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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tecnologias de espionagem agora são vendidas no varejo .


Documentos obtidos pelo The Wall Street Journal abrem uma janela inusitada para um novo mercado global de tecnologia comercial de vigilância, que surgiu depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
As técnicas descritas em mais de 200 páginas de documentos de marketing, abrangendo 36 empresas, incluem ferramentas de invasão que possibilitam aos governos vasculhar computadores e celulares, e um mecanismo de "interceptação em massa" que pode reunir todas as comunicações de internet em um país. Os documentos foram obtidos de participantes de uma conferência sobre vigilância secreta realizada perto de Washington, no mês passado.
Agências de inteligência nos EUA e de outros países tiveram por muito tempo seus próprios métodos de vigilância. Mas, nos últimos anos, um mercado de varejo para ferramentas de vigilância saiu de "praticamente zero" em 2001 para cerca de US$ 5 bilhões por ano, disse Jerry Lucas, presidente da TeleStrategies Inc., organizadora da conferência.
Críticos dizem que o mercado representa um novo tipo de comércio de armas que abastece tanto governos do Ocidente como nações repressoras. "Todos os países da Primavera Árabe tinham mais recursos de vigilância sofisticados do que eu imaginava", disse Andrew McLaughlin, que recentemente deixou seu posto de vice-diretor de tecnologia na Casa Branca, fazendo referência às nações do Oriente Médio e da África marcadas pela violenta repressão aos dissidentes.
Este ano o WSJ revelou a existência de um centro de vigilância de internet instalado por uma empresa francesa na Líbia, e descobriu que o software fabricado pela britânica Gamma International UK Ltd. havia sido usado no Egito para interceptar conversas de dissidentes no Skype. Em outubro, uma companhia americana que produz equipamentos para filtragem na internet admitiu ao WSJ que seus equipamentos estavam sendo usados na Síria.
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As companhias que fabricam e vendem este tipo de equipamento afirmam que essas ferramentas têm como objetivo identificar criminosos e estão disponíveis apenas para governos e agências de policiamento. Segundo essas empresas, as leis de exportação são obedecidas e elas não são responsáveis por como essas ferramentas são usadas.
Lucas, organizador da exposição, acrescentou que seu evento não é político. "Realmente não ficamos perguntando, 'isso é de interesse público'?", disse.
A TeleStrategies organiza as conferências ISS World (sigla para Sistemas de Apoio à Inteligência) no mundo todo. A conferência realizada na região de Washington é destinada principalmente às autoridades dos EUA, do Canadá, do Caribe e da América Latina. A conferência anual de Dubai há muito tempo serve como uma oportunidade para nações do Oriente Médio encontrarem fornecedores de equipamentos de vigilância.
Muitas tecnologias apresentadas na conferência na região de Washington são relacionadas ao monitoramento de "interceptação em massa", que podem capturar grandes quantidades de dados. A Telesoft Technologies Ltd., do Reino Unido, promoveu seu equipamento nos documentos com a oferta de "captura em massa ou direcionada para dezenas de milhares de conversas simultâneas de redes fixas ou móveis de telefonia." A Telesoft não quis comentar.
A Net Optics Inc., sediada na Califórnia, cujas ferramentas tornam os equipamentos de monitoramento mais eficientes, participou da conferência. A empresa oferece um caso de estudo em seu site, que descreve a ajuda a uma "grande operadora de celulares na China" a conduzir um "monitoramento em tempo real" de conteúdo de internet de celulares. O objetivo era ajudar a "analisar a atividade criminal" bem como "detectar e filtrar conteúdos indesejáveis."
O diretor-presidente da Net Optics, Bob Shaw, disse que a companhia cumpre "a letra da lei" dos regulamentos das exportações dos EUA. "Temos certeza de que não estamos exportando para nenhum país que seja proibido ou que esteja na lista de embargo", disse o executivo.
Entre as tecnologias mais polêmicas apresentadas na conferência estavam basicamente ferramentas de invasão, que possibilitam aos agentes dos governos entrarem em computadores e celulares, logar nos principais acessos e acessar dados. Apesar de as técnicas de invasão serem em geral ilegais nos EUA, as agências de policiamento podem usá-las com uma autorização apropriada, disse Orin Kerr, professor da Faculdade de Direito da Universidade George Washington e ex-promotor para crimes de informática do Departamento de Justiça.
Os documentos mostram que pelo menos três empresas — Vupen Security SA da França, HackingTeam SRL da Itália e a FinFisher, controlada pela britânica Gamma — promoveram suas habilidades com os tipos de técnicas frequentemente usadas em "malware", softwares usados por criminosos que tentam roubar dados financeiros ou detalhes pessoais. O objetivo é superar o fato de que a maioria das técnicas de vigilância é "inútil contra a encriptação e não pode alcançar as informações que nunca saem do aparelho", disse Marco Valleri, gerente de segurança ofensiva da HackingTeam. "Podemos vencer isso."
Representantes da HackingTeam disseram que adaptam seus produtos ao país onde estão sendo vendidos. Entre os produtos da empresa estão sistemas de auditoria destinados a prevenir o uso inapropriado por autoridades. "Um autoridade não pode usar nosso produto para espionar sua esposa, por exemplo", disse Valleri.
Valleri disse que a HackingTeam pede que os governos assinem uma licença na qual concordam em não fornecer tecnologias para países não autorizados.
A Vupen, que fez uma apresentação na conferência sobre a "exploração de vulnerabilidades de computadores e redes móveis para a vigilância eletrônica", disse que suas ferramentas se aproveitam de falhas de segurança em computadores ou celulares de que os fabricantes não estão cientes. Os documentos de marketing da Vupen descrevem seus pesquisadores como "dedicados" a encontrar "vulnerabilidades não corrigidas" em programas criados pela Microsoft Corp., Apple Inc., entre outras. No site da companhia, os visitantes têm acesso a um "exemplo gratuito de exploração da Vupen" baseado numa falha de segurança já corrigida.
Segundo a Vupen, suas vendas são restritas a Austrália, Nova Zelândia, membros e parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da Associação de Nações do Sudeste Asiático. A empresa informa que não vende produtos para países em embargo internacional, e que sua pesquisa deve ser usada apenas com propósitos de segurança nacional e em obediência às práticas éticas e às leis aplicáveis.
Os documentos sobre o FinFisher, um produto da Gamma, dizem que ele "envia atualizações falsas de software para programas populares." Em um exemplo, a FinFisher explica que os agentes de inteligência distribuíram seus produtos "dentro do principal provedor de serviço de internet do país" e infectaram computadores pessoais "secretamente injetando" o código FinFisher em sites que as pessoas visitavam.
A empresa alega ainda que possibilitou a uma agência de inteligência fazer com que os usuários baixassem o software da companhia em aparelhos BlackBerry "para monitorar todas as comunicações, incluindo [mensagens de texto], emails e o Blackberry Messenger." Seus documentos de marketing dizem que os programas possibilitam a espionagem usando ferramentas e softwares da Apple, da Microsoft da Google Inc., entre outras firmas. Documentos FinFisher foram oferecidos na conferência em inglês, árabe e outros idiomas.
Um porta-voz da Google não quis comentar sobre o FinFisher especificamente, acrescentando que o Google não "tolera o abuso de seus serviços."
Uma porta-voz da Apple disse que a companhia trabalha para "encontrar e corrigir qualquer problema que possa comprometer os sistemas [de usuários]." Semana passada, a Apple lançou uma atualização de segurança para o iTunes que impediria um ataque semelhante ao tipo que a FinFisher alega usar — que oferece programas falsos de atualização para instalar spyware.
A Microsoft e a Research In Motion Ltd., que fabrica o BlackBerry, não quiseram comentar.
Os documentos descobertos no Egito no começo deste ano indicaram que a revendedora da Gamma estava oferecendo sistemas FinFisher no país por cerca de US$ 560 mil. O advogado da Gamma disse ao WSJ em abril que a empresa nunca vendeu produtos ao governo do Egito.
A Gamma não respondeu aos pedidos de comentários para este artigo. Como a maioria das empresas entrevistadas, a Gamma se recusou a divulgar os nomes de seus clientes, citando acordos de confidencialidade.
Defensores da privacidade dizem que os fabricantes deveriam ser mais transparentes sobre suas atividades. Eric King, da organização não governamental britânica Privacy International, disse que "a rede complexa de cadeias de fornecimento e subsidiárias envolvidas neste negócio permite que haja um contínuo 'passar de bola', fazendo com que [as empresas] abdiquem de suas responsabilidades." King costuma frequentar eventos do setor de vigilância para coletar informações sobre esse comércio.
Durante as conferências realizadas este ano em Washington e em Dubai, que são geralmente fechadas ao público, os repórteres do WSJ foram impedidos de participar das sessões ou de entrar nas salas de exibição.
A conferência de Dubai, em fevereiro, aconteceu num momento de agitação em outros países da região. Quase 900 pessoas participaram, um número ligeiramente inferior ao da edição anterior, devido à turbulência regional, segundo um organizador.
As apresentações em Dubai incluíram como interceptar tráfego de internet móvel, monitorar redes sociais e rastrear usuários de celulares. "Todas as companhias envolvidas em interceptação legal estão tentando vender para o Oriente Médio", disse Simone Benvenuti, da RCS SpA, uma companhia italiana que vende centros de monitoramento e outras "soluções de interceptação", a maioria para governos. Ele não quis identificar nenhum cliente na região.
Em entrevistas em Dubai, executivos de várias empresas disseram que estavam cientes de que seus produtos poderiam ser usados por regimes autoritários, mas que eles não podiam controlar o uso depois da venda. "Esse é o dilema", disse Klaus Mochalski, cofundador da ipoque, uma empresa alemã especializada em inspeções "deep-packet", uma tecnologia poderosa que analisa o tráfego na internet. "É como uma faca. Você sempre pode cortar legumes, mas também pode matar seu vizinho."

Nasa vai enviar jipe-robô para Marte


Alexandre Gonçalves - O Estado de S. Paulo
A Nasa pretende começar nesta semana uma nova fase nas missões para Marte. Na década passada, o principal objetivo era identificar água. Agora, os cientistas querem descobrir ambientes favoráveis à vida ou que poderiam ter sido habitados no passado. O lançamento do Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) – nave responsável pela missão – está previsto para sexta-feira.
Ele deverá chegar a Marte em agosto do próximo ano, quando deixará o jipe-robô Curiosity sobre o solo marciano (mais informações nesta página). A nave pousará em uma região plana dentro da cratera Gale. Logo depois, o Curiosity iniciará sua jornada até uma região montanhosa nas redondezas.
O professor de ciências planetárias e atmosféricas da Universidade de Michigan, o brasileiro Nilton Rennó, explica que o local foi escolhido por reunir duas características que despertam o interesse dos cientistas. Em primeiro lugar, a presença de montanhas que sofreram processos de erosão causados, provavelmente, por água líquida. Além disso, há depósitos de sal na região, também um resultado de possíveis cursos d’água.
“Talvez, embaixo de finas camadas salinas, possam existir condições favoráveis para vida microbiana”, sugere Rennó, que já trabalhou na missão Phoenix – sonda enviada a Marte em 2007. Ele recorda as bactérias descobertas na água sob depósitos de sal do deserto de Atacama, no Chile, uma das regiões mais inóspitas da Terra.
Em 2008, Rennó foi o primeiro cientista a cogitar que pequenas esferas fotografadas na superfície da sonda Phoenix seriam, na realidade, gotículas de água líquida salgada.
No MSL, ele participou da especificação do Rover Environmental Monitoring System (Rems), uma espécie de estação meteorológica acoplada ao Curiosity que investigará o clima e as condições atmosféricas.
Quando o veículo estiver em Marte, Rennó participará de reuniões diárias, via internet, com cientistas e engenheiros da Nasa. Terá de se adaptar ao dia ligeiramente mais longo – de 24 horas e 39 minutos – do planeta vermelho, o que obrigará um atraso cotidiano de quase 40 minutos com relação aos horários cumpridos pela equipe no dia anterior.
Se tudo der certo, a rotina vai durar pelo menos dois anos, vida útil mínima para o dispositivo nuclear que fornecerá energia ao veículo-robô. “Mas esperamos que dure até dez anos”, aponta Rennó.
Decisão. O engenheiro brasileiro Alberto Elfes é um entusiasta de missões não tripuladas. Quando trabalhava na Nasa, ajudou a conceber uma proposta de missão para Titã, lua de Saturno.
Agora pesquisa sistemas robóticos na CSIRO, agência nacional de pesquisas da Austrália. Ele recorda que robôs como o Curiosity evitam que vidas sejam colocadas em risco.
Além disso, proporcionam uma imensa economia de recursos. O MSL custará US$ 2,5 bilhões – cerca de R$ 4,1 bilhões. Cálculos muito otimistas estimam um gasto 20 vezes maior para uma missão tripulada. “Além disso, um robô nunca se cansa ou fica entediado”, recorda o engenheiro. “Em condições semelhantes, um ser humano cometeria erros.”
Mas nem tudo são vantagens. Elfes recorda o problema do “osso de dinossauro”, como é conhecido informalmente pelos cientistas. Nem todas as imagens e informações obtidas pelo robô podem ser enviadas à Terra, pois o canal de comunicação é limitado. Sendo assim, o equipamento precisa “decidir” quais dados merecem ser comunicados.
“Os sistemas para tomar esse tipo de decisão ainda são pouco eficazes”, afirma Elfes. Dessa forma, o veículo-robô poderia fotografar algo tão insólito quanto um “osso de dinossauro” em Marte – daí o nome do problema – e descartar a foto como um registro sem importância. Um ser humano não cometeria o mesmo erro. Missões tripuladas, no entanto, não estão no horizonte próximo.
Expectativa. Outro brasileiro na Nasa tem os olhos no futuro. Ramon Perez de Paula, um dos principais executivos da agência americana, tenta viabilizar duas missões para Marte em cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Conhecido como ExoMars, o programa prevê um orbitador que seria lançado em 2016 e um veículo-robô que deixaria a Terra em 2018. “O programa lançaria os fundamentos para uma terceira fase das missões para Marte: quando tentaremos trazer para a Terra amostras do solo e da atmosfera marcianos”, diz.
O ambiente político americano, no entanto, ameaça o programa. A Casa Branca não manifesta intenção de referendá-lo, aponta um artigo recente do jornal The Washington Post. “O governo afirma que não pode se comprometer com os planos para 2016 e 2018”, aponta Jim Green, diretor da divisão de ciência planetária da Nasa.
O Senado americano havia aprovado um orçamento de US$ 17,9 bilhões para a agência em 2012. O Congresso, liderado por republicanos, pretende diminuí-lo para US$ 16,8 bilhões.

LCS-2 - O lego que vai à guerra


Encontra-se em estágio de testes na Marinha dos Estados Unidos um novo tipo de navio destinado a ampliar fronteiras do poderio bélico americano. O USS Independence, ou LCS-2, tem uma vantagem estimável em relação às fragatas, tipo de embarcação que mais se aproxima de seu perfil. Com um calado de apenas 4,4 metros, ele é capaz de se aproximar de áreas costeiras pouco profundas. Com isso na batalhas, pode atacar com facilidade objetivos litorâneos e embarcações menores. Pode servir de base para helicópteros, aproximando-os o máximo possível dos alvos em terra. Entre suas funções está também detectar e desarmar minas subaquáticas colocadas próximo à costa.

Essas características conferem ao LCS-2 outra utilidade: combater traficantes que costumam agir em barcos de pequeno porte. Essa função foi recentemente testada com sucesso pelo LCS-1, versão anterior do navio, que, confundindo os traficantes por parecer diferente daqueles da guarda costeira, apreendeu 3 toneladas de cocaína no Caribe.

O LCS-2 tem uma série de novidades no design que tornam uma arma de combate única. A que mais chama atenção é que a própria Marinha americana chama de “efeito Lego” numa referencia ao famoso brinquedo de montar inventado na Dinamarca. No caso do LCS, as peças de Lego são enormes contêineres posicionados abaixo do convés. Neles são armazenados computadores, sensores e armamentos (o que inclui minisubmarinos não tripulados) para as diferentes missões que o navio é capaz de desempenhar .

De acordo com a necessidade, são facilmente instalados nos equipamentos do navio. Com auxílio de guindastes e empilhadeiras, a tripulação pode retirar e substituir os contêineres em 96 horas. Contêineres sobressalentes ficam estocados em navios cargueiros e portos espalhados por bases americanas ou de países aliados. No futuro podemos desenvolver novos contêineres para operações especiais, como as de salvamento, e multiplicar a capacidade dos LCS, disse a VEJA o oficial Christopher Johnson, porta –voz da Marinha americana americana para o projeto dos navios-Lego.

Nofim do ano, entra em fase de testes o terceiro integrante da família LCS, chamado de Fort Worth. Até 2040, a Marinha dos Estados Unidos pretende pôr em operação outras 52 embarcações desse tipo, um sinal de importância estratégica que confere a elas. O projeto desse navio nasceu em 2002, com a necessidade de substituir as velhas fragatas FFG-Oliver Hazard Perry, em operação desde1977. Com calado de 6,7 metros, elas tinham dificuldade em navegar nas águas rasas litorâneas. O LCS-2 também supera os antigos modelos em velocidade: alcança 45 nós ( 83 quilômetros por hora), contra 33 nós (60 quilômetros por hora) das fragatas.
Com estrutura em forma de trimarã (com três cascos), e construído em alumínio, ele também possui uma agilidade e estabilidade para realizar manobras súbitas, mesmo em alta velocidade. O LCS-2 foi contruído ao custo de 704 milhões de dólares. A Marinha americana estima que, no futuro, os exemplares não custarão mais que 400 milhões. Para efeito de comparação, um contratorpedeiro, a embarcação de guerra de porte imediatamente acima na escala naval bélica , custa pelo menos 1,3 de bilhão de dólares. “Com a família de embarcações LCS, os americanos saem na frente num momento em que a patrulha de áreas costeiras é cada vez mais necessária por causa do tráfico de drogas e do contabando”, diz o engenheiro naval Nishimoto , da Univercidade de São Paulo.

Origem de explosão em base militar iraniana permanece um mistério


A explosão que matou 17 membros das forças armadas no Irã na semana passada, incluindo um dos fundadores do programa de mísseis do país, ocorreu quando os pesquisadores trabalhavam em armas capazes de dar um "forte soco na boca" de Israel e interrompeu seu projeto por alguns dias, disse o chefe da liderança militar iraniana.
As observações feitas pelo chefe de gabinete, Hassan Firouzabadi, representam a primeira vez em que um oficial do Irã oferece detalhes sobre a natureza do trabalho realizado na base militar onde a explosão ocorreu. Observações do comandante também fora além de descrições anteriores sobre o impacto dos danos.
O efeito pareceu aprofundar, ao invés de esclarecer, as questões por trás da explosão na base de Bidganeh, a cerca de 45 km de Teerã, que as autoridades do Irã têm insistido que foi um acidente. A força da explosão foi tão grande que sacudiu as janelas em muitas cidades vizinhas, de acordo com sites de notícias iranianos e testemunhas.
O general Hassan Tehrani Moghaddam, considerado uma figura importante nos esforços do Irã para construir mísseis de longo alcance, foi morto na explosão, assim como outros 16 membros da Guarda Revolucionária Islâmica.
A explosão aconteceu em um cenário de crescente tensão com adversários do Irã, especialmente Israel e os Estados Unidos, sobre o programa nuclear iraniano, que as nações ocidentais suspeitam que serve para uso militar, apesar das negativas iranianas.

Houve especulações imediatas que sabotadores israelenses foram responsáveis, algo que as autoridades israelenses não negaram de imediato. Pelo contrário, alguns líderes de Israel consideraram a explosão como uma boa notícia. O ministro da Defesa Ehud Barak disse que "seria desejável que (as explosões) se multiplicassem", embora ele também tenha dito não saber quem ou o quê foi responsável pelo acontecido.
"Esse evento recente e explosão não teve nenhuma relação com Israel ou os Estados Unidos", afirmou o chefe da equipe iraniana, citado pela Agência de Notícias dos Estudantes do Irã. "Exceto pelo fato de que o produto da pesquisa feita no local teria entregue um forte soco na boca de Israel e seu regime de ocupação."
Ele também foi citado como tendo dito "que a pesquisa terá um atraso de curto prazo de alguns dias, mas definitivamente as forças e os compatriotas do mártir Hassan Tehrani Moghaddam irão continuar nesse caminho e o produto dos esforços de sua vida será um soco na no boca de Israel."
Moghaddam era pessoalmente próximo ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, que presidiu o funeral de Estado para as vítimas na segunda-feira. Khamenei emitiu condolências em que parecia refletir sua própria dor com a perda.
"O martírio sangrento do honrosa comandante e despretensioso cientista Tehrani Moghaddam foi um evento amargo para nós", afirmou o líder, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica.
Por Rick Gladstone

A fantástica fábrica de robôs espaciais


Ao longo de 75 anos, o Jet Propulsion Laboratory, um complexo científico instalado na Califórnia, se tornou a maior referência na construção de jipes, sondas e satélites enviados para explorar o universo

Por Marco Túlio Pires, de La Cañada Flintridge