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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

China iniciou testes do porta-aviões com maquetes de caças e helicópteros


No site militaryphotos.net apareceram fotografias do porta-aviões chinês Shi Lang (antigo Varyag) com maquetes do caça J-15 e do helicóptero Z-8 AEW a escala real. O aparecimento de maquetes de aviação a bordo do navio pode ser ligado ao início dos treinamentos de movimentação de aparelhos voadores pelo deque e das outras operações deste tipo.
A China adquiriu o porta-aviões Varyag do projeto 1143.6, não construído até ao fim, à Ucrânia, por um preço do pedaço de metal usado. Para o verão de 2011 o navio recebeu o equipamento principal e começou a passar por testes. Em dezembro de 2011 tiveram lugar os seus testes navais voz da Russia segurança nacinal

O novo papel da WikiLeaks


A infraestrutura nuclear do Irã foi destruída por mercenários israelenses com o apoio de curdos ainda em meados de 2011. Não há mais nada para bombardear lá. Aquilo que é publicitado atualmente sobre a preparação de um ataque israelense não é nada mais do que uma campanha encomendada pelos líderes europeus. Eles precisam de distrair seus cidadãos, que estão cansados da crise – esse é o significado dos e-mails de funcionários da empresa de inteligência e estratégia norte-americana Stratfor, publicados no site da WikiLeaks.
A empresa de inteligência privada Stratfor é chamada de “CIA de sombra”, um tributo à sua autoridade e influência. O sensacional vazamento de informação “iraniana” foi precedido de um intenso desembarque de militares americanos em Jerusalém. Desde janeiro, militares de alta patente começaram chegando lá um após outro. No decorrer de negociações agitadas, eles, por enquanto, não conseguiram convencer as autoridades israelenses a abandonar os planos de ataque. A 5 de março, Barack Obama tentará por sua vez fazê-lo durante uma reunião com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Washington. Portanto, todas as declarações sobre a destruição do programa nuclear do Irã e a transferência de atenção da Europa em crise para Israel é um jogo tático, diz o perito militar Viktor Baranets:
"O objetivo aqui está claro: diminuir a agressividade de Israel. Dizendo que não é por vontade própria que Israel o está fazendo. Que Israel, em geral, até é contra ataques ao Irã. Mas está sendo incitado pelos países europeus. Como se Israel fosse uma criança ingénua".
O especialista sugere que os americanos precisam desse vazamento de informação como um argumento seguro para dissuadir Israel da guerra, se outros não funcionarem. O site WikiLeaks, neste caso, atua como uma ferramenta na guerra de informação dos Estados Unidos não apenas contra o Irã mas, desta vez, também contra Israel. Uma espécie de “luva” na mão dos serviços secretos dos EUA. Com essa descarga falsa, Washington incentiva Tel Aviv a recusar essa aventura, nem mesmo desdenhando utilizar a falsificação, continua Viktor Baranets:
"Estou absolutamente convencido de que o site WikiLeaks está começando a usar a todo vapor os serviços de inteligência dos EUA. Note que o WikiLeaks publicou um e-mail da Stratfor. Isso é ridículo. Sua autenticidade não pode ser verificada. Se tal documento impresso existisse, seria sua cópia que o WikiLeaks teria publicado. Mas tal cópia não existe. Isso indica mais uma vez que tudo não passa de uma mentira".
As instalações nucleares iranianas, sem dúvida, existem. Se não existissem, então para que a comunidade internacional precisaria de fazer pressão sobre o Irã? Para que então teriam viajado a Jerusalém os enviados norte-americanos? No entanto, o nível de sucesso nuclear do Irã tampouco deve ser sobrestimado, diz o professor de Estudos Orientais do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, Serguei Drujilovsky:
"Tudo está a um nível primitivo. Bushehr nunca mais começa a funcionar plenamente. Os preparativos para o enriquecimento de urânio ao nível de 20 por cento são pouco convincentes, há poucas centrífugas. São permanentes inspeções enervantes da AIEA, relatórios, discussões no Conselho de Segurança, sanções. Pode-se dizer simplesmente: nós neutralizamos o programa nuclear iraniano. Isso seria correto porque ele não existe como tal. Sim, o programa militar nuclear iraniano agora está desativado. Está desativado porque não existe".
Segundo Serguei Drujilovsky, mercenários israelenses e os curdos poderiam ter desempenhado um certo papel no Irã. Embora não fosse na destruição de instalações nucleares:
"Nos sabemos que estão eliminando físicos nucleares iranianos. Algo está sendo feito. Não para prejudicar o programa nuclear iraniano, mas para prejudicar a credibilidade do regime. Se o regime não pode proteger seus físicos nucleares e enfrentar ataques cibernéticos de seus adversários, então, o regime não é tão forte como se pensa. Isso é o que se pretende mostrar aos iranianos e é o que lhes está sendo mostrado, que alguém pode chegar calmamente e fazer explodir um carro com um cientista nuclear".
O recente vazamento de informação não está ligado à crise europeia, diz o cientista. A crise é um fenômeno recente, enquanto é o próprio Irã, anti-americano e anti-ocidental, ainda desde a revolução de 1979 que está incentivando o Ocidente e Israel a considerarem derrubar ou alterar o seu regime. Cedo ou tarde, essa tentativa há-de ocorrer. Além disso, o Irã está mudando a imagem do grande  Médio Oriente que se desenvolvia nos últimos anos bastante bem.
Os norte-americanos já estão mantendo o fogo em vários pontos quentes do mundo e não precisam de outro, ainda mais com cheiro a catástrofe nuclear. Especialmente em um ano eleitoral. Portanto, tudo está sendo utilizado para deter Israel. Até para a WikiLeaks inventaram um novo papel.voz da Russia segurança nacional

Navios militares da Rússia serão dotados de caças modernos


A corporação aeronáutica russa MiG compromete-se a fornecer um lote de caças Mig-29 KUB para o uso da Força Naval, informa a assessoria de imprensa da empresa.
Nos termos do respectivo contrato e no âmbito do programa a longo prazo de modernização das FA, serão entregues à Marinha uma parcela de 20 aviões Mig-29K e um lote de 4 engenhos Mig-29KUB. Deste modo, entrarão em serviço aviões modernos, com os parâmetros análogos aos que possuem os engenhos estrangeiros.voz da Russia segurança nacional

Marinha da Guerra dos EUA coloca em serviço canhões eletromagnéticos


As Forças Navais dos EUA procederam aos testes industriais do primeiro canhão eletromagnético, visto na etapa presente como uma arma sofisticada, adequada aos desafios da segunda metade do século XXI. O seu funcionamento tem como base a ação do campo magnético através do qual será possível lançar projeteis de 9 kg com a velocidade cinco vezes superior à do som. O alvo fica atingido devido ao elevado nível da energia cinética que se produz durante a colisão.
O alcance de vôo é capaz de chegar a 200 milhas marítimas (1852 metros), o que possibilitará aos navios de guerra escaparem-se à zona de risco, isto é, manter-se à distância segura das forças do adversário.voz da Russia.segurança nacional

Brasil reduz tropas no Haiti e muda foco de missão


PORTO PRÍNCIPE - A bordo de um veículo fortificado, um militar brasileiro percorre lentamente uma rua de Croix-des-Bouquets, bairro na periferia da capital haitiana, Porto Príncipe. Ao chegar ao fim da via, engata a marcha a ré e regressa com igual cuidado ao ponto de onde partiu, até erguer o polegar para um colega, sinalizando o cumprimento da missão.
Maior estabilidade do Haiti levará a mudanças na missão, afirmam militares - João Fellet/BBC
João Fellet/BBC
Maior estabilidade do Haiti levará a mudanças na missão, afirmam militares
 despeito de qualquer semelhança, a cena não retrata uma patrulha da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização no Haiti, cujo braço militar é chefiado pelo Brasil) em alguma região perigosa de Porto Príncipe, mas sim o asfaltamento das ruas que darão acesso ao primeiro hospital permanente de Croix-des-Bouquets, uma das várias obras em curso tocadas pela missão.
À medida que a remoção dos escombros do terremoto de 2010 deixa para trás a fase emergencial e que os níveis de violência se estabilizam no Haiti, a Minustah - estabelecida em 2004 - começa a reduzir seu contingente e a mudar o foco da missão.
Nos próximos meses, conforme determinação do Conselho de Segurança da ONU, a Minustah concluirá a repatriação de 2.750 (20%) de seus 13.331 integrantes, fazendo com que a força volte a patamar próximo do que tinha antes do terremoto de 2010.
O contingente do Brasil, o maior entre os 56 países que integram a missão, perderá 288 de seus 2.189 membros até abril. Nos contingentes de outras nacionalidades, a redução já foi praticamente concluída, segundo a missão.
As mudanças ocorrem após uma série de denúncias contra a Minustah, como a de que a recente epidemia de cólera que matou cerca de 7 mil haitianos e contaminou pelo menos 400 mil começou num acampamento de militares nepaleses. A acusação ganhou força em maio de 2011, quando um relatório patrocinado pela ONU apontou o acampamento nepalês como a provável origem do surto.
Outro acontecimento que gerou críticas à missão foi a divulgação, em setembro, de um vídeo em que cinco soldados uruguaios abusavam de um jovem haitiano. Os militares foram repatriados e estão presos.
Novos procedimentos 
Comandante da vertente militar da Minustah, o general brasileiro Luiz Eduardo Ramos diz à BBC Brasil que a realização pacífica da última eleição presidencial haitiana, no ano passado, mostrou que o Haiti estava mais estável e que a missão poderia alterar alguns procedimentos.
"Naquela época, as tropas estavam usando blindados, coletes, capacetes, armamento muito forte - uma postura que não se justificava mais", afirma Ramos, para quem o Haiti hoje, em termos de segurança, "está em boas condições para um país da América Central".
Em agosto, o general determinou que os blindados só fossem usados à noite e que os militares atuassem de maneira menos ostensiva, com armas mais leves. Paralelamente, em coordenação com o comando civil da Minustah, ampliou os investimentos da missão em obras.
"Hoje a nossa menina dos olhos é a engenharia. Na sua essência (a missão) não mudou, mas agora ela é uma missão mais voltada ao viés humanitário", diz.
Além de asfaltar vias, os militares estão instalando postes elétricos (abastecidos por energia solar), drenando canais, construindo escolas, hospitais e prédios para o governo haitiano, removendo entulho, limpando vias e perfurando poços artesianos, entre outras ações.
Segundo o general, a redução no contingente não afetará essas atividades, pois só serão repatriados soldados de infantaria, e não engenheiros militares. Hoje, os engenheiros representam 15% do total de integrantes da Minustah, porcentagem que deve aumentar nos próximos meses.
Contrastes em Cité Soleil 
Os resultados da maior ênfase em engenharia são visíveis em partes de Cité Soleil, bairro pobre de Porto Príncipe outrora dominado por gangues. Hoje, muitas das vias do bairro estão pavimentadas e limpas, e as melhores condições de segurança permitem que ONGs estrangeiras atuem em escolas locais.
Em compensação, em áreas do bairro que ainda não foram beneficiadas pelas ações, o lixo mistura-se com as casas, não há iluminação pública à noite e o esgoto corre a céu aberto.
A BBC Brasil acompanhou uma patrulha rotineira de militares brasileiros pelo bairro. Embora a maioria dos moradores reagisse com indiferença aos soldados (à exceção das crianças, que pediam dinheiro e esticavam as mãos para cumprimentá-los), um jovem adulto interpelou o grupo para dizer que líderes de gangues expulsas estavam regressando ao local.
No comando da equipe, o major Reginaldo Rosa dos Santos respondeu, por intermédio do tradutor, que o novo delegado da Polícia Nacional do Haiti (PNH) responsável pela região, cuidaria do caso.
Isso porque, ainda que militares da Minustah façam patrulhas e, eventualmente, participem de operações para combater grupos criminosos, cabe à PNH apurar denúncias e efetuar prisões. Conforme o mandato que a instaurou, a Minustah - por intermédio da UNPOL, a polícia da ONU - deve prover "apoio operacional à PNH", além de supervisionar a ampliação e reforma da instituição.
No entanto, para o senador haitiano Youri Latortue, além de não apoiar a PNH como deveria, a Minustah é incapaz de evitar abusos de seus integrantes. Latortue, que culpa a missão pela epidemia de cólera, diz ter recebido na Comissão de Justiça do Senado doze denúncias de estupro e abuso de menores por militares estrangeiros.
Embora avalie a redução no contingente da Minustah como "um passo importante", ele defende que as tropas estrangeiras sejam substituídas em dois anos por uma nova força haitiana, intenção já anunciada pelo presidente Michel Martelly - que, no entanto, não estipulou um prazo para a implantação da nova unidade.
O senador diz que a instauração da Minustah tinha um propósito justo: estabilizar o país durante a turbulência social que sucedeu a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide.
Aristide, que desmantelara o Exército em 1994 após ter sido deposto num golpe, voltou a deixar o país em 2004, em meio a graves distúrbios após a morte do líder de um grupo criminoso.
Porém, oito anos depois, Latortue afirma que o cenário mudou e que a manutenção das tropas estrangeiras assusta investidores. "Não temos uma situação de guerra no Haiti, temos um presidente eleito e temos congressistas eleitos." Segundo ele, com mais 3 mil policiais e 5 mil homens na nova força, o Haiti poderia assumir integralmente sua segurança.
Recursos internacionais

Um motorista de Porto Príncipe que se identifica como Will Smith acrescenta outra crítica à missão: para ele, a Minustah fere a soberania do país ao decidir como é investida grande parte dos recursos internacionais destinados ao Haiti. Ele acredita que o governo haitiano deveria se encarregar dessas decisões.
Já o general Ramos diz que a missão trata com rigor todas as denúncias de abusos e que uma pesquisa conduzida pela missão nos bairros de Cité Soleil e Belair mostrou que 80% dos moradores querem que a força permaneça no país por enquanto.
"Logicamente há interesses contrariados na presença da ONU, alguns dos quais têm poder de influenciar na mídia." Ele atribui parte das críticas a "alguns focos de pessoas ligadas a gangues que foram neutralizadas pela tropa brasileira".
Segundo ele, ainda não é o momento de montar um Exército haitiano que substitua a Minustah. "Exército é caro, não sei se o país teria recursos necessários, porque precisa de hospitais, escolas."
Para o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, "ninguém tem o objetivo de se perenizar no Haiti". No entanto, ele diz que a Minustah sucede cinco missões da ONU que se retiraram prematuramente do país.
"O haitiano quer que nós vamos embora? Quer. Mas todos os níveis, do presidente aos moradores de Cité Soleil, entendem que não pode ser uma retirada precipitada e imediata, com o risco de haver retrocesso às condições de 2004", afirma.
BBC Brasil -segurança nacional

EUA querem nova licitação de aviões para Afeganistão rapidamente


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29 FEV - A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira que pretende agir rapidamente para refazer licitação por aviões de combate leve de uso no Afeganistão para garantir que orçamento para compra não expire no final de 2013.
Na terça-feira, a Força Aérea norte-americana informou ter cancelado contrato de 355 milhões de dólares para o fornecimento de 20 aviões de combate leve e treinamento Super Tucano, da fabricante brasileira Embraer, citando problemas com a documentação.
REUTERS segurança nacional

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