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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Patriota diz na ONU que intervenções armadas para proteger civis não podem contribuir para ampliar violência


Brasília - Em sua intervenção no debate aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicado à proteção de civis em conflitos armados, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ressaltou hoje (12), em Nova York, que intervenções armadas devem ser a última opção para resolver a questão.
Além disso, de acordo com o chanceler, as intervenções armadas devem sempre ser seguidas de uma autorização da Organização das Nações Unidas (ONU). É a  chamada “responsabilidade ao proteger” que já foi defendida pelo Brasil no Conselho de Segurança, em 2011.
Patriota acrescentou ainda que, caso uma intervenção armada seja autorizada, deve ter uso criterioso, e ser proporcional aos objetivos estabelecidos pela ONU. Ele disse que é preciso ter cuidado para não piorar uma situação que coloca em risco os civis e que possa contribuir com mais violência e instabilidade.
Recentemente, a comunidade internacional tem se preocupado com os conflitos no Mali, na África Ocidental, onde forças de segurança do governo combatem os extremistas islâmicos com o apoio da França.
A Guiné-Bissau também está em clima de tensão e insegurança depois de um golpe de Estado. A Síria, em março, completa dois anos de confrontos armados devido à disputa política entre forças internas.
Em 2011, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na Líbia que autorizou ataques por terra, ar e mar, o que permitiu ataques aéreos por parte de países ocidentais.
Patriota frisou que civis continuam sendo feridos, deslocados e mortos em grande número e ainda passam por muitas dificuldades por causa de conflitos armados, e que é responsabilidade do Conselho de Segurança enfrentar esta situação e oferecer melhores perspectivas à população afetada.
O ministro acredita que, após as experiências recentes no uso da força para a proteção de civis, a comunidade internacional pode valorizar mais a prevenção de conflitos e a resolução pacífica de confronto de interesses, inclusive para garantir a segurança daqueles que precisam de proteção.
Patriota também deu ênfase à proteção de civis que estão em locais onde há a chamada situação prolongada de conflito, como a existente no Oriente Médio entre Israel e Palestina.
Ele acentuou que a promoção do desenvolvimento, da segurança alimentar e da erradicação da pobreza contribui para a promoção da paz e segurança, criando um ambiente mais estável para os civis.
Ainda em seu discurso, Patriota condenou o teste nuclear feito pela Coreia do Norte e pediu que o governo norte-coreano cumpra integralmente todas as resoluções do Conselho sobre o assunto.
Edição: Davi Oliveira..Agência Brasil..SNB

Brasil quer lançar satélite com foguete nacional até 2021

Karine Melo.Brasília – Assistir à televisão, conferir a previsão do tempo, falar ao telefone e até receber alertas por causa de chuva são atividades comuns que se tornaram possíveis graças aos satélites. Os três últimos colocados em órbita pelo Brasil - chamados Cbers, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, do inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite - foram lançados de base chinesa.
No ano em que o acidente na Base de Alcântara completa 10 anos, o país divulga o seu quarto programa espacial. O  desafio é lançar até 2021 um satélite desenvolvido no Brasil, acoplado a um foguete nacional, a partir de um centro de lançamento próprio.
Enquanto o plano ainda não for possível, o Brasil se prepara para colocar em órbita mais um satélite de uma base chinesa, o Cbers-3. O lançamento estava programado para o fim do ano passado, mas foi adiado para o primeiro semestre deste ano porque conversores comprados nos Estados Unidos apresentaram falhas nos testes finais.
O Cbers-3 será o primeiro da família de satélites sino-brasileiros a integrar uma câmera para satélite 100% desenvolvida e produzida no Brasil. A câmera vai registrar imagens para o monitoramento de recursos terrestres. Já foram lançados os Cbers 1, 2 e 2-B.
Brasil e China são parceiros na área espacial desde 1988, quando iniciaram a cooperação para o desenvolvimento do Programa Cbers. O objetivo é implantar um sistema completo de sensoriamento remoto de nível internacional, no qual satélites sejam responsáveis pelo monitoramento de desmatamentos, da expansão urbana e da agropecuária.
Para fortalecer o Programa Espacial Brasileiro, em 2013, haverá mais ações voltadas para a formação de pessoas na área aeroespacial, entre elas, enviar estudantes brasileiros, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses países para o Brasil.
“Dessa forma, um dos grandes gargalos de nosso programa espacial, a falta de mão de obra especializada, começará a ser sanado”, explicou o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho.
Edição: Davi Oliveira
Agência Brasil..SNB

Chris Kyle matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos


DORRIT HARAZIM

Nestes tempos de drones, como são chamados os aviões não tripulados capazes de matar à distância e anonimamente, sobra menos espaço para a glorificação individual de atiradores que se notabilizam pelo número de inimigos eliminados.

O texano Chris Kyle tem lugar garantido na história militar dos Estados Unidos. Como franco-atirador da tropa de elite Seal, da Marinha ( a mesma que desentocou e executou Osama Bin-Laden dois anos atrás), ele serviu quatro turnos na guerra do Iraque. Cumpriu como ninguém a missão para a qual fora treinado: garantir a proteção de seus companheiros na fase mais sangrenta dos combates. Matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255) e teve a cabeça colocada a prêmio de 20.000 dólares pelas milícias locais. Ao retornar para casa, em 2009, trazia no peito dezesseis condecorações — entre elas 2 Purple Hearts, 2 Estrelas de Prata, 5 Estrelas de Bronze.

Kyle foi a resposta americana à atuação de um inimigo mítico conhecido como “Juba”, cuja ubiquidade e pontaria haviam se transformado em assombração para os soldados yankees em Bagdá. Vídeos de propaganda islâmica postados na internet mostravam “Juba” eliminando soldados americanos, um a um, noite ou dia, em grupo ou sozinhos. Ninguém sabia quem era esse temido atirador islâmico que, além de matar, ainda narrava e filmava cada cena. Dependendo da fonte, seria um mercenário europeu ou um jihadista sírio. À época, a rede de notícias CNN chegou a submeter os vídeos a peritos, que concluíram não tratar-se de montagem. Fosse quem fosse, “Juba”, portanto, existia, e, à falta de sua eliminação física, sua lenda, pelo menos, precisava ser contida.

Os estragos que um franco-atirador é capaz de causar na moral de tropas inimigas são conhecidos e povoam a narrativa patriótica de vários países. Na Finlândia, há mais de meio século o nome Simo Häyhä é pronunciado com orgulho de geração a geração. Fazendeiro desconhecido quando a União Soviética invadiu seu país, em 1939, Häyhä, sozinho, eliminou uma unidade inteira de russos — mais precisamente 542, em menos de 100 dias. Entrou para a história com o apelido de “Morte Branca” por usar uma pelerine alvíssima que o camuflava na neve.

O americano Chris Kyle não alcançou os píncaros do finlandês matador, mas recebeu dos insurgentes o apelido de “Demônio” pelos estragos que provocou nas fileiras islâmicas na cidade de Ramadi. A destreza com que manuseava seu fuzil municiado de cartuchos .300 Winchester Magnum lhe rendeu feitos memoráveis. Gaba-se de ter acertado um alvo a 1,9 km de distância, em 2008, antes de o insurgente disparar um lançador de foguete que visava a um comboio americano.

Tudo isso e muito mais Kyle conta em suas memórias, “Atirador americano: a autobriografia do atirador mais letal da história dos Estados Unidos”, publicadas um ano atrás. Elas são preocupantes no tom e no conteúdo.

“Não sou muito fã de política”, diz ele no livro, “gosto de guerra”. Seu mundo se divide entre “bons” e “maus”, sem nuances ou espaço para dúvidas. Os americanos são “do bem” pelo simples fato de serem americanos, enquanto os muçulmanos são “do mal” por quererem matar os americanos. “Odeio esses selvagens”, acrescenta, referindo-se aos iraquianos. Ao testemunhar perante uma comissão militar de inquérito, acusado da morte de civis, esclareceu: “Não atiro em quem tem um Corão na mão, mas bem que gostaria.”

Uma semana atrás, na tarde de um sábado ensolarado em Stephenville, Texas, Kyle foi morto a tiros pelo fuzileiro naval Eddie Rough, de 25 anos. Rough voltara da guerra com claros sinais de estresse pós-traumático e havia sido colocado sob vigilância por ter ameaçado explodir a cabeça do pai. Procurando ajudar o filho, a mãe de Rough buscou apoio na fundação Fitco Cares, montada por Chris Kyle ao retornar do Iraque e que proporciona assistência a veteranos com distúrbios decorrentes da guerra.

O atirador nº 1 da América morreu aos 38 anos, alvejado num campo de treinamento de tiro do Texas. Não foi abatido por “Juba” nem por nenhum dos “iraquianos selvagens” que combateu. Foi derrubado em solo pátrio por um americano.

Em entrevista concedida por ocasião do lançamento de seu livro declarara não sentir arrependimento por nenhuma das mortes de sua folha corrida. Assegurou também não sentir qualquer desajuste decorrente da brutalidade de tantos anos de combate. “Nenhum dos problemas que tenho deriva das pessoas que matei”, garantiu.

Chris Kyle morreu sem entender nada da guerra em que acredita ter triunfado
O GLOBO..SNB

Testes norte-coreanos não perturbaram a vida em Seul


A Coreia do Norte anunciou ter efetuado testes nucleares. O mundo prepara-se para aplicar medidas de resposta. Entretanto, tudo decorre tranquilamente em Seul: a Coreia do Sul não vê para si qualquer ameaça nos novos ensaios nucleares de norte-coreanos.

Comunicando sobre os testes bem-sucedidos de uma máquina nuclear menor por dimensões em comparação com o anterior, mas, contudo, mais potente, a KCNA, agência oficial da Coreia do Norte destacou que “os ensaios irão contribuir para garantir a segurança na Península da Coreia”.
Quanto à Península da Coreia, o único efeito negativo dos testes nucleares norte-coreanos foi por enquanto uma queda provisória, de meia hora, do principal índice sul-coreano “KOSPI Composite Index” em quase 10 pontos. Na opinião de peritos, foi possível evitar uma queda mais dramática do índice, porque o mercado foi notificado antecipadamente sobre os próximos ensaios. Ao mesmo tempo, a população de Seul, cidade situada apenas a 40 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, não foi impressionada de forma alguma com os testes, testemunha o conhecido perito russo em problemas coreanos, professor da Universidade de Seul, Andrei Lankov:
“O ambiente em Seul é calmo, tal como após o primeiro e o segundo ensaio nuclear ou após lançamentos de foguetes. Estes assuntos nucleares impressionam poucas pessoas em Seul. Todos são convencidos aqui, e não sem razão, de que estas ações sejam voltadas em primeiro lugar contra os Estados Unidos e não contra a Coreia do Sul. Por isso não se sentem na Coreia do Sul grandes receios em relação ao seu vizinho ou a suas armas nucleares. Seul vive uma vida comum. Passadas algumas horas após a explosão, visitei o câmpus de uma universidade de Seul. Aqui se fala de tudo – exames, encontros, esporte, menos de bombas atômicas. A notícia sobre a explosão provocou comentários negativos. Oficialmente, os ensaios serão condenados em expressões bastante duras. Contudo, isso não se interpreta como um problema grave que diga respeito a cada um. Estes testes, tanto como os anteriores, não levarão a uma piora na atitude dos sul-coreanos para com a Coreia do Norte”.
Ao mesmo tempo, a reação da comunidade mundial aos ensaios nucleares da Coreia do Norte é previsivelmente muito negativa. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, mostrou-se profundamente preocupado com as ações de Pyongyang, declarando que o Conselho de Segurança da ONU reagirá devidamente aos ensaios norte-coreanos. Nas palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte ameaçam todo o mundo. O líder americano qualificou os testes nucleares da Coreia do Norte como “ato provocador” que faz dinamitar a estabilidade regional, aumenta o risco de proliferação e viola numerosas resoluções do CS da ONU e compromissos internacionais da Coreia do Norte. As ações de Pyongyang foram censuradas duramente em Moscou, Londres, Pequim, Tóquio e Seul.
Nestas condições, para a Coreia do Norte é vitalmente importante a posição da China. Nas últimas semanas, nos meios de comunicação social apareceram informações de que, no caso de a Coreia do Norte ter efetuado ensaios nucleares, Pequim poderia até suspender ajuda econômica ao país. Terça-feira, um diplomata chinês declarou na sede da ONU em Nova Iorque que a Coreia do Norte, ao ensaiar o engenho nuclear, ignorou “advertência dura” da China de os testes levariam a sérias consequências para Pyongyang. Na opinião do representante chinês, agora a China, a Rússia e os Estados Unidos irão entender-se depressa no Conselho de Segurança da ONU quanto a um recrudescimento da posição em relação à Coreia do Norte. “As ações empreendidas atualmente pela Coreia do Norte são um grande desafio lançado aos chineses”, ressaltou o diplomata.
VOZ DA RUSSIA ..SNB

Brasil já arma defesa de tesouro submerso

DENISE LUNA
DO RIO..O Brasil pretende pleitear à ONU (Organização das Nações Unidas), ainda neste ano, o bloqueio de uma área no Elevado Rio Grande, uma cordilheira submersa no sul do país, a mil quilômetros da costa do Rio de Janeiro.
Pesquisas feitas pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, conhecida como Serviço Geológico) revelaram que a região é rica em minérios, terras raras e rochas sedimentares, propícias à formação de petróleo.
Como a área está em águas internacionais, pesquisas e exploração caberão a quem primeiro apresentar o pedido, diz o diretor de geologia e recursos minerais da CPRM, Roberto Ventura, que teme o avanço de países tecnologicamente desenvolvidos sobre os tesouros submersos "no quintal do Brasil".
Para bloquear uma área em águas internacionais, que não pertencem a nenhum país, é preciso fazer uma solicitação à Isba (Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, na sigla em inglês), uma entidade da ONU.
Até o final de março, a CPRM vai encaminhar o pedido ao MME (Ministério de Minas e Energia), que será responsável pelo encaminhamento ao órgão da ONU.
"A questão do Elevado Rio Grande é estratégica. Nenhum país fez o pedido ainda. A Rússia pediu mais acima, os franceses também, e sabemos que os chineses passam por aqui direto e estão pesquisando em algum lugar próximo", disse Ventura."Quem estiver com os mapas e conhecer as áreas potenciais ou áreas críticas vai ter mais chances", avaliou, lembrando que riquezas minerais são finitas e em algum momento, mesmo que leve 50 anos, o avanço para o meio dos oceanos será inevitável.
Segundo ele, ao solicitar à ONU o bloqueio da área, o Brasil vai sinalizar para a comunidade internacional que tem um programa efetivo e importante para ampliar a presença no Atlântico Sul.
Se aprovado o pleito, o Brasil terá mais 15 anos para pesquisar melhor o local, que se estende por 3.000 quilômetros quadrados (o equivalente ao dobro da área da cidade de São Paulo).
Nos últimos dois anos, foram feitas cinco expedições de pesquisa ao elevado Rio Grande, ao custo de R$ 3 milhões cada. Durante as viagens, foram executadas dragagens que atingiram profundidades de até 2.000 metros.
O próximo passo, após a chancela da ONU, será a exploração comercial, que ficará a cargo de uma empresa privada, escolhida em leilões previstos no novo código de mineração que será enviado ao Congresso pelo governo.
"Hoje, a missão da CPRM no país é a de melhorar o conhecimento para atrair investimentos", afirmou Ventura.
De acordo com o diretor, a questão poderá inclusive afetar um tema que já está em avaliação pela ONU: o pedido é de estender a Zona Econômica Exclusiva, na qual o Brasil tem direitos de exploração e aproveitamento econômico das águas, do leito do mar e do seu subsolo.
O problema é que, com o novo pleito, o país admite que o Elevado Rio Grande é área internacional, e não poderá pedir a extensão da Zona Econômica Exclusiva até ali.
FOLHA DE S PAULO ..SNB

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