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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Coreia do Norte mata dois militares em ataque a ilha sul-coreana

SEUL - O Exército da Coreia do Norte realizou nesta terça-feira, 23, uma série de disparos de artilharia em sua costa ocidental contra o território sul-coreano na zona fronteiriça do Mar Amarelo. Os disparos deixaram ao menos dois soldado sul-coreanos mortos e 17 militares e três civis feridos, informou a agência sul-coreana Yonhap.




As autoridades sul-coreanas declararam que o ataque norte-coreano viola o armistício firmado entre em 1953, que interrompeu a Guerra da Coreia. Além disso, o Ministro da Unificação de Seul disse que as negociações com a Cruz Vermelha, nas quais seriam discutidas as ajudas a Pyongyang, foram adiadas indefinidamente.




Segundo fontes militares da Coreia do Sul, por volta das 14h24 da hora local (3h24 de Brasília) os norte-coreanos dispararam várias vezes, atingindo as águas da Coreia do Sul e a ilha sul-coreana de Yeongpyeong, onde vivem entre 1.200 e 1.300 habitantes. Segundo a agência, as pessoas estão aterrorizadas e evacuando a ilha. Entre 60 e 70 casas foram incendiadas por conta do bombardeio.



O Exército da Coreia do Sul respondeu com outra rajada de disparos contra a Coreia do Norte. Além disso, foi elevado o alerta na região após o ataque norte-coreano, disse o porta-voz do Estado Maior do Exército sul-coreano.



A Coreia do Norte acusa Seul de ter disparado primeiro e prometeu mais represálias. Após o ataque, a Coreia do Sul informou que conduzia exercícios militares no momento em que foram lançados os projéteis, mas afirmou que disparou para o oeste, em não em direção ao norte, o que não justifica a ofensiva de Pyongyang.



A ilha sul-coreana de Yeongpyeong fica próxima da linha que divide as águas das duas Coreias, no Mar Amarelo. Desta vez, porém, os disparos norte-coreanos alcançaram o local. O Exército verifica se há vitimas civis.



Os disparos norte-coreanos coincidem com manobras rotineiras das Forças Armadas sul-coreanas em águas próximas a essa ilha e com o aumento das críticas a Pyongyang pela suspeita de ter ampliado seu programa nuclear com o enriquecimento de urânio.



O aumento da tensão com o incidente levou o governo de Seul a considerar a evacuação dos sul-coreanos da zona industrial conjunta de Kaesong (Coreia do Norte), no que parece ser um dos ataques mais graves desde o afundamento, em março, da corveta sul-coreana Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes.



Seul quer evitar conflito




O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, disse que está tentando evitar que o ataque norte-coreano torne-se uma escalada para um grande conflito entre os dois países vizinhos, reportou a agência de notícias Yonhap.



A televisão YTN reportou que Seul está em alerta para uma grande resposta, caso a Coreia do Norte continue com as provocações. O governo sul-coreano inclusive encaminhou para a região do conflito vários aviões de guerra F-16.



Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada com um armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.


Com informações das agências Efe, Reuters e Associated Press

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