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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Para diretor do Google no Brasil, é possível ficar incógnito na internet

Ainda é possível navegar anonimamente na internet, e é "errada" a percepção de que nossos e-mails são espionados, defende Fabio Coelho, diretor-geral do Google no Brasil.
A gigante da internet esteve entre as empresas alvo de críticas recentemente, após reportagens do jornal britânico "The Guardian" --com base em documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden --revelarem vínculos entre essas empresas e o esquema de vigilância montado pela agência de segurança americana NSA.Em entrevista à BBC Brasil durante congresso da BM&FBovespa, no final de semana, em Campos do Jordão (SP), Coelho não comentou as revelações de Snowden, mas declarou que "não há quebra de privacidade" no Google.
No Brasil, o tema está em discussão no Congresso com o projeto do Marco Civil da Internet, que deve regular questões como privacidade online e retirada de conteúdo da web.
Confira, a seguir, trechos da entrevista com Coelho.Há uma percepção crescente de que o Gmail, o e-mail do Google, não tem privacidade. O que estou escrevendo no meu e-mail está sendo lido por alguém sem o meu consentimento?
É uma percepção errada. Absolutamente não. Não há quebra de privacidade na plataforma do Google.
Então de onde vem essa percepção?
Há muita desinformação e uma tentativa de trazer para discussão um tema que não é central. Logicamente o Gmail é uma plataforma enorme, que tem uma base de usuários gigantesca, há uma preocupação de que os termos de privacidade sejam bem conhecidos por todos.
Existe uma preocupação do Google em resguardar a privacidade das pessoas?
Um dos grandes ativos do Google é a confiança, e vamos continuar educando as pessoas com relação às opções de privacidade disponíveis na nossa plataforma. Mas, como todo assunto da internet é um assunto novo, é um processo em andamento.
Mas o Google tem políticas de privacidade muito claras, e nosso objetivo é trazer isso à luz para que as pessoas possam saber quando elas querem navegar com determinados elementos que permitem que a navegação se transforme em serviços e em entendimento dos seus hábitos ou quando querem navegar anônimas, o que também é uma opção.
E o Google sempre divulgou os pedidos feitos pelo governo, por meio de seu relatório de transparência.
Têm crescido os pedidos dos governos?
Sim. As autoridades têm de fazer os pedidos da forma correta e respeitando o devido processo legal, e entregamos os dados quando consideramos que se esgotaram todas as instâncias.
Recentemente, o Google Brasil negou em audiência pública que tenha fornecido dados à NSA americana. Isso prejudicou o Google?
O que tem que ser avaliado é a quantidade de usuários que o Google tem, que são bilhões ao redor do mundo. A gente tem uma relação de confiança (com os internautas) que já dura 15 anos. É uma empresa preocupada com a transparência dos seus dados. Mas não podemos discutir o que existe de acordo entre o governo americano e empresa (Google) americana quanto à divulgação de dados.
Quanto ao YouTube, há a preocupação de que cresçam os pedidos por retirada de conteúdo da plataforma?
Somos a favor da liberdade de expressão, com respeito às leis do país. Seguimos o devido processo legal. Mas há no YouTube cem horas de conteúdo [adicionado] por minuto. É uma plataforma libertadora. Quanto mais gente usar, mais pedidos [para remoção de conteúdo] haverá. É uma plataforma com um bilhão de usuários.
Está mudando a nossa forma de encarar a privacidade na internet?
É um processo de amadurecimento, como qualquer processo digital, em que vamos de [uma fase] de baixo conhecimento para [outra de] mais conhecimento, o que é saudável. Elas [as pessoas] têm o direito de tratar sua privacidade como acharem desejável. É uma opção pessoal.
Se estou preocupada com a minha privacidade online no Google, o que devo fazer?
Você pode existir incógnito na web sem ninguém te perceber. Você começa [pelas configurações] de "child safety" [segurança para a navegação de crianças] e avançar até ficar completamente incógnito.
[Em seguida à entrevista, a assessoria de imprensa do Google informou que essas configurações podem ser definidas no navegador Chrome por meio deste link]
Quais os principais produtos em crescimento no Brasil? Podemos observar tendências?
São muitas, por exemplo a plataforma Android, já que o Brasil é um dos mercados que mais crescem no uso de smartphones no mundo. E o YouTube, que representa a democratização da produção e do consumo de conteúdo, produzido por pequenas, médias e grandes organizações ou por pessoas.
O Brasil é um dos cinco maiores mercados para o YouTube no mundo e tende a ficar entre os três maiores.
BBC BRASIL...SNB

Israel faz teste com sistema antimíssil e eleva tensão no Oriente Médio

O Estado de S. Paulo
Em meio à expectativa de um ataque americano à Síria, o Exército de Israel testou nesta terça-feira, 3, um sistema antimíssil financiado pelos Estados Unidos no Mar Mediterrâneo. O exercício fez com que o governo russo elevasse seu nível de alerta na região e aumentou a tensão no Oriente Médio, que espera pela retaliação ao regime de Bashar Assad, acusado de usar armas químicas contra a população civil síria.O lançamento ocorrido pela manhã foi noticiado primeiramente pela mídia russa, que citou autoridades do Ministério da Defesa dizendo que dois objetos balísticos tinham sido lançados do centro do Mediterrâneo para o leste, na direção da Síria.
A notícia abalou os mercados financeiros até que o Ministério da Defesa de Israel anunciou ter feito, junto com o Pentágono, um teste do míssil Sparrow, que simula os mísseis de longo alcance da Síria e do Irã, e é usado para exercícios para o sistema antimísseis israelense Arrow, apoiado pelos EUA.
"Israel rotineiramente lança mísseis ou drones (aeronaves não tripuladas) para testar sua própria capacidade de defesa balística", disse uma fonte americana em Washington.
O ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, minimizou uma pergunta de repórteres sobre se o lançamento não teria ocorrido num momento inoportuno. Ele disse que Israel tem que trabalhar para manter sua vantagem militar e isso implica testes de campo. "Vamos continuar a desenvolver e a pesquisar e a equipar as Forças de Defesa de Israel com os melhores sistemas do mundo", afirmou.
Não houve relatos de que os mísseis tenham atingido a Síria. Fontes do governo sírio disseram a agências de notícias russas que os mísseis caíram no mar, sem maiores danos.
"A trajetória desses objetos vai da parte central do mar Mediterrâneo na direção da parte leste da costa do Mediterrâneo", disse um porta-voz do ministério russo da Defesa à agência Interfax.
Navios de países ocidentais têm se posicionado no Mediterrâneo e no mar Vermelho desde um ataque em 21 de agosto no subúrbio de Damasco. EUA e Françam acusam Assad de ter usado armas químicas contra a população civil, matando 1,4 mil pessoas. O governo sírio nega responsabilidade pelo incidente. / REUTERS....SNB

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