terça-feira, 19 de agosto de 2014

ARMAS LASER E O FUTURO DOS SISTEMAS DE INTERCEPTAÇÃO

KELSEY D. ATHERTON - Texto do Business Insider
Tradução e edição: Nicholle Murmel

No dia 18 de julho deste ano, o voo MH-17 da Malasya Airlines foi abatido por um míssil. Os Estados Unidos acreditam que tenha sido um Buk de fabricação soviética, e satélites infravermelhos americanos apontam que o local de lançamento do míssil no leste da Ucrânia - região tomada por separatistas apoiados pelo governo russo. É possível que um aparato da Guerra Fria tenha lançado o míssil, tecnologia contemporânea tenha identificado de onde ele partiu, e a futura tecnologia dos lasers pudesse ter evitado o desastre?

A resposta é um retumbante talvez. Equipar aeronaves comerciais com laser antimísseis é um processo muito mais complexo e caro do que simplesmente evitar rotas aéreas sobre zonas de conflito, e mesmo que os feixes de luz direcionada atuais funcionem contra mísseis pequenos, ainda estão longe de dar conta de armamentos antiaéreos maiores.

Um editorial recente no Wall Street Journal argumenta que lasers contra projeteis menores que mísseis são factíveis agora. Já a National Defense Magazine vê um desenvolvimento mais gradual dque pode chegar a produzir sistemas antimísseis. Apesar de a tecnologia ainda estar nos laboratórios e áreas de teste, o campo cada vez mais crescente das armas de energia direcionada sugere que um futuro repleto de lasers para defesa é possível.

O panorama atual dos antimísseis

Abater objetos no ar é difícil e caro. Os esforços dos EUA em prover sistemas de defesa contra mísseis balísticos - uma contramedida anunciada há tempos contra ataques nucleares - são frequentemente tão inócuos que  o Congresso especificou que os testes precisam ser realistas para que os recursos sejam liberados. Mesmo quando não se trata de deter um míssil balístico intercontinental, acertar um foguete com outro foguete é complicado.

O sistema Iron Dome de Israel custa 45 milhões de dólares por um grupo de lançadores e mais 40 mil por foguete disparado. Os projeteis a serem detidos por esse sistema custam 750 dólares cada um para serem fabricados - 40 mil dólares por tentativa de abater um foguete que cusa 750. Uma medida que pode ser onerosa tanto monetariamente como em termos de vidas, caso a precisão do Iron Dome seja inferior ao prometido. (Leia o artigo sobre a performance do Iron Dome)

Mas os lasers poderiam mudar esse cálculo. É verdade que o desenvolvimento do sistema é caro - os EUA já investiram 40 milhões de dólares para construir um canhão contra drones, e aprimorar esse laser certamente custará ainda mais. Porém, uma vez projetado e colocado em uso, o laser se torna muito, muito barato. Conforme o projeto desenvolvido para a Marinha Americana, o sistema custa cerca de 1 dólar por disparo - mais barato do que a munição normalmente usada para o mesmo fim.

Por serem constituídos de luz, os raios laser viajam mais rápido do que qualquer arma com projeteis, e portanto são ideais para detê-los. Nas palavras de Ray Johnson, CTO da Lockheed, “Isso muda o jogo. Se você desenvolve uma arma operacional que dispara a uma velocidade de Mach vezes um milhão, isso muda o jogo”. Mas para chegar nesse ponto de mudar o jogo, os armamentos de luz direcionada precisam ser muito mais potentes do que são atualmente.

Armas laser hoje

Johnson estima que lasers de 100 kilowatts de potência devem entrar em serviço nos próximos anos, e acredita que os de 300kW serão realidade um dia. Mesmo os lasers atuais de 10kW são promissores. No segundo semestre do ano passado, o High Energy Laser Mobile Demonstratos (HEL MD) do Exército americano usou um feixe de luz de 10kW para “engajar” morteiros em voo. “Engajar” pode ser um termo pouco preciso, que define apenas “mirar e atingir”, sem especificar que o feixe deve ser constate “até que o alvo seja destruído”.

O Exército planeja continuar o desenvolvimento do HEL MD com potências de 50 e até 100 kilowatts, com a finalidade de criar um laser tão forte que possa danificar as cargas dos morteiros, desviar sua trajetória ou mesmo explodí-los. A empresa de defesa israelense Rafael também esta desenvolvendo um sistema de armamento laser, e o Office of Naval Research está pesquisando uma versão transportada por caminhão para os Fuzileiros Navais.

O desafio fundamental para os armamentos de luz direcionada é que, diferente de como acontece na ficção científica em que lasers voam como munição, um canhão na vida real precisa direcionar o raio por um longo período de tempo para incinerar o alvo - como uma criança brincando com uma lupa e insetos. Para a criança, o inseto é fácil de capturar, já o laser precisa se manter focado em um alvo que se movimenta enquanto é incinerado. Esse fogo não precisa destruir o míssil inimigo completamente. Em vez disso, pode-se danificar o sistema de guiagem, neutralizando o alvo.

Ainda há um debate consideráverl acerca de qual a potência necessária para neutralizar cada tipo de foguete e míssil, ou mesmo é lasers são realmente capazes disso. Um relatório do Congressional Research Office apresenta pareceres conflitantes.

O futuro da luz direcionada para interceptação

Por ainda estarem em desenvolvimento, não sabemos ainda o quão potentes os lasers podem vir a ser, ou se conseguirão fazer tudo o que se espera, mas eis algumas promessas.
O HEL MD da Boeing foi desenvolvido para localizar e engajar objetos voadores com o feixe de luz direcionada.

A Lockheed divulgou video em que demonstra o uso de um laser contra um foguete de teste que teve a ponta incinerada, explodindo em seguida.

Airborne Laser Testbed foi projetado pela Boeing e pela Northrop Grumann para a Missile Defense Agency dos Estados Unidos, basicamente colocando um laser no nariz de um 747. O projeto foi cancelado por conta do custo alto e repetidas falhas (ver foto acima).
Tactical High-Energy Laser (foto acima),  THEL, um projeto conjunto entre Israel e os Estado Unidos. Em 2000 –1, nos testes destruiu  28 foguetes Katyusha e  5 granadas de artilharia. Porém, o protótipo tinha o volume de seis ônibus. Volume necesário para conter: centro de comando, radar e o telescópio para rastreamento dos alvos, o laser químico, combustível e tanques para os reagentes, o espelho rotativo para refletir o feixe de energia.
 
Em um vídeo conceitual (abaixo), a BAE Systems mostra seu projeto de laser em uma aeronave-conceito, mostrando o armamento como uma tecnologia garantida para o futuro. O laser abatendo mísseis ar-ar seria um dos muitos recursos desse avião fictício
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sábado, 16 de agosto de 2014

Iniciativa fomenta desenvolvimento do setor aeroespacial

Empresas dos setores aeroespacial e de defesa vão receber, neste ano, incentivo para o desenvolvimento de projetos e produtos. Valores beneficiarão estudos, absorção de tecnologias, sistemas de vigilância e supervisão de bordo.
A iniciativa faz parte de um projeto do ministério da defesa de apoiofinanceiro a projetos por meio de instituições de fomento. O objetivo é impulsionar a produtividade e competitividade do setor. 
Entre as instituições apoiadas estão a Embraer, Avibras, Odebrecht e Imbel. Algumas delas conseguiram as duas linhas de financiamento: pela Finep e BNDES. As empresas aguardam a aprovação desses órgãos de fomento para terem acesso aos recursos e darem continuidade a projetos que também beneficiarão as Forças Armadas.
Estão previstas propostas sobre comunicações submarinas e sonar nacional; visão multiespectral para veículos blindados; radares; desenvolvimento de fibra de carbono; e bateria de uso militar.
Para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, os departamentos de ciência e tecnologia das Forças Armadas vão trabalhar em conjunto com as empresas contratadas. Além disso, as instituições beneficiadas precisarão enviar relatórios de prestações de contas para a Finep e o BNDES.
A Finep está em fase de conclusão das análises dos projetos para posterior aprovação. Os próximos passos preveem assinatura dos contratos e início dos convênios. A financiadora estabeleceu como meta o foco em empresas mais estruturadas, aumento no volume de contratações, aquisição de novos clientes e integração de instrumentos e políticas de governo.
Sobre o programa
O programa de apoio foi instituído em maio de 2013, com a assinatura de protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o da Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. 
A proposta é dividida em quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. Nesse contexto, podem ser beneficiados projetos acerca de plataformas espaciais, foguetes, sensores, sistemas de identificação biométrica, armas não letais, ligas metálicas, resinas, tubos e propelentes sólidos.
Fonte:
Ministério da Defesa,,SEGURANÇA NACIONAL BLOG,SNB

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A-DARTER PRÓXIMO DA CERTIFICAÇÃO E FABRICAÇÃO NO BRASIL

Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet

A contratação da certificação e produção do míssil A-DARTER pela indústria nacional deve ocorrer nos próximos meses. É o que consideram a MECTRON, controlada pelaODEBRECHT Defesa e Tecnologia (ODT), e suas parceiras no projeto (AVIBRAS e OPTOELETRÔNICA).

Enquanto o programa caminha para a fase final do desenvolvimento na África do Sul, com ensaios em voo contra alvo em diferentes condições de lançamentos do míssil, pelo lado brasileiro as empresas aguardam as negociações para a próxima fase do programa (Fase 4), que envolverá a industrialização do míssil e a certificação do processo produtivo.
A avaliação que se faz hoje é que as equipes brasileiras estão em estágio de conhecimento tecnológico similar ao dos sul-africanos. “Os resultados são altamente satisfatórios, ainda mais se considerando que é uma parceria tecnológica entre países e empresas com diferentes culturas, metodologias de desenvolvimento, processos de trabalho etc.”, afirma o engenheiro Thomaz Tavares, Diretor de Contrato na MECTRON.

Tavares também esclarece que até agora foi garantida a transferência de tecnologia e puderam demonstrar a capacidade das empresas brasileiras envolvidas de mobilizar a indústria nacional para a fabricação deste sistema. “Estamos prontos para dar o próximo passo. A contratação da fase de industrialização é fundamental para a consolidação do programa no Brasil e para que possamos fornecer o A-DARTER em larga escala para a futura geração de caças da FAB. A falta de continuidade no processo esfriará a prontidão da indústria nacional”.

De origem sul-africana, conduzido pela empresa DENEL Dynamics, o programa do A-DARTER consiste no desenvolvimento de um míssil ar-ar de quinta geração, cujas principais características são uma avançada capacidade de detecção e rastreio de alvos através de imageamento infravermelho e alta capacidade de manobra através de empuxo vetorado.

Em 2006, com base num acordo governamental entre o Brasil e a África do Sul, a Força Aérea Brasileiradecidiu investir no desenvolvimento deste míssil, passando a participar ativamente no projeto, tendo direitos industriais sobre ele e contratando empresas brasileiras para participar do programa, como a MECTRON, responsável pela seção de controle e guiamento, incluindo seu autodiretor, sua eletrônica embarcada e sua espoleta de proximidade por radiofrequência. Esse programa gera um grande investimento na capacitação e fortalecimento da indústria nacional de defesa.

A MECTRON entrou no programa em janeiro de 2008 atuando com uma equipe que passou a trabalhar na África do Sul, participando ativamente do desenvolvimento do míssil. Outra equipe foi alocada no Brasil para dar prosseguimento ao processo de capacitação tecnológica e materialização do produto no país. Esta etapa foi alcançada em 2013 com a finalização da montagem e testes da seção frontal do míssil nas instalações da empresa em São José dos Campos/SP. No total, mais de 50 integrantes da MECTRON participaram deste processo.

F-X2 e Gap Filler
O míssil A-DARTER deverá ser o míssil de média distância da FAB. Assim no RFP (Request for Proposal) do F-X2 consta como requisito a integração do sistema à aeronave. As negociações atualmente em curso para ter como o caça Gripen C/D,  como GAP Filler (preencher a necessidade de caça e servir de treinamento para pilotos e equipes de terra) traz uma outra vantagem ao Míssil A-DARTER.

Todos os ensaios aviônicos foram concluídos na aeronave Gripen C/D, inclusive o teste de envelope da aeronave com o míssil e disparo deste. Haveria grande reaproveitamento da integração que já ocorreu na África do Sul.

Era prevista a integração no caça A-1M (AMX). Mas não é conhecido se os planos da FAB permanecem estes ou focará os esforços no Gripen NG.

É importante a entrada da 4ª Fase do Projeto A-Darter, pois no momento em que a configuração for estabelecida com o encerramento do desenvolvimento, a MECTRON e suas parceiras levariam cerca dois anos para se estruturarem e entregarem as primeiras unidades do míssil.

Assim a FAB teria não só uma aeronave de caça, o Gripen C/D, como GAP FIller, e o futuro Gripen NG já compartilhando o  sistema de arma, o míssil de 5ª Geração A-DARTER com importantes ganhos de operacionalidade, logística e escala industrial
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Institutional - Embraer Defesa & Segurança


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FUTURO AVIÃO DE COMBATE DA EMBRAER


IMAGINANDO A 3ª GUERRA MUNDIAL

Se a próxima guerra mundial acontecer, ela mais provavelmente será na Ásia e será um choque entre a potência hegemônica atual, os EUA, e sua principal desafiante, a China. A boa nova é que a China não deseja uma guerra agora ou no futuro previsível, antes de mais nada porque Pequim sabe perfeitamente que as chances não estão a seu favor. Mas se olharmos para daqui a 20 anos, em 2034, as circunstâncias terão mudado de maneira significativa.
Há três razões para a improbabilidade de uma guerra no curto prazo. Primeiro, apesar do crescimento anual de dois dígitos em seu orçamento de defesa, a capacidade militar chinesa ainda está significativamente atrás da americana. A China precisará de 15 a 20 anos para alcançar a paridade ou quase paridade com as forças aliadas de EUA e Japão na litoral da Leste Asiático. Segundo, como a maioria de suas importações de commodities chega por mar, a China seria extremamente vulnerável a um bloqueio naval, que provavelmente seria montado pelos EUA.

Em terceiro lugar, a China teria de enfrentar não somente os EUA, mas também seus aliados asiáticos, entre os quais o Japão, a Austrália e, talvez, a Índia. Por isso, ela precisa do pelo menos uma grande potência aliada e alguns aliados menores.Se a China ousar fazer umu desafio sério aos EUA, isso dependerá, em grande medida, de Pequim e Moscou formarem um bloco geopolítico eurasiano.

Em suma, nos próximos 15 a 20 anos uma grande guerra na Ásia é altamente improvável. Por volta de 2030, porém, o equilíbrio deverá sofrer mudanças consideráveis, se a China conseguir: 1. zerar a distância militar dos EUA; 2. deixar sua economia menos dependente de mercados ocidentais e matérias-primas do exterior; 3. formar sua própria estrutura de alianças.

Imaginemos o cenário das próximas décadas: A China - que há quatro anos completou a reunificação com Taiwan - está cada vez mais preocupada como crescimento do poder da Índia. Em 2030, a Índia superou a China tornando-se o país mais populoso do planeta. Ainda mais significativo, a Índia, com sua população muito mais jovem e economia dinâmica, já cresce mais depressa que a China.

Com a rivalidade China-Índia, um cenário é que Pequim resolva atacar primeiro - antes que Nova Délhi tenha a chance de eliminara diferença. Isso se parece à maneira como, em 1914, temores alemães com a firme ascensão da capacidade estratégica da Rússia contribuíram para a decisão de Berlim pela guerra na esteira da crise em Sarajevo. Havia uma crença na liderança alemã de que, por volta de 1917, a Rússia completaria seus programas de modernização militar e a janela de oportunidades se fecharia.

Citando a interferência indiana no Tibete e invasões da disputada fronteira do Himalaia, forças chinesas partem para a ofensiva nas áreas fronteiriças e atacam bases aéreas e navais indianas. O ataque à índia significa guerra com o Japão, já que Tóquio e Nova Délhi firmaram um tratado de defesa mútua em 2031. Simultaneamente ao ataque à Índia, a Marinha da China toma as Ilhas Senkaku/Diaoyu.

Em 2032, os americanos retiram suas forças do território japonês, esperando que o pacto Japão-Índia e o fato de o Japão ter-se tornado, em 2029, um Estado com armas nucleares seriam suficientes para dissuadir a China. Os chineses, por sua vez, apostaram que os EUA, parecendo estar em um novo modo isolacionista, não interviriam em favor do Japão. Mas, depois de alguma hesitação, os EUA entram na guerra. Surge dessa maneira a coalizão Indo-Pacífica de EUA, Índia, Japão, e outros aliados contra a China.

A China não está sozinha nessa guerra. Em 2025, China, Rússia, Bielo-Rússia, Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Paquistão assinaram o Tratado Eurasiano - um pacto de defesa coletiva que se tornou um braço político-militar da Organização de Cooperação de Xangai. A Mongólia foi obrigada a se juntar ao pacto em 2033.

Mas o envolvimento russo direto no teatro Indo-Pacífico é mínimo. Moscou esta mais preocupado com a Europa Oriental, particularmente a Ucrânia, onde forças pró-ocidentais apoiadas pela UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tentaram retomar o controle sobre a Ucrânia oriental e meridional que, antes da eclosão da guerra na Ásia, haviam sido zonas de influência da Rússia. A Rússia e a UE/Otan, embora não formalmente em hostilidades, estão envolvidas numa guerra par procuração na Ucrânia.

A Coréia, que desde 2027 vem sendo uma confederação de Norte e Sul, permanece não alinhada. Os países do Sudeste Asiático (exceto as Filipinas) também declaram a sua neutralidade, assim como Estados africanos, latino-americanos e do Oriente Médio.

Em termos militares, a 3ª Guerra será muito diferente das grandes conflagrações do século 20. Em primeiro lugar, os principais combatentes serão potências nucleares. Conscientes de que o uso real de armas atômicas resultará no extermínio mútuo, as partes beligerantes se absterão de empregá-las. Isso não será diferente da 2ª Guerra, quando os beligerantes tinham grandes estoques de armas químicas, mas não as usaram pelo temor de retaliações. Mar, ar, áreas montanhosas desérticas, além do espaço exterior e ciberespaço, são os principais campos de batalha da 3ª Guerra.

O que testemunharemos talvez possa ser chamado de uma "guerra mundial light". Neste sentido, ela talvez não requeira a mobilização total de recursos materiais e humanos. Nisso, a 3ª Guerra poderá se assemelhar mais às Guerras ele Sucessão Espanhola e dos Sete Anos no século 18 do que às guerras mundiais "totais" do século passado.

O fato de que a guerra envolverá um nível comparativamente limitado de baixas e não necessitará uma mobilização completa de recursos poderá ter o efeito indesejado de prolongá-la, em comparação com as guerras que só podiam ser lutadas por alguns anos porque os recursos se esgotavam rapidamente.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

brasileira-vence-concorrencia-para-exportar-drone

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS  -  A Flight Technologies, credenciada como empresa estratégica de defesa, venceu uma concorrência internacional para exportar algumas unidades do seu veículo aéreo não tripulado (vant) Horus FT-100 para um país da África. O contrato é a primeira exportação brasileira de vants.
O Ministério da Defesa informou que detalhes como a data de envio das primeiras unidades do vant ou o nome do país africano que receberá as aeronaves não podem ser revelados por causa do sigilo obrigatório nesse tipo de transação.
O veículo, segundo o Ministério da Defesa, é capaz de realizar o aerolevantamento de até quatro mil hectares por voo. Também pode ser utilizado em operações especiais de busca de alvos e de suporte ao deslocamento de tropas.
Em nota, o gerente do Departamento de Produtos de Defesa  Deprod), do MD, coronel Hilton Grossi, afirmou que a conquista deste contrato pela Flight fortalece a indústria nacional de defesa e comprova a importância do esforço do governo em apoiar o setor. O contrato de fornecimento dos vants para o governo da África, segundo o gerente do Deprod, foi intermediado pelo Ministério da Defesa do Brasil.
A Flight Technologies informou em seu site que as primeiras unidades serão entregues até o segundo semestre de 2014, com a possibilidade de novas encomendas em 2015. A tecnologia do produto da empresa foi originalmente desenvolvida em cooperação com o exército brasileiro, marinha e aeronáutica.
O Horus FT-100 foi projetado em conjunto com o Instituto Militar de Engenharia e do Centro Tecnológico do Exército. O veículo, segundo a Flight, também pode ser usado para aquisição de alvos, reconhecimento, segurança de perímetro, apoio às ações de infiltração e exfiltração.
Sistema da FAB
Especialistas da Força Aérea Brasileira (FAB) estarão reunidos, nas próximas semanas, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, para definir os requisitos conjuntos para o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (Sarp), que será adotado para as três Forças Armadas.
Com os requisitos em mãos, a FAB, encarregada de coordenar o processo para as três Forças, pretende publicar o pedido de proposta às empresas interessadas em fornecer o equipamento que será utilizado pela Marinha, Aeronáutica e Exército.
“Já definimos os requisitos operacionais do sistema e agora entramos na fase de discussão dos requisitos técnicos, logísticos e industriais e, por último, faremos a análise de viabilidade, que será apresentada para a aprovação pelo Ministério da Defesa”, explicou o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), da Aeronáutica.
O sistema de aeronave remotamente pilotada (Sarp), também conhecida como veículo aéreo não tripulado (vant), é uma designação para as aeronaves que voam sem a necessidade de um piloto à bordo para guiá-las. O controle é feito à distância, por computador.
No Brasil, ainda não existe uma regulamentação para o uso comercial de vants e por este motivo só são permitidos voos experimentais ou para fins de esporte ou lazer. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está finalizando uma proposta que servirá de base para a homologação dos equipamentos que serão utilizados de forma profissional no espaço aéreo brasileiro.
A concorrência para a escolha do Sarp brasileiro vai movimentar as empresas que atuam neste mercado no país. Uma das empresas que se destacam neste segmento no país é a Harpia, joint venture formada entre a Embraer Defesa e Segurança, Avibras e AEL Sistemas, subsidiária do grupo israelense Elbit Systema.
Pelo acordo firmado entre as três empresas, a AEL detém 40% da composição acionária, enquanto a Embraer é acionista majoritária, com 51% das ações e a Avibras tem 9%.
A Avibras trouxe para a Harpia o projeto do veículo Falcão, de sua autoria, que está sendo desenvolvido para atender às necessidades das Forças Armadas brasileiras. O veículo foi projetado para realizar missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio à direção de tiro, avaliação de danos, vigilância terrestre e marítima.
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