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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Estaleiro e Base de Submarinos de Itaguai/RJ



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ACIDENTES QUASE PUSERAM EM XEQUE PROJETO DOS CAÇAS GRIPEN

Claudia Varejão Wallin
Há vinte anos, quando um dos primeiros protótipos do caça Gripen se despedaçou no centro da capital sueca diante de uma multidão atônita e desesperada, muitos questionaram a sabedoria da decisão política de empregar anos de pesquisas e milhões de coroas suecas no desenvolvimento de um caça nacional de última geração.
Mas a fórmula sueca acabaria por provar a eficácia do engenho doméstico: hoje a terceira geração de caças Gripen-NG, da fabricante sueca Saab é reconhecida como uma aeronave avançada, com boas vendas em todo o mundo. Na semana passada, o governo brasileiro anunciou que renovará a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB) com a aquisição de 36 aeronaves Gripen-NG, da fabricante Saab.

O avanço da indústria de defesa sueca, que hoje desponta entre os grandes fabricantes do setor, tem sua origem na antiga política de neutralidade do país.
"Como era um país neutro, a Suécia tinha que erguer a sua própria indústria militar – aviões, navios, submarinos, equipamentos, armamentos. Pode-se dizer que o caça Gripen, assim como os modelos que o antecederam, são resultado da tradição de neutralidade da Suécia", disse Christer Åström, considerado um dos principais especialistas em defesa da Suécia, em entrevista à BBC Brasil.
Mas o projeto dos caças Gripen, inaugurado na década de 80, era especialmente ambicioso: não se tratava apenas do desenvolvimento de um caça-bombardeiro, mas de um amplo e abrangente sistema de defesa. O sistema incorporava desde componentes de voo, controles de mecanismo em terra e manutenção, a sistemas de comunicação com armamentos.
Uma característica central diferenciava o Gripen de outros projetos anteriores: ele usa sofisticadas tecnologias de ponta, mas pode ser produzido a um custo mais baixo.

Turbulências

Não foi, porém, uma trajetória sem turbulências. A história dos caças Gripen começou no fim dos anos 70, quando uma série de estudos foi conduzida para o desenvolvimento de um sucessor para o caça sueco Viggen, que entrava no fim de seu ciclo operacional. No momento em que o projeto JAS Gripen foi apresentado, no início da década de 80, os partidos políticos de esquerda se mostraram céticos.
"A principal controvérsia era se a Suécia deveria comprar um caça já desenvolvido e testado (um caça americano, por exemplo), que seria mais barato, ou desenvolver uma nova geração de caças suecos, que custariam mais caro, mas colocariam o país na liderança tecnológica do setor", observa Annika Brändström, em relatório da Escola Nacional de Defesa Sueca.
A decisão de produzir um caça nacional, em vez de importar, foi fortemente influenciada por considerações políticas, como o forte potencial de geração de empregos no país. Em junho de 1982, o Parlamento sueco aprovou a decisão de autorizar o desenvolvimento de 30 caças JAS Gripen, com a opção de estender o contrato para outras 110 unidades.
Na época, outros países europeus planejavam, simultaneamente, caças semelhantes.
"O Rafale, o Mirage 2000 (França), o LAVI (Israel) e o europeu Eurofighter foram alguns dos projetos de caças concorrentes lançados nos anos 70 e 80. Estes aviões eram considerados 'instáveis' e tinham características diferentes daquelas dos caças suecos anteriores. Problemas com os sistemas de controle de vôo e uma série de acidentes e quedas ocorreram com quase todos os projetos", destaca Annika Brandström.
Com a Suécia, não foi diferente. Já na etapa inicial do projeto, a construção dos protótipos sofreu uma série de atrasos, provocados em parte por problemas graves no sistema de navegação. E os primeiros tempos do Gripen seriam sombrios.
No dia 8 de agosto de 1993, um domingo, a cidade de Estocolmo esteve perto de sofrer uma tragédia humana. Milhares de pessoas estavam reunidas no centro da capital sueca para um festival anual, e uma das principais atrações do dia era um show aéreo em que o caça JAS 39A Gripen voaria sobre o público. Poucos minutos após o vôo, o piloto foi subitamente ejetado do caça, que iniciou uma queda fulminante diante de uma multidão em pânico. O avião se chocaria contra a ilha de Långholmen, no centro da capital, a cerca de 30 metros da ponte de onde milhares de pessoas assistiam ao espetáculo.
Ninguém – nem o piloto - saiu ferido seriamente. Mas as imagens do avião em chamas geraram um debate sobre a credibilidade do Gripen, e em última instância sobre a própria existência futura do projeto. Afinal, não era a primeira vez: quatro anos antes, no dia 2 de fevereiro de 1989, o primeiro protótipo do JAS 39-1 havia caído durante seu sexto vôo quando tentava aterrissar na cidade de Linköping, sede da fábrica da Saab. O mesmo piloto, Lars Rådeström, protagonizara as duas quedas.
"Apesar dos dois acidentes, os políticos que apoiavam o projeto do Gripen nunca desistiram, e lutaram até atingir os resultados de excelência planejados para o avião", contou o especialista Christer Åström.

Vendendo para o mundo

Exportar era preciso: vender os novos caças no mercado internacional era essencial para tornar o projeto lucrativo, e situar a Suécia no mapa da concorrência como um dos líderes do setor.
"A primeira exportação foi um contrato de leasing de 14 caças Gripen para a Hungria e a República Tcheca. Na década de 90, a África do Sul tornou-se o primeiro país a comprar os caças, num total de 28 aviões. Desde então, a Tailândia adquiriu 12 modelos Gripen, e a Suíça assinou uma carta de intenção para comprar 22 caças, sendo que o anúncio oficial da compra é esperado para o próximo verão europeu", destacou Åström, acrescentando que o governo sueco acaba de encomendar 60 novos caças para a Força Aérea do país.
Na Saab, o porta-voz Rob Hewson oberva que, desde aqueles incidentes, o caça sueco continuou a ser continuamente aperfeiçoado. E o atual modelo, a ser produzido em parceria com o Brasil, corresponde à terceira geração de caças Gripen da Saab.
"Apenas as pessoas na Suécia ainda se lembram da queda do avião em 1993. Fora da Suécia, o acidente foi visto e compreendido como parte do processo de risco durante a fase de testes de vôo. Uma vez superados aqueles incidentes, que foram na verdade ocorrências relativamente normais da etapa de testes, o Gripen tem demonstrado um nível exemplar de segurança operacional", disse o porta-voz à BBC Brasil.
Para o especialista Christer Åström, o segredo da fórmula do Gripen está na eficiência do modelo.
"O Gripen possui apenas um motor, é extremamente sofisticado e é bem mais barato em comparação ao Boeing F/A-18 Super Hornet, ao Rafale da francesa Dassault e também ao europeu Eurofighter Typhoon. Os custos operacionais do Gripen são significativamente menores do que os dos demais caças, que possuem motores duplos. É interessante notar que o Gripen pesa a metade do que pesam os outros modelos da concorrência. E é um avião eficaz, com tecnologia de ponta e equipado com armamentos de última geração", disse Åström, lembrando ainda que o Gripen participou com êxito das operações da Otan na Líbia há dois anos.
Superado um sombrio começo marcado por acidentes, acrescenta Åström, o Gripen está atualmente entre os caças mais vendidos do mundo, ao lado dos americanos F/A-18 Super Hornet e F-16 Fighting Falcon.
Segundo o porta-voz da Saab, a terceira geração de caças Gripen é uma sofisticada aeronave produzida por um país "pequeno e inventivo, que cumpriu a meta de desenvolver aviões com excelente nível operacional que não custassem uma fortuna".
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Harpia quer repetir sucesso global da Embraer

A partir de 2014, o Brasil deve entrar para o crescente grupo de produtores de aeronaves não tripuladas, ou drones. A Harpia Sistemas, empresa criada por uma parceria da Embraer, AEL Sistemas (subsidiária brasileira da israelense Elbit System) e Avibras, já trabalha para montar um protótipo do drone nacional Falcão, além de sistemas automáticos de controle para estes aviões.
A intenção da joint venture, segundo a Embraer, é consolidar a Harpia como a “Empresa das Aeronaves Remotamente Pilotadas do Brasil” e repetir o sucesso mundial alcançado pela própria Embraer. A empresa também quer abocanhar parte do mercado mundial de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP), estimado em 6,5 bilhões de dólares por ano.
Com planos ambiciosos, a Harpia foi criada no âmbito da Estratégia Nacional de Defesa para capacitar a indústria brasileira no setor de drones e desenvolver novas tecnologias – parte delas transferidas pela Elbit, uma das líderes mundiais na área.
Segundo a Embraer, a Harpia poderá desenvolver SARPs de pequeno porte, mas tem focado esforços na criação de aeronaves de médio e grande portes (acima de 500 quilos) para atender às necessidades das Forças Armadas do Brasil, seu principal cliente. A empresa busca, por isso, desenvolver um SARP capaz de realizar “missões de inteligência, vigilância, aquisição de alvo e reconhecimento”.
Entre os produtos da Harpia está o protótipo do Falcão, um drone desenvolvido pela Avibras, que possui “uma arquitetura de sistemas e tecnologias de navegação e controle e de pouso e decolagens automáticas totalmente nacionais”. O projeto também contou com recursos do Exército, da Aeronáutica e da Marinha.
Devido à possibilidade de uso civil, a joint venture também pretende apostar neste mercado, no qual é crescente o interesse de entidades de controle e monitoramento ambiental na aquisição de drones, além de indústrias de energia, petróleo e setores da agricultura. O uso civil de aviões não tripulados, no entanto, ainda precisa ser regulamentado.
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Especialistas da FAB - Material Bélico


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Gripen NG: a nova geração está pronta. Você está


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Computador voador: conheça o Gripen novo caça comprado pelo Brasil

Na quarta-feira (18), o governo anunciou o avião de caça vencedor da concorrência internacional para selecionar uma nova aeronave de combate para nossa Força Aérea. Para a surpresa de alguns, o vencedor foi o sueco Saab JAS 39 Gripen, ou somente Gripen.
Como a notícia está dando o que falar pela Internet, o Canaltech resolveu destrinchar a tecnologia dessa aeronave, que é a espinha dorsal da Força Aérea da Suécia e, apesar do seu pequeno tamanho e simplicidade, é uma arma altamente tecnológica, versátil e letal.
Primeiro falaremos um pouco da história da aeronave, bem como o motivo dela ter sido desenvolvida.

1 - O programa Gripen

A Suécia, no contexto da guerra fria, sempre temeu uma invasão pela União Soviética, e por isso sempre desenvolveu domesticamente suas armas (aviões, tanques, submarinos e navios). Antes do Gripen, ela possuía duas aeronaves principais, o Saab 35 Drakken e o Saab 37 Viggen (aviões com aparência bem estranha, diga-se de passagem), que já estavam ficando velhos.

Então o governo sueco começou a procurar um substituto para os dois modelos, e que pudesse ser um caça “multifuncional”, o que significa que ele deveria ser capaz de realizar diversos tipos de missão em um único voo: ataque ao solo, ataque ar-ar (outros aviões), ataque marítimo e reconhecimento.
Além de ser de emprego múltiplo, o novo caça deveria ser pequeno e capaz de operar em condições adversas. Bases de caças normalmente são enormes, com pistas extensas e uma grande infra-estrutura de apoio. Mas, no caso de uma vizinha gigante como a União Soviética, nenhuma base sobreviveria à fúria vermelha, então o avião deveria ser capaz de se virar a partir de rodovias, pistas improvisadas e com estrutura ínfima de apoio.
Desse requerimento surgiu o Saab 39 Gripen, que tem apenas 14 metros de comprimento e que pode operar de pistas pequenas (trechos de rodovia) de apenas 800 metros, mesmo que cobertas de neve, e precisa de apenas 10 minutos e 6 pessoas para fazerem o reabastecimento, rearmar o avião e deixá-lo pronto para mais uma missão.

O avião foi desenvolvido pela Saab, mas teve participação de muitas outras empresas suecas, como a Eriksson, Volvo e Scania.
O modelo original é “antigo”, tendo seu primeiro voo em 1988 e sendo introduzido na Força Aérea da Suécia em 1997. Mas esse não é o modelo que o Brasil comprou. O nosso chama-se Gripen NG, de New Generation, que é uma evolução do Gripen original, e que traz diversas melhorias, tanto estruturais quanto tecnológicas.

2 – Tecnologia de aviônicos e comunicação

O Gripen possui o que há de mais avançado no mundo da tecnologia militar (que por natureza é gerações mais avançada que a tecnologia para uso civil).
Fly-By-Wire
Um avião é controlado com a ajuda de partes móveis nas asas e no profundor (aquelas asas pequenas que ficam na parte de trás do avião), além do leme (a “cauda” onde fica o logo das companhias aéreas). Quando você viajar de avião e sentar perto da janela, tente observar uns pequenos pedaços se mexendo na parte mais externa da asa. Isso que faz o avião inclinar-se para os lados.
O tradicional é essas partes serem controladas mecanicamente, através de cabos e sistemas hidráulicos. Mas em sistemas Fly-By-Wire, tudo é controlado pelo computador. Quando o piloto dá o comando para a aeronave virar, essa informação passa para um computador, que analisa se o avião conseguirá fazer esse movimento com segurança, sem danificar sua estrutura, pra então passar o comando para as superfícies de controle.
Outra vantagem é que o fly-by-wire elimina a estrutura física, reduzindo o peso e diminuindo as chances de falhas.
HUD, HMDS, telas multifuncionais e HOTAS
A cabine do Gripen foi desenvolvida para proporcionar ao piloto uma consciência situacional, que quer dizer que ele deve saber de tudo o que está acontecendo de uma maneira simples e rápida.
A aeronave contém diversos sensores e radar, e todas as informações são coletadas e agrupadas em três telas enormes de LCD (as telas multifuncionais), que mostram dados sobre:
  • a aeronave: combustível, sistemas etc;
  • dados do vôo: velocidade, altitude, direção, posicionamento em relação ao horizonte etc;
  • dados da missão e radar: GPS, mapas do terreno, aeronaves inimigas, rotas, alvos

O avião foi desenvolvido pela Saab, mas teve participação de muitas outras empresas suecas, como a Eriksson, Volvo e Scania.
O modelo original é “antigo”, tendo seu primeiro voo em 1988 e sendo introduzido na Força Aérea da Suécia em 1997. Mas esse não é o modelo que o Brasil comprou. O nosso chama-se Gripen NG, de New Generation, que é uma evolução do Gripen original, e que traz diversas melhorias, tanto estruturais quanto tecnológicas.



Além do HUD, possui um sistema chamado HMDS – Helmet Mounted Display System, que é um mostrador de informações no próprio capacete (Google Glass?). Além dos dados do HUD, ele aponta os alvos no terreno, pode exibir vídeos das câmeras infra-vermelhas, informações do radar, entre outras. Com isso o piloto tem acesso a todos os dados de voo e da missão mesmo quando está olhando para fora da cabine (procurando um inimigo ou alvo por exemplo).
Outro recurso importante do avião é o HOTAS – Hands on Throtle and Stick, que é um conceito operacional de que o piloto não precisa tirar as mãos do manche (joystick) e nem do acelerador – em aviação chama-se "motor" (throtle), que é uma alavanca e não um pedal. Com isso, o piloto pode realizar quase todas as ações relacionadas a mexer nos computadores de bordo sem precisar tirar as mãos dos comandos.
Radares e sensores
O Gripen atual possui um radar chamado PS-05/A, de pulso doppler e que opera na banda X de frequências. O PS-05/A é capaz de detectar um alvo a 120 km de distância, e pode automaticamente rastrear múltiplos alvos tanto acima quanto abaixo do avião, no mar, na terra e no ar, e pode guiar diversos mísseis ar-ar (para atacar outros aviões) além do alcance visual do piloto simultaneamente.
Isso é o radar do Gripen atual, ou “velho” Gripen. O do novo, Gripen NG, que será o nosso, virá com um radar ainda mais potente, que utiliza a técnica de escaneamento eletrônico ativo, que aumentará significativamente o alcance de detecção do mesmo e o campo de “visão” do radar.
Computadores e comunicações
Agora vamos ao que interessa. Você talvez não saiba, mas o que faz um avião ser bom hoje em dia é principalmente sua tecnologia, com seus sistemas de computadores e a capacidade de integração entre diversos tipos de armamentos (mísseis, bombas) e o sistema operacional do avião (isso mesmo, sistema operacional).
O código-fonte do Gripen é aberto para os operadores, e isso é excelente pois o principal fator que faz um míssil x ser compatível com aeronave y é o software. Então se o país não possuir o código-fonte da aeronave, só poderá comprar mísseis que já sejam compatíveis com a plataforma.
É o que acontece, por exemplo, com os Estados Unidos e a tal da transferência de tecnologia (esse é um dos principais itens da transferência). Eles jamais ofereceriam para nós o código-fonte completo do F/A-18 Super Hornet, e caso quiséssemos comprar um míssil da Rússia (que são muito bons), não poderíamos, pois não seriamos capazes de integrar os sistemas do avião ao míssil. E mesmo o míssil que o Brasil fabrica, o Piranha, talvez não funcionasse no F-18. Mas tendo em mãos o código-fonte do Gripen, essa integração será rápida, e ficaremos livres para comprar armamentos de onde for melhor. 
Ainda, o código dele é feito na linguagem de programação ADA, e é atualizado constantemente para trazer melhorias à aeronave e adaptá-la a novos tipos de missões. Com isso pode-se programar e mudar rapidamente as características do avião (como se fosse um aplicativo), de maneira que ele opere com maior performance na Amazônia (lugar com muita umidade), no Nordeste (ar quente e seco) ou no Sul (frio). Esses, claro, são exemplos básicos e superficiais das mudanças de configuração, é só para dar uma ideia do que se pode ser feito.
Além disso, ele é feito para trabalhar em rede, conectado. O Gripen está constantemente em comunicação com outras aeronaves, estações e unidades em terra e navios, enviando e recebendo dados dos sensores, radar e imagens através do sistema DataLink, e com isso todas as unidades das Forças Armadas ficam com uma consciência situacional elevadíssima (sabem o que está acontecendo e o que deve ser feito).

Claro que todos esses dados e as comunicações são criptografadas para evitar que sejam interceptadas pelo inimigo.
Além de ser um avião conectado, todos os seus componentes são monitorados por um computador, tornando a manutenção muito rápida e modular. Cada vez que a aeronave apresenta algum problema, o computador sabe exatamente qual a peça defeituosa, e o mecânico precisa apenas trocá-la, e não abrir o avião inteiro e procurar o problema. Isso reduz significativamente os custos de manutenção, e permite que os aviões fiquem disponíveis para voo por mais tempo.
3 – Armamentos

Gripen é capaz de levar até 6.5 toneladas de armamentos, e inclui uma vasta gama de mísseis e bombas guiadas a laser, além de um canhão convencional.
Para combate aéreo (mísseis ar-ar), ele pode levar até 6 mísseis AIM-9 Sidewinder (americano), ou 4 MBDA MICA (francês) ou 6 IRIS-T (alemão), utilizados para atacar outras aeronaves - e claro, poderá ser programado para utilizar outros mísseis, como o K-77M russo. Para ataques ao solo, pode levar até 4 AGM-65 Maverick (americano) ou o KEPD 350 (sueco/alemão), que fazem um estrago. Para ataques marítimos, pode levar até 2 RBS-15F, que são mísseis anti-navio.


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Além desses mísseis, ainda pode levar 4 bombas guiadas a laser modelo GBU-12 Paveway II (americana), ou duas bombas cluster Bk.90 ou ainda 8 bombas Mark 82 que são menores.
Com isso o Brasil tem um avião pequeno mas ágil, que é recheado com as últimas tecnologias e que poderemos absorver toda ela, além de termos acesso ao código-fonte do avião para melhorá-lo de acordo com as nossas necessidades, e por um custo operacional bem mais baixo que os concorrentes.
E o principal: poderá operar com facilidade de locais não preparados, para defender nossa Amazônia de interesses estrangeiros no caso de uma eventual guerra.
Além disso, boa parte dele (se não a totalidade) será montada aqui no Brasil pela Embraer, e a empresa absorverá muita tecnologia de ponta que poderá ser empregada tanto no desenvolvimento de novos aviões militares como de aviões comerciais.

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Gripen - Lethal Weapon


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Perguntas & Respostas sobre a definição do Programa F-X2


 
1 – O que motivou a escolha dos caças suecos Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB)?

A motivação teve caráter técnico. A partir da análise realizada pela FAB, chegou-se à conclusão de que a aeronave sueca era a melhor opção, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista de custo. Dos três finalistas da concorrência, o caça sueco apresentou o melhor preço. Pesaram também na escolha aspectos relativos à transferência de tecnologia e às contrapartidas comerciais (offsets) oferecidas pela proposta sueca. A propósito do assunto, eis o que dispõe a Estratégia Nacional de Defesa (END):

“Consideração que poderá ser decisiva é a necessidade de preferir a opção que minimize a dependência tecnológica ou política em relação a qualquer fornecedor que, por deter componentes do avião a comprar ou a modernizar, possa pretender, por conta dessa participação, inibir ou influir sobre iniciativas de defesa desencadeadas pelo Brasil”.

2 - Quantos caças serão adquiridos e qual o valor total da aquisição?

A oferta vencedora engloba o fornecimento de 36 (trinta e seis) aeronaves. Os investimentos são da ordem de US$ 4,5 bilhões, em um cronograma de desembolso que se estenderá até 2023.

3 – Como ocorrerão as negociações contratuais e quando se iniciam os desembolsos?

Com a decisão tomada, iniciam-se agora as discussões relativas aos contratos comercial e de suporte logístico. Também serão tratados os detalhes do acordo de offset entre a FAB e a empresa vencedora. Paralelamente, serão iniciadas as tratativas relativas ao contrato de financiamento, que cobrirá toda a aquisição. O prazo previsto para os acertos relativos a essa primeira etapa é de nove a doze meses. Portanto, não haverá desembolso imediato de recursos orçamentários.
4 – Quando deverá ser assinado o contrato de compra e quando a FAB receberá as primeiras unidades?

A primeira aeronave tem previsão de chegada em torno de 48 meses após a assinatura do contrato de financiamento que deve ocorrer em dezembro de 2014. Considerando que os prazos serão cumpridos, a primeira aeronave deverá ser incorporada à FAB no final de 2018.

5 – E até lá, como será feita a defesa aérea brasileira?

Até a chegada dos Gripen NG, a defesa aérea ficará, principalmente, a cargo dos caças F5-M que foram recentemente modernizados pela Embraer. Além disso, existe a possibilidade de o país vencedor do FX-2 colocar à disposição da FAB, como solução intermediária, um quantitativo de caças Gripen, modelo CD, para reforço da proteção do espaço aéreo brasileiro, em condições e prazos a serem definidos.

6 – O contrato de aquisição cobre apenas a compra dos aviões?

O contrato cobrirá também a logística inicial, o treinamento de pilotos e mecânicos e a aquisição de simuladores de voo. O contrato também contempla, como visto, os projetos de transferência de tecnologia e de offset, alinhado com o que dispõe a Estratégia Nacional de Defesa (END).

7 – O contrato prevê o desenvolvimento dos aviões de combate de 5ª geração?

A 5ª geração já existe em alguns países, mas os custos de desenvolvimento são naturalmente altos. O importante é que os aviões que estão sendo comprados no âmbito do FX-2 atendem, plenamente, as necessidades de defesa aérea do nosso País nesse momento. Obviamente, o Brasil estará atento ao desenvolvimento nesta área, inclusive no que se refere a potenciais parceiros.

8 – Qual a função dos novos caças no contexto da defesa aérea brasileira?

A tarefa primordial da FAB no contexto amplo da defesa é manter a soberania no espaço aéreo nacional para defender o País, impedindo o uso desse espaço para a prática de atos hostis ou contrários aos interesses nacionais. Para realizar essa tarefa, a Força precisa dispor de capacidade de vigilância, controle e defesa do espaço aéreo, com recursos de detecção, interceptação e destruição. Os caças Gripen NG são aviões supersônicos multimissão que cumprirão tarefas de interceptação, interdição e eventual destruição de alvos que possam atentar contra a soberania nacional. As aeronaves são projetadas para emprego em missões ar-ar, ar-mar e ar-solo. Elas também são dotadas de um sistema de reabastecimento em voo que permitirá a realização da defesa do espaço aéreo nos pontos mais remotos do Brasil.

9 – A aeronave já existe? Quais outros países a operam?

O Gripen existe, hoje, nas versões A, B C e D. O Gripen NG (NEW GENERATION) é uma evolução tecnológica destas duas últimas consagradas versões. O desenvolvimento do modelo NG deverá proporcionar à indústria brasileira ganhos diversos advindos da transferência de tecnologia inédita para o setor aeroespacial. Um dos aspectos a serem destacados nesse campo é a abertura dos códigos-fonte dos sistemas de armas que serão utilizados na aeronave. Entre os países cujas forças aéreas já operam com o Gripen podemos citar a Suécia, 
Hungria, República Tcheca, África do Sul e Tailândia.
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