segunda-feira, 26 de abril de 2010

Míssil desenvolvido pelo Brasil e África do Sul passa por testes na Suécia e entra em novo estágio.











Da Redação



O míssil Ar-Ar de 5ª geração desenvolvido em conjunto pelo Brasil e África do Sul, A-Darter, realizou testes de lançamento na Suécia alcançando todos os objetivos, permitindo assim que o desenvolvimento siga em frente.



Os testes se resumiram a lançamentos a partir do solo para avaliação do voo do míssil, essa é uma importante etapa para que se passe para os próximos testes, onde serão realizados lançamentos em voo.



A Denel Dynamics, empresa responsável pelo projeto, pretende iniciar a produção do míssil em 2012, porém existe a intenção de entregar algumas unidades desarmadas para treinamento dos pilotos da África do Sul já em 2011.



O míssil deverá ser utilizado na África do Sul pelos caças Gripen e pelos treinadores Hawk, enquanto na Força Aérea Brasileira deve ser utilizado pelos F-5EM, A-1M e pelo futuro FX. Com a maior força aérea da América Latina como parceira do projeto, a Denel Dynamics espera uma grande encomenda desses mísseis por parte do Brasil, mas está também de olho no mercado externo.



Os testes críticos foram realizados em Janeiro e Fevereiro deste ano, onde o "seeker" (Cabeça de busca infravermelha) e a aerodinâmica do míssil foram testados ao limite, o que revelou um desempenho do seeker acima do esperado.



Os próximos testes deverão ser feitos em breve, e deverão ser parecidos com os realizados no início deste ano, mas o A-Darter já está liberado para a etapa de testes com lançamentos em voo e com todos os componentes presentes para que se avalie o desempenho completo do míssil.



Defesa Brasil

quinta-feira, 22 de abril de 2010

WASHINGTON, EUA (AFP) - O exército ideológico iraniano, a Guarda Revolucionária, está presente na Venezuela e isso implica um risco de contato com as forças americanas, segundo um informe do Pentágono enviado ao Congresso ao qual a AFP teve acesso.




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"A Guarda Revolucionária Islâmica tem capacidade operacional em todo o mundo. Está bem implementada no Oriente Médio e África do Norte, e em anos recentes intensificou sua presença na América Latina, particularmente na Venezuela", explica o informe datado em abril deste ano.





"Se os Estados Unidos aumentarem seu envolvimento nessas regiões, o contato com a Guarda Revolucionária, diretamente ou através dos grupos extremistas que apoia, será consequentemente mais frequente", adverte o texto.





O texto é a parte liberada de informe completo sobre a estratégia militar do Irã, que o Pentágono deve enviar por lei todos os anos ao Congresso.





O secretário de Defesa americano, Robert Gates, acusou há um ano o Irã de "atividades subversivas" na América Latina, e, em termos parecidos, se expressou a secretária de Estado, Hillary Clinton.





O governo venezuelano rejeita as acusações e diz que sua aliança com o Irã é meramente estratégica e econômica ante o que classifica de agressividade americana.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Com a aquisição de helicópteros, submarinos e talvez caças de origem francesa pelo Brasil, devido à “Aliança Estratégica” com a França, perguntamos: o MBT Leclerc teria espaço no Exército Brasileiro?
Candidato colombiano é 'ameaça' à Venezuela, diz Hugo Chávez CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o candidato presidencial colombiano Juan Manuel Santos, ex-ministro da Defesa, representa uma "clara ameaça" para a Venezuela e outros países da região.






Jorge Silva/ReutersAgressão contra países latino-americanos seria agressão contra a Venezuela, diz Chávez

Durante a IX cúpula da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (Alba), na noite da segunda-feira, 19, Chávez atacou recentes declarações de Santos. O político colombiano defendeu a operação do Exército de março de 2008 que resultou na morte do líder guerrilheiro Raúl Reyes, em uma ofensiva no território equatoriano. Referindo-se aos comentários de Santos, o presidente venezuelano disse que "isso é uma ameaça para todos nós, especialmente para Equador, Venezuela e Nicarágua".



Chávez afirmou que "nós não temos nenhum pacto, mas uma agressão contra Equador, Cuba, Nicarágua ou qualquer país da Alba seria uma agressão contra a Venezuela. Essa gente fala assim porque se sente apoiada pelas bases ianques", disse, segundo o escritório de imprensa da presidência.



O líder equatoriano, Rafael Correa, considerou a postura de Santos uma "torpeza tão grande" e um atentado ao direito internacional. "Voltamos a receber agressão tão traiçoeira e saberemos responder", afirmou. Segundo ele, na "doutrina" defendida por Santos, "o mais prejudicado seria a Colômbia".



Ofensiva



O ataque de 1º de março de 2008 contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano causou um distanciamento entre os governos de Colômbia e Equador. As duas administrações voltaram a se aproximar no fim do ano passado.



Chávez também protestou contra a ação militar e ordenou o fechamento da embaixada venezuelana em Bogotá e a expulsão do diplomata colombiano em Caracas e de todo pessoal dessa embaixada andina.



Pouco depois, Venezuela e Colômbia retomaram as relações até meados do ano passado, quando Chávez se afastou novamente do governo de Álvaro Uribe, por acusações sobre uma suposta entrega de armas à guerrilha e um acordo militar fechado entre Bogotá e Washington, que permite a tropas norte-americanas utilizar bases colombianas.




quarta-feira, 14 de abril de 2010

OLHA SÓ A CARA DO NELSON JOBIM ELE ESTARIA DE ACORDO COM OS AMERICANOS ,COM ACOPERAÇÃO BRASIL VS EUA  Ato assinado pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.




ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA SOBRE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE DEFESA



O Governo da República Federativa do Brasil

(doravante “Brasil”)


e



O Governo dos Estados Unidos da América

(doravante “Estados Unidos”)

(doravante denominados coletivamente “as Partes” e “Parte”, individualmente),



Imbuídos do interesse comum na paz e segurança internacionais, assim como na resolução pacífica de conflitos internacionais;



Desejando fortalecer suas boas e cordiais relações;



Reafirmando o princípio da soberania; e



Desejando fortalecer a cooperação em matéria de Defesa,



Acordam o seguinte:



Artigo 1 – Escopo



O presente Acordo, regido pelos princípios de igualdade, reciprocidade e interesse mútuo, em conformidade com as respectivas leis e regulamentos nacionais e as obrigações internacionais das Partes, tem como objetivo promover:



a) a cooperação entre as Partes em assuntos relativos à Defesa, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, segurança tecnológica e aquisição de produtos e serviços de Defesa;



b) a troca de informações e experiências adquiridas no campo de operações e na utilização de equipamento militar de origem nacional e estrangeira, bem como as relacionadas a operações internacionais de manutenção de paz;



c) a troca de experiências na área de tecnologia de defesa;



d) a participação em treinamento e instrução militar combinados, exercícios militares conjuntos e o intercâmbio de informações relacionado a esses temas;



e) a colaboração em assuntos relacionados a sistemas e equipamentos militares; e

f) a cooperação em quaisquer outras áreas militares que possa ser de interesse mútuo das Partes.



Artigo 2 – Cooperação



A cooperação entre as Partes pode incluir:



a) visitas recíprocas de delegações de alto nível a entidades civis e militares;



b) conversações entre funcionários e reuniões técnicas;



c) reuniões entre as instituições de Defesa equivalentes;



d) intercâmbio de instrutores e pessoal de treinamento, assim como de estudantes de instituições militares;



e) participação em cursos teóricos e práticos de treinamento, orientações, seminários, conferências, mesas-redondas e simpósios organizados em entidades militares e civis com interesse na Defesa, de comum acordo entre as Partes;



f) visitas de navios militares;



g) eventos culturais e desportivos;



h) facilitação de iniciativas comerciais relacionadas à área de Defesa; e



i) implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de defesa, considerando a participação de entidades militares e civis estratégicas de cada Parte.



Artigo 3 – Garantias



Na execução das atividades de cooperação realizadas no âmbito deste Acordo, as Partes comprometem-se a respeitar os princípios e propósitos relevantes da Carta das Nações Unidas e da Carta da Organização dos Estados Americanos, incluindo os de igualdade soberana dos Estados, integridade e inviolabilidade territoriais e não-intervenção em assuntos internos de outros Estados.



Artigo 4 – Disposições Financeiras



1. Salvo se mutuamente acordado em contrário, cada Parte será responsável por suas despesas, incluindo, mas não limitado a:



a) gastos de transporte de e para o ponto de entrada no Estado anfitrião;



b) gastos relativos a pessoal, incluindo os de hospedagem e alimentação;



c) gastos relativos a tratamento médico e dentário, bem como de remoção ou evacuação do seu pessoal doente, ferido ou falecido.



2. Todas as atividades desenvolvidas no âmbito deste Acordo estarão sujeitas à disponibilidade dos recursos e fundos apropriados para estes fins.



Artigo 5 – Implementação, Protocolos Complementares e Emendas



1. Os Agentes Executivos das Partes deverão facilitar a implementação do presente Acordo. O Agente Executivo do Brasil será o Ministério da Defesa; o Agente Executivo dos Estados Unidos será o Departamento de Defesa.



2. Protocolos Complementares a este Acordo poderão ser celebrados com o consentimento das Partes, por escrito, pelos canais diplomáticos, e constituirão partes integrantes do presente Acordo.



3. Os Arranjos de Implementação no âmbito deste Acordo e programas e atividades específicas empreendidos para a consecução dos objetivos do presente Acordo e de seus Protocolos Complementares serão desenvolvidos e implementados pelos Agentes Executivos das Partes, serão restritos às matérias previstas neste Acordo e estarão em conformidade com as respectivas legislações das Partes.



4. Este Acordo poderá ser emendado por acordo escrito com consentimento das Partes. As emendas entrarão em vigor na data da última notificação entre as Partes, por meio dos canais diplomáticos, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência das emendas.



Artigo 6 – Solução de Controvérsias



Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou aplicação deste Acordo será resolvida por meio de consultas e negociações entre as Partes, por via diplomática.



Artigo 7 – Validade e Denúncia



1. Este Acordo poderá ser denunciado por qualquer das Partes após 90 dias da notificação escrita à outra Parte, pelos canais diplomáticos.



2. A denúncia deste Acordo não afetará os programas e atividades em curso no âmbito do presente Acordo, salvo se acordado em contrário pelas Partes.



Artigo 8 – Entrada em Vigor



O presente Acordo entrará em vigor na data da última notificação trocada entre as Partes, por via diplomática, que indique o cumprimento dos respectivos requisitos internos para a vigência deste Acordo.



Feito em Washington D.C., em 12 de abril de 2010, nos idiomas português e inglês, sendo ambos os textos igualmente autênticos

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Itália, Silvio Berlusconi, assinaram hoje (12), em Washington (DC), nos EUA, um instrumento de parceria estratégica entre os dois países. Dentre os vários itens de cooperação, destacam-se as de matéria militar e na área espacial. Nos dois campos, alguns itens chamam a atenção, especificamente comunicações militares via satélite, e observação terrestre via satélite-radar (SAR, sigla em inglês).







Nas duas prioridades, do ponto de vista comercial e industrial, o acordo Brasil – Itália tem por objetivo melhor posicionar a indústria italiana para futuros negócios no Brasil. O grupo italiano Finmeccanica, maior grupo aeroespacial e de defesa da Itália e um dos maiores da Europa, tem considerável presença em matéria de comunicações por satélite, com participação minoritária (33%) na Thales Alenia Space, e de 67% na provedora de serviços Telespazio.





Já há alguns anos, o lado italiano da Thales Alenia Space promove no País suas soluções em comunicações militares por satélite (sistema SICRAL), sendo logicamente um dos grandes interessados no futuro projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Resta saber como os lados italiano e francês da Thales Alenia irão se conciliar para buscar participar do projeto, que também tem outros interessados, na própria Europa Ocidental (EADS Astrium), Ucrânia/Canadá, Rússia e talvez EUA. Sobre o interesse dos italianos no SGB, recomendamos a leitura da postagem “De olho no SGB“, publicada aqui no blog em abril de 2009.





Quanto aos satélites-radar, em especial em termos de hardware, existem também esforços locais do lado italiano da Thales Alenia Space, tanto no Ministério da Defesa, como no setor civil do Programa Espacial Brasileiro (Agência Espacial Brasileira – AEB, e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE).





Oportuno lembrar da parceria entre a Itália e a Argentina no projeto dos satélites SAOCOM. Em março de 2009, em entrevista concedida ao blog, o diretor do INPE, Gilberto Câmara, levantou a possibilidade de parceria entre o Brasil e a Argentina para a construção de um satélite-radar (leia aqui).





Quanto ao fornecimento de imagens geradas por satélites-radar, em meados de março a Telespazio Brasil, em parceria com a empresa brasileira Imagem, venceu um pregão para o fornecimento de imagens-radar geradas pela constelação Cosmo-SkyMed para o Sistema de Proteção da Amazônia – SIPAM. A notícia foi divulgada pela assessoria do grupo Finmeccanica apenas hoje, mas o blog já a havia dado com exclusividade desde 26 de março (vejam a postagem “Imagens COSMO-SkyMed para o SIPAM“).





Reproduzimos abaixo os itens mais interessantes do documento:

“IV – Cooperação em matéria técnico-militar e de defesa






À luz desta crescente cooperação, as Partes decidem desenvolver um relacionamento privilegiado no campo da defesa, embasado na parceria industrial e transferência de tecnologia. Este relacionamento privilegiado entre os dois países no campo da defesa será matéria de acordo específico entre os respectivos Ministérios da Defesa. Deverá conferir, em princípio, prioridade aos seguintes projetos de colaboração:





- aplicações espaciais militares e de segurança referentes a: comunicações militares via satélite; ou observação da Terra via satélite-radar e serviços baseados no SAR (Radar de Abertura Sintética).




V – Cooperação na área espacial




As Partes se comprometem a aprofundar a cooperação entre suas respectivas instituições nacionais de pesquisa e desenvolvimento científico em tecnologias espaciais e suas aplicações industriais. Nesse contexto, as Partes saúdam a disposição mútua de implementar o Protocolo de Intenções entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial Italiana (ASI), assinado em 11 de novembro de 2008, relativo a iniciativas em áreas de interesse comum, tais como observação da terra para prevenção e gestão de desastres naturais e mudança do clima; telecomunicações; e navegação via satélite, assim como a cooperação em tecnologias espaciais e suas aplicações.





Para dar implementação aos objetivos acordados, as Agências Espaciais dos dois países prosseguirão no exame conjunto de oportunidades de colaboração e, em particular, considerarão os itens relacionados a seguir, identificados preliminarmente, como potenciais áreas de cooperação de claro interesse e relevância para os dois lados:

                                                 COSMO-Skymed, o italiano Envisat,



- utilização e recepção dos dados de satélite “COSMO-SkyMed” para aplicações civis;

- observação da terra por satélite radar e serviços baseados no SAR (Radar de Abertura Sintética) para aplicações civis;

- colaboração na área de balões meteorológicos; e

- seminários e capacitação conjunta.”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os Estados Unidos e o Brasil assinaram nesta segunda-feira, em Washington, um acordo de cooperação militar, o segundo do governo de Barack Obama com um país latino-americano, depois do que foi firmado com a Colômbia, motivo de grande polêmica na região.




A assinatura foi feita no Pentágono pelo secretário de Defesa americano, Robert Gates, e o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.




"Este acordo formaliza os inúmeros interesses em matéria de segurança e valores que compartilhamos enquanto nações com maior população do continente americano", disse Gates à imprensa, após a solenidade.



Destina-se a promover a colaboração entre os dois países em matéria de conhecimentos militares, treinamento, exercícios conjuntos e projetos comerciais, destacou Robert Gates.




"Seus termos em nada ferem os princípios das Cartas da ONU e da OEA de respeito à soberania, de não intervenção nos assuntos internos dos países", deixou claro o ministro Nelson Jobim.




O acordo, que prevê a cooperação entre as indústrias de defesa de ambos os países, foi subscrito num momento em que o governo de Luiz Inacio Lula da Silva estuda a compra de aviões para sua força aérea - uma corrida à qual se lançou o fabricante americano Boeing para fornecer aviões F/A-18 Super Hornet de combate ao Brasil. O francês Dassault, com os Rafael - preferidos por Lula- e o sueco Saab com os Gripen NG estão igualmente em disputa para conseguir este contrato de vários bilhões de dólares relativo à licitação para a compra de 36 aviões.




No dia 7 de abril, Jobim havia informado que entregaria nesta semana seu relatório sobre a aquisição de aviões de caça ao presidente brasileiro. Lula deverá, em seguida, convocar e ouvir o Conselho Nacional da Defesa para, enfim, anunciar sua escolha.




Segundo o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, "é importante deixar claro que o acordo de cooperação tem impacto muito maior do que apenas o intercâmbio de equipamentos militares ou venda de um sistema", assinalou.




A cláusula que garante o respeito à soberania "reflete a linguagem da Unasul (União de Nações Sul-Americanas, que se mostrou suscetível ao uso americano de bases colombianas), tendo sido proposta pelo Brasil e aceita pelos Estados Unidos", disse Shannon.




Jobim afirmou que o acordo também "ajuda" a uma eventual venda aos Estados Unidos de aviões supertucano da brasileira Embraer, que participa de outra licitação.



O secretário Gates elogiou a cooperação mantida pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, e as tropas que os Estados Unidos enviaram ao Haiti depois do terremoto devastador de 12 de janeiro.




"A cooperação em defesa entre Estados Unidos e Brasil marca um importante exemplo, uma relação que destaca um modelo positivo e transparente para a cooperação na América", disse Gates.




Os Estados Unidos e o Brasil vêm divergindo em relação à política a ser seguida com o Irã, acusado pelas potências ocidentais de querer adquirir a bomba atômica a pretexto de atividades civis. Washington e seus aliados se pronunciaram por novas sanções contra Teerã, enquanto que o presidente brasileiro Luis Inacio Lula da Silva adverte contra tal gesto.
BRASIL X EUA
O brasil quer ter um sistema de defesa anti aéria será que os americano vai libera os patriota ja que este acordo militar esta muito estranho pessoalmente eu acho que o brasil esta recebendo  pressâo do capitão américa vamos ver no que da mais ester acordo militar com o tio sam seria muito bom este acordo  miltar
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta segunda-feira em Washington que agora o Pentágono poderá comprar aviões super tucanos brasileiros sem ser preciso haver uma licitação. As declarações foram dadas em entrevista coletiva à imprensa, depois do encontro com o secretário de Defesa americano, Robert Gates, para assinar o Acordo de Cooperação de Defesa entre o Brasil e os EUA.




"É algo que, com o acordo, agora o governo pode decidir fazer", disse o ministro. O Brasil ofereceu aos EUA 200 aviões super tucanos. Metade destes podem ser entregues imediatamente e os 100 aviões restantes seriam entregues em médio prazo.



"Os EUA não têm aviões para operações contra insurgência como os super tucanos e seria importante para o Brasil entrar neste mercado", falou Jobim. O ministro da Defesa também comentou a recente celebração do Tratado START 2 entre os EUA e a Rússia. "Mexer em desarmamento não deve significar de modo algum mexer no direito dos países desenvolverem urânio", afirmou.



As possíveis sanções ao Irã, que serão um dos temas debatidos durante a Cúpula de Segurança Nuclear realizada nesta segunda-feira e terça-feira na capital americana, também foram comentadas por Jobim. "Bomba atômica está fora de cogitação, mas o Irã precisa ter uma garantia do mundo de que não será atacado", disse ele. O ministro falou que para isso seria preciso um maior fortalecimento da Organização das Nações Unidas
SÃO PAULO, 11 ABR (ANSA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premier italiano, Silvio Berlusconi, manterão um encontro bilateral nesta segunda-feira em Washington, a partir das 14h15 (15h15 no horário de Brasília).






Os dois chefes de Governo estarão na capital dos Estados Unidos para participar da Cúpula de Segurança Nuclear, convocada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. O evento reunirá governantes de mais de 40 países e termina na terça-feira.





Após as conversas, Lula e Berlusconi presidirão uma cerimônia para a assinatura de atos, às 14h45 locais. O encontro ocorrerá na residência da Embaixada do Brasil e contará também com a presença do chanceler Celso Amorim.





Os temas bilaterais incluiriam, além da série de acordos econômicos — entre os quais poderia estar a venda de navios à Marinha brasileira –, o caso de Cesare Battisti, ex-integrante do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) que está detido no Brasil e cuja extradição é requisitada pela Itália.





Condenado em seu país de origem, Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o refúgio político que havia sido concedido a ele pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, acatando assim o pedido italiano.





A decisão final sobre o caso — que gerou uma crise entre ambas nações — está agora nas mãos de Lula, que ainda não se pronunciou. Por isso, o encontro entre os dois líderes pode ser decisivo e incluir eventuais “garantias” de Berlusconi a seu colega brasileiro.





Estava previsto que o premier italiano viesse ao país sul-americano no início de março, mas a visita foi cancelada por questões de agenda.





Além de se reunir com o líder europeu, Lula também verá nesta segunda-feira o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, e o da Turquia, Recep Erdogan. A recepção aos membros da Cúpula de Segurança Nuclear está marcada para as 18h15 locais.





O brasileiro embarcaria para os Estados Unidos ainda neste domingo às 15h, com desembarque previsto para as 23h40 locais. Já Berlusconi chegará a Washington na segunda-feira e discursará no evento na terça-feira pela manhã. (ANSA).



Nota do Blog. SEGURANÇA X NACIONAL E PLANO BRASIL



A Matéria não menciona, porém é de conhecimento geral que um dos temas que estará na pauta nas reuniões entre os chefes de estado, encontra-se uma negociação envolvendo navios de guerra ( provavelmente as fragatas Fremm) bem como os navios de patrulha oceânica (OPV) para a Marinha do Brasil.
A DCNS vai apresentar no próximo dia 04 a primeira fragata multimissão da classe FREMM (Frégate Européenne Multi-Missions) da Marinha Francesa (Marine Nationale) perante altas entidades políticas e industriais. O navio, a D630 FS Aquitaine, em finalização nas instalações da empresa em Lorient, será entregue em agosto de 2012.




Alguns dias antes, o navio será retirado do cais e transferido para o molhe onde receberá o mastro assim como os diversos sistemas de armas. Uma segunda unidade, a D631 FS Normandie, está sendo construída desde outubro de 2009 (ver T&D nº 119), e tem sua entrega prevista para maio de 2014.



A DGA (Délégation Générale de l´Armement) adquiriu 11 navios da DCNS através do OCCAR (Organisation Conjointe de Coopération en matière d´ARmement), em contratos assinados em novembro de 2005 e em setembro de 2009, para os três últimos navios. A frota substituirá, até março de 2022, as Classes Tourvile, George Leygues e D´Estiène D´Orves. Nove delas serão da versão de luta anti-submarina e duas configuradas para defesa antiaérea, as quais serão designadas de FREDA (FRÉgate de Défense Aérienne).






Todas serão dotadas, entre outros, com o sistema de combate SETIS da DCNS, o sonar de casco Thales Underwater Systems 4110-CL, o dispositivo de navegação inercial Sagem Défense Sécurité SA SIGMA 40P, o radar multifunções Thales HERAKLES, o radar de detecção Thales ARTEMIS, o sistema de lançamento de despistadores Sagem Défense Sécurité SA NGDS (New Generation DAGAIE System), o diretor de tiro Sagem Défense Sécurité SA NAJIR MM, um sonar rebocado, diversos sistemas de comunicações, Comando e Controle e de Guerra Eletrônica, sistemas verticais de lançamento DCNS SYLVER (SYStème de Lancement VERtical) e ainda duas embarcações de intervenção semi-rígidas.




O armamento básico consiste numa peça de 76mm Oto Melara SpA Super Rapid, dois sistemas de lançamento para 19 torpedos EuroTorp MU-90 Impact e ainda peças de 12.7 mm.



No caso da versão ASW (Anti Submarine Warfare), contam com oito mísseis antinavio MBDA Exocet MM40 Block 3, 16 mísseis de defesa antiaérea ASTER 15 e com 16 mísseis de longo alcance MBDA SCALP (Système de Croisière Autonome à Longue Portée) também conhecido por MdCN (Missile de Croisière Naval). Para os mísseis ASTER 15, será integrado o sistema de lançamento SYLVER A-15, enquanto que para o míssil SCALP, os navios receberão a versão A-70. As duas FREDA serão dotadas com oito mísseis MBDA Exocet MM40 Block 3, 16 mísseis antiaéreos MBDA ASTER 15 e ainda 16 ASTER 30. A empresa constrói ainda uma destinada à Marinha Real do Marrocos (al-Bahriyya al-Malakiyah), cuja entrega está planejada para 2013

sábado, 10 de abril de 2010

Uma cronologia dos eventos na Área 51 tecnologia reversa


Veja a seguir uma cronologia que se inicia logo após a construção da Área 51:



1957 - a AEC (Comissão de Energia Atômica) distribui "informações contextuais sobre testes nucleares de Nevada" à imprensa. O livreto descreve uma pequena base no Lago Groom chamada Projeto Watertown. O livreto afirma que a instalação faz parte de um projeto para estudos do clima;

1961 - o espaço aéreo restrito se expande para cima, mas não lateralmente. Ele mede 5 x 9 milhas náuticas em tamanho, mas estende-se até o espaço e é designada R-4808. Um ano depois, o Departamento da Força Aérea expande o espaço novamente, mas dessa vez o perímetro cresce para 22 x 20 milhas náuticas. Isso forma a "Caixa de Groom," ou simplesmente "A Caixa," como a área é conhecida hoje. Nenhum vôo, seja ele comercial ou militar, é permitido no espaço restrito (exceto os vôos de teste a partir da própria base);

1962 - o primeiro A-12 chega ao Lago Groom. O primeiro vôo de teste ocorre dois meses após a chegada da aeronave à base. Pilotos da CIA chegam à base quase um ano depois para iniciar treinamento de vôo;

1967 - o primeiro Mig 21, uma aeronave soviética, chega ao Lago Groom. Oficiais nomeiam o programa de teste da aeronave Mig de "Have Donut" (Coma uma rosquinha). Alguns pilotos começam a chamar o espaço aéreo restrito acima do Lago Groom de "Quadrado Vermelho";



Foto cedida Força Aérea dos EUA

O caça invisível F117-A Nighthawk





1977 - anos depois, o público toma conhecimento do caça invisível, o primeiro protótipo F117 chega à Área 51. Ele é chamado de "Have Blue". No mesmo ano, a United States Geological Survey (Secretaria de Geologia dos Estados Unidos) tira uma foto aérea da base. A foto aparece em inúmeras publicações e permanece disponível até 1994, quando o governo a retira de circulação;

1982 - o primeiro vôo do veículo conhecido como "Tacit Blue" ocorre no Lago Groom. Assim como o F-117A, o Tacit Blue é um veículo invisível aos radares;

1984 - a base solicita mais 360 mil Km² de terra para aumentar o tamanho do espaço restrito ao redor da instalação. Mesmo antes da área ser considerada oficialmente reservada, guardas desencorajavam o público a entrar nela, suscitando preocupação e críticas dos habitantes locais e de turistas. O pedido foi ratificado pelo Congresso três anos mais tarde;

1988 - um satélite soviético fotografa a Área 51. A revista "Popular Science" publica a fotografia, dando à maioria dos cidadãos dos EUA a primeira chance de ver a base secreta. Nesse mesmo ano, Robert Frost, um funcionário civil na Área 51, morre. Uma autópsia mostra que seu corpo continha altos níveis de químicas perigosas como dioxina (em inglês), tricloroetileno e dibenzofuran. Sua viúva, Helen, processou vários oficiais do governo, alegando que seu marido morreu como resultado da exposição a químicas perigosas;

1989 - Robert Lazar aparece na televisão e alega ter trabalhado em tecnologia alienígena de engenharia reversa em um local não muito distante do Lago Groom;

1995 - a Área 51 adquire dois locais freqüentados por turistas e locais curiosos. Freedom Ridge e White Sides Peak. O Presidente Clinton assina um decreto presidencial isentando a Área 51 de legislação e investigação para preservar a segurança nacional;

1996 - Nevada nomeia a Rota 375, anteriormente conhecida como a rodovia mais deserta na América, de Rodovia Extraterrestre. Céticos do mundo todo desdenham em uníssono;

1997 - a Área 51 perde o status de confidencial, apesar de todas as operações na instalação permanecerem secretas;

2007 - parece que equipes estão construindo um novo hangar, bem maior que o hangar existente. Um site declara que o tamanho do hangar é 60,8 x 152 metros e sua altura é de 30,4 metros [Fonte: Rense.com - em inglês].

Para mais informações sobre a Área 51, alienígenas e artigos relacionados, consulte os links na próxima página.
Estudo liga 'visões antes da morte' a altos níveis Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma "luz no fim do túnel" ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.




A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.



Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica Critical Care.



Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.



Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de "sair do próprio corpo". Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade



Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.



Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.





A anoxia – a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio – é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.



Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa.



Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.



O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.



"Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas”, disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis.



"Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor."



O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenómenos semelhantes, descreveu as conclusões como "interessantes".



"Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade", disse.



"As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los."
O presidente polonês, Lech Kaczynski, morreu neste sábado quando o avião que o transportava se acidentou próximo de um aeroporto na Rússia.




O chefe de Estado viajava com a primeira-dama, Maria, e altas autoridades do seu governo, incluindo o presidente do Banco Central.



Segundo os relatos, havia quase cem pessoas a bordo do avião e ninguém sobreviveu.



O avião, um Tupolev-154, viajava de Varsóvia para a cidade russa de Smolensk, onde as autoridades polonesas participariam de uma cerimônia para lembrar os 70 anos de um massacre de mais de 20 mil prisioneiros de guerra por forças russas na floresta de Katyn durante a Segunda Guerra Mundial.



A tragédia ocorreu no momento em que a aeronave tentava pousar em meio à névoa densa, pouco antes das 11h de Moscou (4h em Brasília).



O governador da província de Smolensk, Sergei Antufiev, declarou na TV russa que o Tupolev-154 atingiu a copa das árvores, caiu no chão e se partiu.



Entre outras altas autoridades polonesas dentro do avião estavam o chefe do Exército do país, Franciszek Gagor, e o presidente do BC polonês, Slawomir Skrzypek. Além disso, faziam parte da comitiva historiadores consagrados e políticos de renome.



Pela Constituição polonesa, novas eleições devem ser convocadas até o fim de junho. O cargo de presidente interino será exercido pelo líder da Câmara baixa do Parlamento polonês, Bronislaw Komorowski.



Reações



Os soviéticos mataram as elites polonesas em Katyn há 70 anos. Hoje, a elite polonesa morreu no mesmo local tentando prestar uma homenagem aos poloneses que lá morreram (antes).

Lech Walesa, ex-presidente polonês

O correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, disse que o acidente está sendo sentido como uma "catástrofe" para os poloneses, independente de sua posição política em relação ao presidente.



De acordo com o repórter, muitos, visivelmente aturdidos, se reuniram em frente ao palácio presidencial em Varsóvia para deixar flores e acender velas.



O premiê do país, Donald Tusk, teria chorado ao ser informado do incidente. Ele disse que viajará ao local do acidente.



Líderes mundiais expressaram suas condolências pela morte de Kaczynski. Na Rússia, o presidente Dmitri Medvedev se solidarizou com a Polônia. A investigação sobre as causas do acidente será conduzida pelo premiê russo, Vladimir Putin.



Os Estados Unidos disseram que esta foi uma "terrível tragédia" para a Polônia.



Já a União Europeia expressou solidariedade com o Estado-membro do bloco.



A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que estava "chocada" com o incidente, enquanto o premiê britânico, Gordon Brown, expressou tristeza e descreveu Lech Kaczynski como "um dos atores que definiram a história política moderna" de seu país.



Histórico



Lech Kaczynski, que exerceu o cargo de prefeito da capital, Varsóvia, por três anos, foi eleito presidente da Polônia em 2005.





Kaczynski foi eleito em 2005 com agenda social e conservadora

Advogado das políticas de bem-estar social e resistente a reformas de mercado, ele esteve no centro de polêmicas envolvendo sua agenda influenciada fortemente por um conservadorismo católico.



Junto com seu irmão gêmeo, o ex-premiê Jaroslaw Kaczynski, ele fundou em 2001 o Partido da Lei e Justiça, que reiterava os valores tradicionais oriundos da fé católica, predominante na Polônia.



A história do líder está ligada à campanha pelo fim do Comunismo no país, nos anos 1980.



O ex-presidente polonês Lech Walesa, que liderou o movimento Solidariedade, peça central na luta pela democratização do país na mesma época, qualificou o desastre como "inconcebível".



"Os soviéticos mataram as elites polonesas em Katyn há 70 anos. Hoje, a elite polonesa morreu no mesmo local tentando prestar uma homenagem aos poloneses que lá morreram", declarou Walesa à agência AFP.









sexta-feira, 9 de abril de 2010

Astronautas iniciam caminhada no exterior da Estação Espacial



Em imagem feita a partir de vídeo e divulgada pela Nasa, os astronautas Rick Mastracchio e Clay Anderson são vistos saindo da escotilha






Reduzir Normal Aumentar Imprimir Os astronautas Rick Mastracchio e Clayton Anderson começaram nesta sexta-feira a primeira das três caminhadas da missão do Discovery na Estação Espacial Internacional (ISS). Os astronautas abandonaram a escotilha da câmara de descompressão às 2h41 de Brasília e devem trabalhar no exterior da plataforma orbital durante aproximadamente seis horas e meia, informou o coordenador da Nasa no Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia, Serguei Puzanov.



O objetivo principal das saídas ao exterior é substituir um depósito de amoníaco. Durante a primeira caminhada, está previsto que Mastracchio e Clayton desliguem as mangueiras do velho tanque e posteriormente desenganchem do compartimento de carga do Discovery o novo depósito. O tanque será colocado na superfície exterior do laboratório orbital com ajuda de um braço robótico dirigido do interior da ISS pelos astronautas Jim Dutton e Stéphanie Wilson.



Depois, Mastracchio e Clayton poderão fixar o novo depósito. O velho tanque será devolvido à Terra a bordo do Discovery, cujo retorno ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, está previsto para as 9h29 (de Brasília) de domingo, dia 18 de abril.



Durante as mais de seis horas no exterior, os astronautas realizarão também outras tarefas para a manutenção da plataforma orbital. "O principal desafio da saída é a coordenação do trabalho entre pessoas e máquinas. É um autêntico trabalho em equipe. Stéphanie e Jim farão sua parte no interior da estação e Clayton e eu no exterior. Naturalmente, todas nossas tarefas serão coordenadas com a Terra", assinalou Mastracchio antes de partir.



Durante as três jornadas de trabalhos no exterior da estação, os astronautas retirarão, além disso, algumas bandejas de experimentos colocadas em missões anteriores e ajustarão um giroscópio na viga principal da estrutura.



A missão do Discovery era entregar à ISS o módulo multiuso "Leonardo", que contém uma série de compartimentos para a realização de experimentos científicos no espaço, assim como um setor dormitório e espaço para equipes.
Discovery chega à Estação Espacial
CABO CANAVERAL – O ônibus Espacial Discovery se acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS) hoje pela manhã depois que os astronautas superaram a falha na antena que cortou o rastreamento por radar.






O comandante da nave, Alan Poindexter, e sua equipe confiaram em outros instrumentos de navegação para realizar a manobra.




Estação Espacial vira berçário de borboletas (17/11/2009)

"Vocês estão com uma aparência linda", disse o astronauta japonês Soichi Noguchi, residente da ISS, enquanto o ônibus chegava carregada de suprimentos.





As duas estruturas se uniram a 356 km acima do Caribe. Esta foi somente a segunda vez que um ônibus espacial teve que se concetar à ISS sem nenhum radar; a primeira foi há dez anos.





Poindexter treinou para um imprevisto como este há duas semanas. Quando se aproximava, faltando 45 metros, ele passou um rádio “É muito divertido”.





O diretor de vôo Richard Jones disse que a viagem foi impecável. “A tripulação fez parecer fácil”, disse a repórteres.





A primeira providência dos 13 tripulantes totais, após a abertura das portas, foi transmitir imagens laser detalhadas da Discovery ao Centro de Controle de Houston.





A astronauta Stephanie Wilson entregou o drive do computador contendo todas as imagens do nariz e da cauda coletadas ontem. A equipe rapidamente começou a enviar arquivos, um processo que deve durar toda a manhã. A falha na antena impediu o envio imediato para a análise desses dados em solo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Brasil acumula um atraso de meio século na propulsão de foguetes espaciais em relação aos norte-americanos e russos. Para tentar dar um impulso no setor, há cerca de 15 anos o país iniciou um programa de pesquisa em propulsão líquida e que tem como base o etanol nacional.




O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente. Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico.



O desafio da busca por um combustível “verde” e nacional também conta com o apoio de um grupo particular de pesquisadores, formado em parte por engenheiros que cursam ou cursaram o mestrado profissional em engenharia aeroespacial do IAE – realizado em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e com o Instituto de Aviação de Moscou.



Liderado pelo engenheiro José Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP), o grupo se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que utilizem propelentes líquidos e testar tais combustíveis.



“Os propelentes líquidos usados atualmente no Brasil estão restritos à aplicação no controle de altitude de satélites e à injeção orbital. Eles têm como base a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, caros e tóxicos”, disse Miraglia à Agência FAPESP.



Miraglia coordena o projeto “Desenvolvimento de propulsor catalítico propelente utilizando pré-misturados”, apoiado pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).



Na primeira fase do projeto, o grupo, em parceria com a empresa Guatifer, testou motores e foguetes de propulsão líquida com impulso de 10 newtons (N), com o objetivo de avaliar propelentes líquidos pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio combinado com etanol ou querosene.



“Os testes mostraram que o projeto é viável tecnicamente. Os propulsores movidos com uma mistura de peróxido de hidrogênio e etanol, ambos produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o melhor rendimento”, disse.



Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas vantagens em relação à hidrazina ou ao tetróxido de nitrogênio, usados atualmente. “Ela é muito versátil, podendo ser utilizada como monopropelente e como oxidante em sistemas bipropelentes e pré-misturados. O peróxido de hidrogênio misturado com etanol apresenta densidade maior do que a maioria dos propelentes líquidos, necessitando de menor volume de reservatório e, consequentemente, de menor massa de satélite ou do veículo lançador, além de ser compatível com materiais como alumínio e aço inox”, explicou.



Na segunda fase do projeto, o grupo pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100 N e 1000 N. “Nossa intenção é construir um foguete suborbital de sondagem que atinja os 100 quilômetros de altitude e sirva para demonstrar a tecnologia”, disse.



A empresa também está em negociações para uma eventual parceria com o IAE no projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), cujo objetivo é enviar ao espaço um satélite para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.



“Nosso motor seria utilizado na operação de reentrada para desacelerar a cápsula quando ela ingressar na atmosfera. Atualmente, não existe no Brasil foguete de sondagem a propelente líquido. Todos utilizam propelentes sólidos”, disse.



Kits educativos – O grupo também pretende produzir motores para foguetes de sondagem que tenham baixo custo. “Eles seriam importantes para as universidades, com aplicações em estudos em microgravidade e pesquisas atmosféricas, por exemplo”, disse Miraglia.



Em trabalhos de biotecnologia em microgravidade, por exemplo, pesquisas com enzimas são fundamentais para elucidar processos ligados a reações, fenômenos de transporte de massa e calor e estabilidade das enzimas. Tais processos são muito utilizados nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química fina, entre outras.



“Queremos atingir alguns nichos, ou seja, desenvolver um foguete movido a propelente líquido que se possa ajustar à altitude e ser reutilizável. Esse é outro ponto importante, porque normalmente um foguete, depois de lançado, é descartado”, disse.



O grupo já construiu um motor de 250 N, que será utilizado em testes. Como forma de difundir e reunir recursos para o projeto, a empresa comercializa kits de minifoguetes e material técnico. “São direcionados principalmente para estudantes”, disse Miraglia.
Cinquenta e cinco pessoas participaram do Encontro Empresarial sobre o Global Navigation Satellite System (Glonass), nesta terça-feira (6), na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo (SP). Na ocasião, empresários e representantes da Agência Espacial Russa (Roscosmos) apresentaram o sistema de geoposicionamento e possibilidades de cooperação na área espacial entre o Brasil e a Rússia. O Glonass é o sistema russo de posicionamento global, equivalente ao americano GPS e ao europeu, Galileo. O sistema conta com 24 satélites divididos em três órbitas.




O evento, organizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com a Roscomos, apresentou a empresários brasileiros possibilidades de cooperação na produção e comercialização de receptores GNSS e em serviços de monitoramento e rastreamento de veículos.



“O Glonass representa uma tecnologia adicional ao GPS americano. A similaridade de necessidade de geoposicionamento é grande entre o Brasil e a Rússia, o que torna as possibilidades de cooperação ainda maiores”, disse Cilineu Nunes, representante da Zatix. A Zatix é umas das maiores empresas de serviços na área de rastreamento e monitoramento na América Latina com cerca de 200 mil veículos rastreados em todo o Brasil.



Apresentações - A primeira apresentação foi feita pelo chefe de Divisão do Glonass, Sergei Kalinin. Segundo ele, o sistema de geoposicionamento russo possui uma constelação quase completa de satélites - com 21 operacionais e dois sobressalentes que podem entrar em uso, caso algum falhe. Há cinco estações de recepção de dados do Glonass no território russo. A central de controle fica perto da capital, Moscou. No entanto, sabe-se que há a necessidade de se expandir esse segmento. Uma das estações que será construída deverá ficar no Brasil.



Kalinin acredita que há possibilidade de cooperação entre as agências espaciais dos dois países, entre as indústrias e também de pesquisas científicas. O governo russo apoia o desenvolvimento do sistema e, garante que até o final de 2010 ele deve ficar pronto. No entanto, estará em desenvolvimento até 2020.

Parceria - “A parte mais importante da apresentação do Kalinin foi quando ele divulgou os planos de oferecer sinal de alta qualidade aberto e gratuito. O GPS já oferece esse tipo de serviço, mas apenas a militares”, disse o coordenador técnico-científico da AEB, Raimundo Mussi. Mussi acredita que os russos apresentaram propostas concretas de parceria.



As outras explanações foram feitas pelo chefe executivo da Auto Tracker, Boris Satovsky; pelo vice-diretor do Institute of Space Device Engineering, Mikhail Golovin e pelo chefe do departamento internacional da Nis-Glonass, Alexey Tyrtov.



O encontro faz parte do “Programa de Cooperação no Campo da Utilização e Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegação Global por Satélite entre a AEB e a Roscosmos”, assinado em 26 de novembro de 2008. Esse Programa tem, entre outras, as seguintes linhas de atuação: operacional, compreendendo, inclusive, a possibilidade de instalação de uma estação de monitoramento do Glonass no território nacional, cooperação científica, com a realização de projetos conjuntos de pesquisa e empresarial, por meio da produção e comercialização de receptores GNSS e na utilização desses sistemas no monitoramento e rastreio de veículos.
o brasil nâo invester na tecnologia de satelites com o AMAZÔNAS 1 satelite de  sensoriamento REMOTO
O satélite Amazônia-1 deverá ser o primeiro satélite de observação terrestre desenvolvido no Brasil. Em princípio, o seu lançamento ao espaço irá acontecer em 2011, se o desenvolvimento do seu projeto ocorrer conforme o planejado. Entretanto, a redução do orçamento de 2009 do Programa Espacial Brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, poderá comprometer o cumprimento do programa de lançamento do satélite. A verba de R$ 40 milhões, destinada a construção do Amazônia-1, teve uma redução de R$ 23,2 milhões.




O satélite Amazônia-1 deverá consolidar a capacitação do Brasil para projetar, desenvolver e lançar satélites artificiais de observação da Terra, voltados às aplicações de interesses nacional e regional, em atividades tais como: prospecção do meio ambiente, levantamento de recursos naturais e vigilância territorial. Do ponto de vista tecnológico, com a fabricação do Amazônia-1, o Brasil dominará completamente o ciclo de desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto.



O lançamento do Amazônia-1 deverá contribuir para aumentar a oferta de imagens de sensoriamento remoto de interesse para os projetos nacionais e assim diminuir a dependência do Brasil de imagens geradas por satélites estrangeiros. O Amazônia-1 terá uma câmara com resolução de 40 metros, que vai fazer uma varredura completa da Terra a cada cinco dias, e uma outra com resolução de 10 metros, que precisa de 30 dias para fazer uma imagem do globo terrestre.



Atualmente, o sistema que fornece aos órgãos de controle ambiental informações periódicas (em tempo "quase real"), o DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), está baseado em imagens de satélites com resolução de 250 metros, tiradas a cada dois dias. Mesmo com os avanços técnicos a serem obtidos, com o uso das futuras imagens obtidas através do Amazônia-1, elas ainda não suprirão todas as necessidades do INPE (Instituto Nacional de Atividades Espaciais) para esse fim. A meta do Instituto é poder trabalhar futuramente com imagens de cinco metros de resolução, recebidas diariamente.



O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) ficou extremamente pessimista com o corte de 22,5% dos recursos da agência para 2009, determinado pelo Congresso Nacional e declarou que "praticamente se disse adeus a um programa como a Amazônia-1". Já o diretor do INPE é mais otimista e afirma que vai tentar incluir o programa de satélites do Instituto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Em janeiro último, o INPE iniciou o processo de compra dos componentes para a montagem do Amazônia-1.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O filme "Segurança Nacional" foi o escolhido para abrir a segunda edição do Hollywood Brazilian Film Festival, que acontece de 4 a 7 de fevereiro, no Egyptian Theatre, em Hollywood Boulevard, junto à calçada da fama. Mais do que uma mostra de filmes, o HBRFEST (www.hbrfest.com) tem como objetivo promover encontros, seminários e palestras para aproximar os talentos da indústria brasileira dos seus pares em Hollywood e, conseqüentemente, da comunidade internacional. Prova disso são os prêmios Horizon, entregue a um talento brasileiro iniciando carreira nos Estados Unidos; o HBR Award, paraatores brasileiros de quilate internacional; e o Raw (cru, em inglês), uma espécie de troféu-revelação. Além dos tradicionais "Melhor Filme", "Diretor", "Documentário" e "Curta".




"Segurança Nacional" é um thriller de ação do jovem diretor Roberto Carminati, que retrata o lado positivo de um Brasil poderoso, moderno, bem equipado, do ponto de vista tecnológico - ou seja, com uma lente bem diferente da normalmente usada no cinema brasileiro. No novo filme, o agente secreto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Marcos Rocha (Thiago Lacerda) tem a missão de combater ao lado das Forças Armadas uma rede internacional de narcotráfico que planeja atacar pontos do país como retaliação à "lei do abate" - que permite ao governo interceptar aeronaves clandestinas em território nacional.



Além do galã, o elenco traz Milton Gonçalves (como o Presidente da República), Angela Vieira, Ailton Graça, Viviane Victoretti e o ator internacional Joaquin Cosio (que atuou no último longa da franquia "007", "007 - Quantum of Solace"), entre outros.



A equipe de produção acompanhou missões de treinamento e foram usados equipamentos e cenários reais nas filmagens - inclusive uma seqüência com o avião presidencial e outra com aviões de caça da Força Aérea Brasileira, contando com a participação de tropas de elites do exército - o que confere um caráter ainda mais realista à obra.



Com produção executiva de Diogo Boni (Diogo Boni Filmes), e distribuição da Europa Filmes; "Segurança Nacional" entra num campo pouco explorado do cinema brasileiro: o do filme de ação. O diretor imprimiu uma visão positiva do Brasil. Dada a temática de "Segurança Nacional", foi fundamental para a realização do longa o apoio do Ministério da Defesa, do Exército, da Força Aérea Brasileira, da Agência Brasileira de Inteligência e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.



Um verdadeiro blockbuster nacional, exibido no cruzamento da calçada da fama com o calçadão de Copacabana.


Uma rede internacional de narcotráfico ameaça a segurança do país. Para desbaratá-la, o presidente da República aciona o serviço de inteligência. O melhor agente secreto da corporação sai à captura do chefão da droga, que seqüestra a namorada do herói e planeja ataques a vários pontos do país. Antes da derrota final do inimigo, radares rastrearão seus movimentos, caça-aviões abaterão seus comparsas e todos correrão contra o relógio. Você dirá que já viu esse filme. Mas não com o ator Milton Gonçalves no papel do presidente, o galã Thiago Lacerda como o agente secreto e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no lugar da CIA, a agência norte-americana.




É com essa escalação que o cineasta Roberto Carminatti está filmando o longa "Segurança Nacional", com cenas em terra, ar e mar, de norte a sul do Brasil.



Formado em cinema nos EUA, onde nasceu, filho de brasileiros, Carminatti, 29, diz que estudou "como o cinema americano fala das Forças Armadas e da sua história de um jeito positivo". É essa abordagem edificante à imagem do país que o cineasta emprega em sua trama sobre a política e a segurança nacionais.



"Sempre quis voltar para o Brasil, para fazer filmes positivos, não com os olhos de país do Terceiro Mundo, que não tem jeito", diz. A visão que Carminatti propõe é a de que "aqui existem heróis e tecnologia desenvolvida por brasileiros, para beneficiar e proteger a sociedade".



Com sua ficção envolvendo "o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) e os radares que protegem o espaço aéreo brasileiro contra traficantes de drogas", o diretor procurou o governo federal, em busca de apoio. "Eu me aproximei com toda a humildade. Não tenho uma produtora grande ainda." Apresentando "o roteiro já pronto", Carminatti pediu consultoria da Força Aérea, do Exército, da Abin, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).



"Eles não impuseram nenhum tipo de censura, de mudança na história", diz. Segundo Carminatti, só um reparo foi feito: "Explicaram que seria errado aviões da Força Aérea entrarem sem permissão em outros países". E um pedido: "Que o roteiro não mostrasse todas as capacidades dos aviões R-99 que a força brasileira possui, porque isso é estratégico".



As filmagens começaram no mês passado, e o diretor diz que o uso de cenários reais tem sido fundamental para o projeto. Ele conta que uma seqüência foi rodada com o AeroLula, o avião presidencial, no dia 6 de dezembro. O presidente do Brasil na vida real, Luiz Inácio Lula da Silva, não estava a bordo. A decolagem e o vôo que a equipe filmou, do exterior da aeronave, eram medida de segurança, conta o cineasta.



"Existe uma prática chamada 'vôo da bomba' que está dentro do orçamento da Força Aérea. O avião sempre tem de voar antes de o presidente embarcar, porque, se tiver uma bomba, o piloto morre, o presidente não", diz.



"Segurança Nacional" tem orçamento de aproximadamente R$ 5 milhões, aprovado segundo as leis de incentivo à cultura, que autorizam o uso do Imposto de Renda em projetos culturais. Carminatti ainda não conseguiu reunir todo o dinheiro, mas afirma ter o sinal verde de algumas empresas. "A Embraer se comprometeu a apoiar, mas ainda não definiu com quanto."



O diretor avalia que o filme "seria economicamente inviável, sem o grande apoio que é poder filmar nos locais que existem de fato". Carminatti tem cenas previstas para o fim deste mês na sede da Abin e no Palácio do Planalto, onde já fez algumas tomadas, em dezembro passado. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ao qual a Abin é subordinada, confirmou à Folha os contatos do cineasta com o órgão, mas não a autorização para as filmagens na agência.



Carminatti diz que, com a troca de comando na Abin, temeu pelo futuro de seu projeto, que ele havia apresentado pessoalmente ao ex-diretor-geral Mauro Marcelo.



Márcio Buzanelli, o novo diretor da agência, chegou imprimindo marcas de mudança, como a troca de seu símbolo --da araponga pelo carcará-- e a divulgação da Abin para jovens. "Quando houve a saída de Marcelo [em julho de 2005], fiquei preocupado", diz. "Mas eles reiteraram o apoio. Foi tudo muito legal."



"Segurança Nacional" deve ficar pronto em maio e tem contrato com uma distribuidora brasileira para ser lançado no país. O diretor tem planos de estrear o filme nos EUA também. "Quero mostrar aos brasileiros que o Brasil não é uma completa desorganização e desordem. E mostrar ao resto do mundo que o Brasil não é esse que ficou estereotipado pelas florestas e a pobreza."



Carminatti se diz convencido de que "num caso como o 11 de Setembro, a Força Aérea Brasileira teria alcançado o avião [em poder dos terroristas]". "A gente pensar que o Brasil está desenvolvido a esse ponto é um sonho", diz.

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