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sábado, 21 de abril de 2012

A volta do Brasil Grande que pensa pequeno Uma visão crítica da entrevista do Dr. Celso Amorim à Revista “ISTO É”


Qualquer militar com um mínimo de brio não poderá aceitar as afirmações do Dr. Celso Amorim, a maioria delas sem qualquer explicitação adicional, em recente entrevista concedida à revista “ISTO É”, pois, sem sombra de qualquer dúvida, em suas ccolocações, infundadas, mostra, entre outros absurdos, os militares como incapazes de gerir os destinos das Forças Armadas, missão para a qual se prepararam por toda uma vida.

Se os militares não são capazes para tal, não o seria um homem que escolhe o populista e demagógico Lula como “o nosso guia” e aceita complacentemente as suas desastradas ações diplomáticas presidenciais quando, assessorado pelo trotskysta Marco Aurélio Garcia, colocou os interesses de aliados ideológicos e “amigos” acima dos próprios interesses nacionais.

As questões, entre outras, havidas com Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Colômbia e Honduras, e soluções respectivas, foram notoriamente humilhantes para o Brasil, sem contar o fiasco das negociações referentes aos problemas palestino e iraniano e da reivindicação, sem amparo de poder militar a altura, à cadeira permanente do Conselho de Segurança da ONU.

O Dr. Amorim foi responsável, em 2007, pelo voto favorável à aprovação, na ONU,da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, repudiado durante anos pelo Itamaraty e considerado um absurdo pelos militares. Tal tratado fere a soberania nacional, pois, possibilita a declaração da independência administrativa, política, econômica e cultural das chamadas nações indígenas, que se tornariam países autônomos, com leis próprias. Nem mesmo as Forças Armadas brasileiras teriam o direito de entrar em seus territórios. Há que enfatizar, que o tratado foi rejeitado, ou assinado com ressalva, por vários países, entre eles Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Rússia e Argentina.

Embora, ainda não ratificado pelo Congresso, já existem movimentos internacionais atuando sobre tribos brasileiras, insuflando-as a buscarem o “status” de nações. É uma situação delicada, em se tratando da Amazônia brasileira, área enorme e de difícil vigilância, ainda mais tendo em vista as carências materiais e financeiras das FFAA. Área com inúmeras reservas indígenas, sitiadas em cima de provincias minerais riquíssimas e estratégicas,  dominadas por ONG estrangeiras as quais não sofrem fiscalização adequada.

Como representande do Brasil na ONU, o Dr. Celso Amorim empenhou-se nas discussões sobre o regime internacional de desarmamento e não-proliferação de armas nucleares. Participou ativamente da Comissão Canberra, iniciativa do governo da Austrália em 1995, que deu origem a relatório, em 1996, favorável a adoção de medidas na área do desarmamento e da não-proliferação nuclear. Logo em seguida, o Dr.Celso Amorim, perante a ONU, declarou a intenção do Brasil em aderir ao “Tratado de Não-Proliferação Nuclear” (1997), o que foi concretizado em 1998, no governo FHC. Este ato, pode ser considerado um crime de lesa-Pátria, pois, retirou do Brasil uma grande arma de barganha nas negociações internacionais e, ao mesmo tempo, privou o País, o que é confirmado por inúmeros trabalhos de pesquisadores internacionais na área da Ciência Política, da possibilidade de ser considerado uma potência, atual ou futura, pela falta do Poder Militar Nuclear. Assim, como o faz hoje, O Itamarty pratica política “soft power”, buscando respaldo em alianças, como a dos BRICS, a mais forte delas, pois, a exceção do Brasil, os demais países têm poder nuclear.

Para bem compreendermos as respostas à entrevista em foco, é mister enfatizar o viés ideológico do Dr. Celso Amorim, embora isso esteja bastante claro pela sua atuação como Ministro das Relações Exteriores, no período de governo Lula, e como representante do Brasil na ONU.

Como adendo, em 1983,o diplomata foi demitido sumariamente da direção da Embrafilme, ao conceder financiamento para a produção do filme “Pra Frente Brasil”, que retratava negativamente a ação militar contra a subversão comunista, no período 1964/85 e, principalmente, durante o governo Médici.

Há a acrescer que o mesmo filiou-se ao PT em 2009.

Vamos começar a nossa análise crítica da entrevista a partir da última pergunta quando o Dr. Amorim responde que  “......Mas tem que ficar claro que os militares devem seguir a orientação do poder civil eleito.”

É preciso que se diga que não existe “poder civil eleito”. Isto é querer fraturar a sociedade brasileira entre civis e militares. É o senso comum modificado marxista-gramscista em ação. Existem poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais podem ser ocupados por quaisquer cidadãos brasileiros, desde que preencham as condições requeridas, sejam eles civis ou militares.

Quanto à possibilidade dos militares da Ativa não comemorarem a data de 31 de Março, seguem eles as ordens de seus respectivos comandantes, respeitando a hierarquia e a disciplina, pilares básicos das Forças. Entretanto, ninguém poderá apagar de suas mentes e corações o que pensam e sentem a esse respeito.

Há que lembrar que os fundamentos espirituais e morais das Forças de hoje foram construídos pelas Forças de ontem. Os oficiais e graduados de hoje, foram os nossos alunos e comandados de ontem, alguns, ainda, recentes. Temos lá filhos, netos, sobrinhos e fortes laços de amizade e de respeito. O que preocupa fortemente é o que tal proibição acarreta de negativo para as lideranças atuais, em face do silêncio obsequioso acerca de feitos marcantes de nossos militares, como em 1935 e em 1964, livrando o País da ditadura marxista-leninista.

Em sua primeira resposta, afirma o Dr. Amorim : “Há uma clara percepção, por parte deles( militares), de que o fato de se ter um Ministro da Defesa civil ajuda para certos pleitos, como reajustes e reequipamento.” 

Se há essa percepção no alto escalão, ela convalida a existência de viés ideológico e até mesmo de revanchismo explícito por parte das autoridades governamentais em relação aos militares e, consequentemente, às Forças Armadas, o que, aliás, já havia sido dito, abertamente, pelo ex-Secretário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, após tratativas, visando a melhoria dos orçamentos destinados ao Ministério da Defesa.

A afirmativa do Dr. Celso não é justificativa plausível para a existência de um ministro civil e deve ser repelida firmemente por quem de direito. Nenhum dos ministros civis correspondeu à assertiva acima. As Forças continuam sucateadas e os vencimentos, em média, são os mais baixos entre as carreiras de Estado e até mesmo abaixo dos pagos aos integrantes da PMDF, o que é inconstitucional. Lembro que é aviltante um salário família de 0,16 centavos, pago aos militares, ainda mais quando se trata de graduados, tenentes e capitães, cujos vencimentos não são compatíveis, principalmente, com as necessidades de quem tem filhos em idade escolar, em seus diversos níveis, e com os valores que pagam por aluguéis na ausência de próprios nacionais.

Ademais, independentemente de quem seja o Ministro da Defesa, compete ao Comandante em Chefe das Forças Armadas, responsável maior pela Segurança Nacional, o dever constitucional de prover os meios necessários para que tenhamos Forças Armadas com “Poder de Dissuasão” em um mundo pleno de conflitos de toda ordem. Há que enfatizar que o Brasil tem enormes riquezas que já se tornam escassas para outros países, incluso grandes potências, que nos olham com cobiça, dada a fraqueza de nosso Poder Militar.

Continua o Ministro : “Além disso, eles ( os militares)percebem que há uma consciência sobre o trabalho profissional das Forças, que também deve ser respeitado e valorizado. O civil não está aqui para politizar as Forças Armadas. Ao contrário, para assegurar a missão constitucional e o caráter profissional dos militares, como a defesa da pátria e a garantia da lei e da ordem.”

Há que ressaltar, que a valorização e o respeito pelo trabalho profissional que os militares buscam, primordialmente, e os têm em alto grau, segundo pesquisas que se sucedem, são os que provêm da opinião pública, da Nação.

Se não é politizar as FFAA, impondo-lhes o silêncio sobre fato político ocorrido em passado recente, que examinado a luz da verdade incomoda e contradiz radicalmente o que muitos, que estão no atual governo, difundem, o que é então ?

Qual a razão da necessidade de um ministro civil para assegurar a missão constitucional e o caráter profissional dos militares? Essa é uma questão de valores e de sentimento de cumprimento do dever, principalmente, como servidores do Estado, em relação à Nação, real detentora da soberania nacional, cultivados e cultuados pelos militares durante a formação e por toda a carreira, isto é, anos a fio. Não será um civil, com outra formação, exercendo um cargo político temporário, que irá assegurar tais valores. O Dr. Amorim pronunciou frase de efeito, oriunda, nos parece, de quem tem o ego maior que o normal .

Em seguida, afirmou o Dr. Amorim : “Acho que a Comissão da Verdade é o epílogo da transição democrática. ..... É uma necessidade da sociedade em reconciliar-se com seu passado”..... “A verdade cura. Às vezes ela arde, mas cura.”

Ora! O Dr. Celso viveu os anos 60, 70 e 80 e sabe muito bem qual é a verdade ( para os que não sabem, basta que se leia os jornais da época, em qualquer biblioteca). As organizações subversivas que adotaram a luta armada, traduzida pelas guerrilhas urbana e rural, tinham como objetivo principal a conquista do Poder e a implantação de uma ditadura do proletariado. Não tinham como foco a democracia, as liberdades individuais e nem tampouco os direitos humanos. Lançaram mão de todos os meios violentos: tortura, terrorismo seletivo e sistemático, assassinatos, inclusive de inocentes, sabotagem, seqüestros, justiçamento de companheiros, assaltos, etc... Por tal razão, foram combatidos e derrotados pelas forças de segurança do Estado. Se tivessem vencido, teríamos aqui, certamente, a exemplo de outros países comunistas, um verdadeiro banho de sangue e regime totalitário.

A transição democrática, negociada pelo governo da época, iniciou-se com a Lei da Anistia e terminou com o início do governo Sarney. A “Comissão da Verdade”, da forma que os perdedores de antanho querem que funcione, é apenas revanchismo inaceitável (os nomes pretensamente indicados, segundo a imprensa, o confirmam). É a validação da “nova estória” que narram e na qual se apresentam como os defensores da lei, da ordem, dos direitos humanos, da democracia, da justiça e de tudo aquilo que negaram pelas ações e atitudes que tomaram no passado. Os agentes da lei, então vigente, são considerados como  bandidos degenerados.

Os mortos havidos, é a verdade ardida, infelizmente, para muitas famílias, de ambos os lados, conseqüência da insensatez e fanatismo ideológico de alguns tresloucados marxistas, de tendências diversas, que iniciaram a luta armada.

Diz, ainda, o Dr. Celso : “Posso dizer que o governo não vai tomar nenhuma iniciativa revanchista. Certamente, não teria nenhum cabimento e a lei não permite que se faça isso. É algo que foi pactuado. ...... Não vejo nenhuma razão para temer uma judicialização. A própria lei que estabelece a comissão reitera a Lei da Anistia.” 

Até parece que o Dr. Celso vive no mundo da lua e crê em Papai Noel. Êle não vê as intenções e ações, com os objetivos de anular ou contornar a Lei da Anistia, por parte de membros do governo do qual faz parte, de organizações internacionais, da OAB, de procuradores e de juízes, dos partidos ditos “socialistas”, do MST, da Via Campezina, dos escrachos da juventude e outros mais, descritas pela mídia com total clareza. Veja o que ocorreu frente ao Clube Militar, no dia 29 de Março próximo passado. Violência, tentativa de intimidação e execração pública de militares da Reserva e reformados por parte de bandidos, acionados por militantes do partido do qual, também, o Dr. Celso faz parte e com uma enorme agravante: É o Ministro da Defesa !

Afirma o Dr. Celso a respeito do manifesto “Alerta à Nação” e possíveis punições :  “Deixei esse assunto a cargo dos comandantes... O mais importante é fazer com que eles vejam o inconveniente de certas posições, a que isso leva e relembrar certos deveres. Podem chamar de advertência regimental, mas não vou entrar nessa discussão.”

O Dr. Celso deixou nas mãos dos comandantes um assunto mal encaminhado por ele próprio. Uma batata quente! Realmente, não tinha ele, como não tem, autoridade ou legitimidade para intervir no Clube Militar. E anunciar isso, que é a pura verdade, não traduz crime ou transgressão disciplinar. Não há como punir quem quer que seja, ainda mais oficiais da Reserva e reformados, amplamente amparados pela lei.  As conversas com os comandantes respectivos foram respeitosas e sem qualquer tipo de “advertência regimental” ou chamada para “deveres” não observados.

O Dr. Celso, mais uma vez, está redondamente equivocado!

À pergunta- “O sr. acha que essa insatisfação dentro da caserna é também alimentada pelas frequentes demandas salariais?”- o Dr. Celso respondeu que a questão salarial é importantíssima, acrescentando :“Não vou dizer quando ou de quanto será o reajuste, mas estamos trabalhando nisso.”

É a mesma lenga-lenga do governo Lula. Aliás, este afirmou, na Colômbia, segundo o publicado:“Não tenho medo deles (os comandantes das Forças), viviam me enchendo o saco e eu os enrolava. Como cala boca, vez por outra, lhes concedia migalhas e por bom tempo ficavam quietos”. 

Torna-se imperioso que o Ministro da Defesa saiba que a insatisfação é real!  Há inúmeros problemas derivados dos baixos salários. A evasão de quadros é grande. A carreira militar perde a atratividade para os jovens em uma sociedade cada vez mais consumista. Há famílias se desestruturando a cada transferência. A agravar, o Sistema de Saúde não atende a contento, pois, sofre grandes limitações em pessoal e em recursos financeiros.

Os baixos vencimentos em conjunto com o sucateamento das Forças é mistura que fere a dignidade e abate o elã militares. Creio que seja uma das formas, totalmente irresponsável para com a segurança da Nação, tendo em vista a tentativa de subjugação das Forças Armadas.

Responde o Dr. Celso: “Quando se fala em orçamento, sabemos, obviamente, que não é satisfatório. Se compararmos, por exemplo, o orçamento da Defesa com nossas necessidades, com as necessidades de um país dos BRICs, que é a sexta economia do mundo, não é compatível. Temos que levar em conta muitos aspectos, como a dimensão do País, a vastidão do litoral e das fronteiras terrestres, os recursos naturais. Mas, se compararmos o orçamento deste ano com o do ano passado, está razoável.”

A resposta do Dr. Celso, embora tente atenuar o problema em sua última afirmação, de forma totalmente incoerente, mostra, claramente, a situação insustentável das Forças Armadas em relação às suas missões constitucionais, no mundo de hoje.

Afirma o Dr. Celso: “A grande estratégia de Defesa do Brasil tem que incluir as Relações Exteriores. Creio que pode haver uma mudança de intensidade nesse sentido, especialmente na cooperação com a América do Sul. Este é um dos grandes eixos de trabalho para os próximos anos. Se para o mundo nossa política é mais de dissuasão, para a região é de cooperação.”

O Dr. Celso reconhece que Política Externa se faz com Diplomacia e Poder Militar, como o fazem as grandes potências. Entretanto, não poderemos falar em “Poder de Dissuasão”, em relação ao mundo desenvolvido, como diz o entrevistado, pelo menos sem ter a capacidade de desenvolver e fabricar, de imediato, armas nucleares, táticas ou estratégicas, e seus respectivos vetores de lançamento. Fora disso, não haverá dissuasão, principalmente, no que tange aos países com forças armadas nuclearizadas.

É preciso deixar claro que o objetivo maior é a defesa do País. Não temos, e nem precisamos ter, qualquer desejo expansionista.

A evolução do mundo e a difusão do conhecimento científico-tecnológico mostram a tendência, apesar do “Tratado de Não Proliferação”, de termos um número maior de países, cada vez mais, de posse de artefatos nucleares. Além dos USA, Rússia, Reino Unido e França, os possuem a China, a Índia, o Paquistão, Israel e a Coréia do Norte. A África do Sul é possuidora da tecnologia e chegou a desenvolver armas nucleares. O Iran, ao que tudo indica, encontra-se, a todo vapor, no caminho de obter o seu artefato nuclear. BielorrússiaCazaquistão e Ucrânia herdaram armas nucleares da antiga União Soviética. Há que ressaltar que todos esses países já possuem os vetores de lançamento respectivos adequados. Caso o Iran obtenha armamento nuclear, até mesmo por uma questão de equilíbrio estratégico regional, a Arábia Saudita, certamente, irá desenvolver o seu armamento próprio. Países como Alemanha e Japão, dentre outros, têm condições plenas para desenvolver, também, artefatos nucleares.

Recentemente, Henry Kissinger declarou, em breve entrevista, acerca da possibilidade de uma terceira guerra mundial : “Se você não ouve os tambores da guerra é porque é surdo”.

Estamos, como sempre, na contramão da História. Num mundo pleno de conflitos, afirmamos um pacifismo como a esconder nossas debilidades, esquecendo que nada mais atual, mesmo na era nuclear, a batida afirmação, porém, mais do que nunca verdadeira: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra!”
SEGURANÇA NACIONAL

USP exibe simulador do F-18, um dos mais modernos caças do mund


A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo exibiu nesta sexta-feira um simulador do caça F-18 Super Hornet, um dos mais modernos do mundo. O equipamento de um milhão de dólares foi emprestado pela montadora americana de aviões Boeing para fazer parte do II Seminário do Programa de Pré-Iniciação Científica, organizado pela faculdade. É o mais moderno simulador aberto ao público - há uma versão mais completa usada pelos pilotos americanos.
O F-18 da Boeing concorre com o Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen, da sueca Saab, por um contrato com o governo brasileiro para a compra de 36 caças. A disputa se arrasta desde 1998. Em 2009, o governo chegou a anunciar acordo com os franceses, mas a decisão foi suspensa por Dilma Rousseff, recolocando no páreo as empresas americana e sueca. Em campanha para vencer a disputa, a Boeing chegou a levar o simulador do F-18 para dentro do Congresso, no ano passado, para divertimento de parlamentares e assessores.O simulador, uma parafernália de uma tonelada, é composto por um cockpit, três projetores, uma tela de 180 graus e uma série de computadores que geram as imagens de alta definição. Roda uma versão antiga do sistema de treinamento da Boeing e não oferece uma série de recursos considerados secretos pelo governo americano, como acesso a um grupo restrito de armas e radares. Contudo, a empresa trouxe algumas novidades, como um sistema de telas sensíveis ao toque que ainda estão em fase de testes e provavelmente serão incorporadas aos caças. O software consegue mostrar o terreno em volta da aeronave em três dimensões, exibindo na tela do piloto detalhes que ainda não estão acessíveis na aeronave real.

Fácil de usar - Apesar de o cockpit não se movimentar como nos simuladores mais modernos do mundo, a tela de 180 graus consegue enganar o cérebro. Ao dar algumas voltas no simulador, não é difícil sentir tontura ou ter a sensação de que o cockpit está girando. Os comandos não são difíceis - e foram simplificados para que qualquer pessoa pudesse se divertir. “Na verdade, esses aviões já são muito estáveis e simples de pilotar, mesmo para um oficial da força aérea”, garante Figge...SEGURAÇA NACIONAL

Invento promete volta ao mundo em apenas 6 horas

por Redação Galileu
Imagina pegar o trem no Brasil e descer para trabalhar em Nova York em pouco mais de uma hora de viagem? Uma empresa norte-americana já está trabalhando para que isso seja possível usando um sofisticado sistema de transporte em tubos a vácuo.

A tecnologia, chamada de ETT, envolve cápsulas a vácuo que, por dispensarem o atrito com o ar e com outros materiais, conseguem viajar em velocidades de até 6.500 Km/h usando menos energia que os sistemas de transporte convencionais. Tamanha potência seria capaz de levar os passageiros a uma completa volta ao mundo em apenas 6 horas.
Editora Globo
Com espaço para 6 passageiros, o carro viaja a 6.500 km/h // Crédito: divulgação
Os designers do projeto afirmaram ainda que o sistema seria mais barato para construir. Para sair do papel, os custos necessários seriam apenas um quarto do dinheiro necessário para a construção de estradas convencionais e um décimo da construção de ferrovias.

Isso porque os veículos seriam extremamente leves, necessitando de pouco material para serem produzidos. As cápsulas - com tamanho semelhante a um carro de médio porte – pesariam apenas 183 kg e poderiam transportar até 6 pessoas ou 367 kg de carga;

Um passeio virtual em 3D do sistema foi previsto para ser lançado no ano passado, mas ainda não se materializou.

Apesar da alta velocidade, os responsáveis pelo projeto afirmam que os passageiros não sofreriam qualquer problema, embora a física por trás disso não tenha sido ainda completamente esclarecida.

De qualquer maneira, a empresa já conta com investidores chineses interessados na construção desse método revolucionário de transporte público, mas continua buscando por maiores patrocínios.
SEGURANÇA NACIONAL

O Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China


José Monserrat Filho
Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional
da Agência Espacial Brasileira

O novo embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, ofereceu nesta quarta-feira sua primeira recepção, para se apresentar ao mundo diplomático, político e empresarial brasileiro, e também para apresentar o novo adido militar chinês, o jovem General de Brigada Wang Xiaojun.
O embaixador Li Jinzhang, de 58 anos, assumiu o cargo em 23 de janeiro último. Antes de vir para o Brasil, era vice-ministro das Relações Exteriores e aqui manterá o status de vice-ministro - nível atribuído hoje pelo governo chinês a apenas 12 países. Serviu em Cuba de 1976 a 1980 e de 1990 a 1993, e na Nicarágua de 1988 a 1990. Foi embaixador no México de 2001 a 2003. De volta à China, trabalhou nos setores ligados às relações com a América Latina. Daí seu fluente espanhol. Em 2006, assumiu o posto de vice-ministro, o terceiro na hierarquia da chancelaria, depois do ministro e do vice-ministro executivo. Ele presidiu, pelo lado chinês, duas reuniões do Diálogo Estratégico Brasil-China (sobre a situação internacional), próprias para diplomatas com nível de vice-ministros, uma com o embaixador Roberto Jaguaribe e a outra com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.
Em seu discurso na recepção desta quarta-feira ele comemorou, com muito bom humor, o alto nível de cooperação alcançado entre seu país e o Brasil, que tende a crescer cada vez mais. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. A ideia comum é ampliar em grande escala a cooperação em áreas essenciais de ciência, tecnologia e inovação, como nanotecnologia, biotecnologia, computação e tecnologias da informação e comunicação, e políticas de inovação. Universidades chinesas deverão receber estudantes brasileiros com base no Programa Ciência sem Fronteiras.
Cogita-se de colaboração em áreas de considerável potencial, como mudanças climáticas, energia nuclear, recursos hídricos, engenharias, ciências dos materiais e recursos minerais - a China, como se sabe, é grande compradora de minerais brasileiros; estima-se que ela logo responderá por 50% do consumo de metais importantes como cobre, zinco, alumínio, níquel, estanho e chumbo; nos últimos dez anos, seu consumo desses minérios pulou de 10% para 40%.
Brasil e China também deverão trabalhar juntos na área de bambu, em pesquisa científica, tecnologia industrial e agregação de valor. Será criado o Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia de Bambu, que certamente trará bons frutos à nossa economia.
E a cooperação espacial, como fica? Tudo começou por aí, na segunda metade dos anos 80, com a iniciativa pioneira do então ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer. Já temos o programa conjunto de satélites de recursos naturais da Terra, que já lançou o CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B, e deve lançar o CBERS-3 em novembro próximo. Mas a intenção é ir muito mais além. Para tanto, surgiu a proposta de elaborar um Plano Decenal de Cooperação Espacial, iniciativa ambiciosa, mas perfeitamente viável e necessária, aprovada pelas altas instâncias dos dois países em 2011. Em fevereiro deste ano, ficou acertado criar um Grupo de Trabalho Técnico para preparar a proposta brasileira do plano, que, com certeza, deverá incluir o desenvolvimento dos futuros satélites da série CBERS e outros satélites, incluindo potenciais aplicações e técnicas de calibração de sensores e geoprocessamento, coordenado pela Agência Espacial Brasileira e pela Administração Nacional Espacial da China (CNSA).
Urge agora efetivar essa providência. Em junho próximo, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, virá ao Brasil participar da Rio+20 e avistar-se com nossas autoridades. Seria de todo conveniente que um primeiro esboço do plano ficasse pronto por essa época. Há que acelerar o passo.
Eis algumas outras ações que poderão integrar o plano:
- Fortalecer a colaboração dos dois países, baseada no trabalho conjunto entre Inpe CRESDA, para aumentar a distribuição internacional dos dados dos satélites CBERS-03 e CBERS-04, com novas estações terrestres de recepção de seus dados, visando ampliar as aplicações ambientais de monitoramento dos ecossistemas terrestres e outras aplicações de interesse global.
- Implementar o Programa CBERSs for Africa, colocando em prática os Memorandos de Entendimento para a recepção de imagens do CBERS-3, assinados com a África do Sul, a Espanha (para a implantação da Estação terrestre de Maspalomas, nas Ilhas Canárias) e Egito (para a implantação da Estação de Aswan).
- Elaborar e assinar o Memorando de Entendimento entre MCTI e CMA (Administração Meteorológica da China) destinado a criar o Centro Brasil-China de Pesquisa Meteorológica por Satélite, tendo como agências implementadoras o Inpe e o NSMC (Centro Nacional de Satélites Meteorológicos da CMA).
- Fortalecer o trabalho conjunto entre Inpe e CEODE (Centro de Observação da Terra e da Geoinformação Digital) no mapeamento de aplicações para a agricultura; no desenvolvimento de acesso aberto e gratuito de ferramentas computacionais; na modelagem ambiental; nos sistemas de monitoramento de desastres naturais e tecnologia espacial para o estudo das mudanças ambientais globais.
- Fortalecer a colaboração entre Inpe e CSSAR (Centro de Ciência Espacial e de Pesquisa Aplicada), com a realização de observações conjuntas e estudos da ionosfera e atmosfera média e alta em baixas latitudes.
- Dar continuidade ao acordo que estabelece o apoio das estações terrestres do Brasil aos voos tripulados das missões Shenzhou, em colaboração com o Centro Chinês de Lançamento e Rastreamento (CLTC - China LaunchandTracking Center).

Essa lista, claro, poderá ser mudada e/ou enriquecida com novos projetos. O importante a frisar é que o Plano Decenal é oportunidade imperdível, que deve ser aproveitada com o máximo empenho de parte a parte.
Tive a grata chance de conversar a respeito com o embaixador Li Jinzhang, logo após o seu discurso na recepção. Ele concordou sem pestanejar que esse é um assunto de suma relevância para o futuro das relações sino-brasileiras. E também para o presente - eu ousaria acrescentar.SEGURANÇA NACIONAL

Rússia lança cargueiro Progress à Estação Espacial Internacional


Efe
A Rússia lançou nesta sexta, 20, a nave automática Progress, com mais de 2,5 toneladas de carga, para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), onde será acoplada neste domingoO lançamento do cargueiro, o Progress M-15M, ocorreu às 9h50 (de Brasília) a partir da base de Baikonur (Cazaquistão), informou a agência espacial russa, Roscomos. A nave leva água, alimentos e componentes de combustível utilizados para manter a altitude da órbita da plataforma. Além de peças de reposição e várias equipamentos científicos, declarou um porta-voz da Roscosmos citado pela agência "Interfax".
Após dois dias de voo, a Progress M-15M será acoplado à ISS no domingo, com manobra prevista para as 11h40 (de Brasília).
A ISS atualmente abriga a expedição número 30 e integram os americanos Daniel Burbank e Donald Pettit, o holandês Andre Kuipers e os russos Oleg Kononenko, Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin.
Além do lançamento desta sexta, o segundo da Progress neste ano, a Roscosmos planeja enviar outros três cargueiros até o fim de 2012.

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