terça-feira, 4 de março de 2014

EB – ADQUIRE O MÍSSIL SAAB RBS 70 MKII

Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet

Exécito Brasileiro deu o sinal liberando a  SAAB Dynamics de comunicar a  assinatura do contrato de venda do  sistema de míssil  MANPADS RBS 70 VSHORAD ( Sistema de Defesa Aaérea de  Curto Alcance - Very Short Range Air Defence System). O contrato alcança um valor de aproximadamente  U$D 12,5 milhões de Dóilares, incluindo os mísseis, lançadores de mísseis e os equipamentos associados como os sistemas de treinamento.

Os leitores de DefesaNet tiveram o privilégio de ter a notícia em primeira mão quando noticiamos a Reunião de Comando da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea (Ver matéria Link).

 
O Contrato
 
A negociação entre o Exército Brasileiro e a SAAB Dynamics teve como pano de Fundo o então chamado Sistema Integrado de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (SIAAEB) posteriormente formatado no Projeto Estratégico do Exército - Defesa Antiaérea (PEEDAAe).

Era prevista para a Artilharia Antiaérea (AAe) de baixa altitude, até 3.000 metros um sistema integrado de mísseis e artilharia de tubo. Os mísseis dividiam-se em dois tipos guiados e não guiados.

Para o sistema de Baixa Altura Telecomandado foi escolhido o sistema sueco RBS 70 e para não guiado o russo IGLA.

A compra do RBS (Robotik System) 70 Mark II pelo Exército Brasileiro equivale à aquisição do Modelo Geração 3 Plus(+). A empresa SAAB Dynamics o chamou de RBS 70 MkII

O Míssil está baseado na 3ª Geração do RBS 70, produzidos entre 1990 e 2004, porém inclui upgrades, que também estão na última geração (5ª), o RBS NG.

Um dos detalhes é o visor termal BORC, que equipa o RBS70 NG, a única diferença é que no NG ele está incorporado ao dispositivo de disparo enquanto no RBR 70 MkII está montado de forma modular ao dispositivo de disparo.

O míssil também é aperfeiçoado. Incluso o sistema pode disparar o míssil de última geração, o BOLIDE.

O valor do contrato U$D 12,5 milhões de dólares inclui várias contrapartidas comerciais (Off Set), que excedem o valor da aquisição. Há vários itens oferecidos:

 
- Tecnologia de simuladores;
- Cursos de Manutenção;
- Visor Termal COND, entre outros.
 
A lista final dos itens das contrapartidas ainda serão definidos entre o Exército Brasileiro e a SAAB Dynamics. Nem o Exército Brasileiro definiu quais serão os interlocutores industriais da SAAB Dynamics.

O acordo compreende um número não revelado de lançadores portáteis de:  mísseis tipo RBS 70 Mk II, simuladores, 6 equipamentos de visão noturna , um conjunto de teste , ferramentas de manutenção , peças de reposição , equipamentos associados , e treinamento para operadores e mantenedores da arma. Nove militares do Exército já estão em treinamento na Suécia.

Embora o foco primeiro sejam os grandes eventos, tais  como: a  Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016   Os sistemas tem o uso final no  programa PROTEGER  (Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres), do Exército Brasileiro.

Par a Copa do Mundo, fonte consultada por DefesaNet,  informou que o número a ser recebido será o suficiente para atender, conforme as necessidades estratégicas, as 12 sedes dos jogos.

O Sistema RBS 70 MkII

O  RBS 70 (Robotik System 70), foi adquirido por 19 países localizados em todos os cinco continentes, com mais de 1.600 sistemas  RBS 70, incluindo mais de 17.000 mísseis vendidos. Capacidades únicas do sistema, confiabilidade e  muito baixo custo do ciclo de vida são muito apreciados por todos os usuários em diferentes países..

Com um sistema de guia por feixe de raios laser o  RBS 70 MkII pode ser aplicado a múltiplas configurações de sistemas que variam desde o clássico sistema MANPADS (Sistema de Defesa Aérea Portátil), para uso por infantaria, como  integrado em veículos ou sistema de defesa aérea local baseado em um radar de alerta como o BRADAR SABER 60  com o  Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAAe), bem como sistemas de defesa aérea de navios integrados operando remotamente.

As várias configurações de sistema tornam o RBS 70 MkII altamente adequado para a proteção de defesa aérea estática de infraestrutura importantes , proteção de unidades móveis ou para a proteção de eventos. Sua operação telecomandada e a opção de autodestruição o tornam compatível para operação em áreas urbanizadas.
 
Características
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O RBS 70 foi desenvolvido como um completo sistema de mísseis, com o potencial de ser integrado na maioria dos veículos sobre rodas ou sobre lagartas.

O RBS 70 é superior a outros mísseis portáteis de defesa de aérea competidores, devido à sua capacidade de engajar todos os tipos de alvo, longo alcance de interceptação, superior a 7km, e cobertura de altitude desde o solo a mais de 4.000m.

O exclusivo guiamento  por feixe de laser permite utilização em qualquer ambiente, sem qualquer interferência (jamming) sobre o guiamento do míssil.

A Espoleta pode funcionar tanto por impacto como proximidade e também emprega raios laser,o que a torna imune a contramedidas.

A 3ª geração Plus  do sistema RBS 70 tem transmissores laser não resfriados, minimizando tanto o tempo de reação, quanto o suporte logístico. O sistema de nova geração incorpora:

- míssil para qualquer alvo Aéreo;
- imageador térmico de encaixe BORC;
- integração para operar com alertas antecipados;
- interrogador IFF digital;
- Sistema de guia com acuracidade aperfeiçoada;
- simulador de treinamento baseado em PC, e,
- fonte externa de energia para treinamento.
 
Características:

- Guiagem míssil por feixe Laser
- Alcance efetivo  250 – 7.000 m
- Altitude:  0 – 4.000 m
- Preparação para o combate: 30 segundos
- Recarga menos de 6 segundos (MANPADS)
- Velocidade Máx Mach 2 (similar a do Bolide)
- Aceleração p/ Velocidade Máx 4 segundos
O Míssil
O míssil tem característica dual, tanto pode ser empregado contra alvos aéreos como terrestres, sendo efetivo contra todos os Armoured Personnel Carriers( APCs) atuais: M2/3 Bradley, Marder, BMP, Patria, Piranha, etc.

A vida útil do Míssil adquirido é de 15 anos.

Alcança Mach 2 (cerca de 2.400 km/h), em 4 segundos.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Assalto Tático Operador Luz Suit ( TALOS ) Simulação de Combate


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Homem de Ferro: exército norte-americanoiniciará testes da armadura TALOS

Há algum tempo já circula na rede a informação de que o exército dos Estados Unidos está trabalhando em uma nova vestimenta para os seus soldados. Conhecida como TALOS (ou Tactical Assault Light Operator Suit), ela terá seus primeiros protótipos prontos para teste no terceiro trimestre deste ano. 
A informação foi dada por William McRaven, almirante da marinha, durante uma conferência realizada em Washington na última terça-feira (11). A ideia é que, caso tudo siga de acordo com os planos, ela esteja pronta para uso dos soldados em agosto de 2018. 
“Essa vestimenta, se feita corretamente, vai introduzir uma melhoria revolucionária em sobrevivência e capacidade para operações especiais”, explicou McRaven. 
Atualmente há 56 corporações, 16 agências do governo, 13 universidades e 10 laboratórios nacionais trabalhando na vestimenta. Caso tudo funcione corretamente, ela terá como principal característica a possibilidade de permitir que seu usuário caminhe na direção de algumas balas sem ser atingido.
Fonte: The Verge
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POLICIAIS MILITARES VIRAM ‘ROBOCOPS’ PARA CONTER VIOLÊNCIA EM PROTESTOS

Vera Araújo
Se alguém se deparar com um “Robocop” por aí nos próximos dias, não se trata de um folião fantasiado para o carnaval, mas de um policial do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE). A parafernália que PMs vão usar para se proteger em manifestações pesa dez quilos.

O Equipamento de Proteção Individual (EPI) foi comprado para a Copa do Mundo, mas já está pronto para ser usado em protestos em que houver violência, como a praticada por black blocs. Os policiais terão um capacete que resiste à penetração de objetos pontiagudos, um colete que protege as costas, o tórax e os ombros, além de caneleiras que envolvem ainda os joelhos e os pés. Tudo feito de um material plástico super-resistente, mas não à prova de balas.
Segundo o comandante do BPGE, tenente-coronel Wagner Villares, o equipamento absorve fortes impactos como, por exemplo, de rojões e pedras. Há também protetores de mãos resistentes a chamas de até 427 graus. No cinto, é possível guardar duas pistolas: a .40 e a de choque (Taser). Mas, nos protestos, só oficiais e sargentos podem portar armas letais.

O batalhão, onde estão lotados 600 policiais, conta com 200 desses equipamentos. Assim como as fardas, eles terão letras e números para identificar os policiais. Os agentes do Batalhão de Choque também vão usar os protetores.
Segundo o tenente-coronel Villares, além do material de proteção, os treinamentos estão sendo intensificados. O batalhão é formado por homens vindos de outras unidades da PM, além de policiais recém-formados.
— No momento, todos estão fazendo cursos de aperfeiçoamento e treinamento. Vamos começar um curso específico para aprimorar técnicas de abordagem em situações de tumulto — detalhou Villares.
Técnicas de artes marciais
A exemplo da PM de São Paulo, a polícia do Rio também está aumentando a carga horária na prática de artes marciais.
— Temos instrutores altamente qualificados. Professores de artes marciais estão dando instruções para o uso mínimo da força. A ideia é imobilizar e conter os mais exaltados, usando a energia necessária, porém sem violência. Fala-se muito em uso gradual de proporção da força, mas temos que ir além disso. Observamos que, se nós ficarmos trocando bombas com os manifestantes, isso só alimenta um confronto — disse o comandante.
Para Villares, o equipamento especial fará com que seus homens se aproximem dos manifestantes mais exaltados, além de reduzir o número de lesões nos policiais. O único inconveniente é que, durante um protesto, o policial anda, em média, de dez a 15 quilômetros. Com mais equipamentos, a mobilidade do PM fica um pouco prejudicada. Apesar de máscaras antigás terem sido adquiridas, a corporação pretende não usá-las com frequência:
— Do treinamento do policial também consta o aumento da tolerância ao gás. Nossa ideia é chegar à conciliação, mas as revistas vão continuar, pois elas são importantes. Não vamos permitir que ataquem o patrimônio público e privado, nem que queimem ônibus ou atinjam policiais e pessoas de bem.
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