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sexta-feira, 7 de março de 2014

Rússia e Ucrânia travam 'duelo cibernético'

Forças de segurança da Ucrânia acusaram o Exército da Rússia de ter bloqueado comunicações de telefone celular do país. Hackers ucranianos, por sua vez, disseram ter "vandalizado" o site de uma emissora internacional de TV russa.Na terça-feira, autoridades ucranianas disseram que celulares de deputados do Parlamento ucraniano haviam sofrido "ataques" na Crimeia.
"Na entrada da (empresa de telecomunicações) Ukrtelecom, na Crimeia, de forma ilegal e em violação de todos contratos comerciais, foi instalado um equipamento que bloqueia o meu telefone, bem como o telefone de outros políticos, independentemente de sua filiação política", disse um chefe do setor de segurança da Ucrânia, Valentyn Nalivaichenko,
A companhia ucraniana Ukrtelecom disse que suas instalações tinham sido invadidas por homens armados e que cabos de fibra ótica foram adulterados, prejudicando os serviços oferecidos a alguns usuários.
Autoridades da Rússia não comentaram se o país estaria ou não por trás dos incidentes. Mas especialistas internacionais acreditam que a Rússia estaria usando sua capacidade de impor ciberataques com parcimônia.
Marty Martin, ex-funcionário sênior da CIA, a agência de espionagem americana, diz esperar ataques cibernéticos mais extremos apenas se houver uma escalada acentuada no conflito entre os dois países.
De acordo com Martin, um ataque que interrompesse as redes de comunicação da Ucrânia poderiam ameaçar os próprios interesses russos porque ''se você fizer isso, você perde seu fluxo de inteligência. O melhor a fazer é monitorar''.

Estônia e Geórgia

Em 2008, durante uma escalada de tensão entre Rússia e Geórgia, hackers promoveram ataques distribuídos de negação de serviço (também conhecidos como DDoS Attack, a abreviação em inglês para Distributed Denial of Service) para sobrecarregar sites e servidores da Geórgia nas semanas que antecederam a invasão militar russa.
Na época, o governo da Geórgia afirmou que a Rússia estava por trás dos ataques DDoS, mas o Kremlin negou a acusação, alegando que os ataques poderiam ter sido realizados por qualquer pessoa, dentro ou de fora da Rússia.
Em 2007, houve ataques parecidos contra os serviços de internet na Estônia, causando distúrbios no seu sistema financeiro. Estes ataques coincidiram com divergências entre Estônia e Rússia sobre a realocação de um memorial soviético de guerra.
Ao passo que uma ação militar é visível e sujeita ao escrutínio da comunidade internacional, ciberataques são considerados mais difíceis de rastrear e de atribuir a uma única fonte.
Para especialistas, tanto a Rússia como a Ucrânia poderiam se aproveitar dos chamados hackers "patrióticos" para promover ataques do tipo.
"Se os russos forem capazes de fazer com que seus hackers patrióticos efetivamente participem da guerra em prol deles, isso poderia ser muito eficaz'', comenta Paul Rosenzweig, um ex-funcionário do setor de segurança nacional e fundador da empresa Red Branch Consulting, especializada no setor, que aponta também para vantagens da Ucrânia no campo das batalhas cibernéticas.
"Muitas vezes confundimos grupos ucranianos por grupos russos já que eles contam com endereços de IP (Internet Protocol) semelhantes e coisas assim. Mas os ucranianos, por serem um pouco mais ocidentalizados, contam com especialistas em outros países. É um grupo muito eficaz com bases fora. Uma diáspora, por asim dizer. Mas ainda não sabemos se eles estarão motivados a lutar ou não'', diz o especialista.
Um grupo de hackers ucraniano, Cyber-Berkut, postou uma lista de 40 sites que eles vandalizaram desde o início do conflito.
Entre eles está o da página da emissora estatal russa Russia Today, que, por um breve período teve a palavra "russos" alterada para "nazistas".
Mas Rosenzweig frisa que "não se deve superestimar a importância de ciberataques", dizendo que seria como comparar a ação de tanques com a de balas.
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Rússia inicia maciças Treinos de Defesa Aérea Em meio Crimea Standoff

RIA Novosti) - Western Distrito Militar da Rússia iniciou exercícios de defesa aérea de grande porte em sua área de testes do sul de Kapustin Yar no contexto de uma nova escalada das tensões com o Ocidente sobre a Ucrânia.
Kapustin Yar, localizado cerca de 450 quilômetros (280 milhas) a leste da fronteira com a Ucrânia, vai acolher cerca de 3.500 soldados e mais de 1.000 unidades de equipamentos militares por cerca de um mês. O exercício culminará com brocas live-disparo, envolvendo S-300, Buk-M1 e outros sistemas de defesa aérea.
"É pela primeira vez que todas as unidades de defesa aérea da zona, incluindo as defesas costeiras da Frota do Norte, se reuniram em um só lugar", disse o porta-voz do distrito, o coronel Oleg Kochetkov.
"É o maior de sempre exercício realizado pelas unidades de defesa aérea do Distrito Militar Ocidental," Kochetkov disse, acrescentando que os exercícios eram parte de um ciclo de treinamento de combate regular.
O exercício, no entanto, coincide com uma nova escalada de uma crise política na Ucrânia que levou ao impasse atual entre a Rússia eo Ocidente sobre o destino da Criméia, uma região autônoma da Ucrânia com uma população russa maioria étnica.
Autoridades da Criméia se recusaram a reconhecer como legítimo o novo governo central em Kiev, que depôs o presidente Viktor Yanukovych, no mês passado, e na quinta-feira, eles anunciaram a decisão de tornar-se parte da Rússia.
Um voto popular para aprovar a decisão será realizada na Criméia, em 16 de março.
O Parlamento da Rússia aprovou recentemente uma intervenção militar na Ucrânia, enquanto milhares de "milícia local" supostamente sob o comando russo ter tomado o controle sobre bases militares ucranianos em todo Crimea na semana passada.
Na sequência destes desenvolvimentos, o Ocidente tomou banho Moscou com acusações de agressão e ameaças de sanções, enquanto cortando intercâmbio militar com a Rússia e lutando para fortalecer a cooperação militar no seio da NATO.
O Pentágono anunciou na quarta-feira planos para expandir o treinamento de pilotos de combate na Polônia e para enviar seis jatos adicionais caças F-15C para a missão da OTAN realizando patrulhas aéreas sobre a Estónia, Letónia e Lituânia.
Patrulhas foram realizados em uma base de rotação de três a quatro meses por 14 membros da OTAN de base aérea da Lituânia em Zokniai, perto da cidade do norte de Siauliai, desde 2004, quando as ex-repúblicas soviéticas se juntou à aliança.
O militar da Estónia disse quinta-feira que os seis aviões de combate norte-americanas, bem como dois KC-135 navios de reabastecimento aéreo aterrissou no Zokniai, juntando quatro norte-americanos F-15 implantados lá desde janeiro.
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