e os melhores meios para que possam ser vitoriosos.

Defender nosso patrimônio verde é difícil, mais se alguém pode fazer isto, serão nossos soldados, e alem de qualquer arma, não importa o quanto mais avançada seja, no final o que importa é o treinamento a eles servindo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez novamente o pedido à Grã Bretanha para que sejam reabertas as negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) em discurso nesta terça-feira em Madri, na Espanha.




"Por favor, retomemos nossas negociações em relação à soberania das Malvinas, como determina a resolução das Nações Unidas, de 1965, que continua em vigor", disse a presidente.



Suas palavras foram ditas durante a reunião da União Europeia e os países da América Latina e Caribe, na capital espanhola.



Mas o novo governo britânico de David Cameron já respondeu que a soberania do arquipélago no Atlântico Sul não está em discussão.



Grã-Bretanha



Pouco depois do discurso de Kirchner, o secretário de Estado da Grã Bretanha para a América Latina, Jeremy Browne, disse em um comunicado que não existem dúvidas de que a soberania é britânica.



"Não temos nenhuma dúvida sobre a soberania das Ilhas Malvinas. É aplicado o princípio de autodeterminação definido na Carta das Nações Unidas", disse.



A autoridade britânica destacou ainda que esta negociação existirá "somente se até os moradores das Falklands assim desejarem".



Browne recordou que no Tratado de Lisboa, de 2009, a União Europeia reafirma que as ilhas são "território britânico".



Direito internacional



Em entrevista em Madri, quando perguntada sobre as afirmações do governo inglês, a presidente argentina disse que "todos os países devem estar sujeitos às resoluções das Nações Unidas".



"Todos somos sujeitos ao direito internacional. A Grã Bretanha se nega ao diálogo. É um mau exemplo ao multilateralismo. Por que querer sustentar a soberania a quilômetros de distância? Isso é difícil até geograficamente. E, além disso, se apoderar de recursos naturais", acrescentou.



Há cerca de quinze dias, a petroleira britânica Rockhoopper Exploration informou ter encontrado petróleo de "boa qualidade" nas Malvinas.



Foi a primeira vez, segundo especialistas, que o combustível de qualidade foi localizado naquela região que foi motivo de uma guerra em 1982 entre a Argentina e Grã Bretanha que acabou na derrota dos argentinos.



Opiniões



O ex-vice ministro das Relações Exteriores argentino, Andrés Cisneros, disse à BBCBrasil que a Argentina não deveria limitar esta discussão à soberania das Ilhas.



Para ele, esta linha de defesa do arquipélago, iniciada pelo ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) e mantida pela atual presidente, "é um fracasso".



"Limitar essa discussão à soberania é uma política de fracasso. Devemos entender que é preciso recuperar o diálogo, primeiro. Para isso, precisamos buscar outros temas de discussão como os recursos naturais", afirmou.



Segundo ele, a Argentina deveria tentar se aliar a Grã Bretanha na exploração de petróleo, já que esta operação sairia mais barata se as petroleiras tivessem apoio da costa argentina.



Na opinião de Cisneros, já era esperado que o governo de Cameron mantivesse a mesma postura do governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, que era a mesma de décadas anteriores, a de não se discutir a soberania.



No entanto, a analista política Graciela Romer acredita que esse é um assunto que envolve o "sentimento" dos argentinos, não importando qual o caminho adotado pelo governo para definir a situação.



"Todos sabemos que as ilhas são argentinas", afirmou.

F-22 Raptor




Em junho de 2008, a Marinha dos EUA publicou algumas imagens conceito para o requerimento F/A-XX, que incluia versões tripuladas e não-tripuladas. Mais recentemente o requerimento foi renomeado para NGAD (next generation air dominance), buscando ampliar as possibilidades de uso das novas aeronaves, inclusive para versões operadas a partir de bases aéreas.


Uma versão em escala do NGAD da Boeing. (Foto: The DEW Line)

Um requerimento naval foi enviado como um documento de capacidade inicial para o Conselho de Análise de Requerimentos Conjuntos para aprovação. Uma análise das alternativas é esperado para começar no final de 2011, a qual poderia iniciar a fase da demonstração de tecnologia com dois protótipos rivais em cerca de dois anos depois. Os concorrentes da Boeing deverão também incluir as duas versões, tripuladas e não-tripuladas.


Outra imagem do conceito apresentado pela Boeing para um substituto do F/A-18 Super Hornet. (Foto: Boeing)

Para a Boeing, o NGAD representa uma estratégica oportunidade de reentrar no mercado norte-americano de aeronaves de ataque da próxima geração, o qual achava que estava perdido para sempre após a Lockheed Martin ter vencido o contrato para o Joint Strike Fighter em 2001.


Como resultado, os membros da Boeing estão focando na U.S. Navy num substituto para o Super Hornet que ainda permanecerá na ativa por pelo menos 15 anos. A empresa entende que seu potencial cliente precisa de um substituto com um motor com mais potência para velocidades supercruzeiro, com baixa reflexão radar (stealth) através de compartimentos de armas internas, sensores distribuídos e ter extrema agilidade.

“Seria um
F-22 Raptor no porta-aviões,” disse Thieman.


Enquanto isso, a U.S. Air Force (Força Aérea dos EUA) lançou um estudo antecipado para análise das capacidades básicas para um substituto do F-22. Assim como o Super Hornet, o caça da USAF permance em produção, mas a USAF espera substituir ele após 2025.


Se uma verba para o programa de substituição for conseguida, é provável que seja feita uma pressão para lançar um demonstrador de tecnologia conjunto, onde a força aérea e a marinha possam cooperar num novo caça de superioridade aérea no futuro.

LULA HOMEM DO ANO -2010
Um alto representante da China na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a resolução do Conselho de Segurança prevendo mais sanções contra o Irã "não fecha as portas" para a diplomacia em torno do programa nuclear iraniano.




O embaixador chinês na organização, Li Badong, disse que seu país apoia a resolução, patrocinada pelos Estados Unidos, mas somente com a condição de que o uso da força não seja contemplado como saída para resolver o impasse, e dentro do respeito ao direito de outros países de manter relações econômicas com Teerã.



"Acreditamos que fazer circular este rascunho (da resolução) não significa que as portas para a diplomacia estão fechadas. E acreditamos que o diálogo, a diplomacia e as negociações são a melhor maneira de lidar com a questão iraniana", afirmou Li na terça-feira, na sede da ONU, em Nova York.



A declaração foi dada no mesmo dia em que, segundo um comunicado do governo russo, o ministro do Exterior daquele país, Sergei Lavrov, conversou por telefone com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendendo uma análise mais aprofundada do acordo mediado por Brasil e Turquia com o Irã.



China e a Rússia, países que tradicionalmente se opõem a sanções contra Teerã, concordaram com as medidas, embora diplomatas tenham frisado que o texto em debate, de dez páginas, foi diluído tanto pelos representantes chineses quanto russos.



Citando fontes da diplomacia chinesa, a agência de notícias oficial Xinhua afirmou que a concordância da China em discutir a minuta de uma resolução de novas sanções tem a ver com o fato de que "desde o início das negociações a China insistiu firmemente na sua posição de que o Irã deve permanecer um país livre de armas nucleares".



Enriquecimento



O acordo mediado pelo Brasil e a Turquia prevê a troca de 1.200 kg de urânio iraniano enriquecido a baixos níveis (3,5%) por 120 kg de material enriquecido o suficiente para ser usado em combustível (20%).



Sanções contra o Irã
uranio



Pontos principais:



•Inspeção de navios suspeitos de transportar carga relacionada ao programa nuclear ou ao programa de mísseis do Irã

•Proibição da venda de armamento pesado ao Irã, incluindo helicópteros, tanques, mísseis e navios de guerra

•Proibição da abertura de novas filiais, subsidiárias ou escritórios de representação de bancos iranianos em caso de suspeita de ligações com atividades de proliferação nuclear

•Vigilância mais rigorosa das transações desses bancos para evitar que contribuam para atividades nucleares

•Proibição de viagens e congelamento de bens de indivíduos ou empresas suspeitos de ligação com o programa nuclear do Irã, como membros da Guarda Revolucionária do país

Entretanto o acordo não contém mecanismos para evitar que o próprio Irã continue enriquecendo urânio – algo que a ONU proibiu expressamente ao país –, alimentando as suspeitas de que o país possa estar avançando em um programa de construção de armas nucleares, o que é negado pelo Irã.



Ao anunciar a proposição do texto, Hillary Clinton disse que reconhece os "esforços sinceros de Turquia e Brasil para encontrar uma solução" para a questão nuclear iraniana, mas argumentou que as sanções vão "enviar uma mensagem clara a respeito do que esperamos do Irã".



As dez páginas da minuta da resolução foram apresentadas na terça-feira aos 15 membros permanentes e rotativos do Conselho de Segurança, que se reuniram a portas fechadas.



A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, disse que a resolução tinha sido negociada "a duras penas" com o chamado grupo P5 + 1 (os cinco países com poder de veto no Conselho – EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China – e a Alemanha).



Na terça-feira, segundo o governo russo, o ministro do Exterior do país confirmou o seu apoio à resolução, mas defendeu uma "análise completa" do acordo mediado por Brasil e Turquia.



Em comunicado, o ministério diz que Sergei Lavrov reiterou em uma conversa telefônica com Clinton que "a iniciativa de Brasil e Turquia pode contribuir para criar um clima favorável para a retomada dos esforços diplomáticos".



Em Brasília, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se queixou de que as potências nucleares no Conselho de Segurança não deram sequer "um mínimo de tempo" para examinar o entendimento anunciado com o Irã no dia anterior.



"Se no dia seguinte à assinatura de um acordo sanções já são apresentadas, isso quer dizer que a espera era por protocolo", disse Amorim. "Pedimos um mínimo de tempo para a análise."



Proposta



A proposta, uma quarta leva de sanções que ampliam medidas já adotadas durante o anterior governo republicano na Casa Branca, prevê um endurecimento das restrições bancárias contra o Irã, a expansão de um embargo da venda de armas ao país e a proibição de investimentos iranianos em atividades nucleares no exterior.



Entretanto, os diplomatas chineses que falaram à Xinhua mencionaram que a nova rodada de sanções não deverá afetar a vida dos cidadãos iranianos nem os países que mantêm relações "legítimas" com o Irã, e nem minar a estabilidade da região.





Amorim se queixou de que potências ignoraram acordo com Irã

"Os países que mantêm relações econômicas e comerciais regulares e legítimas com Irã não podem ser punidos por conta da questão nuclear iraniana", disse à agência o porta-voz da diplomacia chinesa.



"Acreditamos que os princípios mencionados estão contidos na minuta da resolução, e portanto a condição é madura para a circulação do rascunho entre todos os membros do Conselho."



O diplomata disse que o texto deve ser agora discutido "com tempo" entre os países membros do órgão de segurança das Nações Unidas.



"Será um período para os membros do Conselho acumularem consenso através de novos esforços diplomáticos."



Diplomatas esperam que a resolução seja votada pelo Conselho de Segurança apenas em junho. Entretanto, ressaltou a correspondente da BBC na ONU, não é claro nem previsível que a medida angarie o consenso de todos os membros – permanentes e rotativos – do Conselho, uma lista que incluiria o Brasil e a Turquia.



Na terça-feira, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o Brasil não participará das discussões a respeito das sanções contra o Irã, porque o acordo representa "um fato novo" na equação.
PARABENS LULA -O SENHOR MOSTROU PARA O MUNDO QUE È UM PATRÌOTA

terça-feira, 18 de maio de 2010

O embargo à venda de componentes eletrônicos de aplicação espacial, imposto à China pelos Estados Unidos, atrasou o desenvolvimento do satélite Cbers-3, uma produção binacional
entre Brasil e China. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2011, mas o fim das operações do satélite anterior Cbers-2, que terminou sua vida útil no espaço, deixou o Brasil sem um substituto imediato para seu principal instrumento de produção de imagens do território nacional. O Cbers-2b era usado, principalmente, para monitorar o desmatamento na Amazônia.




O vazio de imagens deixado pelo Cbers-2B está sendo compensado com o uso dos satélites americanos Terra/Modis e Landsat-5, e do indiano Resourcesat. “Existe uma restrição dos americanos ao projeto do satélite (do Brasil) com a China, e por isso eles dificultam a venda de componentes ao Brasil”, diz César Ghizoni, diretor-presidente da Equatorial, uma das fornecedoras do programa Cbers.

“Isso mostra a importância de o país ter uma estrutura para qualificar componentes de aplicação espacial.”

A restrição à venda desses componentes ocorre porque o governo dos Estados Unidos acredita que a China não segue as normas do International Traffic in Armas Regulations (Itar), afirma o coordenador do projeto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Cartaxo. Segundo o coordenador, os EUA temem que a China faça uma aplicação militar do programa Cbers e, por isso, restringem a venda de componentes espaciais para institutos e indústrias brasileiras envolvidas no projeto.

A Equatorial desenvolveu uma câmera especial que equipará o terceiro satélite da série Cbers.



Porém, foi atingida pela restrição dos americanos. Os componentes eletrônicos que equipam a câmera são especificados e comprados pelo Inpe e integrados no equipamento pela Equatorial. O Inpe realiza a compra dos componentes por meio de empresas qualificadas na Europa e nos EUA.

Segundo o diretor-presidente da Equatorial (que tem como parceiro estratégico o grupo europeu EADS, controlador da Astrium, maior fabricante de satélites do mundo), a existência de laboratórios de testes de resistência à radiação como o do IEAv, é um passo fundamental para o Brasil conquistar a sua independência no desenvolvimento do seu programa espacial.

Com quatro contratos de fornecimento de equipamentos para o Cbers-3, a empresa Omnisys também pretende utilizar os laboratórios do IEAv para testar a blindagem à radiação que desenvolveu para alguns dos componentes que produz para o Inpe. “Não conseguimos comprar os componentes com os níveis de radiação exigidos para o ambiente espacial e por isso vamos usar os recursos do IEAv para resolver esse problema”, explica um dos diretores da empresa, Jorge Ohashi.



Um dos componentes relacionados pelo executivo é um transistor de potência que seria usado no transmissor de dados das câmeras do Cbers, mas teve que ser substituído por válvulas do tipo TWTA (Traveling Wave Tube Amplifier), adquiridas posteriormente de um fornecedor francês. “Isso causou um impacto considerável no projeto do Cbers-3, porque fomos obrigados a mudar todo o conceito de desenvolvimento do sistema”, comentou. Para o coordenador do programa no Inpe, uma das alternativas que vem sendo estudadas para superar esse tipo de obstáculo é a compra de componentes de uso comercial, menos sujeita a controle e embargos: “A situação de embargo hoje é mais crítica e os testes de resistência à radiação são importantes para que possamos utilizar um maior número de componentes comerciais, comprados no mercado de fornecedores confiáveis e depois qualificados em nossos próprios laboratórios”.

Segundo o diretor do Cbers, como o programa espacial brasileiro não produz nada em grande escala, o ideal seria ter uma linha de produção pequena para componentes mais simples, como resistores e capacitores, pois a montagem de uma infra-estrutura para todos os componentes de um satélite seria inviável pelo alto custo e nível de complexidade.

O Inpe dispõe de um Laboratório de Integração e Testes (LIT), único no hemisfério Sul

capacitado para fazer testes com qualificação espacial e militar. O laboratório realiza testes de vibração e choque, vácuo, temperatura e umidade, interferência e compatibilidade eletromagnética de satélites, de seus subsistemas e de cargas úteis para operação no espaço.

As indústrias automobilística e de telecomunicações são as principais usuárias do laboratório do Inpe, com a realização de testes de interferência eletromagnética em telefones celulares e antenas e na eletrônica embarcada dos veículos.

(VS).


Comentário Panorama Espacial: O título da matéria deveria ser: A Incompetência Governamental Atrasa Lançamentos de Satélites. Sete anos de governo LULA e não obtivemos nenhum avanço significativo nessa área. O problema com o ITAR não é de agora leitor, diversos exemplos ocorreram antes mesmo do governo LULA (inclusive no Programa CBERS) e a verdade é que nada foi feito nem antes e nem nos sete anos desse governo para pelo menos amenizar este problema. É muito fácil ficar jogando a culpa nos outros para esconder a nossa incompetência. Os componentes são americanos e eles vendem a quem eles acharem que devem vender, ponto. Cabe a nós buscar soluções para os nossos problemas e não ficar culpando os outros por adotarem regras para venda de componentes desenvolvidos por eles, afinal quem produz é que dita às regras. Tome como exemplo a CHINA, que apesar do embargo americano está com seu programa espacial em franco desenvolvimento. Um verdadeiro “Melô do Chororô”. Lamentável.

Ainda querem F 18 Super Hornet e Motores Norte Americanos?NÀO MAÌS

segunda-feira, 17 de maio de 2010

-- A Marinha do Brasil pretende licitar entre o final deste ano e o próximo a construção de 18 navios escolta no valor de 500 milhões de euros
competição de 9 bilhões de euros e cuja exigência de conteúdo nacional será menor do que a habitual.




“São navios muito complexos, é difícil atingir o índice de nacionalização de outras embarcações por causa das armas”, explicou o contra-almirante Francisco Deiana durante apresentação em seminário do setor naval na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).



Os navios deverão ser construídos no Brasil em associação com um estaleiro projetista internacional, informou o militar, prevendo o prazo de 5 anos para a construção.



Destinados à proteção da costa, possivelmente na região do pré-sal da bacia de Santos, onde estão localizadas reservas de petróleo que podem mais que dobrar as atuais reservas brasileiras, os navios escolta terão que ter no mínimo 40 por cento de conteúdo nacional, um índice baixo se comparado aos exigidos em programas da Petrobras e suas subsidiárias, em torno dos 70 por cento.



“O modelo estratégico é ter um projeto já consagrado que seja adaptado para a nossa realidade e construído no Brasil”, disse o militar, citando França, Itália e Alemanha como possíveis países que disputariam a encomenda.



“São países que possuem projetos semelhantes e já fizeram apresentação para nós, mas não temos preferência”, se apressou em esclarecer antecipando uma possível polêmica que pode surgir nessa compra a exemplo do que ocorreu com a licitação de caças pelo governo brasileiro.



Ele admitiu no entanto que a decisão da compra, assim como no caso dos caças, deverá obedecer às lógicas estratégica e política do governo.



“A Marinha emite o parecer técnico, mas existem outros componentes estratégicos e políticos”, afirmou.



A licitação faz parte de um plano maior de modernização da frota da Marinha brasileira, já iniciada e que soma ao todo investimentos entre 70 e 80 bilhões de euros nos próximos 20 anos, segundo Deiana.



A primeira iniciativa foi a parceria estratégica com o governo francês em 2008 para construção de quatro submarinos diesel-elétricos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, com transferência de tecnologia.



A pedra fundamental do estaleiro em Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro para construir o submarino nuclear será lançada em junho, segundo Deiana, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



Deiana informou ainda que o terceiro lote da licitação de 27 navios patrulha de 500 toneladas, no valor de 80 milhões de reais cada, será feita ao longo deste ano para mais 4 ou 6 unidades. O índice de nacionalização esperado é de 60 por cento.



Também até o final deste ano a Marinha espera assinar os contratos das 3 primeiras unidades com opção para mais 2 de uma encomenda de 12 navios patrulha de 1.800 toneladas, ao custo de 230 milhões de reais cada.



Outras encomendas estão na lista de compras da Marinha, como embarcações do sistema de segurança aquaviário, de patrulhas fluviais, apoio logístico e navios hidrográficos.



Petrobras mais perto de fechar arrendamento do Ishibrás



Por Denise Luna



RIO DE JANEIRO (Reuters) -- A Petrobras está a um passo de fechar o arrendamento do antigo Estaleiro Ishibrás (Ishikawajima do Brasil Estaleiros S/A), que voltará a ter o nome original, Inhaúma, e será destinado a construir e converter plataformas da estatal para atuação no pré-sal.



De acordo com o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, após reunião nesta manhã com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o diretor de Finanças da companhia, Almir Barbassa, os obstáculos para o arrendamento foram praticamente solucionados, agora só falta uma ajuda da Prefeitura do Rio de Janeiro.



“Estamos às vésperas, na iminência de a Petrobras assumir o estaleiro. Está tudo certo”, disse o governador durante palestra em um seminário do setor naval nesta segunda-feira.



Mais tarde o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, esclareceu que a Petrobras quer que a prefeitura reduza o ISS de 5 para 2 por cento, o que será debatido em reunião na próxima sexta-feira.



“Falta discutir o pacote tributário, eles (Petrobras) fazem reivindicações normais, como diferimento…falta ainda a questão do ISS, vamos discutir com o prefeito (Eduardo Paes) na sexta-feira. Fazendo isso o presidente Gabrielli disse que está tudo certo”, informou Bueno .



A autorização para a Petrobras arrendar o estaleiro Ishibrás foi dada há um ano pela diretoria da empresa, mas entraves jurídicos e burocráticos adiaram até este mês a decisão da estatal. O arrendamento deverá implicar em investimentos entre 100 e 200 milhões de reais para modernização da área.



Uma fonte da Petrobras envolvida no processo e que não quis ser identificada confirmou o avanço das conversas, mas negou que esteja tudo decidido.



“Ainda não houve acordo, estamos avaliando”, limitou-se a informar.



Atualmente o Ishibrás funciona parcialmente, com uma empresa de logística Bric log e a Sermental, processadora de aço para outros estaleiros.



De acordo com a sub-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Renata Cavalcanti, presente ao evento do setor naval, a Petrobras vai utilizar no local o mesmo modelo implantado no estaleiro São Roque do Paraguaçu, na Bahia, que foi repassado pela Petrobras à Odebrecht, atualmente administradora do local.



“A Petrobras vai arrendar toda a Ishibras, menos o espaço onde está a Bric Log. A Sermental vai se mudar para dentro da área que a Bric Log vai ceder”, explicou a sub-secretária.



“Depois de arrendar a Petrobras passa para outra empresa administrar, como fez em São Roque”, explicou.



A presença dessas outras empresas no local era um dos obstáculos para a solução do negócio que pode criar 5 mil novos empregos, segundo o governador Cabral.



O Estado resolveu também problemas relativos a créditos tributários para viabilizar o arrendamento, informou o governador, sem dar detalhes.



A expectativa de Cabral é de que a estatal use as instalações também como um hub de peças e equipamentos de reposição.

domingo, 16 de maio de 2010

Nesta semana, o governo quer concluir a votação dos projetos do pré-sal e aprovar o Projeto de Lei Complementar 543/09, do Executivo, que reestrutura as Forças Armadas. Essa matéria ainda não está na pauta, mas o Plenário deve analisar um requerimento dos líderes para que ela ganhe regime de urgência. A proposta cria um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e unifica as políticas de defesa.




Quanto ao pré-sal, falta apenas votar um item, que é o mais polêmico: a emenda dos deputados Humberto Souto (PPS-MG) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) ao PL 5938/09 que muda os critérios de distribuição dos royalties do petróleo entre os estados. Ela provoca divergências dentro dos partidos porque retira recursos dos principais produtores de petróleo — Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — em benefício dos demais estados e municípios.



Contrário à aprovação da emenda, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), reafirmou que, caso seja aprovado, o dispositivo deverá ser vetado pelo presidente da República. Ele assegurou que, de qualquer forma, a questão será votada na quarta-feira (10). “Essa emenda é equivocada, não tem base constitucional, é um erro político e vamos trabalhar para derrotá-la em Plenário”, adiantou.



Segundo ele, o melhor é atender de forma equilibrada aos estados e municípios, como prevê o relatório do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a matéria.



Próximos passos



De acordo com o líder do governo, vencida essa etapa as prioridades do Executivo passarão a se concentrar nas medidas provisórias e em projetos que tratam de temas como a regulamentação das agências reguladoras, a banda larga, a gestão de resíduos sólidos e a criação da universidade Brasil-África.



Quanto às medidas provisórias, que passam a trancar a pauta de votações da Câmara no dia 12, o líder Vaccarezza reconhece a dificuldade de aprovar todas. Entre as MPs a serem analisadas, ele aponta como as mais importantes as que tratam do reajuste do salário mínimo (MP 474/09); do aumento dos aposentados (475/09); e de ajustes no programa Minha Casa, Minha Vida e de benefícios fiscais (472/09).



Vaccarezza vai tentar um acordo de lideranças para votar as questões urgentes e deixar as propostas de emenda à Constituição (PECs) para depois das eleições. Elas abrangem temas como a efetivação dos responsáveis por cartórios que não passaram por concursos públicos (PEC 471/05); a definição do piso salarial de policiais e bombeiros (446/09); e a ampliação para 180 dias da licença-gestante (30/07).



Segundo o líder, é preciso redobrar o cuidado com as PECs para não serem aprovadas mudanças baseadas em disputas eleitorais.
A Boeing revelou hoje na sua unidade em St.Louis, seu UAS (Sistema Aéreo Não-Tripulado) Phantom Ray, que tem o tamanho de um caça, e que será utilizado como um equipamento de teste para tecnologias futuras. O Phantom Ray envolve muito do programa X-45C e foi projetado para apoiar missões potenciais que exijam inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); supressão das defesas aéreas inimigas; ataque eletrônico, ataque e reabastecimento aéreo autônomo.






Darryl Davis, Presidente da unidada Phantom Works da Boeing, disse: “O Phantom Ray está previsto para voar em dezembro, cerca de dois anos após ter sido iniciado o programa. Este é um tremendo resultado para a Boeing e para a equipe Phantom Ray.”

O PHANTOM UO MORCEGO NEGRO-BR55


O UAS Phantom Ray não é um veículo de produção. É apenas uma aeronave conceito de demonstração de tecnologia que pretende ser uma plataforma de testes para desenvolver futuras tecnologias. Os testes de táxi devem começar na metade desse ano, com o primeiro voo em dezembro. estão previsto 10 voos de testes durante um período de seis meses.



OPOSITOR -BR50


O primeiro voo do Phantom Ray está previsto para dezembro de 2010. (Foto: Boeing)

O Phantom Ray é um programa financiado internamento que envolveu um veículo protótipo desenvolvido originalmente pela Boeing para o programa de Sistema Aéreo de Combate Conjunto Não-Tripulado (J-UCAS) da Agência de Pesquisas Avançadas de Defesa (DARPA), da U.S. Air Force (Força Aérea dos EUA, e da U.S. Navy (Marinha do EUA).

sábado, 15 de maio de 2010

VANTE -FALCAÒ DA AVIBRAS ,por que a fab nào fechà contrato com a avibras a tecnologia sam as mesma do hermes 450 de israel...empresa ELT  A empresa gaúcha Aeroeletrônica, da qual a israelense Elbit é controladora, assinou um convênio com a FAB, através do qual disponibilizará duas aeronaves não tripuladas Hermes 450 para avaliação pelas Forças Armadas brasileiras. A equipe de avaliação será capitaneada pela FAB, e terá a participação de militares da Marinha e do Exército. A apresentação realizada em 10 de maio na Base Aérea de Santa Maria (BASM) envolveu uma aeronave (foto superior), que em poucas semanas será substituída por duas outras novas, trazidas especialmente de Israel. O convênio que proporcionará o programa de testes não gerou ônus para o Brasil, já que não se trata de venda ou arrendamento.


Inicialmente, a FAB pensava em adquirir uma aeronave do porte do Hermes 450. Entretanto, foi concluído que havia necessidade de, antes desse estágio, aprofundar o aprendizado e estudo sobre a operação de ART (Aeronaves Remotamente Tripuladas, termo que agora substitui o usando anteriormente — VANT, Veículo Aéreo Não Tripulado), o que permitirá uma decisão mais abalizada.




Em diferentes configurações de aviônicos/sensores, a plataforma Hermes 450 é atualmente empregada por diversos usuários — entre eles Israel, Grã-Bretanha e França —, tendo acumulado mais de 170.000 horas de vôo. Atualmente, a operação de ART ainda tem ares de novidade no Brasil, havendo necessidade de definir melhor as missões e posteriormente as especificações dos veículos que seriam os mais adequados às nossas necessidades. A idéia é estudar o equipamento e definir a melhor configuração para uma futura ART de projeto nacional. A regulamentação de ART pelo DECEA não está completa, e portanto ainda não contempla o emprego em missões não militares.

Todo o sistema Hermes 450, incluindo o “shelter” de controle (foto do meio) é transportado por um único C-130, e em pouco mais de um dia pode ser iniciada a operação. Uma única estação pode controlar duas aeronaves, que podem pousar ou decolar de forma autônoma ou manual. Durante a apresentação para as autoridades, entre elas o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito (foto inferior), foi divulgada a informação de que a hora de voo do Hermes 450 custa aproximadamente 1/10 da hora de voo de uma aeronave convencional.
SISTEMA ELETRÔNICO DO FALCÀO SERIA  DA empresa gaúcha Aeroeletrônica OU Arcth

O Hermes 450 pode cobrir uma raio de 250km, e sua autonomia é superior a dez horas de voo. O programa de ensaios será executado por uma equipe denominada Grupo de Trabalho Victor, chefiada pelo Tenente-Coronel Aviador Ricardo Laux. e que conta com 11 técnicos da Aeroeletrônica. (Vinicius D. Cavalcante – fotos do autor)





 

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