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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Conheça o seu Exército em 1 minuto

General brasileiro prepara ação inédita de tropas da ONU no Congo

O brasileiro foi escolhido recentemente pela ONU para combater os mais de 50 grupos armados que atuam no leste do país.
Santos Cruz chefia uma tropa internacional de 20 mil homens, a maioria de países da África e Ásia, além de uma brigada especial elaborada para lutar contra os rebeldes.
A unidade foi criada a partir de um mandato sem precedentes na história das missões de paz. Ele autoriza os capacetes azuis a lançar missões de ataque com armas pesadas e usar todos os meios necessários para neutralizar os grupos armados do país.
"O mandato é bem claro nas prioridades: a proteção de civis, a proteção do pessoal da ONU, isso é fundamental, e nós vamos utilizar no limite todos os recursos, todos os meios, toda a força disponível para responder a qualquer agressão que se tenha aos civis, à população ou às Nações Unidas", disse o general à BBC Brasil. "A nossa tolerância é zero, vamos utilizar nossos recursos no limite, sem dúvida nenhuma."
Até agora, não há tropas brasileiras integrando a missão.
Uma das maiores tarefas de Santos Cruz hoje é defender Goma, um dos principais focos de conflito no país, contra os rebeldes do M23. Para isso, ele instalou um cinturão de trincheiras e fortificações nas montanhas que circundam a cidade.
Os militares que fazem guarda nessas posições têm ordem para disparar caso grupos armados se aproximem.
O M23 é formado por ex-militares treinados que desertaram das Forças Armadas levando grande quantidade de armamento pesado. Eles fazem oposição ao governo e teriam recebido financiamento de Ruanda, segundo relatórios da ONU.
Quilômetros ao norte da cidade, rebeldes e tropas do governo se enfrentam em uma forte campanha militar iniciada no último dia 14. Enquando a luta não atinge populações civis ou estruturas da ONU, os capacetes azuis apenas observam o conflito à distância.
BBC BRASIL..SNB

Saiba como funciona a ferramenta dos EUA para monitorar a web

"Sentado em meu escritório, eu tinha a capacidade de analisar qualquer um, desde um contador até um juiz federal, incluindo o presidente, desde que eu tenha o seu email pessoal", afirmou o ex-técnico da CIA Edward Snowden no dia 10 de junho, quando revelou ao mundo documentos que detalhavam o programa de espionagem online dos Estados Unidos.Na última quinta-feira, 12 horas antes de Snowden finalmente sair do aeroporto de Moscou depois de um mês, o ex-técnico da CIA revelou novos documentos que parecem corroborar suas primeiras declarações.
Um artigo publicado no jornal britânico The Guardian revelou mais documentos secretos da NSA (Agência Nacional de Segurança americana) em que são detalhados o alcance da ferramenta usada pelos analistas da agência para ter acesso a grandes bases de dados onde estão endereços de email, trocas de mensagens instantâneas e históricos de busca e navegação de milhões de usuários.
O software se chama XKeyscore e tem acesso a "quase tudo o que o usuário típico faz na internet", de acordo com afirmações em um dos documentos da NSA. As revelações sobre os planos de espionagem online da NSA causaram um debate internacional sobre os métodos de vigilância das agências de inteligência americanas.
A agência coletou dados de dezenas de milhões de telefonemas de cidadãos americanos e também teve acesso direto a servidores de nove empresas ligadas à internet, incluindo Facebook, Google, Microsoft e Yahoo, graças a um programa chamado Prisma.
Enquanto alguns se queixam da violação de privacidade dos cidadãos, outros, incluindo o presidente Barack Obama, afirmam que a estratégia é uma necessidade para garantir a segurança do país e que não expõe a privacidade dos usuários da web.
Sem autorização
Como o próprio Snowden divulgou em junho, um analista da NSA usando o XKeyscore pode ver, sem precisar de uma autorização judicial, as caixas de entrada e saída de email de qualquer pessoa apenas tendo em mãos seu endereço de correio eletrônico.
Para ver um email, o analista escreve em uma barra de busca do XKeyscore o endereço, uma "justificativa" e o período de tempo que quer analisar. Então, ele seleciona o email e lê em uma plataforma especial.
Mas, se o analista não tiver o endereço do correio eletrônico, também pode encontrar emails pessoais com uma série de filtros que seleciona no menu do XKeyscore. Desta forma, o analista pode encontrar um email usando o nome do remetente, um endereço de IP e até com palavras-chave.
Mas, além dos emails, o software também permite que os analistas da NSA leiam o conteúdo que os usuários produzem nas redes sociais.
Com uma ferramenta chamada DNI Presenter, a NSA pode ler conversas particulares e chats no Facebook ou qualquer outra rede social com o nome do usuário e o período de tempo em que se emitiu a mensagem.
O XKeyscore também pode ser usado para ver o histórico de busca dos usuários de internet com seu nome, endereço de IP, palavras-chave, entre outros dados.
A ferramenta permite ainda a intervenção em tempo real na navegação de um internauta para descobrir o que ele está fazendo na web.
Segundo o Guardian, "a quantidade de comunicações a que a NSA tem acesso por meio de programas como o XKeyscore é assustadoramente grande".
O jornal cita um relatório da agência de 2007 que estimou que a NSA havia armazenado 850 bilhões de chamadas e cerca de 150 bilhões de registros de internet. A cada dia, segundo o documento, foram adicionados de um a dois bilhões de registros.
Reações e críticas
"As atividades da NSA se concentram e se desenvolvem especificamente contra, e apenas contra, os objetivos estrangeiros legítimos da inteligência em resposta aos requisitos que nossos líderes necessitam para proteger nossa nação e seus interesses", afirmou a NSA em um comunicado ao Guardian.
No entanto, a revelação dos novos documentos gerou mais críticas ao planos de vigilância do governo americano.
Quando foram publicados os primeiros documentos vazados por Snowden, o governo de Obama afirmou que a NSA estava apenas recolhendo as informações de metadata - detalhes como data, hora, destinatário e remetente - das mensagens. Mas não o conteúdo.
"A apresentação do XKeyscore mostra como estas palavras eram vazias", afirmou Amy Davidson, articulista da revista The New Yorker. E não são poucos que concordam com ela.
TERRA..SNB

Prerelease Echar Institucional


XMobots..SNB

Anac autoriza governo a usar drone brasileiro para fiscalizar mineração

Avião não tripulado da Universidade de Brasília será usado pelo DNPM. Este é o 2º certificado de voo emitido para vant privado produzido no país.

Tahiane Stochero - Do G1, em São Paulo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu autorização de voo para um drone produzido pela Universidade de Brasília (UnB) para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). É a segunda autorização emitida pela agência para um veículo aéreo não tripulado (conhecido como vant) privado e de fabricação nacional operar no Brasil.
Em 29 de maio, um modelo da empresa XMobots foi autorizado a operar para pesquisa e desenvolvimento. Até então apenas a Polícia Federal possuía certificação para vants civis – são dois aviões comprados de Israel. Já a Força Aérea possui 4 unidades, também israelenses, mas que, como são militares, não precisam de validação da Anac.

O avião do DNPM começou a ser desenhado há quatro anos pelo departamento de engenharia civil e ambiental da UnB e já recebeu aporte de R$ 700 mil, segundo o professor Lenildo Silva.
“Estávamos trabalhando com muita expectativa em torno da certificação. Já treinamos pilotos que irão trabalhar para o DNPM na fiscalização de irregularidades da mineração”, afirma Silva.
O avião tem 1,90 metro de envergadura, pesa 2,5 quilos e é movido a bateria de lítio, com autonomia média de 90 minutos. Dependendo das condições do tempo, pode atingir uma distância de até 4 km e altitude de 150 a 300 metros. O objetivo é facilitar pousos em locais de difícil acesso ou terreno argiloso.
“Ele possui duas câmeras, um para navegação, que nos mostra sua localização, e outra que transmite em tempo real as imagens captadas. Possuímos uma frequência, autorizada pela Anatel, para o link de transmissão. É um sistema seguro e autônomo. Se o avião tiver algum problema, ele retorna sozinho para a base”, explica o professor.
Segundo a Anac, o vant do Departamento Nacional de Produção Mineral teve o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) assinado na quarta-feira (31), mas a só passa a valer quando os responsáveis recebem por correio o documento.
Em abril, o G1 divulgou com exclusividade que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para emprego comercial destas aeronaves. Eles desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros, como a captação de imagens aéreas, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança. Desde então, a indústria pressiona a agência a regulamentar a questão.
“Iremos usar o vant para apoiar vistorias de áreas de mineração, fiscalizar possíveis irregularidades. Começaremos usando em cinco estados: Goiás, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e Pará”, diz Waltudes Medeiros, um dos integrantes da equipe do DNPM que participou do projeto.
A pesquisadora do DNPM Cristina Bicho fez testes com o avião para fiscalização de lavras irregulares no Cariri, no Ceará. “É uma ferramenta que nos permite visualizar a situação em áreas distantes, de difícil acesso, em que não é possível a equipe chegar por terra”, afirma ela.
“A maioria dos projetos de vant que existem no Brasil são de aeronaves operadas pelos próprios fabricantes, que contam com pilotos dedicados aos projetos. Este é o primeiro órgão da administração pública a obter o Cave (a autorização da Anac). Além disso, estamos com uma equipe própria de fiscais e pilotos, que foi treinada pela UNB e que não possuía nenhum conhecimento prévio em aeronáutica”, diz.
Conforme a Anac, o Departamento Nacional de Produção Mineral terá que cumprir algumas limitações operacionais para garantir a segurança do drone, como só fazer voos em áreas remotas e com condições meteorológicas visuais diurnas. Também é necessário que o piloto tenha contato visual com o avião.
A Aeronáutica terá de ser avisada anteriormente, para que o controle de tráfego possa evitar colisões com aviões e helicópteros.
SNB

Edward Snowden 'No Safe Place Com amigos' - Advogado russo

(RIA Novosti) - Edward Snowden, que é procurado pelos Estados Unidos por vazar informações classificadas em programas de vigilância dos Estados Unidos e quefoi concedido asilo temporário quinta-feira pela Rússia , decidiu para onde vai viver e está em um cofre lugar com os amigos, um advogado russo que o ajudou com a sua oferta de asilo nesta sexta-feira.
"Snowden está em um lugar seguro. Eu não sugeri a ele, era a sua decisão ", disse o advogado Anatoly Kucherena. "Ele vai decidir por si mesmo como viver a sua vida de agora em diante. Ele tem amigos com ele, incluindo os americanos, com os quais ele fez contato via seus amigos dos Estados Unidos, quando ele ainda estava no [aeroporto] zona de trânsito ", disse Kucherena TV dozhd.
O advogado disse aos jornalistas quinta-feira que o paradeiro de Snowden não seriam divulgadas no interesse da segurança do ex-empreiteiro inteligência, descrevendo-o como "um dos fugitivos mais procurados do mundo."
Snowden é procurado nos Estados Unidos em espionagem e roubo de cargas após o vazamento de informações confidenciais sobre os programas de vigilância da Agência de Segurança Nacional dos EUA. Ele passou mais de um mês na zona de trânsito do aeroporto Sheremetyevo, em Moscou depois de chegar em um vôo de Hong Kong no dia 23 de junho, e finalmente deixou o aeroporto de quinta-feira depois de receber asilo temporário de um ano na Rússia.
Washington tem apelado repetidamente em Moscou para rejeitar o pedido de Snowden e enviá-lo de volta para os Estados Unidos para ser julgado.
A organização de direitos humanos Anistia Internacional saudou a decisão da Rússia de conceder Snowden asilo temporário como uma "evolução positiva" e pediu às autoridades russas a respeitar os direitos do Snowden.
"Ele deveria ser autorizado a viajar livremente, inclusive fora da Rússia, se ele quiser", disse a Anistia Internacional em um comunicado em seu site quinta-feira.
Kucherena disse Vesti FM nesta sexta-feira que Snowden gostaria de viajar ao redor da Rússia, mas que não era seguro para ele fazê-lo.
"O nível de perigo que existe para ele torna impossível para ele sair e caminhar ao redor da Praça Vermelha ou ir pescar em algum lugar", disse Kucherena.
O advogado negou o boato de que Snowden tinha sido boates em sua primeira noite depois de sair do aeroporto, acrescentando que a 30-year-old americano era uma pessoa muito modesta.
Kucherena disse Vesti FM que estava atualmente trabalhando na obtenção de vistos russos para o pai e advogado de Snowden, e que esperava que eles iriam vir para a Rússia o mais breve possível. Ele acrescentou que o fugitivo dos EUA iria decidir o que fazer com eles, uma vez que eles chegam.
"Se as declarações ameaçadoras continuam a vir da administração presidencial dos EUA, é claro que ele vai se preocupar com sua segurança", disse o advogado.
SNB

Mudança climática alimenta guerras civis e brigas locais

RAFAEL GARCIA
DE SÃO PAULO

Quando o Nobel da Paz foi entregue ao IPCC (o painel do clima da ONU) em 2007, a fundação que concede o prêmio foi criticada: o que a paz tem a ver com o clima? Indícios de que o aquecimento global alimentaria conflitos eram muito esparsos na época, mas novos estudos sugerem que o Nobel acertou.
Após analisar mais de mil trabalhos sobre o tema, três pesquisadores americanos identificaram 60 trabalhos estatisticamente relevantes.
Mesmo eliminando os estudos menos confiáveis, o sinal estava lá: uma temperatura maior estava associada a um aumento no número de incidentes de violência.
Solomon Hsiang, da Universidade de Princeton (EUA), pesquisador que liderou os trabalhos de compilação, reuniu evidências de ciências diversas: arqueologia, criminologia, geografia, sociologia e psicologia e outras.
"Não concluímos que o clima seja a única --nem mesmo a principal-- força motriz dos conflitos", escreveu o cientista em estudo que assina com seus coautores Marshall Burke e Edward Miguel. "Mas quando ocorrem grandes variações de clima, elas podem ter efeito substancial na incidência de conflitos."
Nos estudos que tratavam de eventos atuais, o clima mostrou efeito em incidentes tão diversos quanto brigas em esportes, estupros, conflitos locais e guerras civis.
CAUSA E EFEITO
As razões pelas quais se acredita que o clima acirre conflitos são diversas, mas as principais são econômicas.
Uma delas é quando alterações de clima geram escassez de recursos como água doce, acirrando disputas regionais por esses bens. Quando condições de trabalho são comprometidas no campo, por exemplo, isso cria incentivo para trabalhadores se envolverem em conflitos, sejam suas causas legítimas ou não.
O trabalho de Burke cita um estudo de Daniel Hidalgo, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que vê uma relação dos conflitos de terra no Brasil com alterações no regime de chuvas.
"No Nordeste do Brasil, quase todos os cenários mostram que haverá maior imprevisibilidade das secas, e isso gera uma marginalidade [subaproveitamento] no uso da terra", diz o climatologista Carlos Nobre, secretário do Ministério da Ciência.
Paulo Artaxo, climatologista da USP, exibe em seu escritório um certificado da Fundação Nobel entregue aos cientistas que colaboraram com o trabalho do IPCC.
Segundo ele, uma das grandes contribuições do estudo de Hsiang é alertar cientistas de que as estimativas de impacto econômico do aquecimento global precisam levar em conta que um mundo mais quente será também mais conflituoso.
O trabalho de Hsiang já sofreu críticas por parte de alguns pesquisadores consultados pela própria "Science". Alguns críticos afirmam que a seleção de trabalhos foi enviesada, mas o pesquisador diz ter sido rigoroso ao eliminar da compilação os trabalhos pouco confiáveis.
Hsiang compara seu trabalho aos estudos pioneiros que identificaram uma correlação estatística entre o cigarro e o câncer pela primeira vez. Não havia ainda conhecimento da biologia por trás do problema, mas isso não significava que ele não existia.
"Mudanças climáticas podem influenciar conflitos por muitas vias", diz. "Políticas necessárias para a resolução de conflitos só podem ser construídas se entendermos como surgem os conflitos."
FOLHA ..SNB

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