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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Na mira de cibercriminosos, Apple enfrenta 200 mil ataques diários e invasão a site

ANDERSON LEONARDO
Daniela Arrais, 30, abriu seu e-mail no último dia 20 e encontrou uma mensagem automática supostamente enviada pela Apple pedindo para ela confirmar os dados de sua conta dentro de 24 horas, pois seu acesso aos serviços da empresa estava "temporariamente congelado".
Preocupada com o prazo, a empresária clicou no link indicado e foi levada a um site quase idêntico ao da Apple, que apresentava campos nos quais ela devia inserir informações pessoais, como endereço, número de telefone e cartão de crédito.
Arrais só desconfiou que aquilo poderia ser uma armadilha quando percebeu que o site requisitava também a senha de sua conta. Perguntou para um amigo sobre a credibilidade da mensagem e a enviou para a lixeira.
Por pouco ela não entregou informações confidenciais a cibercriminosos e se tornou uma vítima de phishing (tentativa de enganar usuários para obter seus dados, seja por e-mails ou sites falsos).
"A mensagem era parecida com as outras que recebo da Apple. Não era nada tosca", a empresária se recorda. "Se eles tivessem acesso ao meu endereço e às informações do meu cartão de crédito, eu entraria em pânico."
De acordo com uma pesquisa da empresa de segurança digital Kaspersky Lab, a média diária de ameaças de phishing voltadas a usuários da Apple disparou para 200 mil em 2012, sendo que no ano anterior apenas mil casos eram detectados a cada dia.
O estudo mostra ainda que esse número pode crescer em quase 500% quando a empresa anuncia alguma grande novidade. Em 6 de dezembro de 2012 --dois dias após a companhia expandir sua loja virtual iTunes Store para 50 países--, por exemplo, a Kaspersky Lab detectou 939,5 mil ocorrências desse tipo de fraude eletrônica.
Os criminosos também se aproveitam de brechas de segurança envolvendo a fabricante de iPhones e iPads para intensificar os ataques e tentar fisgar algum peixe assustado e desatento.
Foi o que aconteceu entre 18 e 26 de junho, período durante o qual o site de desenvolvedores da Apple foi tirado do ar pela empresa devido a uma invasão, que pode ter revelado dados de algumas pessoas cadastradas.
Após o incidente, usuários do Twitter começaram a reportar uma onda de mensagens e sites falsificados em busca de "alteração de senha" e "confirmação de informações pessoais".DIA DA CAÇA
Especialistas em segurança digital atribuem o aumento de ameaças virtuais que têm como alvo usuários da Apple à crescente popularidade dos aparelhos da companhia, em especial os dispositivos móveis.
"Esses produtos são objetos de desejo de muita gente", afirma Fabio Assolini, 33, analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil. "Hoje é muito mais comum ver pessoas com iPhones do que antigamente, e isso chama a atenção dos criminosos."
No mês passado, a Apple confirmou essa tendência ao divulgar os resultados de seu terceiro trimestre fiscal, que vai de abril a junho.
Embora a venda de iPads tenha caído de 17 milhões para 14,6 milhões de unidades, a companhia bateu um recorde de smartphones vendidos durante o período, com 31,2 milhões de iPhones comercializados --um aumento de 20% em relação ao mesmo trimestre em 2012.
Segundo Assolini, o fato de os donos de iOS comprarem mais aplicativos que os de Android é outro atrativo para os criminosos.
"Desenvolvedores que trabalham tanto com o sistema operacional da Apple quanto com o do Google sabem que a primeira plataforma é mais lucrativa", diz.
Logo, no pensamento dos criminosos, existem mais chances de encontrar informações bancárias --com contas mais rechonchudas-- atreladas a uma Apple ID.
COM MALÍCIA
Ataques de phishing não são a única ameaça a donos de iPhones e iPads: softwares maliciosos também podem dar uma baita dor de cabeça.
Quando o assunto é segurança, "o comportamento do consumidor conta muito", afirma Nelson Barbosa, 33, especialista em segurança digital da Norton, da Symantec.
Ele se refere aos usuários que recorrem ao "jailbreak", um método que atropela restrições de dispositivos da Apple e libera a instalação de apps não autorizados por ela.
Para isso, o procedimento desabilita recursos de segurança do iOS, tornando-o mais vulnerável e abrindo portas para a raiz do sistema.
"O software de origem desconhecida que você baixa fora da loja oficial da Apple pode roubar seus dados bancários, gerar phishing para seus contatos e causar outros danos", afirma Barbosa.
As ameaças, no entanto, não se restringem a quem faz "jailbreak". Mesmo com a triagem realizada pela Apple para manter aplicativos maliciosos longe de seus usuários, é possível encontrar malwares na App Store.
No ano passado, por exemplo, a Apple aprovou a distribuição de um aplicativo russo chamado "Find and Call".
O programa acessava os contatos gravados no iPhone e, sem pedir permissão, disparava spam para todos os números de telefone e endereços de e-mail da lista. As mensagens eram enviadas no nome do dono do aparelho --o que dava a impressão de serem de origem confiável.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia também descobriram, em junho, que era possível instalar softwares maliciosos em iPhones e iPads por meio do uso de carregadores falsos.
A Apple tomou conhecimento dessa vulnerabilidade e afirmou que ela será corrigida para todos os usuários na próxima atualização de seu sistema operacional.
Ao impedir que empresas desenvolvam antivírus para o iOS, "a Apple se compromete a proteger os usuários", diz Assolini. "No geral, ela tem feito isso bem, mas, como podemos perceber, há falhas."
Procurada pela Folha, a Apple não se pronunciou.
Folha..SNB

Episódio de espionagem não afetou relação entre usuário e Google, diz diretor brasileiro

Presença frequente nas apresentações de produtos do Google --foi o encarregado de apresentar ao mundo o tablet Nexus 7, por exemplo-- o mineiro Hugo Barra, 36, é um dos responsáveis por tornar o Android o sistema móvel mais popular do mundo.
Quando assumiu a diretoria de produtos, em 2010, o sistema tinha 50 milhões de usuários. Desde então, Barra chegou a vice-presidente, e o Android se aproxima de 1 bilhão de usuários.
De formação técnica, Barra, que veio ao Brasil para o evento Infotrends, não esconde a aversão a responder a questões sobre política e dinheiro na tecnologia.
"Oba, vai começar a entrevista", disse quando, depois de uma sequência de perguntas sobre o episódio da espionagem americana, ouviu uma sobre jogos.Folha - Os usuários depositam uma confiança grande no Google ao guardar dados nos servidores de vocês. Ela foi quebrada com o episódio da espionagem da NSA?
Hugo Barra - Acho que não. Nós temos plena consciência da relação de confiança que temos com todos os usuários de nossos serviços, e isso é a coisa mais valiosa que possuímos.
E é por isso, também, que deixamos bem claro durante todos esses episódios, desde o começo, que não existe a menor possibilidade de que dados dos usuários que estão armazenados pelo Google sejam disponibilizados direta ou indiretamente a qualquer autoridade. O Google só disponibiliza informações em casos extremos, quando existe ordem judicial.
O episódio afetou a imagem do Google? Vocês perderam usuários?
Absolutamente não. Não existe nenhum indício de que os episódios tenham afetado a forma como as pessoas usam nossos serviços, ou a frequência, o número de usuários, qualquer outra métrica que você escolha.
Depois que o jornal "O Globo" mostrou que brasileiros foram espionados, o governo disse que quer os servidores das empresas aqui. É viável?
Cada empresa tem suas políticas, mas o Google escolhe onde coloca dados do mundo todo pensando em eficiência. Ou seja, nós criamos um datacenter de forma que usuários tenham acesso mais fácil e rápido aos serviços. Nós não temos servidores no Brasil porque ainda não é eficiente --proximidade geográfica não quer dizer proximidade do ponto de vista de rede.
Você já disse que precisa lutar cada vez menos para que o Brasil receba atenção do Google. Onde o país está nas prioridades da empresa?
Em uma posição muito alta porque, primeiro, a população brasileira conectada é muito grande. Segundo, porque o brasileiro tem uma cabeça muito aberta para experimentar coisa nova. O tipo de feedback que conseguimos aqui no Brasil não é tão comum no resto do mundo. O Brasil realmente usa, fala a você o que acha, e isso para nós é fantástico.
Você é um brasileiro ocupando um cargo alto de uma grande empresa de tecnologia. Isso tem um valor especial?
É especial, mas não surpreendente. Há muitos brasileiros de sucesso no Vale do Silício, em Nova York, em todas as indústrias. Só no Google há pelo menos três vice-presidentes brasileiros. Brasileiros se preparam muito. Universidades brasileiras, principalmente quanto aos cursos de engenharia, são tão boas quanto as do resto do mundo.
Por que então não vemos 'Googles' sendo criados aqui?
Eu acho que não há nenhuma razão específica.
O Vale do Silício é um ímã gigantesco de talento porque ali se concentram todos os aspectos que facilitam a criação de novas empresas --quando você cria uma companhia, não trabalha sozinho. É uma questão de ecossistema.
O que o Brasil precisa fazer para ter algo como o Vale?
Acho que já está acontecendo, várias empresas no Brasil estão se destacando. A [desenvolvedora de jogos] Fun Games For Free, por exemplo, é formada por dois garotos da USP, engenheiros, que são supernovos e inteligentes. Montaram uma equipe de tamanho razoável contratando amigos e entraram em um mercado global. Esse ecossistema está começando a ser criado.
Quais são os requisitos para esse ecossistema ser criado?
Primeiro: toda a parte de processos burocráticos e logística necessária para registrar uma empresa. Isso aqui no Brasil sempre foi um problema e continua sendo.
Segundo: você tem que ter massas de escolas e outros veículos de formação de talento técnico. Não só de computação, mas de design, de arte, que são componentes importantes de uma start-up.
Também tem a parte de investimento. Hoje, aqui em São Paulo, boa parte dos VCs [investidores de capital de risco] do Vale do Silício já têm representação, então isso também já se resolveu. As próprias universidades também têm núcleos que incentivam o empreendedorismo. Eu acho que o ecossistema já está sendo formado.
O que acha das discussões do Marco Civil da Internet?
Acompanho por alto. Nós [do Google] apoiamos a liberdade de expressão não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Apoiamos fielmente a versão original do Marco Civil.
E a versão alterada [que tramita no Congresso]?
A alterada eu desconheço. Mas a filosofia do texto original do Marco Civil está completamente alinhada ao Google.
Você participa do desenvolvimento do Android desde cedo. Onde o vê daqui a alguns anos?
O Android foi desenvolvido como uma plataforma para quaisquer dispositivos móveis. Nós gostaríamos que continuasse caminhando na direção em que está, sendo o núcleo de celulares, tablets, relógios, televisores, aparelhos domésticos, sistemas de automação de residências e outros gadgets que serão inventados. Mas nós não temos nenhuma restrição.Muita gente tem falado sobre sistemas pró-ativos, que adivinham a vontade do usuário. Eles são o futuro?
Eu acho que sim. Recentemente, houve uma série muito importante de quebras de paradigma, do ponto de vista computacional, com o desenvolvimento de técnicas maravilhosas de aprendizado artificial.
O [assistente pessoal móvel] Google Now é o primeiro grande exemplo do que achamos que poderá ser possível com essas novas técnicas.
A quantidade de informações que cada usuário individual pode achar útil cresce exponencialmente. Se nós não desenvolvermos ferramentas que permitam que as pessoas encontrem o que for interessante, não vai ser possível lidar com essa massa gigantesca de informações.
E o Google Glass [óculos inteligentes do Google]?
Eu uso direto, é fantástico. A oportunidade de colocar na frente de uma pessoa uma tela que está sempre disponível, quase que sem nenhum esforço por parte do usuário, é uma coisa completamente nova.
E esse dispositivo, dentro desta haste, tem praticamente o poder computacional do [celular do Google] Nexus 4.
Acho que o mundo ainda não entendeu o potencial de inovação que o Google Glass como plataforma tem a proporcionar.
RAIO-X
HUGO BARRA
IDADE 36 anos
NASCIMENTO Belo Horizonte
CARGO Vice-presidente de produtos do Android no Google
FORMAÇÃO Graduação e mestrado em ciências da computação e engenharia elétrica pelo MIT
TRAJETÓRIA Fundou em Boston uma empresa de reconhecimento de voz para celulares chamada Lobby 7. Foi diretor da Nuance Communications, gerente de produtos móveis do Google e hoje é vice-presidente de produtos do sistema operacional Android..BRUNO FÁVERO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA....SNB

Robô falante japonês vai ao espaço em missão histórica

Kirobo, um pequeno robô com botas vermelhas e o corpo preto e branco, foi lançado do Japão para
a Estação Espacial Internacional para testar como as máquinas podem ajudar os astronautas com seu trabalho.
O robô de língua japonesa, equipado com tecnologia de voz e de reconhecimento facial, foi embalado juntamente com toneladas de suprimentos e equipamentos para a tripulação da base de pesquisa orbital.
Lançado do Centro Espacial Tanegashima, no sudoeste do Japão, no domingo, a aeronava vai chegar ao posto na sexta-feira, segundo o site da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão. Em uma recente demonstração, Kirobo disse que "ter esperança de criar um futuro onde os seres humanos e robôs vivam bem juntos".
Como ele será responsável pelas primeiras conversas entre robôs e humanos no espaço, o principal interlocutor de Kirobo será o astronauta japonês Koichi Wakata, que deve decolar para a estação espacial com outros seis membros da tripulação em novembro. Wakata deverá assumir o comando do complexo em março. 
Kirobo - desenvolvido em conjunto pela Universidade de Tóquio, a Toyota Motor Corp e a Dentsu Inc - vai ficar no espaço até o final de 2014.
Com 34 centímetros de altura e pesando cerca de 1 quilo, Kirobo é projetado para navegar em gravidade zero e seu nome é uma combinação da palavra japonesa "kibo", que significa "esperança", e "robô".
Reuters...SNB

Japão lança com sucesso foguete espacial com tecnologia espanhola

Um foguete japonês que deve transportar equipamentos à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), entre eles dois satélites que incorporam tecnologia desenvolvida por uma empresa espanhola, foi lançado neste domingo com sucesso, informou a Agência Aeroespacial do Japão (Jaxa).
O foguete tipo H-IIB foi lançado às 4h48 (horário local, 16h48 do sábado em Brasília) desde a estação espacial da ilha de Tanegashima, na Prefeitura de Kagoshima (sudoeste do Japão), com o veículo de transferência de carga Konotori IV a bordo.
Quase 15 minutos após ser lançado, e uma vez em órbita, a unidade de carga se separou do foguete como estava previsto, assegurou a Jaxa.
Espera-se que o Konotori IV alcance na próxima sexta-feira 9 de agosto à ISS, até a qual deve transportar uma carga de 5,4 toneladas, no qual estão incluídos dois satélites Ardusat que incorporam sensores de medição de radiação produzidos pela empresa espanhola Libelium.
Estes sensores funcionam como um contador Geiger, embora tenham sido desenvolvidos para ter um tamanho e peso mínimos (4 por 3 centímetros e cerca de 40 gramas).
Os dispositivos detectam as partículas gama produzidas em qualquer lugar do espaço e permitem medir os níveis de radioatividade espacial gerados por fenômenos como as tempestades solares, segundo detalhou a empresa em comunicado.
Na carga do Konotori IV também se inclui comida para os astronautas, e outras equipes destinadas ao módulo experimental japonês Kibo que há a bordo da ISS.
Entre estes equipamentos está o androide Kirobo, cuja incumbência é o de se comunicar com o astronauta japonês Koichi Wakata, no que vai representar o primeiro experimento deste tipo no espaço exterior.
TERRA..SNB

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