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quarta-feira, 19 de maio de 2010

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez novamente o pedido à Grã Bretanha para que sejam reabertas as negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) em discurso nesta terça-feira em Madri, na Espanha.




"Por favor, retomemos nossas negociações em relação à soberania das Malvinas, como determina a resolução das Nações Unidas, de 1965, que continua em vigor", disse a presidente.



Suas palavras foram ditas durante a reunião da União Europeia e os países da América Latina e Caribe, na capital espanhola.



Mas o novo governo britânico de David Cameron já respondeu que a soberania do arquipélago no Atlântico Sul não está em discussão.



Grã-Bretanha



Pouco depois do discurso de Kirchner, o secretário de Estado da Grã Bretanha para a América Latina, Jeremy Browne, disse em um comunicado que não existem dúvidas de que a soberania é britânica.



"Não temos nenhuma dúvida sobre a soberania das Ilhas Malvinas. É aplicado o princípio de autodeterminação definido na Carta das Nações Unidas", disse.



A autoridade britânica destacou ainda que esta negociação existirá "somente se até os moradores das Falklands assim desejarem".



Browne recordou que no Tratado de Lisboa, de 2009, a União Europeia reafirma que as ilhas são "território britânico".



Direito internacional



Em entrevista em Madri, quando perguntada sobre as afirmações do governo inglês, a presidente argentina disse que "todos os países devem estar sujeitos às resoluções das Nações Unidas".



"Todos somos sujeitos ao direito internacional. A Grã Bretanha se nega ao diálogo. É um mau exemplo ao multilateralismo. Por que querer sustentar a soberania a quilômetros de distância? Isso é difícil até geograficamente. E, além disso, se apoderar de recursos naturais", acrescentou.



Há cerca de quinze dias, a petroleira britânica Rockhoopper Exploration informou ter encontrado petróleo de "boa qualidade" nas Malvinas.



Foi a primeira vez, segundo especialistas, que o combustível de qualidade foi localizado naquela região que foi motivo de uma guerra em 1982 entre a Argentina e Grã Bretanha que acabou na derrota dos argentinos.



Opiniões



O ex-vice ministro das Relações Exteriores argentino, Andrés Cisneros, disse à BBCBrasil que a Argentina não deveria limitar esta discussão à soberania das Ilhas.



Para ele, esta linha de defesa do arquipélago, iniciada pelo ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) e mantida pela atual presidente, "é um fracasso".



"Limitar essa discussão à soberania é uma política de fracasso. Devemos entender que é preciso recuperar o diálogo, primeiro. Para isso, precisamos buscar outros temas de discussão como os recursos naturais", afirmou.



Segundo ele, a Argentina deveria tentar se aliar a Grã Bretanha na exploração de petróleo, já que esta operação sairia mais barata se as petroleiras tivessem apoio da costa argentina.



Na opinião de Cisneros, já era esperado que o governo de Cameron mantivesse a mesma postura do governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, que era a mesma de décadas anteriores, a de não se discutir a soberania.



No entanto, a analista política Graciela Romer acredita que esse é um assunto que envolve o "sentimento" dos argentinos, não importando qual o caminho adotado pelo governo para definir a situação.



"Todos sabemos que as ilhas são argentinas", afirmou.

F-22 Raptor




Em junho de 2008, a Marinha dos EUA publicou algumas imagens conceito para o requerimento F/A-XX, que incluia versões tripuladas e não-tripuladas. Mais recentemente o requerimento foi renomeado para NGAD (next generation air dominance), buscando ampliar as possibilidades de uso das novas aeronaves, inclusive para versões operadas a partir de bases aéreas.


Uma versão em escala do NGAD da Boeing. (Foto: The DEW Line)

Um requerimento naval foi enviado como um documento de capacidade inicial para o Conselho de Análise de Requerimentos Conjuntos para aprovação. Uma análise das alternativas é esperado para começar no final de 2011, a qual poderia iniciar a fase da demonstração de tecnologia com dois protótipos rivais em cerca de dois anos depois. Os concorrentes da Boeing deverão também incluir as duas versões, tripuladas e não-tripuladas.


Outra imagem do conceito apresentado pela Boeing para um substituto do F/A-18 Super Hornet. (Foto: Boeing)

Para a Boeing, o NGAD representa uma estratégica oportunidade de reentrar no mercado norte-americano de aeronaves de ataque da próxima geração, o qual achava que estava perdido para sempre após a Lockheed Martin ter vencido o contrato para o Joint Strike Fighter em 2001.


Como resultado, os membros da Boeing estão focando na U.S. Navy num substituto para o Super Hornet que ainda permanecerá na ativa por pelo menos 15 anos. A empresa entende que seu potencial cliente precisa de um substituto com um motor com mais potência para velocidades supercruzeiro, com baixa reflexão radar (stealth) através de compartimentos de armas internas, sensores distribuídos e ter extrema agilidade.

“Seria um
F-22 Raptor no porta-aviões,” disse Thieman.


Enquanto isso, a U.S. Air Force (Força Aérea dos EUA) lançou um estudo antecipado para análise das capacidades básicas para um substituto do F-22. Assim como o Super Hornet, o caça da USAF permance em produção, mas a USAF espera substituir ele após 2025.


Se uma verba para o programa de substituição for conseguida, é provável que seja feita uma pressão para lançar um demonstrador de tecnologia conjunto, onde a força aérea e a marinha possam cooperar num novo caça de superioridade aérea no futuro.

LULA HOMEM DO ANO -2010
Um alto representante da China na Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a resolução do Conselho de Segurança prevendo mais sanções contra o Irã "não fecha as portas" para a diplomacia em torno do programa nuclear iraniano.




O embaixador chinês na organização, Li Badong, disse que seu país apoia a resolução, patrocinada pelos Estados Unidos, mas somente com a condição de que o uso da força não seja contemplado como saída para resolver o impasse, e dentro do respeito ao direito de outros países de manter relações econômicas com Teerã.



"Acreditamos que fazer circular este rascunho (da resolução) não significa que as portas para a diplomacia estão fechadas. E acreditamos que o diálogo, a diplomacia e as negociações são a melhor maneira de lidar com a questão iraniana", afirmou Li na terça-feira, na sede da ONU, em Nova York.



A declaração foi dada no mesmo dia em que, segundo um comunicado do governo russo, o ministro do Exterior daquele país, Sergei Lavrov, conversou por telefone com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendendo uma análise mais aprofundada do acordo mediado por Brasil e Turquia com o Irã.



China e a Rússia, países que tradicionalmente se opõem a sanções contra Teerã, concordaram com as medidas, embora diplomatas tenham frisado que o texto em debate, de dez páginas, foi diluído tanto pelos representantes chineses quanto russos.



Citando fontes da diplomacia chinesa, a agência de notícias oficial Xinhua afirmou que a concordância da China em discutir a minuta de uma resolução de novas sanções tem a ver com o fato de que "desde o início das negociações a China insistiu firmemente na sua posição de que o Irã deve permanecer um país livre de armas nucleares".



Enriquecimento



O acordo mediado pelo Brasil e a Turquia prevê a troca de 1.200 kg de urânio iraniano enriquecido a baixos níveis (3,5%) por 120 kg de material enriquecido o suficiente para ser usado em combustível (20%).



Sanções contra o Irã
uranio



Pontos principais:



•Inspeção de navios suspeitos de transportar carga relacionada ao programa nuclear ou ao programa de mísseis do Irã

•Proibição da venda de armamento pesado ao Irã, incluindo helicópteros, tanques, mísseis e navios de guerra

•Proibição da abertura de novas filiais, subsidiárias ou escritórios de representação de bancos iranianos em caso de suspeita de ligações com atividades de proliferação nuclear

•Vigilância mais rigorosa das transações desses bancos para evitar que contribuam para atividades nucleares

•Proibição de viagens e congelamento de bens de indivíduos ou empresas suspeitos de ligação com o programa nuclear do Irã, como membros da Guarda Revolucionária do país

Entretanto o acordo não contém mecanismos para evitar que o próprio Irã continue enriquecendo urânio – algo que a ONU proibiu expressamente ao país –, alimentando as suspeitas de que o país possa estar avançando em um programa de construção de armas nucleares, o que é negado pelo Irã.



Ao anunciar a proposição do texto, Hillary Clinton disse que reconhece os "esforços sinceros de Turquia e Brasil para encontrar uma solução" para a questão nuclear iraniana, mas argumentou que as sanções vão "enviar uma mensagem clara a respeito do que esperamos do Irã".



As dez páginas da minuta da resolução foram apresentadas na terça-feira aos 15 membros permanentes e rotativos do Conselho de Segurança, que se reuniram a portas fechadas.



A correspondente da BBC na ONU, Barbara Plett, disse que a resolução tinha sido negociada "a duras penas" com o chamado grupo P5 + 1 (os cinco países com poder de veto no Conselho – EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China – e a Alemanha).



Na terça-feira, segundo o governo russo, o ministro do Exterior do país confirmou o seu apoio à resolução, mas defendeu uma "análise completa" do acordo mediado por Brasil e Turquia.



Em comunicado, o ministério diz que Sergei Lavrov reiterou em uma conversa telefônica com Clinton que "a iniciativa de Brasil e Turquia pode contribuir para criar um clima favorável para a retomada dos esforços diplomáticos".



Em Brasília, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se queixou de que as potências nucleares no Conselho de Segurança não deram sequer "um mínimo de tempo" para examinar o entendimento anunciado com o Irã no dia anterior.



"Se no dia seguinte à assinatura de um acordo sanções já são apresentadas, isso quer dizer que a espera era por protocolo", disse Amorim. "Pedimos um mínimo de tempo para a análise."



Proposta



A proposta, uma quarta leva de sanções que ampliam medidas já adotadas durante o anterior governo republicano na Casa Branca, prevê um endurecimento das restrições bancárias contra o Irã, a expansão de um embargo da venda de armas ao país e a proibição de investimentos iranianos em atividades nucleares no exterior.



Entretanto, os diplomatas chineses que falaram à Xinhua mencionaram que a nova rodada de sanções não deverá afetar a vida dos cidadãos iranianos nem os países que mantêm relações "legítimas" com o Irã, e nem minar a estabilidade da região.





Amorim se queixou de que potências ignoraram acordo com Irã

"Os países que mantêm relações econômicas e comerciais regulares e legítimas com Irã não podem ser punidos por conta da questão nuclear iraniana", disse à agência o porta-voz da diplomacia chinesa.



"Acreditamos que os princípios mencionados estão contidos na minuta da resolução, e portanto a condição é madura para a circulação do rascunho entre todos os membros do Conselho."



O diplomata disse que o texto deve ser agora discutido "com tempo" entre os países membros do órgão de segurança das Nações Unidas.



"Será um período para os membros do Conselho acumularem consenso através de novos esforços diplomáticos."



Diplomatas esperam que a resolução seja votada pelo Conselho de Segurança apenas em junho. Entretanto, ressaltou a correspondente da BBC na ONU, não é claro nem previsível que a medida angarie o consenso de todos os membros – permanentes e rotativos – do Conselho, uma lista que incluiria o Brasil e a Turquia.



Na terça-feira, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o Brasil não participará das discussões a respeito das sanções contra o Irã, porque o acordo representa "um fato novo" na equação.
PARABENS LULA -O SENHOR MOSTROU PARA O MUNDO QUE È UM PATRÌOTA

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