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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Satélite brasileiro atrai sete grupos mundiais


Virgínia Silveira
Sete grandes grupos de fabricantes internacionais estão participando do processo de seleção do fornecedor do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Realizada pelo governo brasileiro, essa concorrência é considerada hoje a principal na área espacial da América do Sul, com investimento já aprovado de R$ 720 milhões. O valor inclui o lançamento do satélite, previsto para o fim de 2014.
A Agência Espacial contratou a Visiona Tecnologia Espacial, joint venture entre a Embraer e a Telebras, para fazer o gerenciamento dos contratos com os futuros fornecedores do equipamento. A Visiona encerrou a fase de recebimento das informações solicitadas aos fabricantes no fim do ano passado, e nas próximas duas semanas poderá liberar as linhas gerais de sua solicitação de propostas (RFP, na sigla em inglês) para os interessados.
A lista de empresas participantes da licitação, segundo fontes que acompanham o processo, inclui as europeias Astrium e Thales Alenia Space, as americanas Boeing, Lockheed Martin e Space Systems Loral (essa última adquirida pelo grupo canadense MDA, em 2012), a japonesa Mitsubishi e a russa Reshetnev.
Procurada pelo Valor, a Boeing disse que seria prematuro comentar a concorrência, pois o pedido de proposta ainda não foi divulgado. "A Boeing está a par do processo da Visiona, mas seguimos nossa política de não comentar os requisitos relativos aos nossos clientes", disse em nota.
Haverá uma única licitação para a compra do satélite, do sistema de controle de solo e do lançamento, disse o diretor de planejamento e investimentos estratégicos da Agência Espacial, Petrônio Noronha de Souza. Apenas a parte de instalação de antenas de recepção e emissão de sinais de internet ficará sob a responsabilidade da Telebras, segundo o diretor.
Os requisitos do satélite foram elaborados pelo Ministério das Comunicações, Telebras e Ministério da Defesa, consolidados depois pelos grupos de trabalho criados pelo decreto presidencial que estabeleceu a governança para o desenvolvimento do equipamento geoestacionário. A canadense Telesat, segundo o diretor da agência, deu apoio ao projeto na fase que antecedeu a RFP.
O prazo para o lançamento, no entanto, segundo o Valor apurou, poderá atrasar e se estender até 2015, pois o período para a contratação dos fornecedores e a fabricação do satélite é considerado curto. A agência também já programou a aquisição do segundo satélite, com previsão de lançamento para 2019.
O satélite geoestacionário vai atender à demanda de comunicações militares e de defesa do governo federal, assim como o Programa Nacional de Banda Larga, levando internet às populações de cerca de 1,2 mil municípios localizados em regiões remotas do país. Atualmente, o governo contrata tecnologia de satélites estrangeiros.
O satélite brasileiro vai operar em banda X (faixa de frequência de transmissão dos dados), para as comunicações estratégicas do governo, com cobertura regional (Brasil), América Latina e Oceano Atlântico, usando cinco transponders (sistema que converte o sinal recebido do satélite para outra frequência determinada). Para as comunicações em banda larga usará a banda Ka.
O contrato de construção do satélite vai envolver transferência de tecnologia nas áreas de sistemas de comunicação, controle de atitude e órbita, controle de solo, software de controle e propulsão, afirmou o diretor da Agência Espacial.
O satélite geoestacionário foi incluído na lista de projetos que o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) considera como estruturantes e mobilizadores. "São projetos que colocam desafios tecnológicos à pesquisa e à indústria e que organizam a cadeia produtiva nacional, e ampliam o mercado de bens e serviços espaciais", descreve o documento.
Entre os resultados esperados, descritos no relatório do Pnae, está o incremento da capacitação tecnológica da indústria nacional no segmento de satélites de telecomunicação e elevação do índice de participação das empresas no desenvolvimento e fabricação do segundo satélite.
DEFESA NET SNB

França recebeu primeiro carro blindado para “soldados do futuro”


A agência de compras militares da França entregou às tropas terrestres do país o carro blindado para pessoal VBCI adaptado para o transporte de efetivos dotados do equipamento de “soldados do futuro” – FELIN.

O equipamento de combate francês FELIN, que pesa 25 kg, inclui armas, munições, um colete à prova de bala, um capacete protetor com duas telas e um microfone, um computador portátil, meios de navegação e comunicação, uma reserva de água e baterias.
Na Rússia, também está sendo desenhado o equipamento Ratnik, parecido com o FELIN. O Ratnik poderá ser entregue às tropas já em 2013.
VOZ DA RUSSIA ...SNB

Será que a Terra vai ser atingida por um asteroide?


Mal a humanidade se recuperou da ameaça do fim do mundo, logo surgiu um novo motivo de inquietação: em 15 de fevereiro de 2013, às 19.25 horas GMT, o asteroide 2012 DA14 se aproximará do nosso planeta.

Segundo cálculos de cientistas, a distância entre a Terra e esse corpo celeste constituirá menos de 30.000 quilômetros, quer dizer, será inferior às altitudes em que orbitam os satélites geoestacionários.
O asteroide tem uns 50 metros de diâmetro e pesa cerca de 130.000 toneladas. Serguei Barabanov, diretor do observatório de Zvenigorod, pertencente ao Instituto de Astronomia da Academia das Ciências da Rússia, entrevistado pela Voz da Rússia, esclareceu que todos os anos aparecem vários asteroides similares nas proximidades de nosso planeta:
"Existem bastantes objetos que podem voar perto da Terra e mesmo colidir com ela. A queda de asteroides de um metro na Terra é uma ocorrência assaz comum. Em 2008, um asteroide de tamanho similar caiu na Terra e não aconteceu nada extraordinário, pois ele se desintegrou. Os cientistas encontraram seus estilhaços. Desta vez, lidamos com um asteroide um pouco maior, mas as estimativas em relação a sua órbita e parâmetros físicos, em particular, o diâmetro, são muito pouco exatas. Acho que não se pode dizer que ele representa um perigo real ao aproximar-se da Terra em 2013".
Atualmente, segundo o cientista, a atenção dos astrônomos russos está centrada em outro objeto espacial perigoso – o asteroide Apophis. Em 2029, ele passará a uma distância de 36.000 quilômetros da superfície da Terra mas, sete anos mais tarde, a distância se reduzirá até alguns milhares de quilômetros. Contudo, isso também não representa ameaça de catástrofe para o nosso planeta, assevera-nos o especialista:
"Uma distância perigosa para a Terra são as camadas superiores da atmosfera. Se o asteroide passar a uma altitude mesmo um pouco maior, digamos, a 300 ou 400 quilômetros da superfície da Terra, não vai suceder nada preocupante".
Os asteroides "pertencem a famílias", ou seja, fazem parte deste ou daquele grupo de corpos celestes. Agora, o asteroide 2012 DA14 é membro do grupo Apolo. O "rendez-vous" com o nosso planeta pode mudar a órbita do asteroide, reduzindo o chamado semi-eixo maior, o que implicará a passagem do 2012 DA14 para uma outra classe de planetas menores, o grupo Aton. O conhecido astrônomo russo Leonid Elenin é autor de cálculos a partir dos quais é estabelecida a trajetória provável do asteroide:
"Pode-se constatar que o grupo de Aton é pouco numeroso e difícil de detetar porque os asteroides que o integram são, por excelência, inacessíveis para observações a partir da Terra. No que diz respeito à órbita e às propriedades físicas, o 2012 DA14 permanecerá o mesmo. Ele vai aproximar-se da Terra de igual modo e será necessário vigiá-lo para prognosticar sua trajetória seguinte. Essa é a única dificuldade. Por isso pode-se dizer que vai ser um pouco mais perigoso".
Segundo cientistas, para elaborar um prognóstico definitivo, serão indispensáveis observações cuidadosas e cálculos mais exatos da órbita do asteroide. Entretanto, os especialistas estão otimistas: nos próximos anos, não se preveem colisões com este asteroide, isto caso os seus cálculos aproximados estiverem certos.
VOZ DA RUSSIA..SNB

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