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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Empresas de tecnologia terão até R$ 4 bi do BNDES


SILVANA MAUTONE - Agencia Estado
SÃO PAULO - As empresas de tecnologia, que participarão da primeira fase do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), terão acesso a financiamento de R$ 4 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esta foi a forma encontrada pelo governo para resolver a questão do risco cambial apresentada por essas empresas. Elas estavam solicitando garantias com relação a variações muito fortes no câmbio, porque grande parte dos equipamentos serão importados e encomendados com muita antecedência.
Em 6 de dezembro, a Agência Estado já havia adiantado que os participantes da primeira etapa do leilão do TAV também teriam acesso ao financiamento do BNDES. Inicialmente, quando o governo decidiu promover o leilão em duas etapas, após a tentativa frustrada de realizar a licitação em julho, sua intenção era destinar os R$ 20 bilhões em financiamento do BNDES apenas ao consórcio vencedor da segunda fase, responsável pela execução da infraestrutura. "O consórcio vencedor da segunda etapa terá acesso aos R$ 16 bilhões restantes", disse hoje Bernardo Figueiredo, diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Figueiredo afirmou nesta manhã que entre esta semana e a próxima o governo deve aprovar a versão do novo edital do TAV, que deve ser colocada em audiência pública no início de fevereiro. A expectativa é que a versão final seja divulgada entre março e abril e o leilão ocorra seis meses depois, ou seja, entre setembro e outubro. O TAV ligará São Paulo, Campinas e Rio.

Brasil e Colômbia terão plano para combater crime organizado

rasília, 17/11/2012 — Brasil e Colômbia irão ampliar os laços militares e aprofundar a cooperação industrial e tecnológica no setor de defesa. Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, se reuniram hoje em Brasília para tratar de temas relacionados à cooperação bilateral e, ao final do encontro, divulgaram um comunicado conjunto com um resumo das medidas, que incluem a ampliação de parcerias no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A primeira dessas iniciativas é iniciar os trabalhos da Comissão Binacional de Fronteira, criada em agosto de 2011. O primeiro encontro do grupo foi marcado já para o próximo mês de março. Também ficou acertada a troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) com a rede de radares colombiana, com o objetivo de combater o crime transnacional.

Uma delegação do país vizinho visitará, em breve, as instalações do Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) para discutir possibilidades de maior intercâmbio. Também ficou acertada a proposta de realização de uma reunião com o Peru, para examinar a situação da tríplice fronteira na região de Tabatinga (AM).

Cooperação industrial-militar

Na área industrial, a delegação colombiana demonstrou interesse em participar do processo de fabricação do avião de transporte Embraer KC-390. Também propôs o desenvolvimento conjunto de um veículo aéreo não-tripulado (Vant), área em que o Brasil já tem projetos em andamento.

“Os modelos existentes (Vants) não atendem as necessidades de vigilância da Amazônia”, destacou o ministro Pinzón. “Poderíamos colaborar com o Brasil oferecendo a experiência que acumulamos no combate à guerrilha e ao narcotráfico para estabelecer os requerimentos de um projeto adequado à região.”

O ministro Celso Amorim sugeriu a criação de uma comissão conjunta de técnicos das Forças Armadas com o objetivo de revisar e precisar as possibilidades de cooperação em Vants, blindados e defesa cibernética. A proposta foi aceita, com o compromisso de que a primeira reunião do grupo aconteça no Centro Tecnológico Aeronáutico do Brasil (CTA), em São José dos Campos (SP).

Vigilância dos rios

Amorim destacou a possibilidade de realização de trabalho conjunto entre os dois países no desenvolvimento de navios e lanchas de combate fluvial. Além de um navio patrulha de projeto comum, o Brasil vai examinar uma lancha rápida blindada fluvial de projeto colombiano para eventual compra ou construção em estaleiro nacional. Uma comitiva brasileira visitará a Colômbia em fevereiro para examinar o projeto, desenvolvido pela Cotecmar, empresa estatal localizada em Cartagena.

Ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Pinzón destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e a experiência brasileira na preparação e participação em forças de paz.

O ministro colombiano manifestou ainda o interesse de seu país no envio de observadores militares para participação das atividades relacionadas à segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Em contrapartida, ofereceu apoio colombiano ao Brasil em matéria de inteligência e informação antes e durante os eventos esportivos.

Comitiva

A comitiva colombiana chegou às 11h40 de hoje. Depois de receber as honras militares, o ministro Pinzón cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante quase duas horas no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro, de alto nível, reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi; os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, além do secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza.

Integraram a delegação colombiana, além do ministro, o diretor-geral da Polícia Nacional, general Oscar Adolfo Naranjo Trujillo; o chefe do Estado-Maior Conjunto, general-do-ar José Javier Perez Mejia; os comandantes do Exército, general Sergio Mantilla Sanmiguel; da Marinha, almirante Roberto García Márquez; e a vice-ministra para o Grupo Social e Empresarial do Setor Defesa, Yaneth Giha Tovar. 

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