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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Filas em Gibraltar aumentam, em meio a exercício militar britânico

A fronteira entre Espanha e Gibraltar voltou a ser cenário nesta terça-feira de longas filas de automóveis para entrar no enclave britânico, depois que Madri e Londres ameaçaram levar a disputa a organizações e tribunais internacionais.
O aumento das filas, uma das maiores reclamações do Reino Unido, acontece no dia em que zarpou um navio de guerra britânico de Portsmouth, no sul da Inglaterra, ao território britânico na Península Ibérica, o que pode elevar ainda mais a tensão entre os dois países.Por volta das 11h locais (6h em Brasília), a fila de veículos do lado espanhol da fronteira se estendia por vários quilômetros. Em mensagem no Twitter, a polícia de Gibraltar informou que a espera poderia chegar a até três horas.
Diante da longa fila, muitas pessoas optavam por estacionar o carro do lado espanhol e atravessar a pé a fronteira, várias delas com malas ou pastas de trabalhos. "É revoltante passar várias horas esperando para entrar e sair", lamentou Francis Pérez, 30, que passou uma hora e meia na fila com a família.
Os controles na fronteira foram reforçados pelos espanhóis em junho, como represália à construção de um arrecife artificial que, segundo Madri, impede a aproximação de barcos espanhóis e prejudicará a pesca na região de Andaluzia.
Os controles mais intensos provocaram as longas filas e uma escalada da tensão diplomática com Londres que, na segunda (12), ameaçou tomar ações legais contra a Espanha. Os espanhóis, que cederam o território em 1717, reivindicam o controle do local, que tem 7 km² e 30 mil habitantes.
A tensão deve aumentar com a chegada da fragata Westminster, barco de guerra britânico que fará exercícios em Gibraltar. A embarcação participará de uma atividade que, segundo o Reino Unido, já estava planejada e foi informada à Espanha antes da crise diplomática.
FOLHA..SNB

Chefe da ONU pede aplicação da lei internacional em relação aos drones

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira que seja aplicada a lei internacional em relação aos ataques com aviões não tripulados. A aplicação dos drones, usados principalmente pelos Estados Unidos, é criticada por ferir a soberania de diversos países.
A declaração do chefe da organização foi feita em visita ao Paquistão, país mais bombardeado por Washington no mundo com esse tipo de aparelho, junto com o Iêmen. Para o governo americano, os aviões não tripulados são parte da estratégia antiterrorismo para desmantelar organizações como o Taleban e a Al Qaeda.
Em entrevista em Islamabad, Ban afirmou que a posição da ONU é que as operações com os aviões não tripulados devem ser submetidas às leis internacionais. "Também é preciso fazer todos os esforços possíveis para evitar erros e morte de civis".
O Paquistão é um dos principais alvos americanos desde 2004, quando começou a operação para destruir zonas tribais próximas à fronteira do Afeganistão, onde estão refugiados talebans e militantes da Al Qaeda. Desde 2008, mais de 2.000 pessoas morreram nos ataques.
Feitos, em sua maioria, sem aviso a Islamabad, os bombardeios americanos são motivo de crítica dos paquistaneses e eleva o sentimento antiamericano no país. Outra crítica é em relação ao alto número de civis mortos, que os Estados Unidos considera uma pequena minoria.
Além do discurso, destinado aos militares, Ban Ki-moon se reunirá com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e com o primeiro-ministro Nawaz Sharif para conversar sobre a questão militar e outros assuntos, como a tensão com a Índia na região da Caxemira.
MALALA
Ban Ki-moon também visitou uma escola de meninas na capital paquistanesa e fez uma defesa da educação feminina. O Paquistão é o país de Malala Yousafzai, 16, adolescente que critica as imposições do Taleban contra as mulheres e, por isso, sofreu um atentado em outubro do ano passado.
"O maior temor dos terroristas são as meninas e mulheres educadas. Alguns querem negar o direito à educação das meninas, mas temos que eliminar as tradições que negam o direito das mulheres de se educarem".
Também pediu o aumento do Orçamento gasto em educação no Paquistão, que representa 10% da verba destinada à Defesa. Em resposta, o governo paquistanês prometeu dobrar, de 2% para 4%, os gastos até 2018.
FOLHA ..SNB

Em visita ao Brasil, Kerry defende espionagem feita pelos EUA

 FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, defendeu nesta terça-feira (13) a espionagem feita pelos Estados Unidos a diversos países e defendeu um "diálogo" com o governo brasileiro para que as autoridades entendam a iniciativa dos EUA.
O ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores), no entanto, voltou a cobrar esclarecimentos dos EUA e disse que a falta de transparência sobre o assunto poderia causar uma "sombra" sobre a relação entre os países. Ele cobrou o fim da espionagem dos EUA em solo nacional.Kerry cumpre agenda em Brasília hoje - após encontro com seu homólogo brasileiro, o ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores), ele terá reunião com a presidente Dilma Rousseff.
Questionado sobre o fim da espionagem, Kerry respondeu: "Deixe-me ser transparente com vocês: eu não posso discutir questões operacionais, mas posso dizer (...) que o Congresso aprovou uma lei depois do 11 de setembro, quando fomos atacados pela Al Qaeda, e começamos um processo de tentar entender [os ataques] antes de nos atacarem", disse em coletiva de imprensa.
O secretário de Estado dos EUA defendeu um diálogo maior com autoridades brasileiras para esclarecimentos sobre o assunto e argumentou que a espionagem garante a segurança não apenas de cidadãos americanos como de todo o mundo.
"Nós vamos continuar a ter esse diálogo e vamos continuar tendo esse diálogo para ter certeza que seu governo entenda perfeitamente e esteja de acordo com o que precisamos fazer para garantir a segurança não apenas para os norte-americanos, mas para brasileiros e para as pessoas no mundo", disse em coletiva de imprensa.
Kerry argumentou que nos últimos anos "muitos inocentes foram sacrificados e mortos" e argumentou que "o que os EUA buscam fazer é evitar que essas coisas aconteçam, sabendo de antemão [o que está sendo planejado]".
SOMBRA

O tema da espionagem foi tratado ainda na fala inicial do ministro Patriota - Kerry abordou o assunto apenas posteriormente, quando questionado pela imprensa.
O chanceler brasileiro adotou um tom duro e cobrou mais explicações sobre a espionagem norte-americana. Ele ponderou, no entanto, que ter esclarecimentos não serão suficientes para atender o que o Brasil deseja.
Patriota afirmou que o caso de espionagem é um "novo desafio" para os dois países. "E caso as implicações desse desafio não sejam resolvidas de modo satisfatório corre-se o risco de se projetar uma sombra de desconfianças sobres nosso trabalho", disse.
Patriota lembrou que canais técnicos e políticos estão abertos - uma comissão técnica deve ir a Washington para tratar do assunto.
"Esclarecimentos não são um fim em sim mesmo. Ouvir esclarecimentos não significa aceitar o status quo. Precisamos descontinuar práticas atentatórias à soberania, as relações de confiança entre os estados e violatórias das liberdades individuais que nossos países tanto prezam", afirmou.
FOLHA...SNB

LUTO - FAB chora a perda do herói Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima

O homem se fez mito. O mito grandioso, magnânimo, extraordinário. O mito guerreiro. O mito-herói. O herói-homem. Em cada linha do rosto com suas impressões do tempo, cabiam mais de mil histórias. Mas, história não morre. Herói não morre. Mito não morre. Nele, havia mais. Havia o olhar brasileiro, daqueles guerreiros da Nação que são lembrados indefinidamente. Se é certo que será sempre momento de evocar a sua memória, é fato também que, neste dia 13 de agosto de 2013, a Força Aérea Brasileira chora, consternada, a perda do herói Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima, aos 94 anos de idade, no Rio de Janeiro. Ele morreu às 3h30 no Hospital Central da Aeronáutica, onde estava internado havia dois meses. Herói da 2ª Guerra Mundial como piloto do 1º Grupo de Aviação de Caça, foi responsável por realizar 94 missões com a aeronave P-47 no front de combate.

O corpo do lendário oficial-general será velado a partir das 11h30 no auditório do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 16 horas no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. Era casado com Dona Julinha.


A dor do momento não sobrepuja a alegria da existência desse homem. Sempre tão lúcido, costumava desfilar sua memória impecável com detalhes sobre fatos ocorridos há seis décadas. O senso de observação diferenciado transformou feitos em histórias recontadas com minúcias.

Disfarçava não ser um protagonista. “Rui, que foi um dos mais destacados combatentes nos céus da Itália , fala de tudo e de todos, mas pouco dele mesmo, ou das 94 missões que executou sobre as tropas alemãs”, disse certa vez o patrono da aviação de caça do Brasil, Brigadeiro Nero Moura.
O Major-Brigadeiro Rui foi autor do livro Senta a Pua!, que inspirou também um documentário do mesmo nome. No livro e no filme fez ecoar a incrível trajetória dos militares brasileiros na campanha vitoriosa durante a batalha. Era preocupado em não deixar se apagar a epopéia que ele e seus colegas viveram. Sua obra transformou-se em leitura de referência e palavras que provocavam lágrimas e sorrisos por onde passava. Não ter sua presença física amanhã naquelas palestras que arrancavam aplausos empolgados deixa silêncio, mas não o vazio. 

O luto da Força Aérea Brasileira tem um som mais alto. Agora, diferente de todos os outros momentos, cabe a honra de se prestar a tradicional saudação Adelphi dos caçadores ao Major-Brigadeiro Rui.
“-1,2,3...
- Palmas!
- Adelphi!”
É impossível não ouvir a melodia de “Carnaval em Veneza” e a voz do Brigadeiro Rui, vibrante com a história que ajudou a construir, trazendo os amigos consigo. Em entrevistas para veículos de comunicação da FAB, o herói lembrava características pessoais e profissionais dos seus colegas na guerra. “Viramos irmãos”, dizia.

Retratou todos os “irmãos” com seus brilhos singulares. Nunca fez questão de falar de si mesmo e denotava a alma modesta que guerreiros e heróis têm. Dizia-se inspirado pelo exemplo do pai. Palavras do desembargador Bento Moreira Lima, contidas em uma carta escrita em 1939, eram o seu “vade-mécum da vida militar”. Na carta está que “Obediência aos teus superiores, lealdade aos teus companheiros, dignidade no desempenho do que te for confiado...”. O filho seguiu o conselho. Virou guerreiro e herói. Foi além. O legado sobrevive forte e sempre tão lúcido.
94 missões na 2ª Guerra e uma volta para casa emocionante

Durante a 2ª Guerra Mundial, o então Tenente Rui Moreira Lima fez nada menos do que 94 missões, por isso considerado herói brasileiro no front. A primeira missão ocorreu no dia seis de novembro de 1944 e a última no dia 1º de maio de 1945. Sempre sob o fogo cerrado da artilharia alemã. “Em cada missão, eram mais de duas horas e meia no combate ao inimigo. Foi bastante difícil para todos”, comentava.

Cada dia na Itália foi registrado em uma caderneta que o Brigadeiro guardava em casa como uma verdadeira relíquia. Também na caderneta está o voo mais emocionante de sua vida, o de volta para o Brasil após a vitória no combate. 

“Quando fui para a guerra, deixei minha mulher grávida. Ao pisar no chão brasileiro, fui direto ao encontro de minha mulher e minha filhinha que já havia nascido”, relembrou o Brigadeiro em entrevista à Aerovisão. No reencontro, e emoção e a maior recompensa que poderia imaginar, o sorriso da filha. Foi uma grande vitória do herói.

Desde 1939 - O maranhense da cidade de Colinas nasceu em junho de 1919. Aos 20 anos de idade, já era cadete da escola militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Ingressou na Força Aérea Brasileira assim que a instituição foi criada, em 1941. Costumava repetir que atuar no Correio Aéreo Nacional foi um grande aprendizado para os pilotos de caça que iriam participar da guerra. “No Brasil, aprendemos a voar em situações bastante adversas. Quando chegamos na guerra, os americanos ficaram impressionados conosco”.
O Brigadeiro Rui falava sempre com muita tristeza a respeito dos companheiros do Grupo de Caça que foram abatidos nas linhas inimigas. Considerava-os heróis e ficou obstinado por contar as histórias na guerra bastante difundidas no meio militar e pouco conhecidas por toda a sociedade. “Temos que gritar Senta a Pua!, cantar o Carnaval em Veneza, encenar a Ópera do Danilo. Essa é a nossa história”, bradava o herói. Histórias que ficaram muito mais conhecidas por causa do Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima. As canções entoadas, a partir de agora, também glorificarão o legado desse homem histórico. 
Fonte: Agência Força Aérea....SNB

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