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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Avibras e o Sistema Astros


Considerados alvos prioritários a serem destruídos pelas forças de coalização na 2ª Guerra do Golfo (2003), os lançadores múltiplos de foguetes Astros são armas temidas. E não é para menos. A Avibras, fabricante deste sistema lançador de foguetes de tecnologia nacional, criou um armamento de comprovada eficácia, moderno, capaz de operar contra alvos estratégicos, dotado de excelente mobilidade e capacidade altíssima de cadência de fogo aliado a um alcance substancialmente maior que sistemas de artilharia convencionais. Tecnologia e Defesa entrevistou o Presidente da Avibras Aeroespacial, Sami Hassuani, que fala sobre este sistema de armas empregado pelo Exército Brasileiro em Formosa (6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes e Campo de Instrução de Formosa 6º GLMF/CIF) e com contrato de venda assinado com o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

1-      T&D: O Astros apresenta alcance diferenciado, alta mobilidade e precisão de tiro excepcional. No entanto, é um sistema de armas tido como potencialmente mais caro de se adquirir e manter do que os blindados de artilharia autopropelidos. É correto este raciocínio? O Astros tornou os obuseiros autopropelidos obsoletos?
Hassuani: O Sistema Astros, quando comparado à artilharia de tubo autopropulsada, é extremamente mais econômico, e pelas seguintes razões: Um obuseiro autopropulsado de última geração, com alcance da ordem de 50% do produto da Avibras, tem o mesmo preço de uma lançadora do sistema Astros, e exige uma tripulação entre sete e nove soldados. Já a lançadora pode operar com três ou quatro soldados. A vantagem mais significativa é quando se fala em fogos de supressão ou saturação de área (grande número de tiros), num curto espaço de tempo. Neste tipo de operação, o lançador de foguetes brasileiro, para efeitos comparativos, cumpre a missão com 24 soldados e seis viaturas lançadoras. No caso de obuseiros autopropelidos, seriam necessárias cerca de 100 peças, operadas por quase 900 homens!
Apesar do acima exposto, o Sistema Astros não torna os obuseiros autopropelidos obsoletos. De fato, eles se complementam. Os blindados artilheiros atuam em apoio direto às tropas, nos tiros de curto alcance, contra alvos de menor dimensão e menor valor. Já o Astros atua no chamado apoio indireto (não acompanha as tropas e fica alocado ao escalão superior para ser utilizado em ações especiais), nos tiros de médio e longo alcance que exijam grande concentração de fogos contra alvos de grandes dimensões e de alto valor estratégico.
2-      T&D: A Avibras e o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) estabeleceram no final de 2011 um contrato de aquisição do Sistema Astros para aquela organização militar. A compra do CFN será de qual versão-quantidade, ocorrerá alguma modificação/adaptação ou o sistema na sua forma atual atende aos requisitos de emprego definidos pelos Fuzileiros Navais?
Hassuani: O Sistema Astros FN é praticamente idêntico ao Sistema Astros na sua versão MK6 (versão corrente). Ele é adequado às embarcações da Marinha do Brasil (transportabilidade) e 100% compatível com a doutrina de emprego do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), cuja versão terá algumas proteções ambientais adicionais para o emprego em ambiente salino. O CFN adquiriu uma bateria Astros. Existe a previsão de mais duas baterias para o futuro, totalizando até um grupo (que é composto por três baterias). A Avibras está prestes a voar o VANT/ARP Falcão, produto nacional inédito em sua classe. Foi pensada alguma forma de integração deste as baterias de lançadores Astros, e quais os benefícios que poderão ser obtidos? Este ARP será oferecido como upgrade para clientes que já são operadores Astros, no Brasil e no exterior? A compra do CFN já inclui o Falcão?
Hassuani: O Falcão é o VANT/ARP do Sistema ASTROS 2020, em final de desenvolvimento, com apoio da FINEP. A versão em questão é a de reconhecimento. O Falcão, depois de concluído o desenvolvimento e a fase inicial de industrialização, será oferecido a todos os clientes que operam o Sistema ASTROS II ou ASTROS 2020. Estudamos outras versões adicionais para o Falcão, não ligadas ao Sistema ASTROS 2020, compreendendo vigilância de fronteiras/reconhecimento, vigilância marítima e reconhecimento armado. A comercialização do Falcão está sendo discutida com as Forças Armadas Brasileiras, sem o que não será possível iniciar-se o ciclo de exportação.
4-      T&D: Em que estágio se encontra o contrato de compra do Astros 2020 para o Exército Brasileiro? As últimas informações estipulavam o mês de maio deste ano como data de assinatura do contrato. Já é possível quantificar a compra?
Hassuani: O Programa Astros 2020 já é uma realidade, tendo sido planejado para ser executado em cinco anos, com início em janeiro de 2012. Neste momento a Avibras está finalizando os últimos acertos contratuais com o Exército Brasileiro, o que deverá ocorrer ainda nos meses de maio e junho de 2012.
5-      T&D: Quais são as diferenças mais significativas entre o Astros II e o Astros 2020?
Hassuani: O Sistema Astros 2020 diferencia-se do Sistema Astros II pela adoção dos mísseis táticos de até 300 km de alcance. A eletrônica existente no sistema é a versão MK6, incorporando navegação dos veículos por inercial e por GPS, painéis multifuncionais e redundantes, rádios com criptografia e salto em freqüência e software de comando e controle (Gerenciador do Campo de Batalha). O Sistema Astros II e Astros FN, em produção, incorporam também à eletrônica MK6 desenvolvida para o Astros 2020. A Avibras está também desenvolvendo novos foguetes, com controle de vôo – guiagem, para serem incorporados ao sistema no futuro próximo.segurança nacional blog

EUA recusaram comprar caças F-35B


A Força Aérea dos EUA abandonou a ideia de substituir seus caças A-10 Thunderbolt II por aviões mais avançados F-35B Lightning II com decolagem curta e pouso vertical. O chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, general Norton Schwartz, afirma que os F-35B são incapazes de garantir a frequência necessária de voos.
O general continuou que a Força Aérea precisa de um avião capaz de executar rapidamente missões em todo o teatro de operações, e não apenas em algumas operações. Ao mesmo tempo, Schwartz destacou que os F-35B satisfazem plenamente as necessidades da Marinha dos EUA.
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Espaçonave Soyuz acoplou-se à Estação Espacial Internacional


O acoplamento da nave espacial Soyuz com a EEI se deu a uma altura recorde, informou hoje o Centro de Comando de Vôos. Este ano, a nova tripulação deverá permanecer em orbita mais de quatro meses, sendo essa a missão mais prolongada em relação às anteriores.

A espaçonave tripulada Soyuz foi lançada do cosmódromo Baikonur em 15 de maio e se acoplou à EEI na manha da quinta-feira. O processo se realizou em regime automático, tendo os sistemas de bordo funcionado em regime normal. Passadas umas horas, os cosmonautas passaram à Estação.
Convém notar que, desta vez, o acoplamento se deu a uma altura de vôo recorde – 399 km. O recorde anterior foi estabelecido em 2001, tendo constituído então 393 km. Os parâmetros atuais significam que a EEI se encontra em uma altura que se enquadra na respectiva órbita sem necessitar de uma aceleração adicional, refere o membro-correspondente da Academia nacional da Cosmonáutica, Iuri Karash.
"É bom que a Estação tenha atingido essa altura de vôo. Isto significa que ela será capaz de permanecer no espaço por muito tempo. É que nas alturas inferiores a EEI entra em contacto mais freqüente e indesejável com as partículas do ar. Quanto maior for a força de atrito, tanto maior será a frenagem, o que poderá provocar a queda da Estação".
Além disso, a Soyuz trouxe à EEI dois cosmonautas da Agência Espacial da Rússia Roskosmos e um astronauta da NASA. O cosmonauta russo, Guennadi Padalka, é o mais experiente membro da tripulação, sendo esse o seu 4º vôo espacial. Serguei Revine é um novato. Para o americano Josef Acaba essa é a 2º deslocação ao espaço cósmico. Todavia, essa foi uma manobra espetacular por ter coincido com a data do seu aniversário natalício. As prendas especiais foram-lhe entregues pelos membros da tripulação anterior – o astronauta europeu Andre Kuipers e o seu colega norte-americano, Donald Petitt. Ambos irão trabalhar na EEI até os finais de junho.
Ao todo, a bordo da EEI serão efetuadas cerca de 100 experiências cientificas, incluindo as que fazem parte do programa de preparação do vôo para Marte. Também se pretende realizar um conjunto de testes na área de biologia espacial, ecologia e medicina, a maior parte das quais pressupõe o prosseguimento das provas anteriores. Em paralelo, serão levadas a cabo algumas missões novas. Tem-se em vista, por exemplo, o lançamento de uma sonda capaz de fazer previsões de datas e locais da queda de fragmentos dos antigos aparelhos espaciais. O perito Ivan Moisseiev comenta e adianta com o seu parecer.
"Trata-se de estudo das camadas atmosféricas superiores da Terra. Tudo depende de sua densidade em constante variação. Disso depende também a velocidade da descida de sondas. Por isso, acho muito boa a idéia de examinar a atmosfera através de micro-sondas como essa".
A sonda será enviada durante um passeio espacial que se realizará por cosmonautas em 21 de agosto. Note-se que a tripulação recém-chegada deverá passar a bordo da EEI 126 dias.
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Sudão do Sul está comprando armamento


O Sudão do Sul irá pronto armar seu Exército com complexos modernos de mísseis de defesa anti-aérea, informa a Reuters, se referindo a um representante do Ministério da Defesa desse país, Philip Aguer.
Segundo esta fonte, os sistemas de DAM vão se situar perto de objetos estratégicos e povoados maiores do Sudão do Sul. Por exemplo, os campos de petróleo, pontes principais e aeroportos do país vão ser segurados.
Aguer não esclareceu quem vai ser o vendedor dos sistemas de DAM nem qual tipo de tal sistema o país planeja comprar.
O Sudão do Sul carece por completo, atualmente, de aviação militar e de sistemas de DAM, no entanto, o número de tanques e outros armamentos não ultrapassa umas dezenas.............................segurança nacional blog

Satélite militar foi lançado da base espacial de Plessetsk


As Tropas Aeroespaciais concluíram a exploração dos foguetesSoyuz-U, de classe média. Segundo o serviço de imprensa do MINDEF russo, o último lançamento deste foguete, com um satélite militar a bordo, foi realizado hoje, 17 de maio, do cosmódromo de Plessetsk.
O satélite entrou em órbita. O primeiro lançamento do foguete Soyuz-U fora realizado também em Plessetsk, em 18 de maio de 1973. Desde então, a partir desta base espacial setentrional foram realizados 434 lançamentos que colocaram em orbita cerca de 430 satélites de destinos diversos.
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Ataque terrorista a o ex-ministro Fernando Londoño

Vídeo revela detalhes de atentado em Bogotá

BOGOTÁ - O Estado de S.Paulo
Peritos da polícia colombiana analisam um vídeo de segurança que mostra um homem colocando a bomba na porta da caminhonete blindada do ex-ministro do Interior Fernando Londoño. A explosão matou 2 pessoas e feriu 54, na terça-feira, em uma movimentada região de Bogotá.
As imagens mostram um homem negro, disfarçado com uma bata branca, um boné e uma peruca, caminhando pela Rua 16 com uma sacola de supermercado. Ele se passa por vendedor ambulante, sobe a Rua 74, onde estava parada a caminhonete de Londoño, dá uma volta completa no veículo, fixa os explosivos na porta traseira do lado esquerdo do carro e foge correndo.
José Ricardo Rodríguez, motorista de Londoño, foi informado pelos seguranças do carro de trás, que também participavam da escolta do ex-ministro, que alguém havia colocado alguma coisa perto do tanque de gasolina. Quando Rodríguez abriu a porta para checar, a bomba explodiu, matando imediatamente ele e o guarda-costas Rósember Burbano.
O ex-ministro colombiano seguia por esse caminho todos os dias na direção de uma academia de ginástica, frequentada por ele sempre após o trabalho na Radio Cadena Súper. A polícia acredita que o cruzamento entre a Rua 74 e a Avenida Caracas tenha sido escolhido para o atentado porque os semáforos demoram para abrir e a prioridade é do Transmilenio, sistema de transporte público formado por ônibus articulados.
Nas primeiras horas após a explosão, a polícia acreditava que a bomba teria sido colocada em um ônibus vazio do Transmilenio. Além de ter destruído completamente os dois veículos - o ônibus e a caminhonete de Londoño -, ela danificou outros oito carros e vários prédios.
O ex-ministro, um dos homens mais próximos do ex-presidente Álvaro Uribe e crítico ferrenho das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), deixou o carro coberto de sangue, mas caminhando. Ferido no ombro esquerdo, com os tímpanos rompidos e um olho afetado, ele recebeu atendimento imediato em uma clínica a poucos quarteirões do local do ataque. Ontem, Londoño afirmou que só se salvou porque, no momento da explosão, estava com a cabeça baixa, digitando uma mensagem de celular para a mulher.
Com base nas imagens de câmeras de segurança e em relatos de testemunhas, a polícia fez três retratos falados e agora tenta cruzar os dados em bancos de imagem para identificar o terrorista. O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, disse ontem que não descarta a possibilidade de as Farc estarem envolvidas no atentado. "A essa altura, não descartamos nenhuma hipótese. Nem as Farc nem qualquer outro grupo terrorista", disse Pinzón.
Mais cauteloso, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou na terça-feira que não havia total certeza de que as Farc eram responsáveis pelo ataque. No entanto, o comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, o general Luis Eduardo Martínez, não teve dúvidas e acusou a guerrilha. "Sem sombra de dúvidas, quem está por trás disso são os terroristas das Farc", disse.
O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, disse ontem que a polícia investiga se os autores do atentado tinham controle sobre o semáforo da Avenida Caracas. Segundo ele, estranhamente ele ficou vermelho exatamente no momento em que a caminhonete de Londoño passaria. "Esse tipo de estratégia é usado em outras partes do mundo", afirmou o prefeito. De acordo com autoridades, o artefato seria uma "bomba lapa", usada no passado pelo grupo separatista basco ETA. O governo colombiano disse ontem que está trocando informações com outros países e, segundo Pinzón, EUA e Grã-Bretanha já estariam colaborando. / AP e REUTERS..SEGURANÇA NACIONAL

EUA têm plano pronto para atacar o Irã, diz diplomata


REUTERS
TEL-AVIV - Os planos dos EUA para um possível ataque contra o Irã estão prontos, e tal opção está "totalmente disponível", disse o embaixador norte-americano em Israel, Dan Shapiro, dias antes de Teerã retomar as negociações com potências mundiais acerca do seu programa nuclear.A exemplo de Israel, os EUA dizem ver a força militar como último recurso para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico do seu programa atômico.
"Seria preferível resolver isso diplomaticamente e por meio do uso da pressão em vez do uso da força militar", disse o embaixador Shapiro em declarações transmitidas na quinta-feira pela Rádio do Exército de Israel.
"Mas isso não significa que essa opção não esteja plenamente disponível -- não só disponível, como pronta. O planejamento necessário foi feito para garantir que esteja pronta", disse Shapiro. A rádio disse que ele fez as declarações na terça-feira.
EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha têm usado sanções e negociações para tentar convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ter finalidades civis ou militares. Uma nova rodada de negociações começou no mês passado em Istambul, e terá continuidade na quarta-feira que vem em Bagdá.
SEGURANÇA NACIONAL

PROSUB - Projeto cria empresa pública para construir Submarino Nuclear

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3538/12, do Executivo, que cria a empresa pública Amazônia Azul Tecnologias e Defesa S.A. (Amazul) para fomentar e desenvolver o setor nuclear brasileiro, especialmente na parte relativa à construção do submarino nuclear.

A nova empresa será vinculada ao Ministério da Defesa e é originária da divisão parcial da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Essa divisão, no entanto, precisa ser homologada pelo Conselho de Administração da Emgepron, depois de ouvido o seu Conselho Fiscal.

“A criação de uma nova empresa por cisão é a melhor alternativa para gerenciamento dos recursos humanos e a consequente retenção de conhecimento no setor, o que irá proporcionar o desenvolvimento de projetos e a construção dos meios navais necessários para que o Comando da Marinha possa melhor desempenhar sua missão constitucional”, argumentou o Poder Executivo em exposição de motivos assinada pelos ministros Celso Amorim (Defesa), Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento).

O quadro de pessoal da Amazul será composto por empregados da Emgepron vinculados ao Programa Nucelar da Marinha (PNM) e transferidos para a Amazul, nos cargos para os quais fizeram concurso público; profissionais captados no mercado de trabalho, submetidos ao regime celetista, cujo ingresso se dará, obrigatoriamente, por meio de aprovação prévia em concurso público; e militares da Marinha e servidores públicos civis postos à sua disposição.

A Amazul também fica autorizada a patrocinar entidade fechada de previdência complementar, inclusive aderindo a alguma entidade já existente.

Segundo a proposta, a Amazul terá sede e foro na cidade de São Paulo (SP), e prazo de duração indeterminado, podendo estabelecer escritórios, dependências e filiais em outras unidades da federação e no exterior.

Atribuições
Entre as competências da nova empresa estão:

- implementar ações necessárias à promoção, ao desenvolvimento, à absorção, à transferência e à manutenção de tecnologias relacionadas às atividades nucleares da Marinha, ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e ao Programa Nuclear Brasileiro;
- colaborar no planejamento e na fabricação de submarinos, com a prestação de serviços de seus quadros técnicos;
- fomentar a implantação de novas indústrias do setor nuclear e prestar a assistência técnica necessária;
- estimular e apoiar técnica e financeiramente as atividades de pesquisa e desenvolvimento do setor nuclear, inclusive pela prestação de serviços;
- captar, em fontes internas ou externas, recursos a serem aplicados na execução de programas aprovados pelo comando da Marinha;
- promover a capacitação do pessoal necessário ao desenvolvimento de projetos de submarinos, articulando-se com instituições de ensino e pesquisa do país e do exterior; e
- elaborar estudos e trabalhos de engenharia, realizar projetos de desenvolvimento tecnológico, construir protótipos e outras tarefas relacionadas ao desenvolvimento de projetos de submarinos.

O governo pede urgência na aprovação do texto para garantir um quadro de pessoal qualificado. “Com o mercado altamente aquecido e a crescente procura por profissionais altamente qualificados, aumenta substancialmente a probabilidade de se perder empregados vitais para o prosseguimento do Programa Nuclear Brasileiro, em especial nas atividades estratégicas ligadas ao enriquecimento de urânio e às tecnologias de projeto e construção de reatores”.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e está sendo analisado por comissão especial..................................SEGURANÇA NACIONAL

Fragata “União” realiza última patrulha no Líbano


Nesta segunda-feira, 14 de maio, a Fragata “União” (F45) deixou o Porto de Beirute – Líbano – para realizar sua última patrulha na área de operações marítimas do Mediterrâneo. O navio, que integra a Força Tarefa-Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) desde novembro de 2011, será substituído, em 17 de maio, pela Fragata “Liberal” (F43).
A principal atividade realizada pelo navio brasileiro no Líbano é o controle do trânsito de embarcações e aeronaves, na área de operações. “Nosso navio tem que estar sempre pronto para, se necessário, abordarmos um navio suspeito. Por isso, efetuamos treinamentos constantes com nosso Grupo de Visita e Inspeção (GVI) e com o nosso Grupo de Presa (GP)”, explicou o Comandante do Navio, Capitão-de-Fragata Ricardo Gomes.
O adestramento da tripulação é uma preocupação permanente, mesmo nos dias que precedem o encerramento da participação da Fragata na FTM. Além de exercícios com o GVI/GP – quando são praticadas abordagens cooperativas e não-cooperativas – foram realizados, nos últimos dois dias, adestramentos de combate a incêndio e alagamento pelo grupo de controle de avarias do navio e de qualificação e requalificação de pouso a bordo, com o helicóptero orgânico AH-11A “Super Linx”. “Chegar até aqui nos fez revisar tudo aquilo que aprendemos, para avaliarmos a aplicabilidade de nossos procedimentos”, expôs o CF Ricardo Gomes.
Segundo o Comandante da FTM-UNIFIL, Contra-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, “a participação de uma Fragata brasileira na FTM foi um grande desafio e um intenso aprendizado, onde obtivemos pleno êxito. Para a Marinha, é motivo de imenso orgulho”.SEGURANÇA NACIONAL

Exército argentino negocia compra do blindado Guarani


Guilherme Serodio
As Forças Armadas do país poderão funcionar como um novo polo de aproximação entre Brasil e Argentina. O Guarani, novo veículo blindado brasileiro, ainda não é produzido em larga escala no país, mas já pode ter sua primeira venda internacional confirmada nas próximas semanas. O Ministério da Defesa está negociando um lote piloto de 14 unidades para o exército argentino.
Fruto de uma parceria entre o Centro de Tecnologia do Exército e a montadora italiana Iveco, o Guarani vai ser fabricado em uma nova linha de montagem da companhia ligada ao grupo Fiat em sua fábrica em Sete Lagoas, Minas Gerais.
Cautelosa, a Iveco assume estar envolvida nas negociações que classifica como "conversas preliminares". A montadora do grupo Fiat investiu R$ 52 milhões de reais na implantação da linha de produção de veículos militares na sua fábrica de Sete Lagoas (MG), onde já produz caminhões. A linha de produção deve ficar pronta ainda este ano, mas a fabricação em larga escala dos Guaranis é prevista para o começo de 2013.
À frente das negociações dos blindados pelo lado brasileiro, está o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. Ele esteve no país vizinho em abril, e tratou da negociação com o ministro da Defesa argentino, Arturo Puricelli. De Nardi afirma que uma delegação argentina é esperada em Brasília nas próximas semanas para "acertar os detalhes técnicos e financeiros" com o Ministério da Defesa e a Iveco.
O valor da venda aos argentinos ainda não foi definido e depende dos equipamentos a serem incluídos no carro, como o canhão. Até agora, a Iveco só fabricou cinco unidades de um lote-piloto de 16 Guaranis para o Exército brasileiro, além do protótipo desenvolvido em 2010. A configuração encomendada pelos militares brasileiros tem valor aproximado de R$ 2,74 milhões por unidade. Se a encomenda argentina for de veículos idênticos, a venda vai somar R$ 38,3 milhões. Como previsto em contrato entre o Exército e a Iveco, parte do valor das vendas internacionais do veículo ficará com o Exército. Se for confirmada a venda aos argentinos, os carros devem ser entregues no primeiro semestre de 2013.
A Iveco já tem uma encomenda de 2.044 unidades do blindado com diferentes configurações para o Exército brasileiro. Serão entregues cerca de 100 unidades por ano nos próximos vinte anos. Para isso, a montadora está treinando profissionais em tarefas especializadas, como solda de aço balístico, na fábrica de veículos de defesa em Bolzano, na Itália. Lá a montadora produz entre dois e três mil carros militares por ano.
Em Sete Lagoas, a empresa deve empregar 350 funcionários na nova linha de montagem. Além do blindado, a Iveco também poderá adaptar caminhões para o uso militar, o que já faz na fábrica italiana. Mas o foco da companhia é o veículo blindado. "Como é um contrato muito grande, todos os recursos, principalmente humanos, estão direcionados para os Guaranis", afirma o diretor de comunicação da Iveco, Marco Piquini, acrescentando que ainda não há encomendas para a adaptação de caminhões.
No Brasil, o Guarani é parte do plano de modernização das Forças Armadas. Com capacidade para transportar até 11 pessoas, o anfíbio de tração 6x6 e 18 toneladas vai substituir os modelos Urutu e Cascavel, desenvolvidos nos anos 1970 pela extinta Engesa (Engenheiros Especializados S.A). Grande sucesso de vendas, os carros da Engesa foram exportados para países como Iraque, Angola, Uruguai, Venezuela, Chile e Colômbia. Mas nunca para a Argentina.
Para o Ministério da Defesa, a venda do lote de 14 veículos pode ser a primeira de muitas para a Argentina, que também pretende modernizar seu exército. "Dependendo do desempenho do carro eles querem transformá-lo em carro chefe das Forças Armadas argentinas", ressalta o general De Nardi.
O interesse da Argentina pelos Guaranis surgiu em outubro do ano passado, quando uma delegação de militares daquele país visitou a fábrica da Iveco. Na ocasião, os argentinos acompanharam uma demonstração do veículo. Entre os dias 15 e 16 de abril, o ministro Puricelli esteve em Brasília e confirmou ao ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, a intenção de adquirir os blindados.
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